IBOVESPA -1,45% | 182.732 Pontos
CÂMBIO +0,06% | 5,23/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 1,45%, aos 182.732,67 pontos, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas e registrando a maior baixa diária em pontos e em percentual desde 20 de março de 2026. O movimento foi novamente causado pelo cenário de aversão ao risco nos mercados globais devido às incertezas sobre os rumos do conflito no Oriente Médio e preços do petróleo significativamente elevados. A queda foi disseminada ao longo do índice, com 74 dos 83 papéis que compõem o Ibovespa recuando.
Na ponta positiva, Brava Energia (BRAV3, +5,0%) liderou os ganhos do dia, repercutindo a alta dos preços do petróleo. Já Braskem (BRKM5, -7,2%) foi o destaque negativo, enquanto o mercado aguarda pela divulgação dos resultados do 4T25 da companhia.
Nesta sexta-feira, foco para a divulgação da taxa de desemprego referente a fevereiro no Brasil. Além disso, começa hoje a Expert Trader XP. O evento é voltado para traders de todos os níveis, do iniciante ao avançado, que buscam aprimorar suas estratégias, ampliar conhecimentos e se conectar com outros profissionais do mercado. Saiba mais aqui.
Renda Fixa
Os juros futuros apresentaram forte alta nesta quinta‑feira, pressionados pela alta do petróleo e pela retomada das tensões no Oriente Médio, com a não adesão do Irã ao plano dos EUA para um cessar-fogo, além do IPCA‑15 acima do esperado no Brasil. No exterior, os Treasuries avançaram, com a T‑Note de 2 anos em 4,00% (+12 bps), a de 10 anos em 4,43% (+11 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,94% (+5 bps). No mercado doméstico, a curva abriu significativamente, refletindo expectativas de um ciclo mais restrito de cortes da Selic, com o DI jan/27 em 14,32% (+21 bps), o jan/29 em 14,09% (+27 bps) e o jan/31 em 14,15% (+19 bps).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,5%), mesmo após Donald Trump estender o prazo para eventuais ataques à infraestrutura energética do Irã até 6 de abril. A medida sinaliza tentativa de avanço nas negociações, mas não foi suficiente para sustentar o apetite por risco, diante da persistente incerteza, especialmente após declarações do governo iraniano indicando ausência de intenção de negociar diretamente com os EUA. O petróleo segue como principal driver, com preços ainda elevados, refletindo o risco de disrupção no Estreito de Ormuz.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,8%), acompanhando o tom mais defensivo global. O movimento reflete a dificuldade do mercado em interpretar os sinais contraditórios sobre as negociações. No corporativo, destaque para Pernod Ricard (+2%), após notícias de negociações de fusão com a Brown-Forman, em um movimento relevante dentro do setor de bebidas.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,4%; CSI 300: +0,6%), enquanto o restante da Ásia apresentou desempenho mais fraco. Japão (Nikkei: -0,4%) e Coreia do Sul (Kospi: -0,4%) recuaram, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário ainda incerto no Oriente Médio. O pano de fundo segue sendo a ausência de clareza sobre um eventual acordo, com mensagens divergentes entre EUA e Irã.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta‑feira em queda de 0,09%, em um dia marcado pela abertura da curva de juros e pela divulgação do IPCA‑15, que veio acima das expectativas. Entre os fundos que compõem o índice, os segmentos mais sensíveis foram os principais destaques negativos: os Fundos de Fundos e os Fundos Multiestratégia recuaram 0,41% e 0,16%, respectivamente, enquanto os Fundos de Tijolo caíram 0,15%, influenciados sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Lajes Corporativas (‑0,43%), movimento parcialmente compensado pela leve alta dos Fundos de Shoppings (+0,02%). Os Fundos de Recebíveis encerraram o pregão no campo positivo, com alta de 0,06%, refletindo seu perfil mais defensivo. Entre os destaques positivos, chamaram atenção GARE11 (+1,1%), GTWR11 (+0,8%) e RECT11 (+0,8%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VIUR11 (‑2,1%), KORE11 (‑1,9%) e TGAR11 (‑1,8%).
Economia
O conflito no Oriente Médio segue com mais uma onda de ataques. Donald Trump afirmou que cabe ao Irã convencer os EUA sobre um acordo para encerrar a guerra, ao mesmo tempo, prorrogou a pausa dos ataques em infraestruturas de energia até o dia 6 de abril. No Brasil, o Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária (RPM), onde descreveu que enxerga a inflação arrefecendo e o hiato do PIB convergindo para território neutro. Por fim, o IPCA-15 de março veio acima das expectativas, mesmo ainda sem captar os efeitos do aumento do preço do petróleo. Dessa forma, revisamos nossa projeção para o IPCA para 2026 de 3,8% para 4,5%.
Na agenda de hoje, destaque para a divulgação das contas externas de fevereiro, que apresentam o déficit em conta corrente e Investimento Direto no País, e da taxa de desemprego de fevereiro.
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Economia
IPCA-15 veio acima do esperado, petróleo é risco altista para inflação
- Na agenda de hoje, destaque para a divulgação das contas externas de fevereiro, que apresentam o déficit em conta corrente e Investimento Direto no País, e da taxa de desemprego de fevereiro.
- O conflito no Oriente Médio avançou com nova ofensiva israelense em território iraniano, incluindo ataques a infraestruturas consideradas estratégicas pelo governo de Teerã. Ao mesmo tempo, o Irã voltou a lançar mísseis contra Israel, mantendo o ciclo de retaliações. Donald Trump declarou que cabe ao Irã convencer os EUA a encerrar a guerra, afirmando que continuará as operações militares caso Teerã não aceite suas condições, mas prorrogou a pausa dos ataques em infraestruturas de energia até dia 6 de abril. Por sua vez, o governo iraniano nega qualquer negociação em andamento;
- As solicitações de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiram levemente para 210 mil na semana encerrada em 21 de março, em linha com o esperado, um aumento de 5 mil pedidos, indicando um mercado de trabalho ainda estável apesar das pressões externas. Esse cenário se deve à combinação de baixa rotatividade — com pedidos permanecendo no intervalo de 201 mil a 230 mil ao longo do ano — e aos efeitos das tarifas de importação do governo Trump, que reduziram a demanda por mão de obra;
- O Banco Central divulgou seu Relatório de Política Monetária, mantendo um tom moderadamente otimista, em comparação a nossas projeções, ao preservar a projeção de crescimento do PIB em 1,6% para este ano, apesar de reconhecer maior incerteza global e os potenciais impactos dos conflitos no Oriente Médio. No curto prazo, o BCB projeta que a inflação em 12 meses atinja o menor nível em dois anos, embora ainda acima da meta, com alimentos voltando ao padrão sazonal, desaceleração de bens industriais e moderação dos serviços — apesar da persistência da inflação subjacente diante da inércia e do mercado de trabalho apertado. O relatório também assume preços de petróleo abaixo da curva futura, entre 77 e 86 dólares por barril em 2026, e prevê um hiato do produto levemente positivo, convergindo para terreno neutro em 2027, enquanto nossa estimativa atual segue acima da do BCB. Em nosso cenário, que considera a normalização dos preços do petróleo, estimamos cortes de 50 bps na Selic até 12,75% antes de uma pausa para avaliar o período eleitoral e a política fiscal. Porém, a piora recente no petróleo, no câmbio e nas expectativas de inflação reduz o espaço para esse ritmo, podendo levar o Copom a manter apenas 25 bps em abril caso não haja alívio;
- Conforme divulgado pelo IBGE, o IPCA-15 de março avançou 0,44% na comparação mensal, bem acima da nossa projeção (0,27%) e do consenso Bloomberg (0,29%). A inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,10% em fevereiro para 3,90% neste mês. A principal surpresa altista em relação à nossa projeção veio de serviços, especialmente passagens aéreas (+15 bps), além de alimentos. De modo geral, o dado apresentou variações em linha com o esperado para serviços subjacentes e para a média das medidas de núcleo de inflação. No entanto, a leitura ainda não trouxe de forma relevante os efeitos do conflito no Oriente Médio. Com isso, revisamos nosso cenário para a inflação de 2026 de 3,8% para 4,5%. Como premissa subjacente a essa elevação, admitimos um aumento do preço médio do petróleo Brent de 60 dólares por barril para 80 dólares. Mantivemos a premissa de taxa de câmbio em torno de R$ 5,25 no primeiro semestre e R$ 5,50 no segundo. Para saber mais, acesse nosso relatório aqui;
- Na agenda de hoje, destaque para a divulgação das contas externas de fevereiro, que apresentam o déficit em conta corrente e Investimento Direto no País, e da taxa de desemprego de fevereiro.
Commodities
Papel e Celulose: Perspectiva construtiva de curto prazo para fibra curta em meio à fraqueza da fibra longa
- Nesta semana, realizamos um webinar com Tom Wright, Diretor da Hawkins Wright, para discutir os principais destaques da Shanghai Pulp Week da semana passada, com reforço de uma perspectiva mais construtiva de curto prazo para fibra curta em relação à fibra longa.
- A divergência impulsionada pela oferta continua, com a fibra longa pressionada por estoques mais elevados e inflação de custos, enquanto a fibra curta se beneficia de uma dinâmica mais apertada de madeira e de um mercado mais equilibrado.
- Os preços de cavacos de madeira, tanto importados quanto domésticos, seguem em trajetória de alta, sustentando a curva de custos da China e limitando o downside dos preços de fibra curta no curto prazo.
- Dito isso, os mercados downstream de papel permanecem relativamente fracos, com o aumento das exportações chinesas de papéis e cartões pressionando a rentabilidade de produtores internacionais, enquanto a incerteza geopolítica ligada ao conflito no Oriente Médio segue afetando fretes e logística.
- Em termos gerais, a oferta restrita de madeira e a escalada dos custos da fibra longa corroboram uma perspectiva mais favorável para a fibra curta, enquanto a disponibilidade estrutural de madeira (doméstica e importada) permanece como o principal risco de baixa a ser monitorado.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Empresas
Pacote de Resultados 4T25 – EQTL e ORVR + Vital
- Duas companhias sob nossa cobertura divulgaram resultados nesta noite: EQTL e ORVR;
- A Equatorial (EQTL) reportou um EBITDA ajustado em linha com as nossas estimativas e com o consenso, embora o elevado volume de ajustes necessários a cada trimestre torne mais difícil enxergar com clareza qual é o resultado recorrente da companhia;
- Em linhas gerais, os números ajustados vieram amplamente em linha, e esperamos uma reação neutra do mercado;
- Por fim, a Orizon divulgou seus resultados ontem à noite, enquanto a Vital (aquisição recente da Orizon) publicou seus números na terça-feira, trazendo mais detalhes operacionais;
- No geral, os resultados do trimestre também ficaram majoritariamente em linha com as nossas estimativas, ainda que reconheçamos que a composição dos resultados da Orizon ex-Vital não tenha sido excepcional (crescimento de gate fee ano contra ano desacelerando e o “beat” de EBITDA vindo principalmente de outras receitas/despesas positivas);
- Ainda assim, enxergamos os resultados do 4T25 como uma etapa de transição para um novo estágio, em que a companhia passará a operar biometano de forma relevante em 2026, integrará a Vital e seguirá sua trajetória de alto crescimento;
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Grupo Petz Cobasi (AUAU3): Resultados em linha no 4T; Tendências sólidas de receita e eficiência como estratégia compartilhada
- Como a fusão com a Cobasi foi concluída apenas no início de janeiro, as companhias reportaram seus números separadamente neste trimestre, com uma visão consolidada a ser apresentada a partir do 1T.
- Nesse sentido, a Petz reportou resultados mistos no 4T, com tendências sólidas de receita em ambos os canais, mas uma leve pressão de margem bruta na estratégia da companhia entre canais.
- Quanto à Cobasi, observamos forte foco em rentabilidade, com a recente migração dos centros de distribuição (CD) (concluída no 2S25) como alavanca para elevar a eficiência operacional.
- Embora não tenham sido vistas grandes surpresas na dinâmica de receita, avaliamos positivamente as iniciativas de eficiência de custos e o foco em rentabilidade, enquanto a fusão pode destravar ganhos adicionais nos próximos trimestres.
- No entanto, o ambiente competitivo ainda desafiador e potenciais riscos de execução no curto prazo relacionados ao processo de integração nos levaram a manter nossa recomendação Neutra.
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Estratégia
Pesquisa com assessores XP | Apetite por risco permanece inalterado apesar do conflito no Oriente Médio
- Nesta edição da nossa pesquisa com assessores XP, observamos que o apetite por risco e os níveis de alocação em março permaneceram praticamente inalterados, apesar da eclosão do conflito no Oriente Médio. Os principais destaques são:
- A parcela dos assessores que pretende reduzir a exposição em ações permaneceu estável em 9%, enquanto 32% (-1 p.p. M/M) planejam aumentá-la e 59% (+1 p.p. M/M) pretendem manter a alocação estável;
- O sentimento dos assessores em relação às ações se deteriorou, recuando para 6,7 em março, de 7,2 em fevereiro (em uma escala de 0 a 10);
- O interesse em renda fixa caiu de forma significativa (-15 p.p. M/M), embora ela continue sendo a classe de ativos preferida pelos clientes;
- As preocupações com eventos geopolíticos aumentaram após a escalada no Oriente Médio, mas 46% dos assessores afirmaram que o conflito ainda não teve impacto nas decisões de alocação de seus clientes.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Raízen acena com conversão de 45% das dívidas em ações (The Agribiz);
- Dasa faz transferência de ativos hospitalares para a Amil (Valor Econômico);
- Acionista Latache quer manter Oncoclínicas listada devido a briga com a gestora Centaurus (Valor Econômico);
- S&P National Ratings rebaixa ratings da Kallas para ‘brBB+’ e de duas transações risco Kallas para ‘brBB+ (sf)’; perspectiva negativa (S&P Global).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua 0,09% e fecha aos 3.856,65 pontos na quinta (Suno);
- Bresco: logística vive melhor momento em 20 anos e escassez de galpões pressiona preços (FIIs);
- Dividendo do XPML11 mudará? FII mira ativos ‘troféu’ e receita com ganho de capital (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Conselho Monetário Nacional aprova novas regras para o Eco Invest | Café com ESG, 27/03
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em território negativo, com IBOV e o ISE recuando 1,45% e 1,95%, respectivamente;
- No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira novas regras para o Eco Invest, programa criado pelo governo para mobilizar capital privado para financiar projetos ligados à transição ecológica e ao financiamento climático – a mudança possibilita ao Ministério da Fazenda solicitar que as instituições financeiras credenciadas ao programa implementem contrapartidas voltadas ao apoio, à capacitação e à estruturação de projetos como condição para acessarem os recursos das linhas do Eco Invest;
- No internacional, (i) o aumento no preço da gasolina nos EUA resultou em uma autorização federal para a venda de gasolina com maior teor de etanol, numa tentativa de aliviar a pressão sobre os preços nas bombas – a medida permite a comercialização do E15, gasolina com 15% de etanol, em todo o território dos EUA a partir de 1º de maio; e (ii) a USA Rare Earth está se posicionando para ajudar os Estados Unidos a quebrar a dominância da China em elementos de terras raras – a empresa, que está desenvolvendo uma mina de terras raras no Texas, anunciou ontem que sua instalação de fabricação de ímãs de terras raras em Stillwater, no estado de Oklahoma, está operacional;
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