IBOVESPA -2,55% | 179.284 Pontos
CÂMBIO +0,88% | 5,20/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 2,6%, aos 179.284 pontos, atingindo seu menor nível desde 26 de janeiro. O movimento ocorreu em meio a um dia de forte aversão ao risco nos mercados globais, com a continuidade do conflito no Oriente Médio pressionando os ativos e elevando os preços do petróleo. Além disso, o IPCA de janeiro veio acima das expectativas.
SLC Agrícola (SLCE3, +4,3%) liderou os ganhos após divulgar resultados do 4T acima das estimativas do mercado, com lucros e receitas superando as projeções (veja aqui o comentário completo). O setor de petróleo também apresentou desempenho positivo, com Petrobras (PETR4, +1,5%; PETR3, +1,4%) e PRIO (PRIO3, +3,7%) acompanhando a forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -14,5%) esteve entre as principais quedas após divulgar resultados abaixo das expectativas, reportando prejuízo líquido de R$ 721 milhões no 4T, além de um aumento na alavancagem financeira (veja aqui mais detalhes).
Nesta sexta-feira, destaque para a pesquisa mensal de serviços de janeiro no Brasil e, nos EUA, a segunda leitura do PIB do 4T25 e o deflator PCE referente a janeiro.
Renda Fixa
Os juros futuros dispararam no Brasil nesta quinta‑feira, atingindo os maiores níveis do ano em meio ao salto do petróleo acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022, movimento que reforçou expectativas de pressão inflacionária após o IPCA de fevereiro vir acima do esperado. Os DIs fecharam em 13,99% no jan/27 (+34 bps), 13,53% no jan/29 (+36 bps) e 13,81% no jan/31 (+33 bps). Nos EUA, as Treasuries também avançaram diante da disparada do petróleo e dos custos crescentes da guerra sobre a inflação e sobre a política do Federal Reserve. A T‑Note de 2 anos encerrou a 3,74% (+10 bps), a T‑Note de 10 anos a 4,26% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,88% (+1 bp).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%), enquanto investidores aguardam a divulgação do PCE. Na sessão anterior, os três principais índices renovaram mínimas de fechamento de 2026, com o S&P 500 recuando 1,5%, após o petróleo disparar com novas tensões no Oriente Médio. O Brent avançou 9,2% para US$ 100,46, seu primeiro fechamento acima de US$ 100 desde agosto de 2022.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pelo petróleo acima de US$ 100/barril e pelos riscos de uma guerra prolongada no Oriente Médio, mesmo após o anúncio da liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas da IEA e de 172 milhões de barris da reserva estratégica dos EUA. A tensão aumentou após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmar que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como forma de pressionar adversários.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,4%), refletindo preocupações com a escalada do conflito e os preços elevados do petróleo. No restante da Ásia, o Nikkei japonês caiu 1,2%, enquanto o Kospi sul-coreano recuou 1,7%.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira com queda de 0,20%, influenciado, sobretudo, pelos Fundos de Tijolo, que recuaram 0,38%. Dentro do segmento, Fundos de Lajes Corporativas, Ativos Logísticos e Shoppings caíram 0,47%, 0,44% e 0,39%, respectivamente. Outros segmentos também apresentaram desempenho negativo, como os Fundos Multiestratégia (-0,31%), os FOFs (-0,35%) e os Híbridos (-0,43%). Os Fundos de Recebíveis foram o destaque positivo do dia, com alta de 0,16%. Entre as maiores altas do pregão estiveram VGIP11 (+1,0%), VRTA11 (+1,0%) e LIFE11 (+0,9%). No campo negativo, os principais destaques foram VINO11 (-4,0%), KORE11 (-2,2%) e TRBL11 (-1,7%).
Economia
No noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, o Irã afirmou que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota. A hidrovia, fundamental para o comércio global de petróleo, permanece com circulação restrita desde o início dos ataques. A cotação do petróleo (tipo Brent) subiu 10% ontem, para cerca de US$ 100 por barril.
No Brasil, o governo anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel. As ações incluem um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e uma Medida Provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores. As iniciativas somadas devem gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas, segundo estimativas do Palácio do Planalto. Como fonte de compensação, o governo criará um imposto temporário sobre as exportações de petróleo, com alíquota de 12%. Para uma análise detalhada sobre o anúncio, clique aqui.
O IPCA de fevereiro avançou 0,70% em relação a janeiro, acima das expectativas (XP: 0,65%; Mercado: 0,64%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,81%. O aumento mais acentuado que o previsto nos preços de alimentação no domicílio explicou, em grande medida, a diferença entre nossa projeção e o resultado observado. A média dos núcleos de inflação – excluem os itens mais voláteis – subiu 0,62% em fevereiro, também uma surpresa altista. O aumento expressivo dos preços do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio, traz riscos à nossa projeção para a inflação de 2026, atualmente em 3,8%.
Hoje, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) será o destaque da agenda doméstica. Estimamos que as receitas reais de serviços tenham avançado 0,1% em janeiro comparado a dezembro. Em relação a janeiro de 2025, por sua vez, prevemos crescimento de 2,7%. Nos Estados Unidos, diversos indicadores de atividade e inflação serão publicados, com destaque ao PIB do 4º trimestre de 2025 – segunda leitura (exp: 1,4% T/T em termos anualizados) e ao deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) de janeiro (exp: 0,3% M/M e 2,9% A/A para o índice cheio; 0,4% M/M e 3,1% A/A para a medida de núcleo).
Veja todos os detalhes
Economia
Governo anuncia pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel; IPCA sobe além das expectativas em fevereiro
- No noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, o Irã afirmou que permitiu a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota. A hidrovia, fundamental para o comércio global de petróleo, permanece com circulação restrita desde o início dos ataques. Donald Trump e Mojtaba Khamenei falaram em tom desafiador ontem. O Presidente dos Estados Unidos afirmou que parar o Irã é mais relevante do que os preços do petróleo, enquanto o novo líder supremo disse que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado. A cotação do petróleo (tipo Brent) subiu 10% ontem, encerrando a sessão um pouco acima de US$ 100 por barril;
- No Brasil, o governo anunciou um pacote de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel. As ações incluem um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e uma Medida Provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores. As iniciativas somadas devem gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas, segundo estimativas do Palácio do Planalto. Como fonte de compensação, o governo criará um imposto temporário sobre as exportações de petróleo, com alíquota de 12%. Os cálculos oficiais indicam que a redução de PIS/Cofins resultará em custo fiscal de R$ 15,0 bilhões para os meses restantes de 2026, ou R$ 5,1 bilhões durante o período inicial de vigência da medida (até 31 de maio, ou seja, três meses). Já a subvenção foi estabelecida para todo o ano de 2026, mas, devido à limitação de valor em R$ 10,0 bilhões, será descontinuada caso esse montante seja atingido. A expectativa de arrecadação com o imposto de exportação corresponde a cerca de R$ 15,0 bilhões ao longo de quatro meses. Nossas estimativas, por sua vez, apontam para receitas no montante de R$ 12,9 bilhões no mesmo período. Assumimos crescimento de 5% no volume de exportações de petróleo este ano, e cotação média de US$ 100 por barril do tipo Brent. Para mais informações, clique aqui;
- O IPCA de fevereiro avançou 0,70% em relação a janeiro, acima das expectativas (XP: 0,65%; Mercado: 0,64%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,81%. A elevação mais acentuada que o previsto nos preços de alimentação no domicílio explicou, em grande medida, a diferença entre nossa projeção e o resultado observado. A média dos núcleos de inflação – excluem os itens mais voláteis – subiu 0,62% em fevereiro, com a média móvel de três meses dessazonalizada e anualizada (3M SAAR) atingindo 4,4%. Ou seja, a métrica que representa a tendência de curto prazo continua próxima ao topo da banda de tolerância que contém a meta de inflação. De forma semelhante, o grupo de serviços subjacentes avançou 0,64% na comparação mensal, acima das previsões, com a medida de 3M SAAR aumentando de 4,7% para 5,4%. Ademais, no contexto de mercado de trabalho apertado, o grupo de preços de serviços intensivos em mão de obra registrou altas de 0,68% no mês e de 7,0% com base na medida de 3M SAAR. Por outro lado, os grupos de bens industrializados e alimentos permanecem em níveis relativamente baixos, apesar das leituras um pouco acima do esperado em fevereiro. Essa dinâmica reflete a apreciação da taxa de câmbio ao longo de 2025 e no início de 2026, além das importações de bens mais baratas (especialmente da China). Isto posto, o aumento expressivo dos preços do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio, impõe um risco altista à nossa projeção para o IPCA de 2026, atualmente em 3,8%;
- Hoje, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) será o destaque da agenda doméstica. Estimamos que as receitas reais de serviços tenham avançado 0,1% em janeiro comparado a dezembro. Em relação a janeiro de 2025, por sua vez, prevemos crescimento de 2,7%. Nos Estados Unidos, diversos indicadores de atividade e inflação serão publicados: PIB do 4º trimestre de 2025 – segunda leitura (exp: 1,4% T/Tem termos anualizados); renda e gastos pessoais em janeiro (exp: 0,5% M/M e 0,3% M/M, respectivamente); relatório JOLTS – abertura de vagas de trabalho (exp: 6,75 milhões); confiança do consumidor da Universidade de Michigan referente a março (exp: 54,8); deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) de janeiro (exp: 0,3% M/M e 2,9% A/A para o índice cheio; 0,4% M/M e 3,1% A/A para a medida de núcleo).
Empresas
Vittia (VITT3) | Resultados Fracos, como esperado
- A Vittia apresentou resultados fracos no 4T, com a receita líquida alcançando BRL 258mn, amplamente em linha com as expectativas (-1% vs. XPe) e +1% A/A;
- O aumento do topline foi principalmente impulsionado pela categoria de menor valor agregado, fertilizantes de solo, que cresceu 75% A/A, enquanto fertilizantes foliares e soluções biológicas recuaram 11% A/A;
- As margens brutas deterioraram de forma generalizada (soluções biológicas -1000bps A/A), mas ainda superaram nossas expectativas devido a um mix mais favorável, levando o lucro bruto a BRL 83mn, 4% acima do XPe (-12% A/A). No entanto, esse efeito positivo foi compensado por despesas de vendas acima do esperado, resultando em Adj. EBITDA 5% abaixo do XPe;
- O Adj. Net Income totalizou BRL 32mn (+22% vs. XPe e -31% A/A), impactado por efeitos financeiros não caixa;
- Clique aqui para acessar o relatório.
CSN Mineração (CMIN3): Resultados sólidos apesar de pressões de custo
- CSN Mineração apresentou resultados sólidos no 4T25, com EBITDA ajustado de R$1.761 milhões, +6% vs. XPe (-13% A/A e -12% T/T).
- A receita líquida caiu -7% T/T para R$4,1 bilhões, refletindo a combinação de maiores embarques de minério de ferro (+12% A/A, +3% vs. XPe), com a empresa superando seu guidance anual de produção (45,5 Mt vs. 42,0–43,5 Mt), apesar de preços realizados menores, em US$63,3/t (-4% T/T), com preços de referência do minério 62% Fe mais altos (+4% T/T) sendo compensados pelo menor impacto de embarques com exposição a precificação futura.
- Além disso, o C1 atingiu US$23,4/t (+11% T/T), afetado pelos maiores custos de produção da mina.
- A empresa também divulgou seu guidance de produção para 2026E, de 45,0–47,0 Mt (vs. 43,5–47,5 Mt previamente), enquanto espera C1 entre US$22,0–23,5/t.
- Em suma, mantemos uma visão cautelosa para os preços de minério de ferro no médio prazo, com o setor imobiliário chinês em condições pouco inspiradoras, sugerindo upside limitado, em nossa visão.
- Dito isso, reiteramos nossa recomendação Neutra para CMIN3.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
CSN (CSNA3): Alavancagem continua no centro das atenções
- A CSN reportou resultados pressionados no 4T25, com EBITDA ajustado de R$3.011 milhões¹, +4% vs. XPe (-9% T/T e -10% A/A).
- Observamos: (i) resultados sólidos na operação de mineração (clique aqui para mais detalhes sobre os resultados do 4T25 da CSN Mineração);
- (ii) desempenho resiliente na divisão de Cimento, com menores volumes vendidos parcialmente compensados por melhor precificação;
- (iii) performance em linha na divisão de Logística; e
- (iv) desempenho prejudicado na divisão de Aço, com margens de 7,4% no 4T25 (-1 p.p. T/T), refletindo volumes sazonalmente mais fracos, mas com custos de placa melhorando T/T como ponto positivo (potencialmente implicando impacto de custo favorável adiante).
- Por fim, a alavancagem subiu para ~3,5x DL/EBITDA (vs. ~3,1x no 3T25), permanecendo como uma das principais preocupações dos investidores na tese da CSN, conforme amplamente discutido em nossa atualização recente.
- Reiteramos nossa recomendação Neutra para as ações.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Moura Dubeux (MDNE3): Resultados sólidos em todos os aspectos
- A Moura Dubeux apresentou resultados sólidos no 4T25, com um forte desempenho financeiro. A receita cresceu 92% A/A, impulsionada principalmente pelas contribuições sólidas das taxas de desenvolvimento de terrenos reconhecidas em três projetos. A margem bruta ficou abaixo de nossas expectativas, em 32,2% (-0,9 p.p. vs. XPe), enquanto a margem de backlog melhorou sequencialmente para 36,1% (+50 bps. T/T);
- O EBITDA aumentou significativamente para R$ 127 milhões (+16% vs. XPe) devido às menores despesas com vendas, gerais e administrativas, o que levou a comparação anual a +186% A/A. No geral, o lucro líquido superou nossas estimativas (+10,2%) e as do consenso (+8%), atingindo R$ 112 milhões. O ROAE dos últimos 12 meses aumentou para 21,4% (+40bps. T/T), ainda um dos mais altos entre nossa cobertura;
- Mantemos nossa classificação de compra para a ação;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Lavvi (LAVV3): Despesas mais elevadas afetando os resultados financeiro
- A Lavvi divulgou resultados mistos no 4T25. Os principais destaques incluem: (i) expansão positiva da receita de 28% A/A (+10% vs. XPe), apesar da queda nas vendas líquidas de -17% A/A, apoiada pela evolução do PoC no trimestre, (ii) expansão das margens de backlog para 37,5% (+50 bps T/T), (iii) margens brutas de 33,7% (-40 bps vs. XPe);• (iv) EBITDA de R$ 129 milhões (-21% A/A, -3% vs. XPe), prejudicado por despesas operacionais mais altas, (v) lucro líquido de R$ 105 milhões (-13% A/A, -14% em vs. XPe), levando a um ROE de 28% nos últimos 12 meses, ainda um dos mais altos entre os pares, e (vi) maior alavancagem financeira de 22,1% DL/PL (4,1% no 3T25), explicada pelo consumo de caixa e pagamento de dividendos no trimestre;
- Mantemos nossa classificação de Compra e preço-alvo para o final do ano de 2026 de R$ 26,0/ação, com uma visão positiva de longo prazo para a empresa;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Plano&Plano (PLPL3): Lucro líquido supera expectativas graças a melhores resultados financeiros
- A Plano&Plano apresentou resultados ligeiramente positivos no 4T25. Os principais destaques incluem: (i) expansão robusta da receita (+60% A/A; +32% T/T), apoiada por vendas mais fortes no mercado privado e maior reconhecimento do POC; (ii) compressão da margem bruta ajustada para 30,1% (-3,4 p.p. A/A; -1,0 p.p. T/T), impulsionada por margens mais fracas no mercado público e descontos no 4T25; • (iii) EBITDA de R$ 176,6 milhões (+46% A/A; +43% T/T), -3% abaixo do XPe, com margem de 16,5%; e (iv) resultado líquido de R$ 133,4 milhões (+52% A/A; +71% T/T), +9% acima do XPe, levando a um ROE LTM de 38,7% e uma posição de caixa líquido de R$ 5 milhões após vendas de recebíveis;
- Reiteramos nossa classificação de Compra para o nome, combinando um momento operacional positivo daqui para frente e uma avaliação atraente, sendo negociado a 5,5x P/E 26;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Magazine Luiza (MGLU3): 4T fraco; demanda pressionada, aumento da concorrência e provisões de estoque pesam nos resultados
- A Magazine Luiza reportou resultados fracos no 4T, com demanda pressionada em um macro desafiador e aumento da concorrência online, enquanto a companhia registrou R$300 milhões em provisões de estoque que levaram a um EBITDA abaixo do esperado.
- A MGLU também compartilhou seu novo ciclo estratégico de 5 anos, com cinco pilares-chave: (1) IA; (2) e-commerce como um lugar de marca; (3) aceleração das vendas 1P em marketplaces (ex.: Aliexpress); (4) fomentar o cross-sell das marcas; e (5) fortalecer os serviços financeiros do MagaluPay.
- Curiosamente, o pilar #3 pode sinalizar que a companhia irá expandir parcerias com outros marketplaces, potencialmente seguindo os passos da BHIA.
- No geral, acreditamos que o trimestre reflete um ambiente macro e competitivo difícil.
- Assim, mantemos nossa recomendação Neutra.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Energisa (ENGI11): 4T25 saudável quando ajustado por one-offs
Resultados operacionais ligeiramente positivos
- A Energisa reportou resultados operacionais ajustados positivos no 4T25, com EBITDA 3% e 17% acima das estimativas da XP (XPe) e do consenso, respectivamente;
- O desempenho saudável foi impulsionado principalmente por: i) uma Parcela B (lucro bruto) sólida nas distribuidoras (DisCos) e ii) opex ajustado 5% abaixo do XPe;
- Os resultados foram impactados por diversos one-offs (em grande parte eventos não caixa), mas após todos os ajustes chegamos a um EBITDA de R$ 2,4 bi;
- Pelo lado negativo, a Energisa registrou o 3º trimestre consecutivo de aumento de dívida líquida em cerca de R$ 2 bi, o que levou a alavancagem a 3,6x dívida líquida/EBITDA (EBITDA dos últimos 12 meses, utilizado para covenants);
- Embora parte desse aumento de alavancagem seja explicada por um plano de capex robusto nas distribuidoras, em um ambiente de juros elevados as despesas financeiras líquidas estão consumindo cerca de R$ 3,5 bi por ano em caixa;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- CSN quer vender fatia em cimentos ainda neste ano (Valor Econômico);
- BTG está em negociação avançada para compra do Digimais, de Edir Macedo, segundo fontes (Valor Econômico);
- Petrobras vai aderir à subvenção econômica para comercialização de óleo diesel (Valor Econômico);
- Conselho da Neoenergia se diz favorável à OPA para fechar capital (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- VINO11 despenca 4%, e IFIX fecha quinta-feira em queda de 0,2% (FIIs);
- A guerra no Oriente Médio pode afetar seus FIIs? (ClubeFII);
- XP vê momento “mais benigno” para FIIs de tijolo e lista oportunidades; veja quais (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- BNDES seleciona ETFs para investir até R$ 1 bilhão: O BNDES abriu uma chamada pública para escolher cinco ETFs — de ações, renda fixa e estratégia híbrida — que poderão receber até R$ 200 milhões cada, totalizando R$ 1 bilhão em aportes via BNDESPar ao longo de 2026, com o objetivo de fortalecer o mercado de capitais, ampliar a indústria de ETFs no país e estimular a entrada de novos investidores. (Tradingview);
- Em meio ao rali pré-guerra, mercado de opções batia recorde no Brasil: Antes da eclosão da guerra no Oriente Médio, o mercado brasileiro de opções registrava volumes médios diários recordes — impulsionado pela alta da bolsa, pela popularização dos derivativos e pela expansão de produtos como opções semanais e de “zero dias” — com destaque para R$ 1,2 bilhão ao dia nas opções mensais e forte crescimento também em ETFs, BDRs e contratos sobre o Ibovespa. (Valor Investe);
- Global equity funds see highest outflows since December on oil shock fears: According to LSEG Lipper data, global equity funds had $7.05 billion worth of outflows for the week, the largest since the week through December 17, 2025 that had outflows worth $46.68 billion. (Reuters);
- Bitcoin tem leve queda enquanto bolsas caem com ataques do Irã no Golfo Pérsico: O bitcoin oscila levemente em torno de US$ 70 mil, enquanto as bolsas globais recuam após o Irã intensificar ataques no Golfo Pérsico, atingindo navios e ampliando o risco de paralisação no Estreito de Ormuz — movimento que dispara o petróleo, eleva temores inflacionários e aumenta a aversão ao risco nos mercados. (Valor Econômico).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
China aposta em expansão de energia limpa em seu Plano Quinquenal 2026-2030 | Café com ESG, 13/03
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em queda, com IBOV e o ISE recuando 2,55% e 3,23%, respectivamente;
- No Brasil, o Ministério de Minas e Energia (MME) negou a possibilidade de dar aval ao aumento da mistura de biodiesel ao diesel de forma imediata, como querem os produtores do combustível renovável – em nota, a Pasta informou que quer garantir primeiro a realização dos testes para misturas acima dos atuais 15% (B15), e disse que eles devem ocorrer neste primeiro semestre do ano;
- No internacional, (i) em seu recém-lançado 15º Plano Quinquenal 2026-2030 a China, o maior emissor de gases-estufa do mundo, reduziu a meta de intensidade de carbono por unidade de PIB para 17% até 2030, inferior aos 18% anteriores – mesmo assim, o plano se baseia na expansão de energias limpas e tecnologias de transição onde entram renováveis, hidrogênio e nuclear, ao mesmo tempo em que mantém o carvão como instrumento de segurança energética; e (ii) a BYD anunciou hoje que lançará um veículo elétrico premium na Europa no próximo mês, que pode carregar em apenas minutos – a estratégia está em linha com a busca da empresa de expandir em outros mercados em meio à queda nas vendas na China;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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