IBOVESPA +1,11% | 163.663 Pontos
CÂMBIO -1,02% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,1%, aos 163.664 pontos. O movimento positivo foi puxado por ações de grande peso no índice, com destaque para a Vale (VALE3, +3,8%), beneficiada pela alta do minério de ferro (+0,7%).
O principal destaque positivo do dia foi a Hapvida (HAPV3, +8,7%), mesmo após a divulgação de dados da ANS indicando perda de beneficiários. Já entre as maiores quedas do índice, Petrobras (PETR3, -1,9%; PETR4, -1,8%) recuou em meio à queda dos preços do petróleo.
Para o pregão de quarta-feira, o foco do mercado se volta para a divulgação do relatório ADP e do relatório Jolts nos Estados Unidos, ambos referentes ao mês de dezembro.
Renda Fixa
Os juros futuros avançaram levemente nesta terça-feira, acompanhando o movimento externo, mesmo diante do leilão de NTN-B pelo Tesouro, que trouxe menor percepção de risco ao mercado ao conseguir colocar toda a oferta sem pressão adicional. No fechamento: DI jan/27 em 13,735% (+4,0bps); DI jan/28 em 13,020% (+3,0bps); DI jan/29 em 13,015% (+1,0bps); DI jan/31 em 13,345% (+3,0bps). Nos Estados Unidos, as Treasuries subiram levemente em toda a curva, refletindo ajustes técnicos e a expectativa de manutenção da postura conservadora do Fed diante da inflação ainda acima da meta, em dia sem indicadores relevantes. T-note 2y em 3,470% (+1,0bps); T-note 10y em 4,180% (+1,0bps); T-bond 30y em 4,860% (+1,0bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,3%). O movimento ocorre após uma sessão de forte alta na terça-feira, quando o Dow Jones avançou cerca de 1,0% e fechou acima dos 49 mil pontos pela primeira vez, enquanto o S&P 500 subiu aproximadamente 0,6% e renovou máximas históricas, e o Nasdaq avançou cerca de 0,7%. O mercado segue reagindo de forma contida aos desdobramentos geopolíticos envolvendo a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, com investidores avaliando que o episódio não traz implicações imediatas para a oferta global de petróleo.
Na Europa, as bolsas operam estáveis nesta quarta-feira (Stoxx 600: 0,0%), em meio a novas tensões geopolíticas após declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de anexação da Groenlândia. O setor de defesa se destaca positivamente, com o índice europeu de aeroespacial e defesa avançando cerca de 0,3%, após o governo dinamarquês anunciar um plano de 88 bilhões de coroas dinamarquesas para rearmar a região. No campo macroeconômico, a inflação da zona do euro ficou em 2,0%, em linha com as expectativas e com a meta do Banco Central Europeu.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +1,3%; HSI: -0,9%), em um ambiente de maior cautela na Ásia, após dois dias de forte desempenho de ações ligadas ao setor de defesa. O Japão liderou as perdas regionais, com o Nikkei recuando mais de 1%, enquanto a Coreia do Sul avançou moderadamente. Na Austrália, o mercado fechou em leve alta após dados de inflação abaixo do esperado reforçarem sinais de alívio nas pressões de preços. Apesar da retórica geopolítica mais dura envolvendo Venezuela e Groenlândia, o petróleo recua, refletindo a leitura de que não há grande impacto imediato sobre a oferta.
IFIX
O IFIX encerrou a terça-feira em alta de 0,15%, renovando a máxima histórica de 3.788,45 pontos pela terceira vez consecutiva e acumulando valorização de 0,35% no ano. O movimento ocorreu em um dia de agenda doméstica sem grandes eventos para FIIs, mas ainda marcado pelas repercussões da operação de captura de Nicolás Maduro na Venezuela, que permaneceu no radar dos investidores. No desempenho setorial, os fundos de tijolo avançaram, em média, 0,13%, enquanto os fundos de papel registraram alta de 0,10%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se XPSF11 (2,9%), TRBL11 (2,3%) e GZIT11 (2,2%). Já entre as principais quedas, figuraram JSCR11 (-2,7%), GRUL11 (-2,0%) e KORE11 (-1,6%).
Economia
Nos Estados Unidos, dados do índice de gerentes de compras (PMI) da S&P Global mostraram crescimento do setor de serviços, porém ao menor ritmo dos últimos 8 meses. No Brasil, dados da balança comercial mostraram superávit de R$ 68,3 bilhões em 2025, abaixo do registrado no ano passado. A alta das importações na esteira do crescimento da demanda doméstica foi apenas parcialmente compensada por um crescimento de exportações puxado pela safra recorde de grãos.
Divulgamos nosso relatório Brasil Macro Mensal. Destacamos a inclusão das projeções para 2027, em que assumimos reformas fiscais parciais. Nesse cenário, projetamos um crescimento econômico mais fraco, de 1,7% em 2026 e 1,2% em 2027, um câmbio ainda pressionado, com previsões de 5,60 BRL/USD no final de 2026 e 5,80 em 2027, e inflação de 4% em ambos os anos. Com isso, avaliamos que o banco central deve começar a flexibilizar os juros em março, com cinco cortes de 50 pontos-base para 12,50%, mas há espaço limitado para novas reduções com reformas fiscais insuficientes.
Na agenda do dia, destaque nos Estados Unidos para os relatórios ADP de empregos no setor privado e as vagas de emprego Jolts, ambos para dezembro. Além disso, será divulgado o PMI de serviços do ISM. Na Zona do Euro, teremos a divulgação do CPI preliminar de dezembro. Não há indicadores previstos no Brasil.
Veja todos os detalhes
Economia
Dados do mercado de trabalho dos EUA em destaque hoje
- O setor de serviços dos EUA continuou a expandir-se no final de 2025. O índice S&P Global US Services PMI Business Activity registrou 52,5 em dezembro, sinalizando um crescimento sólido da atividade e prolongando o atual período de expansão contínua para pouco menos de três anos. No entanto, o índice caiu de 54,1 em novembro, sinalizando assim o crescimento mais lento em oito meses. O PMI Composto, que consolida o PMI de manufatura e serviços, registrou 52,7 em dezembro, abaixo dos 54,2 do mês anterior, com taxas de crescimento mais lentas nos setores de manufatura e serviços;
- O superávit comercial do Brasil caiu para US$ 68,3 bilhões em 2025, abaixo do registrado em 2024, uma vez que o forte crescimento das exportações — impulsionado pela agricultura, petróleo bruto, carne bovina e uma safra recorde de grãos — foi superado por uma dinâmica ainda mais forte das importações, com aumento nos volumes em todas as categorias, apesar de uma queda mensal em dezembro. As exportações melhoraram ao longo do ano, embora parte do aumento anual reflita uma base baixa no final de 2024, enquanto as importações permaneceram resilientes, apoiadas pela demanda doméstica e volumes mais elevados de bens de consumo, capital e intermediários. Olhando para 2026, o superávit comercial está projetado em US$ 69 bilhões, mas os preços mais baixos do petróleo adicionam risco de queda, mesmo que as exportações de grãos e carne permaneçam fortes e as importações continuem elevadas em meio a uma recuperação esperada nos componentes cíclicos do PIB.
- Divulgamos nosso relatório Brasil Macro Mensal. Destacamos que as perspectivas globais para os mercados emergentes permanecem incertas, com tensões geopolíticas e as próximas mudanças na liderança do Fed adicionando riscos. Assumimos uma reforma fiscal parcial a partir de 2027 em nosso cenário base para o Brasil. Nesse sentido, prevemos que um mercado de trabalho restrito e estímulos fiscais devem apoiar o crescimento do PIB de 1,7% em 2026, mas a incerteza política, os ajustes fiscais e as condições financeiras restritivas devem desacelerar o crescimento para 1,2% em 2027. Os prêmios de risco persistentes e os déficits externos devem limitar a valorização da moeda, com previsões de 5,60 BRL/USD no final de 2026 e 5,80 em 2027. A inflação está projetada em 4,0% em ambos os anos, em meio a preços no atacado estáveis, mas expectativas desancoradas, e o banco central deve começar a flexibilizar os juros em março, com cinco cortes de 50 pontos-base para 12,50% e espaço limitado para novas reduções na ausência de uma consolidação fiscal mais forte. Veja o relatório completo aqui;
- A agenda para quarta-feira, 7 de janeiro, destaca dados internacionais. Nos Estados Unidos, o relatório ADP de dezembro revelará os números de empregos no setor privado (anterior: -32.000, consenso: 48.000) e as vagas de emprego Jolts, também para dezembro (anterior: 7,67 milhões). Além disso, será divulgado o PMI de serviços do ISM (anterior: 52,6, consenso: 52,2). Na zona do euro, o destaque é o dado do IPC de dezembro, com expectativa de aumento de 2,0% a/a para o índice completo e 2,3% para o índice básico. Não há indicadores previstos no Brasil.
Commodities
Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose: Importações de aço plano diminuem, enquanto importações de aços longos sobem no M/M em dezembro de 2025
- A SECEX divulgou seus dados de dezembro de 2025, destacando-se:
- (i) as importações de aço plano diminuíram em M/M, com menores importações de produtos revestidos (por exemplo: placas de conserva e CRC) e produtos não revestidos (HRC e chapas revestidas com alumínio e zinco);
- (ii) as importações de aço longo aumentaram para trilhos, com as exportações caindo para vergalhão (-30kt M/M).
- (iii) As exportações de celulose aumentaram +11% A/A (+5% M/M), com exportações maiores do DWP (+36% M/M, +108% A/A), apoiadas por exportações mais altas de Indianópolis (unidade da LD Celulose) e Lençois Paulista/Camaçari (instalações da Bracell).
- (iv) Por fim, as exportações de minério de ferro melhoraram no Brasil (+32% A/A), com volumes aumentando em Corumbá (+112% A/A), Tubarão (+55% A/A) e Porto de Itaguaí (+37% A/A).
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Mineração e Siderurgia: Um bom começo para os metais em 2026; Aura Minerals anunciou a licença de construção da Era Dorada
- Os preços dos metais começaram em alta no início de 2026, com tensões geopolíticas aumentando as preocupações existentes sobre a desvalorização da moeda e um dólar mais fraco, sustentando os preços dessas commodities nas últimas semanas, em nossa visão (cobre, ouro e alumínio +3-4% S/S).
- Como outro destaque, a Aura Minerals anunciou o recebimento da licença de construção para a Era Dorada, um marco importante de redução de risco para o potencial de NPV do projeto (mais detalhes sobre o projeto aqui).
- Sobre dados setoriais recentes, observamos que (i) os preços do minério de ferro subiram +1% S/S, com os estoques dos portos de minério de ferro da China estáveis;
- (ii) os preços de bobinas quentes e de vergalhão permaneceram estáveis no Brasil, com paridade estável do aço em +13% e paridade de aços longos em -11% para o vergalhão turco, com importações de aço do Egito (isentas de tarifas de importação) sugerindo paridade em -2%; e
- (iii) os preços do ouro subiram +3% S/S, com entradas de ETFs em +3 toneladas na semana de 19 de dezembro, com entradas na América do Norte compensando as saídas da Europa.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
BESSonomics: Iniciando o Debate sobre Armazenamento
Destrinchando o Economics do LRCap e do LCOE para Solar + BESS
- Com a participação de sistemas de armazenamento se aproximando na matriz energética brasileira, decidimos avaliar;
- os benefícios e a viabilidade econômica dos sistemas de bateria (BESS) dentro do modelo de leilões de reserva de capacidade;
- o LCOE para solar com BESS.
- Nossas conclusões são de que um esquema de receita fixa ainda é a única forma economicamente viável para BESS, e que o operador do sistema já deveria considerar que a forma ótima de garantir rampa e capacidade seria, daqui para frente, uma combinação de BESS + térmicas;
- As receitas fixas necessárias para BESS são cerca de 11–23% menores do que as receitas fixas requeridas para uma nova térmica, além de apresentar um despacho aproximadamente R$575/MWh mais barato;
- No caso do LCOE, nossa análise conclui que os preços de longo prazo que justificariam adicionar BESS ao solar, considerando os níveis atuais de curtailment e modulação, deveriam ser de pelo menos R$352/MWh, versus um LCOE atual de R$292/MWh para solar isolado;
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Empresas
Bens de Capital: Exportações da WEG fecham o ano em alta
- Observamos um ano positivo para as exportações relacionadas ao GTD do Brasil, encerrando 2025 com exportações subindo +10% A/A em dólares (ou +25% A/A considerando exportações apenas para os EUA);
- Vemos a WEG se beneficiando dessa tendência, com exportações do nosso proxy-GTD WEG subindo +47% em relação ao ano anterior, fechando o ano com dados fortes (+68% M/M e +3x A/A em Dez’25). Destacamos exportações de T&D ganhando +3p.p. de representatividade nas exportações do proxy WEG A/A;
- Analisando os produtos relacionados à EEI da WEG, vemos dados de exportação estáveis em 2025, com uma tendência contínua de alta dos produtos de Motion como destaque positivo em Dez’25;
- Por fim, no setor Aeroespacial, os dados de exportação de Dez’25 implicaram números em linha versus os dados divulgados pela Embraer para as entregas do ano fiscal de 2025, com 78, 155 e 11 aeronaves entregues em 2025 do ano fiscal (para Comercial, Executivo e Defesa) relativamente alinhadas com nossas estimativas;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- U.S. Treasury Yield Curve Continues to Steepen (The Wall Street Journal);
- Exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde em 2025 (Globo Rural);
- BC recorre de decisão do TCU sobre inspeção em relação ao Banco Master (Valor Econômico);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX aumenta ritmo de alta, emenda terceiro recorde e mira 3.800 pontos (FIIs);
- Fiagros se recuperam, reforçam governança e prometem 2026 equilibrado (Capital Aberto);
- VISC11 assina MoU para comprar 10% do BH Shopping por R$ 285 milhões (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
ESG
BNDES abre edital para estruturar certificação de crédito de carbono no Brasil | Café com ESG, 07/01
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,1% e 1,3%, respectivamente;
- No Brasil, (i) o BNDES abriu o edital de seleção pública de propostas para a execução do estudo técnico de Certificação de Crédito de Carbono no Brasil, com apoio de até R$ 10 milhões – a iniciativa é realizada em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Fazenda, e faz parte da implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE); e (ii) um vazamento levou a Petrobras a paralisar no domingo a operação na Bacia da Foz do Amazonas, o que pode potencialmente dificultar a licença ambiental para a empresa produzir petróleo na região, parte da Margem Equatorial – o vazamento não foi de petróleo, mas de fluido de perfuração, usado para facilitar a entrada da broca na rocha onde ficam os reservatórios;
- No internacional, a Midcontinent Independent System Operator (MISO), organização responsável pela gestão da rede elétrica que cobre grande parte do Meio-Oeste dos EUA, anunciou na terça-feira uma parceria com a Microsoft, recorrendo à colaboração para ajudar a garantir que as enormes quantidades de eletricidade necessárias para a IA estejam disponíveis – na mais recente parceria, as tecnologias da Microsoft serão implantadas na grade da MISO, com usos que incluem prever e responder a interrupções causadas por condições climáticas, planejar linhas de transmissão e acelerar determinadas operações;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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