IBOVESPA -0,36% | 160.538 Pontos
CÂMBIO -1,18% | 5,43/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,2% em reais, mas em alta de 1,9% em dólares, aos 160.539 pontos. O principal índice de ações do Brasil fechou 2025 com seu melhor desempenho anual desde 2016, acumulando alta de 34,0% em reais e 50,9% em dólares.
CVC (CVCB3, +6,3%) foi um dos principais destaques positivos da semana, beneficiada pelo fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -6,1%) registrou forte queda após o anúncio da China de restrições à importação de carne bovina brasileira. Veja o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram o primeiro pregão do ano (2) em queda firme ao longo da curva. O movimento refletiu a retirada parcial de prêmios acumulados em dezembro, enquanto a desvalorização do dólar (-1,16%, a R$ 5,4256) reforçou o alívio sobre expectativas inflacionárias. DI jan/27 fechou em 13,700% (-10,5bps); DI jan/28 em 13,050% (-12,0bps); DI jan/29 em 13,060% (-13,0bps); DI jan/31 em 13,330% (-14,2bps). Nos Estados Unidos, os rendimentos das Treasuries subiram nas pontas intermediária e longa, com a curta próxima da estabilidade, diante da ausência de catalisadores relevantes. T-note 2y em 3,470% (0,0bps); T-note 10y em 4,190% (+1,0bps); T-bond 30y em 4,860% (+2,0bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: 0,7%). O movimento ocorre após uma sessão mista na sexta-feira, primeiro pregão de 2026, quando o S&P 500 fechou no campo positivo e o Nasdaq terminou próximo da estabilidade. Apesar da escalada geopolítica, após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, parte do mercado avalia que o impacto será limitado, dado que a Venezuela produz menos de 1 milhão de barris de petróleo por dia, representando menos de 1% da produção global. Os investidores também aguardam, ao longo da semana, a divulgação do payroll de dezembro, prevista para sexta-feira.
Na Europa, as bolsas abriram em alta nesta segunda-feira (Stoxx 600: +0,4%), acompanhando os desdobramentos na Venezuela. O destaque fica para o setor de defesa, levando o índice europeu de aeroespacial e defesa a subir mais de 2,5%. Os preços do petróleo sobem levemente, à medida que investidores avaliam possíveis impactos nas exportações venezuelanas, embora a produção do país seja limitada.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +1,9%; HSI: 0,0 %), impulsionados por ações do setor de defesa após a captura de Maduro, mas pressionado por ações de energia. O Japão iniciou o ano em forte alta, com o Nikkei subindo quase 3% e o Topix renovando máximas, puxados por empresas ligadas à defesa. Apesar da tensão geopolítica, o petróleo recua e o ouro sobe mais de 2%, refletindo busca por proteção e avaliação de risco limitado para a oferta global.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sessão de sexta-feira com alta de 0,09%, impulsionado pelo fechamento da curva de juros. Os fundos de papel avançaram 0,19%, enquanto os fundos de tijolo registraram alta mais moderada, de 0,12%. Entre os destaques negativos, os fundos de fundos e os híbridos recuaram 0,40% e 0,12%, respectivamente. Nas maiores altas do dia, destacaram-se URPR11 (+4,0%), SNFF11 (+2,7%) e DEVA11 (+2,6%). Já entre as principais quedas, figuraram PMIS11 (-5,6%), HTMX11 (-4,5%) e TRBL11 (-3,8%). Confira o resumo semanal.
Economia
No final de semana, Donald Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Maduro agora está sujeito a acusações de tráfico de drogas em Nova Iorque. Trump afirmou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela até a eleição de um novo governo e permitirão a entrada de grandes companhias petrolíferas norte-americanas no país. O evento pressionou os preços do petróleo, diante da expectativa de aumento da oferta global. Por sua vez, o dólar dos Estados Unidos se valorizou após os eventos na Venezuela, provavelmente refletindo movimento de busca por ativos de qualidade.
Na agenda internacional desta semana, conheceremos os principais indicadores de mercado de trabalho de dezembro dos Estados Unidos, com ênfase ao Payroll e à taxa de desemprego. Na China, serão divulgados os índices de inflação ao consumidor e ao produtor do último mês. Na Zona do Euro, destaque para a leitura preliminar do CPI de dezembro. No Brasil, o protagonista da próxima semana será o IPCA de dezembro e, por consequência, o fechamento anual do índice. Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de novembro (PIM-PF), ao passo que o MDIC trará ao público as estatísticas comerciais de dezembro.
Veja todos os detalhes
Economia
Estados Unidos capturam Nicolas Maduro
- No final de semana, Donald Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Maduro agora está sujeito a acusações de tráfico de drogas em Nova Iorque. Trump afirmou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela até a eleição de um novo governo e permitirão a entrada de grandes companhias petrolíferas norte-americanas no país. Em discurso após a captura, Trump sinalizou a possibilidade de nova ofensiva militar caso a administração interina não coopere com os Estados Unidos, mencionou possíveis ações contra a Colômbia pelo tráfico de drogas e afirmou que Cuba está prestes a cair. O evento pressionou os preços do petróleo, com o Brent recuando 0,8% para US$ 60,27 e o WTI caindo 0,9% para US$ 56,82, diante da expectativa de aumento da oferta global. Por sua vez, o dólar dos Estados Unidos se valorizou após os eventos na Venezuela, provavelmente refletindo movimento de busca por ativos de qualidade;
- Na agenda internacional desta semana, conheceremos os principais indicadores de mercado de trabalho de dezembro dos Estados Unidos, com ênfase ao Payroll e à taxa de desemprego (ambos na 6ª-feira). Na China, serão divulgados os índices de inflação ao consumidor e ao produtor do último mês (5ª-feira). Na Zona do Euro, destaque para a leitura preliminar da inflação ao consumidor de dezembro (4ª-feira). Por fim, índices PMI de serviços das principais economias serão publicados ao longo da semana – PMIs são sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica;
- No Brasil, o protagonista da próxima semana será o IPCA de dezembro (6ª-feira) e, por consequência, o fechamento anual do índice. Esperamos leitura bem-comportada para bens industrializados e alimentos, abaixo da sazonalidade histórica, embora em patamar positivo. Por outro lado, preços de serviços devem retomar tendência de alta, em linha com a prévia do índice (IPCA-15). Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de novembro (PIM-PF, na 5ª-feira), ao passo que o MDIC trará ao público as estatísticas comerciais de dezembro (3ª-feira).
Empresas
Nubank (NU): NII sólido, Risco estável | Dados do México – Outubro de 2025
- Ontem (01), o NU México divulgou seus dados operacionais referentes a outubro de 2025.
- Os destaques foram: (i) A carteira total cresceu 5,2% M/M, em linha com os meses recentes, mas com uma aceleração maior da carteira inadimplente em relação à carteira adimplente (7,3% contra 5,0% M/M, respectivamente);
- (ii) Os depósitos totais continuam em queda (-3,8% M/M), puxados pela redução nos depósitos à vista (-15,7% M/M);
- (iii) A Margem Financeira (NII) subiu 24,7% M/M, uma leve desaceleração frente ao crescimento do mês anterior (25,8%), agora impulsionada mais pela aceleração da receita de juros do que pela redução da despesa de juros;
- (iv) o crescimento das provisões moderou para 9,7% M/M (contra 12,9% M/M), resultando em um custo de risco estável em 23,8% e um aumento sequencial de 20 bps no NPL 90+;
- (v) As despesas operacionais líquidas subiram 161,5% M/M devido a maiores taxas e SG&A.
- Ainda assim, a alavancagem operacional permaneceu positiva, melhorando o Índice de Eficiência em 340 bps M/M.
- De forma geral, vemos o mês como sólido, com alavancagem operacional contínua e perfil de risco estável.
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Petz (PETZ3): Fusão Petz-Cobasi dá lugar à União Pet (AUAU3)
- Amanhã (5) marca o primeiro dia de negociação da União Pet, sob o ticker AUAU3 (substituindo PETZ3);
- À medida que a nova empresa (Cobasi + Petz) continua a divulgar informações adicionais sobre sua nova estrutura, trazemos os principais destaques dos seus novos Acordos de Acionistas e apresentamos a estrutura final de gestão e acionistas;
- De modo geral, consideramos ambos os acordos alinhados às práticas de mercado, enquanto os principais executivos nomeados para liderar a nova companhia vêm tanto da Cobasi quanto da Petz, sendo que esta última ocupa posições mais próximas da operação;
- Em relação às métricas financeiras, estamos trabalhando para incorporar os números da Cobasi em nosso modelo, com notícias locais (link) mencionando que uma nova atualização sobre sinergias deve ser divulgada ao mercado até o final de janeiro;
- Mantemos nossa recomendação Neutra diante de um cenário competitivo desafiador, embora vejamos a empresa melhor posicionada para enfrentá-lo após a fusão;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Mercados globais devem abrir a semana com volatilidade maior (Valor Econômico)
- IPOs: Empresas brasileiras devem voltar a abrir capital em 2026, mas nos Estados Unidos (Estadão)
- Relator no TCU deve autorizar inspeção no BC sobre liquidação do Banco Master (Valor Econômico)
- Fitch Rebaixa IDRs da Braskem para ‘CC’ (Fitch)
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Estratégia
Raio-XP – Retrospectiva 2025: um ano muito positivo para as ações brasileiras
- 2025 foi um ano de intensa volatilidade nos mercados globais, marcado por uma mudança na direção da política econômica sob a administração de Donald Trump. Ainda assim, as ações globais encerraram o ano em terreno positivo (MSCI ACWI, +20,6%), sustentadas principalmente pela contribuição do tema de inteligência artificial;
- O Brasil, por sua vez, apresentou um desempenho muito forte, à medida que fatores globais favoráveis para mercados emergentes, como o enfraquecimento do dólar, impulsionaram um trade de rotação global que beneficiou os ativos locais por meio de fluxos estrangeiros (+R$ 25,5 bi de entradas no mercado à vista). Como resultado, o Ibovespa fechou o ano em alta de 34,0% em reais e 50,9% em dólares, registrando seu melhor desempenho anual desde 2016 e encerrando próximo de sua máxima histórica, em torno de 160 mil pontos;
- Olhando à frente, 2026 tende a ser um ano em que os fatores domésticos ganham protagonismo, especialmente dois temas: juros e as eleições presidenciais. Nesse cenário, mantemos uma visão construtiva para a Bolsa brasileira, seguindo com uma preferência por ações de alta qualidade, baixa alavancagem e sensíveis a juros;
- Mantemos nosso valor justo para o Ibovespa para o fim de 2026 em 185 mil pontos e atualizamos nossas carteiras XP;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs “reinventam” ofertas e captam R$ 86 bilhões em 2025 – avanço de 40% (InfoMoney);
- FIIs iniciam o ano em ‘modo reciclagem’, com venda e compra de ativos (FIIs);
- TEPP11 conclui aquisição do Top Center, na Avenida Paulista, em SP (FIIs);
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ESG
Japão inicia operação comercial do primeiro parque eólico offshore flutuante no país | Café com ESG, 05/01
- O mercado fechou a semana passada em território misto, com o IBOV avançando 0,05% e o ISE recuando 0,21%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve queda de 0,36% e 0,54%, respectivamente;
- No Brasil, a virada do ano encerrou o prazo para que companhias abertas aderissem, de forma voluntária, aos novos reportes de sustentabilidade alinhados às normas conhecidas como IFRS S1 e S2 – até 31 de dezembro, 8 das 700 empresas listadas comunicaram a adoção do novo modelo, com as adesões mais recentes incluindo C&A, Grendene e JHSF;
- No internacional, (i) a Toda Construction informou o início das operações comerciais no parque eólico offshore Goto, em Nagasaki, no sul do Japão, marcando o primeiro projeto comercial de energia eólica flutuante do país – com 16,8 megawatts (MW), essa é a primeira instalação certificada sob uma nova lei dos ministérios da indústria e da terra; e (ii) a Tesla cedeu seu lugar como maior fabricante mundial de veículos elétricos para a chinesa BYD após suas vendas anuais caírem pelo segundo ano consecutivo, em meio à intensificação da concorrência, ao fim dos créditos fiscais nos Estados Unidos e ao desgaste da marca – com as vendas globais de veículos elétricos crescendo 28% no ano passado, a BYD superou a Tesla pela primeira vez em uma base anual;
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