IBOVESPA +0,35%% | 180.270 Pontos
CÂMBIO +0,91% | 5,25/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,4%, aos 180.270 pontos, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O dia foi marcado por volatilidade, com o índice inicialmente pressionado por um movimento global de aversão a risco em meio à alta do petróleo com a escalada das tensões no Oriente Médio, mas revertendo ao longo do pregão e fechando no positivo. No cenário doméstico, o mercado também reagiu à decisão do Banco Central, que optou por um corte de 25 bps na taxa básica de juros.
Hapvida (HAPV3, +15,0%) liderou os ganhos, em um pregão de elevada volatilidade. As ações chegaram a cair cerca de 15% na abertura após a divulgação de resultados do 4T25 abaixo das expectativas do mercado. No entanto, ao longo do dia, o papel reverteu o movimento. Por outro lado, Minerva (BEEF3, -10,7%) foi o principal destaque negativo, após divulgar resultados abaixo do esperado, especialmente em receitas (clique aqui para acessar mais detalhes).
Nesta sexta-feira, teremos uma agenda econômica e de balanços esvaziada, com o foco do mercado permanecendo nos desdobramentos do cenário geopolítico e seus impactos sobre os ativos globais.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram desempenho misto nesta quinta‑feira. Nos EUA, as Treasuries operaram sem sinal único em meio à volatilidade do petróleo e à cautela dos bancos centrais, com a T‑Note de 2 anos a 3,80% (+2 bps), a de 10 anos a 4,26% (0 bp) e o T‑Bond de 30 anos a 4,84% (‑4 bps). No Brasil, após forte volatilidade intradiária, houve leve alívio no fim do pregão, acompanhando a queda do petróleo, com o DI jan/27 a 14,10% (‑3 bps), o jan/29 a 13,68% (‑1 bp) e o jan/31 a 13,83% (‑3 bps).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,9%), caminhando para mais uma semana negativa, fortemente influenciado pela disparada do petróleo em meio à guerra entre EUA e Irã. Hoje, os preços do barril seguem avançando, com Brent subindo (+2,2%) e o WTI praticamente estável (+0,1%), mesmo após sinais de possível abertura do Estreito de Ormuz e comentários mais conciliatórios de líderes globais.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), recuperando parte das perdas da véspera. O movimento é liderado por setores mais cíclicos, como bancos e construção, enquanto energia fica para trás. Bancos centrais europeus mantiveram juros estáveis nesta semana, mas adotaram tom mais cauteloso, destacando que a guerra no Oriente Médio eleva riscos inflacionários e reduz a visibilidade sobre o crescimento.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,9%; CSI 300: -0,4%), refletindo a persistente aversão a risco global. No restante da Ásia, o Kospi sul-coreano foi exceção, subindo 0,3%, enquanto outros países seguiram pressionados. O pano de fundo continua sendo a guerra no Oriente Médio, com ataques a infraestruturas energéticas, incluindo instalações de gás no Catar, elevando preocupações sobre oferta global.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,11%, influenciado pelo ambiente externo mais sensível às tensões entre Estados Unidos e Irã.
Os Fundos de Tijolo apresentaram leve recuo de 0,07%, em um desempenho mais equilibrado entre os segmentos. Enquanto os Fundos de Shoppings avançaram 0,47%, contribuindo positivamente para o grupo, os Fundos de Ativos Logísticos e de Lajes Corporativas registraram quedas de 0,08% e 0,10%, respectivamente. Os Fundos de Recebíveis também tiveram variação negativa, com recuo de 0,10%.
Entre os demais segmentos, o desempenho também foi negativo, com os Fundos Híbridos (-0,15%), Multiestratégia (-0,73%) e FOFs (-0,55%) apresentando queda.
Entre as maiores altas do pregão estiveram PMIS11 (+2,5%), KORE11 (+1,6%) e LIFE11 (+1,5%). No campo negativo, os principais destaques foram OUJP11 (-4,6%), TGAR11 (-2,7%) e URPR11 (-2,2%).
Economia
Os bancos centrais da Europa, Inglaterra e China mantiveram os juros diante do aumento de incertezas no cenário global, devido a escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos nos preços do petróleo e gás natural. Na área comercial, a União Europeia avançou na implementação do acordo firmado com os EUA, abrindo caminho para uma votação final no plenário, etapa necessária antes de o texto seguir aos Estados‑membros. Entretanto, parlamentares europeus incluíram cláusulas condicionando a entrada em vigor do acordo. No Brasil, Lula anunciou Dario Durigan como novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad.
Veja todos os detalhes
Economia
Bancos centrais mantêm juros diante de incertezas globais
- O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as suas taxas de juros inalteradas, preservando a taxa de depósito em 2%, a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de empréstimo em 2,40%, em uma reunião marcada pela forte cautela diante da escalada da guerra no Oriente Médio. A instituição alertou que o conflito introduziu riscos significativos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento, refletindo o impacto do aumento dos preços de petróleo e gás após ataques a infraestruturas energéticas na região. As projeções atualizadas do BCE apontam para inflação mais elevada e atividade mais fraca, enquanto a autoridade monetária reforça que seguirá avaliando os dados reunião a reunião, sem compromisso sobre o próximo movimento de política monetária;
- A União Europeia avançou na implementação do acordo comercial firmado com os Estados Unidos. O comitê de comércio do Parlamento Europeu aprovou o avanço da legislação, abrindo caminho para uma votação final no plenário, etapa necessária antes de o texto seguir aos Estados‑membros. O tratado prevê tarifa máxima de 15% para a maior parte das exportações europeias aos EUA, embora sua aplicação tenha sido colocada em dúvida depois que a Suprema Corte americana derrubou as tarifas globais, levando Washington a impor provisoriamente um encargo de 10% sobre todas as importações. Diante da incerteza, parlamentares europeus incluíram cláusulas condicionando a entrada em vigor do acordo. Entre elas, a garantia formal dos EUA de respeito ao teto tarifário, e que Washington trate do tarifaço de 50% sobre produtos metálicos que afeta centenas de itens europeus. Outro ponto de fricção é a percepção de que o acordo pode ser “desequilibrado”, já que o bloco precisa reduzir amplamente tarifas enquanto os EUA mantêm alíquotas relativamente altas. Ainda assim, legisladores decidiram seguir adiante. Se aprovado pelo plenário, o acordo ainda exigirá negociações finais com os governos nacionais, deixando sua conclusão, no melhor cenário, para abril;
- O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu, de forma unânime, manter sua taxa básica de juros em 3,75%, movimento esperado pelo mercado, em um contexto de forte cautela diante da escalada da guerra no Oriente Médio e de seus impactos sobre os preços globais de energia. A autoridade monetária enfatizou que, embora a inflação britânica tenha desacelerado, ela segue acima da meta oficial de 2%, permanecendo em 3% em janeiro, o que ainda exige vigilância redobrada do banco central. O BoE avalia que os choques recentes no petróleo e no gás podem reacender pressões inflacionárias e, por isso, reforçou que novas decisões dependerão da evolução do quadro geopolítico e da trajetória de preços. Como resultado, os juros dos títulos de 2 anos subiram 40 bps, de 4,10% para 4,50%;
- A China manteve seus principais custos de empréstimos inalterados, mantendo as taxas em 3,0% para 1 ano e 3,5% para 5 anos, nível que já dura vários meses. A decisão reflete a postura cautelosa do Banco Popular da China (PBoC), que busca equilibrar apoio ao crescimento econômico com a necessidade de preservar a estabilidade financeira, especialmente diante de sinais persistentes de fraqueza na demanda doméstica, excesso de capacidade industrial e incertezas geopolíticas que afetam o sentimento empresarial. A manutenção das taxas também indica preferência por estímulos mais direcionados, enquanto autoridades sinalizam possibilidade de novas medidas de suporte ao longo do ano, caso a desaceleração econômica se aprofunde;
- No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou Dario Durigan como novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as eleições deste ano. Atual secretário-executivo da Fazenda e principal articulador político da equipe econômica, Durigan já atuava na formulação das medidas de recomposição de receitas e deverá dar continuidade à agenda fiscal do governo. A saída de Haddad foi marcada por um discurso de balanço, em que o ministro destacou a aprovação da reforma tributária, o fortalecimento do pacto federativo e avanços econômicos durante sua gestão;
- Sem indicadores relevantes para a agenda de hoje.
Empresas
Tupy (TUPY3): Resultados pressionados e visibilidade de resultados comprometida; Revisão do 4T25
- A Tupy apresentou resultados pressionados no 4T25, com EBITDA ajustado de 39 milhões (-62% vs. XPe, -85% A/A e -76% T/T);
- As receitas líquidas recuaram para R$2,2 bilhões (-12% A/A e -9% T/T), com a desaceleração sequencial refletindo, sobretudo, a queda dos mercados domésticos de veículos pesados e off-road, além de receitas de mercados externos mais fracas (embora, no geral, estáveis);
- As margens foram afetadas por uma série de itens não operacionais ligados à reestruturação e reorganização industrial, que totalizaram -R$312 milhões em despesas;
- Ainda assim, mesmo excluindo itens pontuais, a lucratividade permaneceu pressionada, com margem EBITDA ajustada de 1,8% (vs. 4,7% na XPe e 10,1% no 4T24), impactada por volumes baixos e fraca diluição de custos fixos;
- Vemos uma confluência de desafios (incluindo demanda mais fraca, impactos de FX e tarifas) continuando a pesar sobre os resultados, elevando preocupações quanto à visibilidade da trajetória de resultados, com espaço para revisões relevantes para baixo à frente, em nossa visão;
- Embora o 4T25 provavelmente tenha marcado o piso cíclico em termos de volumes, acreditamos que os níveis de alavancagem ainda podem não ter atingido o pico.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
WEG (WEGE3): Oferta e demanda apertadas de transformadores devem persistir por mais tempo
- Após conversas com a Siemens Energy, seguimos confiantes de que o upcycle de transformadores é duradouro;
- Impulsionado por uma eletrificação ampla e pela necessidade de reforço das redes, além da demanda de hyperscalers, sem sinais visíveis de desaceleração;
- A oferta segue restrita, com novas capacidades de transformadores exigindo um longo período de ramp up, dada a natureza intensiva em mão de obra e altamente customizada da manufatura;
- Nesse contexto, o Brasil permanece como um importante polo de manufatura, porém um mercado final subatendido, criando oportunidades;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Randoncorp (RAPT4) & Frasle Mobility (FRAS3): Aguardando a tempestade passar
- Após indicações fracas para 2026E, estamos rebaixando a Randoncorp para Neutro e reiterando nossa recomendação Neutra para a Frasle Mobility;
- Em RAPT4, ainda vemos a companhia bem posicionada para capturar um ciclo de queda de juros no Brasil, dado seu elevado nível de alavancagem e as implicações operacionais indiretas para as vendas de caminhões e implementos rodoviários;
- No entanto, diante da baixa visibilidade para melhora de resultados em meio a um ambiente operacional persistentemente desafiador (que esperamos continuar ao longo de 2026);
- Optamos por adotar uma abordagem mais cautelosa, rebaixando a ação para Neutro – nesse sentido, embora o valuation possa sugerir espaço para upside;
- A falta de confiança quanto à recuperação de resultados (e seu timing) deve limitar o apetite dos investidores pelo papel (o short interest acima de 25% sugere, contudo, que essa visão negativa já é consenso);
- Em FRAS3, estamos cortando nossas estimativas de lucro para 2026-27E em ~20%, com múltiplos P/E implícitos de 18x-13x em 2026-27E não sugerindo espaço para upside, especialmente considerando a desaceleração do crescimento de receita observada nos últimos meses.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Boa Safra (SOJA3) | Navegando pelo excesso de sementes de soja
- Estamos divulgando nosso Preview de Resultados do 4T25 e atualizando nosso preço‑alvo DCF‑based para o final de 2026 de BRL 15.10/ação para BRL 11.8/ação;
- Reiteramos nossa recomendação de Compra à luz do espaço que a Boa Safra ainda possui para expansão tanto em market share quanto na área plantada continuamente crescente no Brasil, apesar do ambiente de curto prazo em relação ao S&D de sementes de soja e à saúde financeira dos produtores;
- No entanto, após dois anos de decepções, não vemos catalisadores de re-rating para a ação, pois acreditamos que a Companhia precisa primeiro recuperar a confiança do mercado em sua capacidade de retornar a uma trajetória de crescimento sustentável;
- Confira o relatório aqui.
Unipar (UNIP6) | Resultados do 4T25: EBITDA abaixo do esperado, fluxo de caixa negativo
- A Unipar divulgou seus resultados do 4T25 nesta quinta-feira (19), após o fechamento do mercado. A receita líquida atingiu R$ 1,2 bilhão, ligeiramente acima da nossa estimativa (+5% em relação ao XPe) e uma queda de -2% em relação ao 3T25;
- O EBITDA recorrente, no entanto, ficou em R$ 182 milhões, ficando -20% abaixo do XPe. O déficit foi impulsionado principalmente por despesas administrativas e gerais mais elevadas, de R$ 135 milhões (+26% em relação tanto ao XPe quanto ao último trimestre). O EBITDA caiu -32% em relação ao trimestre anterior, devido a preços internacionais e volumes de vendas mais baixos. Vale destacar que o EBITDA foi ajustado para excluir a provisão para margens negativas de estoque de PVC;
- O prejuízo líquido totalizou R$ 7 milhões, o que é pior do que nossa estimativa (lucro líquido de R$ 31 milhões da XPe), mas consistente com o desempenho operacional abaixo do esperado. O FCFE da Unipar foi negativo, de R$ 132 milhões, pressionado por investimentos ainda elevados;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Melnick (MELK3): Margem bruta acima das expectativas, compensada por receita mais fraca
- A Melnick divulgou resultados mistos no 4T25. A receita líquida alcançou R$ 311 milhões (–21,9% A/A, +27,5% T/T), ficando levemente acima das nossas estimativas (+0,6% vs. XPe), provavelmente impactada pelo menor volume de lançamentos de 2023 (que deve representar uma parcela maior do reconhecimento de receita);• O lucro bruto foi de R$ 70,7 milhões, com margem bruta de 22,8%, acima das nossas expectativas (+3,2 p.p.), refletindo o mix reconhecido. O EBITDA superou nossas projeções em +82% (–27,2% A/A), explicado principalmente pela melhora de margens, despesas gerais e administrativas e outras despesas. O lucro líquido totalizou R$ 34,4 milhões, 63% acima da nossa estimativa e praticamente estável A/A. A alavancagem subiu para 38,3% DL/Patrimônio, motivada pela dinâmica de geração de caixa no trimestre e pela redução de patrimônio após o processo de redução de capital no 1T25;
- Reiteramos nossa recomendação de compra com base na avaliação;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Panvel (PNVL3): 4T em linha; resultados sólidos no varejo e descontinuação do atacado deixa de ser um fator de arrasto
- Como esperado, a Panvel reportou resultados fortes no 4T, com sólido desempenho de receita no varejo e melhora de rentabilidade via mix de canais.
- Como a descontinuação do atacado foi concluída no 4T24, começamos a ver comparáveis mais normalizados, o que, combinado com a maturação das lojas, está sustentando a expansão da margem consolidada.
- Estamos construtivos com o novo ciclo estratégico da companhia (mais sobre isso aqui), que deve entregar forte crescimento de receita e expansão da margem EBITDA com a aceleração da expansão, mix de produtos e melhorias operacionais.
- Assim, mantemos nossa recomendação de Compra.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Unifique (FIQE3): Resultados sólidos – EBITDA e lucro líquido acima do esperado
- A Unifique entregou um trimestre positivo, acima das expectativas, com crescimento sustentável e ganhos de eficiência.
- Os resultados destacam a capacidade da companhia de equilibrar crescimento e rentabilidade em um mercado competitivo de FTTH, além de uma execução disciplinada e da monetização de novos negócios, como energia e móvel.
- A receita líquida alcançou R$ 324 milhões (+21,8% A/A), 1,1% acima do XPe, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 166 milhões (+31,1% A/A), 1,8% acima das nossas estimativas, com margem de 51,2% (+3,5 p.p. A/A). O lucro líquido foi de R$ 62 milhões (+25% A/A), também acima do Xpe.
- Mantemos uma visão construtiva, destacando a execução sólida da Unifique, a forte visibilidade de resultados, a baixa alavancagem e o avanço rumo a uma plataforma regional mais integrada de serviços digitais, fatores que sustentam a resiliência de margens e um crescimento acima da média do setor.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Brisanet (BRST3): Resultados em linha, com crescimento puxado pelo móvel e pressão contínua sobre o lucro líquido
- Os resultados da Brisanet no 4T25 vieram amplamente em linha com nossas estimativas.
- A receita líquida alcançou R$ 442 milhões (+16% A/A), impulsionada pelo crescimento da base de clientes em banda larga e móvel, que atingiu 850 mil assinantes.
- O EBITDA ajustado foi de R$ 199 milhões, 2% acima das nossas estimativas, com a margem EBITDA ajustada se destacando positivamente ao atingir 45%, com expansão T/T e A/A.
- O lucro líquido ajustado veio em linha com o XPe e foi pressionado por despesas financeiras.
- A alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA LTM) atingiu 2,21x (vs. 2,18x no 3T25).
- Seguimos vendo a execução no móvel como um importante vetor de crescimento, mas acreditamos que a expansão de margens, a geração de caixa e um capex disciplinado serão fundamentais para destravar valor no médio prazo.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Positivo (POSI3): Rentabilidade acima do esperado compensa receitas ainda fracas
- A Positivo apresentou um conjunto misto de resultados no 4T25, com a rentabilidade vindo acima das expectativas, compensando parcialmente uma linha de receita ainda pressionada.
- A receita líquida alcançou R$ 992 milhões (-5% A/A), amplamente em linha com nossas estimativas.
- A rentabilidade foi o principal destaque: o EBITDA atingiu R$ 118 milhões (+18% A/A), bem acima das nossas projeções (+59% vs. XPe), com expansão de margem para 11,9% (+2,3 p.p. A/A).
- O lucro líquido somou R$ 22 milhões (+52% A/A), também acima do esperado.
- Olhando à frente, a administração divulgou um guidance de receita para 2026 entre R$ 4,0–4,2 bilhões, refletindo uma postura cautelosa diante de pressões de custos e de uma dinâmica de demanda ainda incerta.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Composição por Flexibilidade: O LRCap não decepcionou
Eneva surge como a grande vencedora, mas Copel e Orizon também se destacam
- Após muita expectativa, o LRCap finalmente foi realizado;
- Com cerca de 19 GW de demanda contratada, o leilão atendeu às expectativas e entregou oportunidades relevantes de alocação (e redução de risco) para diversas companhias da nossa cobertura;
- Para ENEV, a alta de 15% nas ações no pregão de hoje resume bem o resultado (uma combinação de de-risking e criação de valor em VPL);
- Vale destacar também a performance da Copel, que conseguiu contratar Foz do Areia (já incluída no nosso cenário base) e Segredo (VPL de R$ 1,6/ação);
- Além da Orizon (ORVR), que também recontratou toda a capacidade que assumíamos em nosso cenário base;
- A Axia também contratou cerca de 200 MW de capacidade hídrica em 2031;
- Por fim, a Petrobras recontratou aproximadamente 2,2 GW de capacidade térmica, assegurando um fluxo de receitas adicionais de R$ 4,3 bilhões ao longo de 10 anos;
- Ainda precisamos analisar em mais detalhes os resultados de ENEV, já que existem cerca de 1,1 GW em novos projetos que não estavam mapeados por nós (nem pelo mercado), para os quais precisamos de mais informações antes de calcular com precisão o potencial de criação de valor;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Hapvida avalia fechar unidades ociosas após resultados fracos no último trimestre (Valor Econômico).
- Rating do BRB rebaixado para ‘brB-’ e mantido em CreditWatch negativo por incertezas sobre capacidade de capitalização (S&P Global);
- Em acordo com ISA Energia, Axia sai do Madeira e leva troco de R$ 1,17 bi (Pipeline Valor);
- Impasse entre Cosan e Bradesco não deve afetar IPO de Compass, dizem fontes (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX cai pelo quarto dia seguido; recuo na semana chega a 0,83% (FIIs);
- Estudo mostra como fundos imobiliários reagem aos ciclos de cortes de juros (InfoMoney);
- A guerra no Oriente Médio pode afetar seus FIIs? (B³ Bora Investir);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Bolsas americanas reduzem perdas com o arrefecimento da alta do petróleo: alívio no preço do petróleo diminui a pressão sobre as ações em Wall Street, em meio a riscos geopolíticos e ao vencimento de cerca de US$ 5,7 trilhões em opções ligadas a ações, índices e ETFs, evento que pode aumentar a volatilidade do mercado. (Infomoney);
- CEO da Parfin defende que stablecoins de real são importantes para tokenização: uso de stablecoins atreladas ao real pode viabilizar a tokenização de ativos e ampliar a integração com o sistema financeiro, em um cenário de evolução da infraestrutura digital — movimento que pode futuramente dialogar com a expansão de produtos como ETFs ligados a ativos tokenizados e cripto (Valor econômico);
- Ibovespa desbanca Wall Street como a maior alta em dólar até agora: Dos 21 índices avaliados, 10 têm alta em dólar, com destaque para mercados latino-americanos — exceto a Argentina — impulsionados pelo fluxo de investidores estrangeiros para emergentes como o Brasil. (Valor Investe);
- Com cenário incerto, brasileiros miram ações de tecnologia desconhecidas, prata e bitcoin: diante da incerteza global, investidores brasileiros buscam diversificação em ativos alternativos — incluindo ações menos conhecidas de tecnologia, commodities e cripto — movimento que também se conecta ao uso de ETFs como forma prática de acessar esses temas no exterior. (Valor Investe).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Tesla em negociações para comprar US$ 2,9 bi em equipamentos solares da China | Café com ESG, 20/03
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,35% e 0,73%, respectivamente;
- No Brasil, segundo dados da Argus Media, o preço do diesel importado, que disparou nas últimas semanas, já está mais alto do que o preço do biodiesel no mercado interno, que por sua vez vem caindo com o avanço da colheita da safra recorde de soja – se for considerado o biodiesel que já foi negociado nos contratos bimestrais para o período de março a abril, o valor do biodiesel colocado, por exemplo, no Paraná, o metro cubico está R$ 910 mais barato que o diesel importado;
- No internacional, (i) a Tesla está buscando comprar equipamentos no valor de US$ 2,9 bilhões para fabricação de painéis solares e células de fornecedores chineses – em contexto, o CEO Elon Musk pretende adicionar 100 gigawatts de capacidade solar nos Estados Unidos, afirmando que a energia solar poderia suprir todas as necessidades elétricas do país, incluindo a demanda crescente de um número crescente de data centers; e (ii) o Google assinou acordos com cinco empresas de energia elétrica dos Estados Unidos para reduzir o uso de eletricidade durante os períodos de pico de demanda, informou a empresa ontem – o objetivo é garantir energia para seus data centers em meio a adições lentas de novas ofertas de eletricidade;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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