IBOVESPA -0,46% | 164.799 Pontos
CÂMBIO -0,09% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 0,9% em reais e 0,7% em dólares, aos 164.800 pontos.
Vamos (VAMO3, +9,1%) foi o principal destaque positivo da semana, após a divulgação da sua prévia operacional do 4T25.
Na ponta negativa, Smart Fit (SMFT3, -10,6%) teve desempenho inferior, refletindo o aumento da cautela dos investidores em relação às perspectivas de resultados da companhia para 2026.
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Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sexta-feira (16) em alta, impulsionados pela leitura de novembro do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mais forte do que o previsto, o que aumentou as discussões sobre quando e em qual velocidade se dará o início de cortes da Selic. A elevação adicional dos DIs também foi influenciada pelos Treasuries. DI jan/27 em 13,8% (+6bps); DI jan/29 em 13,2% (+12bps); DI jan/31 em 13,5% (+13bps). Nos EUA, os rendimentos dos títulos soberanos americanos reagiram a declarações do presidente Donald Trump de que Kevin Hassett, atual conselheiro econômico da Casa Branca, deve permanecer em seu posto, em vez de substituir Jerome Powell no comando do Federal Reserve (Fed). Hassett seria um nome com maior propensão a aliviar a política monetária. T-note 2y em 3,6% (+4bps); T-note 10y em 4,2% (+5bps); T-bond 30y em 4,8% (+5bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -1,1%; Nasdaq 100: -1,5%), após uma semana negativa para os mercados acionários. Na sexta-feira, o S&P 500 encerrou praticamente estável (-0,1%), enquanto o Nasdaq também recuou marginalmente. O movimento refletiu a reação dos investidores a novos comentários do presidente Donald Trump envolvendo a sucessão no Federal Reserve e riscos geopolíticos. Trump afirmou que prefere manter Kevin Hassett no Conselho Econômico Nacional, reduzindo suas chances de assumir o Fed, o que elevou preocupações sobre a independência da autoridade monetária.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -1,2%), reagindo às ameaças de Trump de impor tarifas a países europeus caso não apoiem a proposta dos Estados Unidos de adquirir a Groenlândia. Segundo o presidente, oito países europeus poderiam enfrentar tarifas que começam em 10% em fevereiro e sobem para 25% em junho. O setor automotivo e o de luxo lideraram as perdas, enquanto ações de defesa avançaram.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: 0,0%; HSI: -1,1%), após a divulgação do PIB do quarto trimestre e dos números de vendas no varejo, investimento urbano e produção industrial de dezembro. Na Ásia, os mercados seguiram o mesmo movimento, refletindo a escalada das tensões envolvendo a Groenlândia e a divulgação de dados econômicos chineses. No Japão, o Nikkei caiu 0,7%, em sua terceira sessão consecutiva de perdas, enquanto os rendimentos dos títulos públicos de longo prazo atingiram os níveis mais altos desde 1999.
IFIX
O IFIX completou a terceira semana consecutiva de alta, avançando 0,52% em um período sem eventos domésticos relevantes diretamente ligados ao setor. Os fundos continuam se beneficiando da expectativa de um ciclo de cortes de juros, combinada a fundamentos sólidos. Entre os segmentos do índice, os FOFs lideraram o desempenho, com ganho de 0,95%. Esses fundos mantêm o maior nível de desconto da classe, sendo negociados próximos a um desvio padrão abaixo da média histórica de VM/VP, reflexo do desempenho mais moderado observado em 2025. Os fundos de tijolo também registraram alta de 0,52%, impulsionados sobretudo pelo segmento de lajes corporativas, que subiu 0,97%, seguido pelos shoppings, com avanço de 0,49%. Já os FIIs logísticos apresentaram uma valorização mais discreta, de 0,36%. Os fundos de papel encerraram a semana com ganho de 0,40%.
Economia
Trump elevou as tensões comerciais ao ameaçar tarifas de até 25% sobre países europeus caso os Estados Unidos não comprem a Groenlândia. Diante disso, a União Europeia passou a preparar retaliações tarifárias e a avaliar o uso do Instrumento Anticoerção. Na China, o PIB cresceu 5% em 2025, em linha com a meta oficial. O resultado veio apesar do menor ritmo em três anos no 4º trimestre e dos entraves ligados às tensões externas, à demanda doméstica fraca e ao setor imobiliário. Por fim, o acordo Mercosul‑UE avançou para a fase final após a assinatura dos instrumentos jurídicos. A implementação agora depende de aprovações legislativas, com possibilidade de entrada em vigor bilateral conforme cada ratificação.
Na agenda internacional desta semana, o destaque será a divulgação do índice de preços PCE (deflator das despesas de consumo), referente a novembro, nos Estados Unidos. Na China, o banco central anunciará as taxas de empréstimos de curto e longo prazo (LPR). No Japão, o Banco Central decidirá sobre a taxa básica de juros. Além disso, índices PMI serão publicados nas principais economias, lembrando que se tratam de sondagens empresariais que captam o pulso da atividade. No Brasil, não haverá divulgações relevantes. Sem data marcada, os dados de arrecadação federal de dezembro podem ser publicados.
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Economia
China atinge meta de crescimento em 2025
- No final de semana, Donald Trump afirmou que imporia tarifas de 10% sobre oito países europeus e elevaria a alíquota para 25% caso os Estados Unidos não conseguissem comprar a Groenlândia. Após essa declaração, líderes europeus intensificaram os esforços para elaborar uma resposta. Antes da cúpula marcada para quinta‑feira, governos da UE passaram a avaliar duas frentes: um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros em importações americanas e o uso do Instrumento Anticoerção, mecanismo que permite à UE restringir o acesso de países considerados coercitivos ao mercado europeu, inclusive em investimentos, serviços e operações financeiras. A primeira alternativa conta com maior apoio interno. O episódio elevou as dúvidas sobre a ratificação do acordo comercial firmado no ano passado entre Washington e a UE, já que autoridades europeias afirmaram que não avançariam enquanto Trump insistisse na compra da Groenlândia;
- Na China, o PIB avançou 4,5% no 4º trimestre de 2025, resultado ligeiramente acima do esperado, configurando o ritmo mais fraco em três anos. A expansão foi de 1,2%, ante o 3º trimestre, superando a projeção de 1,1%. Com isso, o PIB cresceu 5% em 2025, exatamente a meta definida por Pequim. As autoridades sinalizam que devem manter a meta de 5% neste ano, mesmo com tensões comerciais persistentes com os Estados Unidos, uma recuperação doméstica ainda frágil e os desafios prolongados do setor imobiliário, que permanece como um dos principais entraves ao fortalecimento do crescimento;
- O acordo entre Mercosul e União Europeia avançou para a fase final após a assinatura dos dois instrumentos jurídicos, mas ainda depende de aprovações internas. No Brasil, ambos os textos exigem aval do Congresso Nacional. Na UE, o acordo comercial necessita apenas da aprovação do Parlamento Europeu, enquanto o acordo de parceria também requer ratificação pelos parlamentos nacionais. Depois dessas etapas, as partes formalizam a ratificação e trocam notificações. A expectativa é que o acordo comercial entre em vigor primeiro, com vigência a partir do primeiro dia do mês seguinte à ratificação. O marco permite ainda a entrada em vigor bilateral, possibilitando que o acordo passe a valer entre a UE e qualquer país do Mercosul que concluir o processo de ratificação, mesmo antes da adesão completa de todos os membros;
- Na agenda internacional desta semana, o destaque será a divulgação do índice de preços PCE (deflator das despesas de consumo) nos Estados Unidos na 5ª-feira, referente a novembro – trata-se do indicador de inflação mais relevante para o Fed, que teve divulgação atrasada pelo shutdown. Na China, o banco central (PBoC) definirá as taxas de empréstimos de curto e longo prazo (2ª-feira). No Japão, o banco central (BoJ) também decidirá sobre a taxa básica de juros (5ª-feira), atualmente em 0,75%. Por fim, índices PMI serão divulgados nas principais economias – lembrando que PMIs são sondagens empresariais que visam captar o pulso da atividade econômica. No Brasil, não haverá divulgações relevantes. Sem data marcada, os dados de arrecadação federal de dezembro podem ser publicados.
Empresas
Lavvi (LAVV3) | Vendas fortes superaram as nossas expectativas
- Nesta quinta (15), a Lavvi divulgou sua prévia operacional do 4Q25;
- A Lavvi divulgou sua previsão operacional para o 4T25. Os lançamentos (100%) atingiram R$ 1,4 bilhão (-8% em relação ao ano anterior, +256% em relação ao trimestre anterior, -7% em relação ao XPe), com a participação da empresa totalizando R$ 880 milhões (-3% em relação ao ano anterior, +253% em relação ao trimestre anterior, +4% em relação ao XPe)
- A VSO trimestral atingiu 32% (+15 p.p. em relação ao trimestre anterior, +12,5 p.p. em relação ao XPe), levando a VSO LTM a 52% (-2 p.p. em relação ao trimestre anterior, +6,5 p.p. em relação ao XPe). Por fim, a Lavvi registrou um FCF negativo de – R$ 40 milhões (vc +R$ 3 milhões no 3T25), impulsionado por aquisições de terrenos no valor de R$ 97,8 milhões. • Clique aqui para acessar o relatório completo.
Direcional (DIRR3) | Forte geração de caixa e performance de Riva
- Nesta quinta (15), a Direcional divulgou sua prévia operacional do 4Q25;
- Os lançamentos (100%) totalizaram R$ 1,9 bilhão (+4% em relação ao ano anterior, -12% em relação ao trimestre anterior, -3% em relação ao XPe), impulsionados pelo robusto crescimento anual do Riva, que atingiu R$ 821 milhões(+20% em relação ao ano anterior, +-31% em relação ao trimestre anterior), enquanto os lançamentos da marca Direcional ficaram em R$ 1,08 bilhão (-6% em relação ao ano anterior, +12% em relação ao trimestre anterior).
- No geral, as pré-vendas líquidas (%Co) atingiram R$ 1,3 bilhão (+5% em relação ao ano anterior), abaixo de nossas estimativas em -15%. A VSO caiu para 21% (-4 p.p. YoY, -3 p.p. QoQ), com um desempenho mais forte da Riva em 24% (-2 p.p. YoY) e um desempenho mais fraco da Direcional, que registrou 19% (-6 p.p. YoY), impactada por uma maior concentração de lançamentos de produtos no final do trimestre. Por fim, a Direcional registrou uma geração significativa de fluxo de caixa livre de R$ 389 milhões. • Clique aqui para acessar o relatório completo.
Cyrela (CYRE3) | Dinâmica mais fraca na alta renda, compensada por operação resiliente na baixa renda
- Nesta quinta (15), a Cyrela divulgou sua prévia operacional do 4Q25;
- Os lançamentos (100%) ficaram bem acima das nossas expectativas, atingindo R$ 4,53 bilhões (-33% em relação ao ano anterior, -10% em relação ao trimestre anterior, +41% em relação ao XPe), com desempenho superior devido a (i) forte expansão no segmento de renda média, com R$ 860 milhões (-3% em relação ao ano anterior, +166% trimestral, +62% em relação ao XPe); (ii) desempenho sólido contínuo da Vivaz (+12% ano a ano, +9% trimestral, +40% em relação ao XPe); e (iii) lançamento acima do esperado (embora em declínio) no segmento de alta renda, que atingiu R$ 2,1 bilhões (- 53% no comparativo anual, -36% no comparativo trimestral, +34% em relação ao XPe).
- As vendas líquidas (100%) ficaram abaixo de nossas expectativas, em R$ 3,3 bilhões (-32% YoY, -6% QoQ, -8% vs XPe). Por segmento, isso incluiu: (i) desempenho fraco no segmento de alta renda, com R$ 1,4 bilhão (-53% YoY, -35% trimestral, -17% em relação ao XPe) e (ii) no segmento de baixa renda, com R$ 1,1 bilhão (+9% em relação ao ano anterior, +19% trimestral, -12% em relação ao XPe), mas parcialmente compensado pelo segmento de renda média (-9% em relação ao ano anterior, +81% trimestral, +23% em relação ao XPe)
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Utilities: Feedback da XP Infra Conference
- De forma geral, os principais temas discutidos foram: dinâmica de preços de energia e hidrologia, agenda regulatória para distribuidoras, o aguardado LRCap e atualizações estratégicas específicas das empresas;
- As principais conclusões desses temas são: i) continuam existindo riscos de alta para os preços de energia, dada a hidrologia ruim, que pode se deteriorar ainda mais;
- ii) a consulta pública para atualização da metodologia do Fator X pode trazer upside para as distribuidoras (DisCos)
- iii) o cenário para a Eneva no LRCap segue extremamente positivo (reforçando nossa tese de um leilão muito positivo;
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Brava Energia (BRAV3) | Apostando no offshore brasileiro – Aquisição de Tartaruga Verde
- A Brava anunciou a aquisição de uma participação de 50% nos campos Tartaruga Verde e Espadarte. O anúncio foi inesperado, mas a transação tem potencial para criar valor substancial – estimamos um VPL de cerca de US$ 250-350 milhões (17-25% da capitalização de mercado para o Brent a US$ 60-65/bbl);
- A aquisição de um novo ativo pela Brava pode parecer contraintuitiva para uma empresa focada na redução do endividamento, mas, em nossas estimativas, o negócio ajudará a reduzir a alavancagem medida em relação ao EBITDA;
- O fechamento ainda está sujeito a condições precedentes (incluindo a Petrobras não exercer direitos de preferência), mas se o negócio se concretizar, a Brava crescerá ainda mais focada em ativos de petróleo offshore, em oposição aos ativos onshore ou de gás. Em nossa visão, esse será o curso natural para a empresa, já que o Brasil oferece oportunidades significativamente mais relevantes no setor de petróleo offshore;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- ‘It’s about trust’: Donald Trump’s fresh tariff threats push Europe to harden its stance (Financial Times)
- Cambuhy zera participação na Eneva (Brazil Journal)
- Do apagão ao petróleo: Ebrasil impõe sua agenda na Brava Energia, 2ª maior junior oil do país (Invest News)
- Inadimplência no campo subiu para 8,3% no 3º trimestre de 2025 (Globo Rural)
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- IFIX fecha em alta e permanece acima dos 3.800 pontos (FIIs);
- Mercado de FIIs mostra ‘ajuste fino’ com vendas, reavaliações e emissões (FIIs);
- Itaim e Paulista voltam ao radar dos FIIs em SP; veja onde estão as oportunidades (InfoMoney);
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ESG
Petrobras e BNDES recebem 16 propostas de venda de créditos de carbono no ProFloresta+
- O mercado fechou a semana passada em território misto, com o IBOV avançando 0,88%, enquanto o ISE recuou 0,68%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve queda de 0,46% e 0,60%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberam 16 propostas para o primeiro edital do ProFloresta+, com o objetivo do primeiro edital sendo a aquisição de 5 milhões de créditos, distribuídos em cinco contratos de 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs, em inglês) cada; e (ii) o mercado brasileiro de energia solar fotovoltaica registrou uma retração expressiva em 2025, com uma queda de 29% na potência nova instalada em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) – no último ano, foram adicionados 10,6 gigawatts (GW), ante os 15 GW de 2024;
- No internacional, a Alemanha oferecerá subsídios de até US$ 7.000 para famílias com pequenas e médias rendas para comprar novos carros elétricos, em uma tentativa de Berlim de reviver as vendas lentas de uma das principais indústrias do país – as montadoras alemãs estão enfrentando dificuldades na transição para veículos elétricos, apresentando uma demanda significativamente menor do que o inicialmente esperado;
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