IBOVESPA +0,59% | 162.936 Pontos
CÂMBIO -0,04% | 5,38/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,6%, aos 162.936 pontos, impulsionado principalmente pelo setor de Óleo & Gás, com destaque para a Petrobras (PETR3, +2,5%; PETR4, +1,2%). O desempenho foi favorecido pela valorização dos preços do petróleo, em meio ao aumento das tensões políticas no Irã, diante da intensificação das manifestações populares no país.
Nesse contexto, Brava (BRAV3, +5,7%) figurou como o principal destaque positivo do dia, uma vez que o papel apresenta a maior alavancagem aos preços do petróleo dentro do Ibovespa. Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3, -4,8%) recuou, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos dois pregões anteriores (+13,3%).
Para o pregão desta sexta-feira, todos os olhos se voltam para a divulgação do relatório de empregos dos EUA (Nonfarm Payroll) referente a dezembro. No cenário doméstico, o destaque será a publicação dos dados do IPCA de dezembro.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta quinta-feira com movimentos contido. A produção industrial de novembro veio neutra e não trouxe direcionadores, enquanto o leilão inaugural da NTN-F 2037 pelo Tesouro gerou alívio temporário na inclinação da curva, sem alterar a percepção de que fatores domésticos seguirão predominando. DI jan/27 fechou em 13,725% (+4,4bps); DI jan/28 em 13,015% (+3,5bps); DI jan/29 em 13,010% (+1,6bps); DI jan/31 em 13,320% (-2,6bps). Nos EUA, as Treasuries abriram levemente, corrigindo parte da queda da véspera após pedidos de auxílio-desemprego baixos, reforçando cautela sobre o ritmo de cortes pelo Fed. T-note 2y em 3,49% (+2bps); T-note 10y em 4,19% (+4bps); T-bond 30y em 4,85% (+3bps).
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%). O movimento ocorre antes de dois catalisadores relevantes ao longo do dia: a divulgação do payroll de dezembro e uma possível decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Apesar da cautela, os índices caminham para fechar a semana em alta.
Na Europa, as bolsas operam em alta nesta sexta-feira (Stoxx 600: +0,4%), com ganhos disseminados entre setores e destaque para o setor de defesa, que avança pelo quinto dia consecutivo, impulsionado pela retórica do presidente Trump em favor de um aumento de 50% nos gastos militares dos EUA e pelas tensões envolvendo a Groenlândia. No noticiário corporativo, as ações da Glencore sobem cerca de 8% após a confirmação de conversas preliminares com a Rio Tinto sobre uma possível fusão, enquanto a Rolls-Royce renovou máximas apoiada pelo bom momento do setor aeroespacial.
Na China, os mercados fecharam em leve alta (CSI 300: +0,5%; HSI: +0,3%), com o avanço sustentado por ações do setor de defesa e pela leitura de inflação de dezembro, que mostrou alta anual de 0,8%, em linha com as expectativas. No Japão, o Nikkei subiu cerca de 1,6% e o Topix avançou 0,9%, apoiados por resultados corporativos positivos, como o da Fast Retailing, enquanto a Coreia do Sul também encerrou em alta, com forte valorização de empresas ligadas à defesa.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sessão de quinta-feira com leve alta de 0,04%, em um dia de agenda doméstica sem grandes eventos diretamente relacionados aos FIIs. No radar dos investidores, permanece a expectativa pela divulgação do IPCA, prevista para sexta-feira. Os fundos de papel avançaram 0,09%, enquanto os fundos de tijolo registraram alta marginal de 0,01%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se SNFF11 (+4,0%), BROF11 (+2,1%) e HABT11 (+1,5%). Já entre as principais quedas, figuraram TOPP11 (-1,3%), VGIP11 (-1,1%) e MCCI11 (-1,0%).
Economia
No Brasil, a produção industrial ficou estável entre outubro e novembro, em linha com as expectativas. O indicador contraiu 1,2% em relação ao mesmo mês de 2024. A indústria de transformação continua estagnada, enquanto a indústria extrativa mostra tendência de alta. Acreditamos que o quadro de baixo dinamismo da indústria persistirá no curto prazo. Por um lado, o aperto das condições monetárias e restrições de oferta continuam a pesar sobre o setor. Por outro lado, o mercado de trabalho aquecido e impulsos fiscais devem evitar um ciclo recessivo.
Hoje, destaque para a publicação do IPCA de dezembro. Estimamos que o índice geral tenha subido 0,32% em comparação com novembro, um pouco abaixo do consenso de mercado (0,33%). Essa projeção é compatível com inflação de 4,25% em 2025, consideravelmente abaixo da expectativa ao redor de 6,0% há um ano. A apreciação da taxa de câmbio, a produção agrícola recorde e a postura firme do Copom contribuíram bastante para a queda da inflação ao longo do ano passado. Projetamos alta de 4,0% para o IPCA de 2026.
Nos Estados Unidos, a produtividade do trabalho acelerou de 4,1% no 2º trimestre para 4,9% no 3º trimestre de 2025 (em termos anualizados), o resultado mais forte desde meados de 2023. Esses resultados corroboram a avaliação de impacto expressivo dos investimentos em inteligência artificial e, dessa maneira, o cenário que combina resiliência da atividade econômica geral e enfraquecimento do mercado de trabalho. Hoje, atenções voltadas para a publicação do principal relatório de emprego americano (Nonfarm Payroll). O mercado espera criação líquida de 60 mil ocupações em dezembro, após adição de 64 mil em novembro. A mediana das projeções indica recuo na taxa de desemprego, de 4,6% (o nível mais alto em mais de quatro anos) para 4,5%.
Na China, o índice de preços ao consumidor ficou estável em 2025, a leitura mais baixa desde 2009 e muito aquém da meta de “alta ao redor de 2%” estabelecida pelo governo. Por sua vez, o índice de preços ao produtor mostrou deflação de 2,6% no último ano. A demanda interna permanece fraca e muitos setores apresentam excesso de capacidade instalada.
Veja todos os detalhes
Economia
IPCA de 2025 e relatório de emprego dos EUA no centro das atenções
- No Brasil, a produção industrial ficou estável entre outubro e novembro, em linha com as expectativas (XP: -0,1%; Mercado: +0,1%). O indicador contraiu 1,2% em relação ao mesmo mês de 2024 (XP: -1,3%; Mercado: -1,0%). A indústria de transformação continua estagnada (0,2% m/m; -2,2% a/a), enquanto a indústria extrativa mostra tendência de alta (crescimento de quase 5% no acumulado do ano). Acreditamos que o quadro de baixo dinamismo da indústria persistirá no curto prazo. Por um lado, o aperto das condições monetárias e restrições de oferta continuam a pesar sobre o setor. Por outro lado, o mercado de trabalho aquecido e impulsos fiscais devem evitar um ciclo recessivo. Projetamos que o volume produzido na indústria crescerá 1,3% em 2026, após elevação de 0,7% em 2025;
- O IPCA de dezembro será o destaque da agenda doméstica hoje. Estimamos que o índice geral tenha subido 0,32% em comparação com novembro, um pouco abaixo do consenso de mercado (0,33%). Segundo nossas projeções, a média dos núcleos de inflação avançou 0,45% na comparação mensal, levando sua média móvel de 3 meses dessazonalizada e anualizada (tendência de curto prazo) a recuar de 3,7% para 3,6%. O IPCA deve registrar aumento de 4,25% em 2025, consideravelmente abaixo da expectativa ao redor de 6,0% no início do ano passado. A apreciação da taxa de câmbio, a produção agrícola recorde e a postura firme do Copom contribuíram bastante para a queda da inflação ao longo de 2025. Projetamos alta de 4,0% para o IPCA de 2026;
- Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram para 208 mil na semana encerrada em 03/jan (dados com ajuste sazonal), após 200 mil solicitações registradas na semana anterior. O consenso do mercado apontava para 210 mil pedidos. Conforme também publicado ontem, a produtividade do trabalho acelerou de 4,1% no 2º trimestre para 4,9% no 3º trimestre de 2025 (em termos anualizados), o resultado mais forte desde meados de 2023. Os analistas de mercado estimavam um ganho de 3,0%. Consequentemente, o custo unitário do trabalho recuou 1,9% no 3º trimestre do último ano. Esses resultados corroboram a avaliação de impacto expressivo dos investimentos em inteligência artificial e, dessa maneira, o cenário que combina resiliência da atividade econômica geral e enfraquecimento do mercado de trabalho;
- Hoje, atenções voltadas para a publicação do principal relatório de emprego dos Estados Unidos (Nonfarm Payroll). O mercado espera criação líquida de 60 mil ocupações em dezembro, após adição de 64 mil em novembro. A mediana das projeções indica recuo na taxa de desemprego, de 4,6% (o nível mais alto em mais de quatro anos) para 4,5%;
- Na China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,8% em dezembro de 2025 comparado ao mesmo mês de 2024, a maior taxa em 34 meses, puxada especialmente pela elevação nos preços de vegetais e carnes. O resultado ficou em linha com as expectativas de mercado. No entanto, o índice de inflação ficou estável em 2025 como um todo, a leitura mais baixa desde 2009 e muito aquém da meta de “alta ao redor de 2%” estabelecida pelo governo. Ademais, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) recuou 1,9% em dezembro, em termos interanuais. O índice está em território deflacionário por mais de três anos. Houve queda de 2,6% no acumulado de 2025. Em linhas gerais, a demanda interna permanece fraca e muitos setores apresentam excesso de capacidade instalada.
Empresas
AmBev (ABEV3) | Indicadores fracos do setor
- Os dados de produção de bebidas alcoólicas do IBGE (PIM) para novembro apontaram queda de 6,5% A/A e vieram 6,4% abaixo do XPe.
- Com os números de novembro, agora estimamos uma contração de mercado de 5,0% A/A para o fechamento de 2025 (vs. 3,7% A/A anterior), implicando uma redução no consumo per capita¹ para 5,6 litros/cabeça (vs. 4,4 litros/cabeça anterior).
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/ambev-abev3-indicadores-fracos-do-setor/
Randoncorp (RAPT4) & Frasle Mobility (FRAS3): Desenvolvimentos recentes ajudando a mitigar os riscos da tese de investimentos da Randon
- Estamos atualizando nossas estimativas para a Randoncorp e Frasle Mobility, reiterando nossa preferência relativa por RAPT4 (recomendação de Compra e preço-alvo de R$11,00/ação para o final de 2026) vs. FRAS3 (recomendação Neutra e preço-alvo de R$24,00/ação para o final de 2026).
- Apesar das condições macroeconômicas continuarem desafiadoras, esperamos que desenvolvimentos recentes da companhia (como a conclusão do acordo com a Pátria e o contrato de R$770 milhões de vagões) ajudem a reduzir riscos para sua tese e apoiem resultados melhores no curto prazo, além de uma trajetória de alavancagem menor (vemos agora um nível de 2,2x no fim de 2026, excluindo o Banco Randon).
- Continuamos vendo a resiliência de Frasle como adequadamente precificada, embora o valuation atual da Randon continue atrativo sob diferentes perspectivas, com nossa abordagem mais conservadora ainda avaliando seus negócios mais cíclicos em -R$1,5 bilhão considerando o preço atual das ações RAPT4, que vemos como um nível excessivamente negativo. Nesse sentido, reiteramos RAPT4 como o papel com maior assimetria de valuation na nossa cobertura, com o próximo corte na taxa de juros ajudando a restaurar a confiança nas ações, embora ainda dependa de melhores condições macroeconômicas internas.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
GPA (PCAR3): Rafael Russowsky renuncia ao cargo de CFO
- Hoje, o Grupo Pão de Açúcar divulgou um fato relevante informando ao mercado que o Sr. Rafael Russowsky renunciou ao cargo de CFO e Diretor de Relações com Investidores da companhia;
- Como consequência, o Sr. Alexandre Santoro, eleito CEO no início desta semana (link), acumula agora a função de CFO interino, enquanto o Sr. Rodrigo Manso assume como Diretor de RI;
- A notícia não nos surpreende, dado o histórico do Sr. Russowsky no Casino, enquanto a família Coelho Diniz parece estar escolhendo executivos próprios para conduzir o negócio;
- Mantemos nossa recomendação Neutra devido ao fraco momento dos resultados e aos riscos fiscais, embora a empresa esteja ativamente engajada na resolução destes últimos;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Treasury Secretary Bessent says more Fed rate cuts are ‘only ingredient missing’ for stronger economy (CNBC);
- Emissão de dívida em dólar deve somar até US$ 10 bi no início do ano (Valor Econômico);
- Caso Master expõe preocupação com nomeações no BC (Valor Econômico);
- Oncoclínicas tenta recrutar Irlau Machado como CEO (Brazil Journal);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs sobem mesmo com queda da Selic? Analista revela principal gatilho de valorização (InfoMoney);
- IFIX reverte tendência e fecha em alta leve; SNFF11 lidera altas entre FIIs (FIIs);
- IPTU mais caro: Faria Lima lidera ranking dos valores mais altos em São Paulo (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
ESG
ANP libera operação da primeira usina nacional de etanol de trigo | Café com ESG, 09/01
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em leve alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,6% e 0,7%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a CB Bioenergia a iniciar a operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil, localizada em Santiago (RS) – a usina pode processar 100 toneladas de trigo por dia e tem capacidade de produção de 43 m³/d de etanol hidratado; e (ii) o governo do Estado de São Paulo abriu consulta pública para a implementação da Política Estadual de Logística Reversa, com prazo para envio de contribuições até o dia 30 de janeiro – a iniciativa, conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), busca ampliar o diálogo com empresas, entidades representativas, organizações da sociedade civil e cidadãos antes da definição das regras que irão orientar o retorno e a destinação adequada de produtos e resíduos;
- No internacional, uma onda de projetos comerciais de armazenamento de carbono começará a operar na Europa este ano, marcando a primeira vez que o continente conseguiu transportar e enterrar emissões em larga escala, à medida que a UE endurece as regras do imposto sobre carbono – grupos industriais pesados estão se preparando para colocar CO₂ capturado em novos locais de armazenamento offshore na Noruega e na Dinamarca;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
