IBOVESPA +1,52% | 195.129 Pontos
CÂMBIO -0,15% | 5,08/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em forte alta de 1,5%, aos 195.129 pontos, renovando sua máxima histórica e registrando o oitavo dia consecutivo de ganhos. No período, o índice acumulou alta de 7,5%, refletindo principalmente a redução dos prêmios de risco globais em meio às expectativas de desescalada no conflito no Oriente Médio.
Usiminas (USIM5, +6,1%) liderou os ganhos do índice, enquanto Petrobras (PETR3, +1,5%; PETR4, +1,5%) foi a principal contribuição positiva, apoiada por preços de petróleo ainda elevados. Por outro lado, Totvs (TOTS3, -2,8%) foi o principal destaque negativo do dia.
Nesta sexta-feira, foco para a divulgação do IPCA no Brasil e o CPI nos EUA.
Renda Fixa
Os juros tiveram comportamento misto nesta quinta‑feira, em meio à persistência de dúvidas sobre a fragilidade do cessar‑fogo no Oriente Médio e ao aumento do otimismo em relação ao diálogo entre Israel e Líbano. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,78% (‑1 bp), a T‑Note de 10 anos em 4,29% (0 bp) e o T‑Bond de 30 anos em 4,89% (+1 bp). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,92% (‑1 bp), o DI jan/29 em 13,31% (‑4 bps) e o DI jan/31 em 13,47% (‑2 bps), acompanhando o alívio parcial nos prêmios de risco globais.
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), com investidores monitorando a fragilidade do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã. O pano de fundo segue sendo a dinâmica no Oriente Médio, com sinais mistos sobre o cumprimento do acordo, incluindo acusações de violação, e incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo volta a subir, com o WTI próximo de US$ 98 (+0,6%) e o Brent a US$ 96 (+0,5%). No radar, investidores acompanham dados de inflação (CPI), além de pedidos de bens duráveis e encomendas industriais.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,5%), em meio a um ambiente ainda marcado por incertezas geopolíticas. O movimento ocorre após uma sessão mais fraca na véspera, com investidores reagindo a sinais de tensão no cessar-fogo. No macro, a inflação na Alemanha acelerou para 2,8% em março, com destaque para a pressão vinda dos preços de energia, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,6%; CSI 300: +1,5%), acompanhando o tom mais positivo na Ásia, ainda que sob cautela diante das incertezas geopolíticas. No restante da região, o movimento foi majoritariamente positivo, com o Nikkei avançando 1,8% e o Kospi 1,4%. No macro, destaque para a inflação ao consumidor na China (+1% A/A em março) e para a alta nos preços ao produtor, a primeira em mais de três anos.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) apresentou leve alta de 0,03% no pregão desta quinta-feira, reagindo ao fechamento da curva de juros diante da melhora na percepção de risco dos investidores em relação às tensões geopolíticas. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos, com avanço de 0,11%, impulsionados principalmente pelos Fundos de Shoppings (+0,30%), enquanto os segmentos de Ativos Logísticos e Lajes Corporativas registraram movimentos mais contidos. Na sequência, os Fundos Multiestratégia avançaram 0,30%.
No campo negativo, os destaques ficaram para os Fundos Híbridos e os Fundos de Fundos, que recuaram 0,13% e 0,21%, respectivamente. Os Fundos de Recebíveis também encerraram o dia no negativo, com leve queda de 0,03%. Entre os destaques positivos do pregão, chamaram atenção GRUL11 (+2,2%), ITRI11 (+1,1%) e BTAL11 (+1,0%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRL11 (-2,5%), DEVA11 (-2,1%) e HCTR11 (-1,6%)
Economia
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA e do Brasil para março serão divulgados hoje. A expectativa é de uma aceleração por conta dos efeitos do choque de energia ligado aos conflitos no Oriente Médio. Esta tendência já foi obsrvada no CPI da Alemanha divulgado mais cedo, que acelerou para 1.1% na variação mensal. A inflação ao consumidor é o principal ingrediente para antecipar as decisões de taxas de juros dos bancos centrais.
Nos mercados, os preços do petróleo e os mercados de ações globais estão relativamente estáveis nesta manhã, a medida em que analistas de mercado consideram frágil o acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. Apesar do acordo, Israel continuou a atacar alvos do Hezbollah, grupo alinhado ao Irã, no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ontem que ordenou ao seu governo que iniciasse negociações com o Líbano
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Economia
Atenções voltadas para a inflação de preços ao consumidor nos EUA, Alemanha e Brasil
- O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA para março será divulgado hoje. Economistas acreditam que o índice geral terá um aumento significativo em comparação com fevereiro, principalmente devido à alta nos preços da gasolina após o choque de preços de energia ligado aos conflitos no Irã. A expectativa é de que a inflação anual do CPI tenha atingido 3,4% no mês passado, em comparação com 2,4% em fevereiro. Quanto ao seu efeito sobre a política monetária, o Federal Reserve (banco central dos EUA) provavelmente ignorará os efeitos de curto prazo do choque do petróleo, mas considerando que a economia permanece relativamente sólida, não vemos a autoridade monetária mudando sua postura até que fique claro que os riscos de uma aceleração inflacionária mais permanente diminuam;
- A inflação ao consumidor da Alemanha para março saltou para 1,1%, ante 0,2% em fevereiro, em linha com as expectativas. Combustíveis e óleo para aquecimento foram os principais impulsionadores das pressões inflacionárias, refletindo o conflito no Oriente Médio;
- Os preços do petróleo e os mercados de ações globais estão relativamente estáveis nesta manhã, a medida em que analistas de mercado consideram frágil o acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. Apesar do acordo, Israel continuou a atacar alvos do Hezbollah, grupo alinhado ao Irã, no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ontem que ordenou ao seu governo que iniciasse negociações com o Líbano;
- No Brasil, a inflação de preços ao consumidor (IPCA) de março será divulgada hoje pela manhã. Prevemos 0,79% para o índice geral, um pouco acima do consenso do mercado (0,76%). A IPCA em 12 meses provavelmente acelerou para 4,00%, ante 3,80% em fevereiro. Parte do aumento está relacionada ao choque do petróleo, tanto diretamente (combustíveis) quanto indiretamente (alimentos). Mas a IPCA já estava acelerando antes do conflito no Oriente Médio, então os analistas de mercado prestarão muita atenção aos detalhes do indicador. Uma deterioração nos núcleos do IPCA – medida que suaviza os ítens voláteis para captar a tendência subjacente da carestia – deve manter o Banco Central cauteloso quanto à intensidade do corte da taxa Selic no futuro.
Commodities
Mineração e Siderurgia: Preços do minério de ferro permaneceram dentro de intervalo em meio a fundamentos fracos
- Os sinais do mercado de minério de ferro permaneceram fracos em Fev–Mar’26: (i) os preços seguiram voláteis (US$98–108/t), impulsionados por dados macro mistos da China e manchetes do lado da oferta;
- (ii) os indicadores de demanda por aço permaneceram fracos, com a demanda aparente e a produção esperadas em queda A/A, apesar de exportações resilientes (~100 Mt anualizados);
- E (iii) os estoques aumentaram, com os estoques portuários avançando ~3 Mt M/M e os estoques de aço crescendo nos traders, reforçando um mercado bem abastecido;
- Embora a demanda ligada à manufatura tenha mostrado alguma resiliência e os dados do setor imobiliário indiquem sinais de estabilização;
- Acreditamos que os preços do minério de ferro devam permanecer dentro de um intervalo até que haja maior clareza sobre a disputa BHP‑CMRG, com upside limitado na ausência de uma reaceleração da demanda;
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Empresas
Natura (NATU3): 1T fraco à frente, mas com potencial para marcar um ponto de inflexão; Atualizando nossas estimativas; Novo preço-alvo para o fim de 2026 em R$ 14,0/ação
- Estamos Antecipamos um 1T fraco à frente, com receita e rentabilidade pressionadas, com impactos da maior parte dos custos de rescisão relacionados à reorganização da companhia, mas ainda sem economias;
- No entanto, esperamos que o trimestre marque o ponto mais baixo da dinâmica de crescimento e de margem, já que o crescimento deve ganhar tração a partir do 2T, enquanto as economias da reorganização devem começar a beneficiar os resultados;
- Além disso, atualizamos nosso modelo para incorporar as economias da reorganização, com nosso EBITDA e lucro líquido estimados para 2026e aumentando 5% e 2%, respectivamente, enquanto 2027 se beneficia mais por não ser afetado pelos custos de rescisão;
- Como resultado, nosso preço-alvo para o fim de 2026 (YE26) é agora de R$14,0/ação (de R$12,0);
- Mantemos nossa recomendação de Compra, pois 2026 deve materializar o novo ciclo da companhia, focado em crescimento orgânico e em retornar capital aos seus acionistas, enquanto o momentum de lucros deve ganhar força a partir do 2T;
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Marcopolo (POMO4): Calmaria em um mercado barulhento
- Estamos atualizando nossas estimativas para a Marcopolo, reiterando nossa visão positiva e revisando nosso preço‑alvo para 2026E para R$8,50/ação (vs. R$9,50/ação);
- Embora as dinâmicas entre divisões possam estar mudando (desempenho de ônibus rodoviários ligeiramente melhor que o esperado compensando tendências urbanas mais fracas);
- Os níveis de lucro líquido permanecem praticamente inalterados (XPe 2026E de R$1,25 bilhão), consistentes com o patamar de resultados que tem servido como cenário‑base para os investidores há algum tempo, em nossa visão;
- Ao incorporarmos os resultados recentes e um outlook macro revisado, vemos mudanças limitadas em nossas estimativas;
- Uma vez que a contribuição de mercados externos (que, em nossa avaliação, devem se manter em níveis saudáveis) segue compensando dinâmicas domésticas mais fracas;
- Sem gatilhos relevantes, mas com uma proposta relativa mais atrativa, a Marcopolo se destaca em um contexto no qual estimativas vêm sendo amplamente revisadas para baixo, combinando valuation barato (6,5x P/L 2026E);
- Yields atrativos e baixa volatilidade de resultados. No geral, seguimos vendo a POMO4 como um caso de investimento de menor risco, oferecendo um perfil favorável de risco‑retorno;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Copasa corre para destravar privatização na próxima semana (Valor Econômico);
- Em parecer sobre balanço da Oncoclínicas, Deloitte destaca ‘incerteza com continuidade da empresa’ (Valor Econômico);
- Governadora do DF diz que solução para o BRB sai em 30 dias e que ‘o banco não vai quebrar’ (Valor Econômico);
- JBS capta US$ 500 milhões com reabertura de bond (Globo Rural);
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- RZAT11 avança, RBRL11 cai; IFIX fecha em 3.890 pontos, em alta de 0,27% (FIIs);
- Com Selic e Irã em foco, FIIs sobem no primeiro trimestre (B³ Bora Investir);
- Professor Mira analisa Selic e cenário global em novo episódio do Liga de FIIs (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Carteira ETFs Global | Abril/Maio: Confira nossa recomendação do mês para investimentos globais por meio de ETFs;
- Bússola de ETFs | Abril/Maio: Entenda nossa visão de cenário e as principais recomendações para investidores que buscam construir e diversificar portfólios por meio de ETFs, de forma estratégica e orientada;
- Alta de 1.300%: ETF vira termômetro da guerra no Oriente Médio: O ETF BWET acumulou alta de cerca de 1.300% ao reagir diretamente a ataques, cessar‑fogo e bloqueios no Estreito de Ormuz, refletindo em tempo real o risco geopolítico sobre o transporte global de petróleo. (Infomoney);
- Global equity fund inflows surge on Middle East ceasefire boost: Investors pumped a net $23.47 billion into global equity funds, when compared with net acquisitions of approximately $12.11 billion in the prior week, LSEG Lipper data showed. (Reuters);
- Acesse o relatório completo aqui.
ESG
Vale (VALE3) fecha contrato de afretamento de navio a etanol com início em 2029 | Café com ESG, 10/04
- O mercado fechou o pregão de quinta-feira em alta, com o IBOV e o ISE avançando 1,52% e 1,74%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Vale anunciou nesta quinta um acordo com a Shandong Shipping Corporation para afretamento de navios movidos a etanol a partir de 2029 – de forma geral, o acordo marca a introdução do biocombustível no frete transoceânico de minério de ferro; e (ii) o deputado Rodrigo Rollemberg apresentou ontem um projeto de lei que autoriza o governo federal a criar a Terras Raras Brasileiras S.A. (Terrabras), uma empresa pública voltada à exploração, beneficiamento, industrialização e comercialização de terras raras e outros minerais críticos – a proposta busca fortalecer a soberania sobre insumos considerados estratégicos para a transição energética e a indústria de defesa;
- No internacional, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio e da Ásia estão redobrando os esforços para desenvolver hidrogênio verde num momento de incertezas sobre o destino do conflito no Oriente Médio – a ideia é reduzir a dependência do petróleo e do gás natural liquefeito e investir em energias renováveis, com destaque para o hidrogênio de baixo carbono;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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