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Petróleo em alta e inflação nos EUA no radar

Inflação nos EUA e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) no Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta sexta-feira, 13/03/2026

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IBOVESPA -2,55% | 179.284 Pontos

CÂMBIO +0,88% | 5,20/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 2,6%, aos 179.284 pontos, atingindo seu menor nível desde 26 de janeiro. O movimento ocorreu em meio a um dia de forte aversão ao risco nos mercados globais, com a continuidade do conflito no Oriente Médio pressionando os ativos e elevando os preços do petróleo. Além disso, o IPCA de janeiro veio acima das expectativas.

SLC Agrícola (SLCE3, +4,3%) liderou os ganhos após divulgar resultados do 4T acima das estimativas do mercado, com lucros e receitas superando as projeções (veja aqui o comentário completo). O setor de petróleo também apresentou desempenho positivo, com Petrobras (PETR4, +1,5%; PETR3, +1,4%) e PRIO (PRIO3, +3,7%) acompanhando a forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -14,5%) esteve entre as principais quedas após divulgar resultados abaixo das expectativas, reportando prejuízo líquido de R$ 721 milhões no 4T, além de um aumento na alavancagem financeira (veja aqui mais detalhes).

Nesta sexta-feira, destaque para a pesquisa mensal de serviços de janeiro no Brasil e, nos EUA, a segunda leitura do PIB do 4T25 e o deflator PCE referente a janeiro.

Renda Fixa

Os juros futuros dispararam no Brasil nesta quinta‑feira, atingindo os maiores níveis do ano em meio ao salto do petróleo acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022, movimento que reforçou expectativas de pressão inflacionária após o IPCA de fevereiro vir acima do esperado. Os DIs fecharam em 13,99% no jan/27 (+34 bps), 13,53% no jan/29 (+36 bps) e 13,81% no jan/31 (+33 bps). Nos EUA, as Treasuries também avançaram diante da disparada do petróleo e dos custos crescentes da guerra sobre a inflação e sobre a política do Federal Reserve. A T‑Note de 2 anos encerrou a 3,74% (+10 bps), a T‑Note de 10 anos a 4,26% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,88% (+1 bp).

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%), enquanto investidores aguardam a divulgação do PCE. Na sessão anterior, os três principais índices renovaram mínimas de fechamento de 2026, com o S&P 500 recuando 1,5%, após o petróleo disparar com novas tensões no Oriente Médio. O Brent avançou 9,2% para US$ 100,46, seu primeiro fechamento acima de US$ 100 desde agosto de 2022.

Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pelo petróleo acima de US$ 100/barril e pelos riscos de uma guerra prolongada no Oriente Médio, mesmo após o anúncio da liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas da IEA e de 172 milhões de barris da reserva estratégica dos EUA. A tensão aumentou após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmar que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como forma de pressionar adversários.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,4%), refletindo preocupações com a escalada do conflito e os preços elevados do petróleo. No restante da Ásia, o Nikkei japonês caiu 1,2%, enquanto o Kospi sul-coreano recuou 1,7%.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira com queda de 0,20%, influenciado, sobretudo, pelos Fundos de Tijolo, que recuaram 0,38%. Dentro do segmento, Fundos de Lajes Corporativas, Ativos Logísticos e Shoppings caíram 0,47%, 0,44% e 0,39%, respectivamente. Outros segmentos também apresentaram desempenho negativo, como os Fundos Multiestratégia (-0,31%), os FOFs (-0,35%) e os Híbridos (-0,43%). Os Fundos de Recebíveis foram o destaque positivo do dia, com alta de 0,16%. Entre as maiores altas do pregão estiveram VGIP11 (+1,0%), VRTA11 (+1,0%) e LIFE11 (+0,9%). No campo negativo, os principais destaques foram VINO11 (-4,0%), KORE11 (-2,2%) e TRBL11 (-1,7%).

Economia

No noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, o Irã afirmou que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota. A hidrovia, fundamental para o comércio global de petróleo, permanece com circulação restrita desde o início dos ataques. A cotação do petróleo (tipo Brent) subiu 10% ontem, para cerca de US$ 100 por barril.

No Brasil, o governo anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel. As ações incluem um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e uma Medida Provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores. As iniciativas somadas devem gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas, segundo estimativas do Palácio do Planalto. Como fonte de compensação, o governo criará um imposto temporário sobre as exportações de petróleo, com alíquota de 12%. Para uma análise detalhada sobre o anúncio, clique aqui.  

O IPCA de fevereiro avançou 0,70% em relação a janeiro, acima das expectativas (XP: 0,65%; Mercado: 0,64%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,81%. O aumento mais acentuado que o previsto nos preços de alimentação no domicílio explicou, em grande medida, a diferença entre nossa projeção e o resultado observado. A média dos núcleos de inflação – excluem os itens mais voláteis – subiu 0,62% em fevereiro, também uma surpresa altista. O aumento expressivo dos preços do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio, traz riscos à nossa projeção para a inflação de 2026, atualmente em 3,8%.

Hoje, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) será o destaque da agenda doméstica. Estimamos que as receitas reais de serviços tenham avançado 0,1% em janeiro comparado a dezembro. Em relação a janeiro de 2025, por sua vez, prevemos crescimento de 2,7%. Nos Estados Unidos, diversos indicadores de atividade e inflação serão publicados, com destaque ao PIB do 4º trimestre de 2025 – segunda leitura (exp: 1,4% T/T em termos anualizados) e ao deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) de janeiro (exp: 0,3% M/M e 2,9% A/A para o índice cheio; 0,4% M/M e 3,1% A/A para a medida de núcleo).    

Veja todos os detalhes

Economia

Governo anuncia pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel; IPCA sobe além das expectativas em fevereiro

  • No noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, o Irã afirmou que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota. A hidrovia, fundamental para o comércio global de petróleo, permanece com circulação restrita desde o início dos ataques. Donald Trump e Mojtaba Khamenei falaram em tom desafiador ontem. O Presidente dos Estados Unidos afirmou que parar o Irã é mais relevante do que os preços do petróleo, enquanto o novo líder supremo disse que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado. A cotação do petróleo (tipo Brent) subiu 10% ontem, encerrando a sessão um pouco acima de US$ 100 por barril;
  • No Brasil, o governo anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel. As ações incluem um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e uma Medida Provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores. As iniciativas somadas devem gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas, segundo estimativas do Palácio do Planalto. Como fonte de compensação, o governo criará um imposto temporário sobre as exportações de petróleo, com alíquota de 12%. Os cálculos oficiais indicam que a redução de PIS/Cofins resultará em custo fiscal de R$ 15,0 bilhões para os meses restantes de 2026, ou R$ 5,1 bilhões durante o período inicial de vigência da medida (até 31 de maio, ou seja, três meses). Já a subvenção foi estabelecida para todo o ano de 2026, mas, devido à limitação de valor em R$ 10,0 bilhões, será descontinuada caso esse montante seja atingido. A expectativa de arrecadação com o imposto de exportação corresponde a cerca de R$ 15,0 bilhões ao longo de quatro meses. Nossas estimativas, por sua vez, apontam para receitas no montante de R$ 12,9 bilhões no mesmo período. Assumimos crescimento de 5% no volume de exportações de petróleo este ano, e cotação média de US$ 100 por barril do tipo Brent. Para mais informações, clique aqui;  
  • O IPCA de fevereiro avançou 0,70% em relação a janeiro, acima das expectativas (XP: 0,65%; Mercado: 0,64%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,81%. A elevação mais acentuada que o previsto nos preços de alimentação no domicílio explicou, em grande medida, a diferença entre nossa projeção e o resultado observado. A média dos núcleos de inflação – excluem os itens mais voláteis – subiu 0,62% em fevereiro, com a média móvel de três meses dessazonalizada e anualizada (3M SAAR) atingindo 4,4%. Ou seja, a métrica que representa a tendência de curto prazo continua próxima ao topo da banda de tolerância que contém a meta de inflação. De forma semelhante, o grupo de serviços subjacentes avançou 0,64% na comparação mensal, acima das previsões, com a medida de 3M SAAR aumentando de 4,7% para 5,4%. Ademais, no contexto de mercado de trabalho apertado, o grupo de preços de serviços intensivos em mão de obra registrou altas de 0,68% no mês e de 7,0% com base na medida de 3M SAAR. Por outro lado, os grupos de bens industrializados e alimentos permanecem em níveis relativamente baixos, apesar das leituras um pouco acima do esperado em fevereiro. Essa dinâmica reflete a apreciação da taxa de câmbio ao longo de 2025 e no início de 2026, além das importações de bens mais baratas (especialmente da China). Isto posto, o aumento expressivo dos preços do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio, impõe um risco altista à nossa projeção para o IPCA de 2026, atualmente em 3,8%;
  • Hoje, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) será o destaque da agenda doméstica. Estimamos que as receitas reais de serviços tenham avançado 0,1% em janeiro comparado a dezembro. Em relação a janeiro de 2025, por sua vez, prevemos crescimento de 2,7%. Nos Estados Unidos, diversos indicadores de atividade e inflação serão publicados: PIB do 4º trimestre de 2025 – segunda leitura (exp: 1,4% T/Tem termos anualizados); renda e gastos pessoais em janeiro (exp: 0,5% M/M e 0,3% M/M, respectivamente); relatório JOLTS – abertura de vagas de trabalho (exp: 6,75 milhões); confiança do consumidor da Universidade de Michigan referente a março (exp: 54,8); deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) de janeiro (exp: 0,3% M/M e 2,9% A/A para o índice cheio; 0,4% M/M e 3,1% A/A para a medida de núcleo).  


Empresas

Vittia (VITT3) | Resultados Fracos, como esperado

  • A Vittia apresentou resultados fracos no 4T, com a receita líquida alcançando BRL 258mn, amplamente em linha com as expectativas (-1% vs. XPe) e +1% A/A;
  • O aumento do topline foi principalmente impulsionado pela categoria de menor valor agregado, fertilizantes de solo, que cresceu 75% A/A, enquanto fertilizantes foliares e soluções biológicas recuaram 11% A/A;
  • As margens brutas deterioraram de forma generalizada (soluções biológicas -1000bps A/A), mas ainda superaram nossas expectativas devido a um mix mais favorável, levando o lucro bruto a BRL 83mn, 4% acima do XPe (-12% A/A). No entanto, esse efeito positivo foi compensado por despesas de vendas acima do esperado, resultando em Adj. EBITDA 5% abaixo do XPe;
  • O Adj. Net Income totalizou BRL 32mn (+22% vs. XPe e -31% A/A), impactado por efeitos financeiros não caixa;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

CSN Mineração (CMIN3): Resultados sólidos apesar de pressões de custo

  • CSN Mineração apresentou resultados sólidos no 4T25, com EBITDA ajustado de R$1.761 milhões, +6% vs. XPe (-13% A/A e -12% T/T).
  • A receita líquida caiu -7% T/T para R$4,1 bilhões, refletindo a combinação de maiores embarques de minério de ferro (+12% A/A, +3% vs. XPe), com a empresa superando seu guidance anual de produção (45,5 Mt vs. 42,0–43,5 Mt), apesar de preços realizados menores, em US$63,3/t (-4% T/T), com preços de referência do minério 62% Fe mais altos (+4% T/T) sendo compensados pelo menor impacto de embarques com exposição a precificação futura.
  • Além disso, o C1 atingiu US$23,4/t (+11% T/T), afetado pelos maiores custos de produção da mina.
  • A empresa também divulgou seu guidance de produção para 2026E, de 45,0–47,0 Mt (vs. 43,5–47,5 Mt previamente), enquanto espera C1 entre US$22,0–23,5/t.
  • Em suma, mantemos uma visão cautelosa para os preços de minério de ferro no médio prazo, com o setor imobiliário chinês em condições pouco inspiradoras, sugerindo upside limitado, em nossa visão.
  • Dito isso, reiteramos nossa recomendação Neutra para CMIN3.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

CSN (CSNA3): Alavancagem continua no centro das atenções

  • A CSN reportou resultados pressionados no 4T25, com EBITDA ajustado de R$3.011 milhões¹, +4% vs. XPe (-9% T/T e -10% A/A).
  • Observamos: (i) resultados sólidos na operação de mineração (clique aqui para mais detalhes sobre os resultados do 4T25 da CSN Mineração);
  • (ii) desempenho resiliente na divisão de Cimento, com menores volumes vendidos parcialmente compensados por melhor precificação;
  • (iii) performance em linha na divisão de Logística; e
  • (iv) desempenho prejudicado na divisão de Aço, com margens de 7,4% no 4T25 (-1 p.p. T/T), refletindo volumes sazonalmente mais fracos, mas com custos de placa melhorando T/T como ponto positivo (potencialmente implicando impacto de custo favorável adiante).
  • Por fim, a alavancagem subiu para ~3,5x DL/EBITDA (vs. ~3,1x no 3T25), permanecendo como uma das principais preocupações dos investidores na tese da CSN, conforme amplamente discutido em nossa atualização recente.
  • Reiteramos nossa recomendação Neutra para as ações.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Moura Dubeux (MDNE3): Resultados sólidos em todos os aspectos

  • A Moura Dubeux apresentou resultados sólidos no 4T25, com um forte desempenho financeiro. A receita cresceu 92% A/A, impulsionada principalmente pelas contribuições sólidas das taxas de desenvolvimento de terrenos reconhecidas em três projetos. A margem bruta ficou abaixo de nossas expectativas, em 32,2% (-0,9 p.p. vs. XPe), enquanto a margem de backlog melhorou sequencialmente para 36,1% (+50 bps. T/T);
  • O EBITDA aumentou significativamente para R$ 127 milhões (+16% vs. XPe) devido às menores despesas com vendas, gerais e administrativas, o que levou a comparação anual a +186% A/A. No geral, o lucro líquido superou nossas estimativas (+10,2%) e as do consenso (+8%), atingindo R$ 112 milhões. O ROAE dos últimos 12 meses aumentou para 21,4% (+40bps. T/T), ainda um dos mais altos entre nossa cobertura;
  • Mantemos nossa classificação de compra para a ação;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Lavvi (LAVV3): Despesas mais elevadas afetando os resultados financeiro 

  • A Lavvi divulgou resultados mistos no 4T25. Os principais destaques incluem: (i) expansão positiva da receita de 28% A/A (+10% vs. XPe), apesar da queda nas vendas líquidas de -17% A/A, apoiada pela evolução do PoC no trimestre, (ii) expansão das margens de backlog para 37,5% (+50 bps T/T), (iii) margens brutas de 33,7% (-40 bps vs. XPe);• (iv) EBITDA de R$ 129 milhões (-21% A/A, -3% vs. XPe), prejudicado por despesas operacionais mais altas, (v) lucro líquido de R$ 105 milhões (-13% A/A, -14% em vs. XPe), levando a um ROE de 28% nos últimos 12 meses, ainda um dos mais altos entre os pares, e (vi) maior alavancagem financeira de 22,1% DL/PL (4,1% no 3T25), explicada pelo consumo de caixa e pagamento de dividendos no trimestre;
  • Mantemos nossa classificação de Compra e preço-alvo para o final do ano de 2026 de R$ 26,0/ação, com uma visão positiva de longo prazo para a empresa;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Plano&Plano (PLPL3): Lucro líquido supera expectativas graças a melhores resultados financeiros

  • A Plano&Plano apresentou resultados ligeiramente positivos no 4T25. Os principais destaques incluem: (i) expansão robusta da receita (+60% A/A; +32% T/T), apoiada por vendas mais fortes no mercado privado e maior reconhecimento do POC; (ii) compressão da margem bruta ajustada para 30,1% (-3,4 p.p. A/A; -1,0 p.p. T/T), impulsionada por margens mais fracas no mercado público e descontos no 4T25; • (iii) EBITDA de R$ 176,6 milhões (+46% A/A; +43% T/T), -3% abaixo do XPe, com margem de 16,5%; e (iv) resultado líquido de R$ 133,4 milhões (+52% A/A; +71% T/T), +9% acima do XPe, levando a um ROE LTM de 38,7% e uma posição de caixa líquido de R$ 5 milhões após vendas de recebíveis;
  • Reiteramos nossa classificação de Compra para o nome, combinando um momento operacional positivo daqui para frente e uma avaliação atraente, sendo negociado a 5,5x P/E 26;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Magazine Luiza (MGLU3): 4T fraco; demanda pressionada, aumento da concorrência e provisões de estoque pesam nos resultados

  • A Magazine Luiza reportou resultados fracos no 4T, com demanda pressionada em um macro desafiador e aumento da concorrência online, enquanto a companhia registrou R$300 milhões em provisões de estoque que levaram a um EBITDA abaixo do esperado.
  • A MGLU também compartilhou seu novo ciclo estratégico de 5 anos, com cinco pilares-chave: (1) IA; (2) e-commerce como um lugar de marca; (3) aceleração das vendas 1P em marketplaces (ex.: Aliexpress); (4) fomentar o cross-sell das marcas; e (5) fortalecer os serviços financeiros do MagaluPay.
  • Curiosamente, o pilar #3 pode sinalizar que a companhia irá expandir parcerias com outros marketplaces, potencialmente seguindo os passos da BHIA.
  • No geral, acreditamos que o trimestre reflete um ambiente macro e competitivo difícil.
  • Assim, mantemos nossa recomendação Neutra.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Energisa (ENGI11): 4T25 saudável quando ajustado por one-offs

Resultados operacionais ligeiramente positivos

  • A Energisa reportou resultados operacionais ajustados positivos no 4T25, com EBITDA 3% e 17% acima das estimativas da XP (XPe) e do consenso, respectivamente;
  • O desempenho saudável foi impulsionado principalmente por: i) uma Parcela B (lucro bruto) sólida nas distribuidoras (DisCos) e ii) opex ajustado 5% abaixo do XPe;
  • Os resultados foram impactados por diversos one-offs (em grande parte eventos não caixa), mas após todos os ajustes chegamos a um EBITDA de R$ 2,4 bi;
  • Pelo lado negativo, a Energisa registrou o 3º trimestre consecutivo de aumento de dívida líquida em cerca de R$ 2 bi, o que levou a alavancagem a 3,6x dívida líquida/EBITDA (EBITDA dos últimos 12 meses, utilizado para covenants);
  • Embora parte desse aumento de alavancagem seja explicada por um plano de capex robusto nas distribuidoras, em um ambiente de juros elevados as despesas financeiras líquidas estão consumindo cerca de R$ 3,5 bi por ano em caixa;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • CSN quer vender fatia em cimentos ainda neste ano (Valor Econômico);
  • BTG está em negociação avançada para compra do Digimais, de Edir Macedo, segundo fontes (Valor Econômico);
  • Petrobras vai aderir à subvenção econômica para comercialização de óleo diesel (Valor Econômico);
  • Conselho da Neoenergia se diz favorável à OPA para fechar capital (Valor Econômico).
  • Clique aqui para acessar o clipping.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • VINO11 despenca 4%, e IFIX fecha quinta-feira em queda de 0,2% (FIIs);
    • A guerra no Oriente Médio pode afetar seus FIIs? (ClubeFII);
    • XP vê momento “mais benigno” para FIIs de tijolo e lista oportunidades; veja quais (InfoMoney);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • BNDES seleciona ETFs para investir até R$ 1 bilhão: O BNDES abriu uma chamada pública para escolher cinco ETFs — de ações, renda fixa e estratégia híbrida — que poderão receber até R$ 200 milhões cada, totalizando R$ 1 bilhão em aportes via BNDESPar ao longo de 2026, com o objetivo de fortalecer o mercado de capitais, ampliar a indústria de ETFs no país e estimular a entrada de novos investidores. (Tradingview);
    • Em meio ao rali pré-guerra, mercado de opções batia recorde no Brasil: Antes da eclosão da guerra no Oriente Médio, o mercado brasileiro de opções registrava volumes médios diários recordes — impulsionado pela alta da bolsa, pela popularização dos derivativos e pela expansão de produtos como opções semanais e de “zero dias” — com destaque para R$ 1,2 bilhão ao dia nas opções mensais e forte crescimento também em ETFs, BDRs e contratos sobre o Ibovespa. (Valor Investe);
    • Global equity funds see highest outflows since December on oil shock fears: According to LSEG Lipper data, global equity ‌funds had $7.05 billion worth of outflows for the week, the largest since the week through December 17, 2025 that had outflows worth $46.68 billion. (Reuters);
    • Bitcoin tem leve queda enquanto bolsas caem com ataques do Irã no Golfo Pérsico: O bitcoin oscila levemente em torno de US$ 70 mil, enquanto as bolsas globais recuam após o Irã intensificar ataques no Golfo Pérsico, atingindo navios e ampliando o risco de paralisação no Estreito de Ormuz — movimento que dispara o petróleo, eleva temores inflacionários e aumenta a aversão ao risco nos mercados. (Valor Econômico).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

China aposta em expansão de energia limpa em seu Plano Quinquenal 2026-2030 | Café com ESG, 13/03

  • O mercado fechou o pregão de quinta-feira em queda, com IBOV e o ISE recuando 2,55% e 3,23%, respectivamente;
  • No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) negou a possibilidade de dar aval ao aumento da mistura de biodiesel ao diesel de forma imediata, como querem os produtores do combustível renovável – em nota, a Pasta informou que quer garantir primeiro a realização dos testes para misturas acima dos atuais 15% (B15), e disse que eles devem ocorrer neste primeiro semestre do ano;
  • No internacional, (i) em seu recém-lançado 15º Plano Quinquenal 2026-2030 a China, o maior emissor de gases-estufa do mundo, reduziu a meta de intensidade de carbono por unidade de PIB para 17% até 2030, inferior aos 18% anteriores – mesmo assim, o plano se baseia na expansão de energias limpas e tecnologias de transição onde entram renováveis, hidrogênio e nuclear, ao mesmo tempo em que mantém o carvão como instrumento de segurança energética; e (ii) a BYD anunciou hoje que lançará um veículo elétrico premium na Europa no próximo mês, que pode carregar em apenas minutos – a estratégia está em linha com a busca da empresa de expandir em outros mercados em meio à queda nas vendas na China;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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