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Bolsas em alta nesta quarta; cessar-fogo no Irã em foco

O cessar-fogo no Irã e seus desdobramentos são alguns dos temas de maior destaque nesta quarta-feira, 08/04/2026

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IBOVESPA +0,05% | 188.258 Pontos

CÂMBIO +0,18% | 5,16/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em leve alta de 0,05%, aos 188.259 pontos, acompanhando o desempenho das bolsas globais (S&P 500, +0,1%; Nasdaq, +0,1%), diante da expectativa em torno do prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ação militar. Após o fechamento de mercado, os governos dos EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, além da reabertura do Estreito de Ormuz. 

Braskem (BRKM5, +7,3%) foi o destaque positivo, se recuperando após uma forte queda no pregão passado em meio a notícias sobre uma possível recuperação judicial da companhia. Na ponta negativa, MRV Engenharia (MRVE3: -9,5%) recuou após a prévia operacional do 1T25 da companhia, que registrou lançamentos abaixo das expectativas do mercado. 

Nesta quarta-feira, as atenções estão voltadas para a ata do FOMC, após decisão sobre taxa de juros, e para os dados de vendas do varejo na Zona do Euro.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram nesta terça‑feira, com alívio na aversão ao risco global após a proposta do Paquistão para que os EUA prorrogassem por duas semanas o prazo das negociações com o Irã. Nos EUA, as Treasuries operaram sem direção única, com queda nos vértices curtos da curva. A T‑Note de 2 anos encerrou em 3,81% (‑4 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,31% (‑3 bps) e o T‑Bond de 30 anos ficou estável em 4,89%. No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,15% (‑2 bps), o DI jan/29 em 13,68% (‑5 bps) e o DI jan/31 em 13,75% (‑6 bps).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em forte alta (S&P 500: +2,6%; Nasdaq 100: +3,4%), impulsionados pelo anúncio de Donald Trump de suspensão dos ataques ao Irã por duas semanas, sinalizando uma possível redução do conflito. O movimento ocorre após sessões recentes marcadas por elevada volatilidade, com os índices tentando se estabilizar próximos aos níveis atuais. Assim, o WTI cai para ~US$ 94 (-16%) e o Brent para ~US$ 94 (-14%), refletindo a reabertura temporária do Estreito de Ormuz e o avanço nas negociações. No radar, investidores acompanham a sustentabilidade do cessar-fogo e possíveis desdobramentos macro.

Na Europa, as bolsas disparam (Stoxx 600: +3,7%), com ganhos generalizados entre setores, exceto energia. O movimento acompanha a queda abrupta do petróleo e a melhora nas expectativas de crescimento. No corporativo, empresas ligadas ao setor de energia apresentam dinâmica mista, com alta de preços beneficiando trading, mas impactos operacionais negativos na produção.

Na China, os mercados fecharam em forte alta (HSI: +3,1%; CSI 300: +3,5%), acompanhando o rali global. Na região, o destaque foi a Coreia do Sul, com o Kospi subindo quase 7%, enquanto o Kosdaq avançou 5,1%. O Japão também apresentou forte desempenho (Nikkei: +5,4%), sustentado pelo alívio nas condições financeiras globais.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 0,17%. Entre os fundos que compõem o índice, os Fundos de Tijolo foram o principal destaques negativos, com recuo de 0,23%, influenciados sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Shoppings, que caíram 0,26%. Os Fundos de Ativos Logísticos e de Lajes Corporativas também registraram baixas, de 0,18% e 0,15%, respectivamente. Os Fundos Multiestratégia encerraram o pregão em queda mais acentuada, com recuo de 0,34%. Já os Fundos de Recebíveis fecharam no campo negativo, porém com retração mais moderada, de 0,08%, refletindo seu perfil mais defensivo. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção VIUR11 (+4,5%), GRUL11 (+1,8%) e BCRI11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram de JSCR11 (-1,9%), TGAR11 (-1,5%) e BLMG11 (-1,4%).

Economia

Os mercados financeiros reagiram positivamente após o presidente dos EUA, Donald Trump ter declarado que concordou em suspender por duas semanas os ataques planejados contra a infraestrutura iraniana. O presidente sinalizou que os EUA estavam dispostos a cessar novas hostilidades contra o Irã, desde que o país reabrisse o Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, afirmou que Teerã cessará suas “operações defensivas” se os ataques contra o país forem interrompidos, e também declarou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível. Como resposta, os mercados de ações estão em alta nesta manhã e os preços do petróleo são negociados em torno de US$ 95 por barril (US$ 110 ontem).

Veja todos os detalhes

Economia

Preços do petróleo caem mais de 15% após cessar-fogo entre EUA e Irã

  • Os mercados financeiros reagiram positivamente após o presidente dos EUA, Donald Trump ter declarado que concordou em suspender por duas semanas os ataques planejados contra a infraestrutura iraniana. O presidente sinalizou que os EUA estavam dispostos a cessar novas hostilidades contra o Irã, desde que o país reabrisse o Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, afirmou que Teerã cessará suas “operações defensivas” se os ataques contra o país forem interrompidos, e também declarou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível. Como resposta, os mercados de ações estão em alta nesta manhã e os preços do petróleo são negociados em torno de US$ 95 por barril (US$ 110 ontem);
  • Não haverá divulgação de indicadores macroeconômicos relevantes nos Mercados Desenvolvidos ou no Brasil hoje;
  • No Brasil, a balança comercial registrou um superávit de US$ 6,4 bilhões em março de 2026, abaixo tanto da nossa previsão (XP: US$ 8,0 bilhões) quanto do consenso do mercado (US$ 7,2 bilhões). Em uma base móvel de 12 meses, o superávit atingiu US$ 72,6 bilhões, enquanto a medida anualizada ajustada sazonalmente (3MSAAR) ficou em US$ 68,4 bilhões. Prevemos uma melhora ainda maior nos resultados da balança comercial nos próximos meses, à medida que o impacto da alta dos preços do petróleo se tornar mais claro. Mesmo após o anúncio do cessar-fogo de ontem, o barril permanece significativamente acima dos níveis pré-conflito (US$ 95 contra US$ 60 por barril). A balança comercial do petróleo representa aproximadamente 45% do superávit total da balança comercial brasileira.
  • Além dos desdobramentos no Oriente Médio, analistas do mercado brasileiro estão acompando de perto pesquisas para as eleições presidenciais. O Instituto Ideia publicou uma nova esta manha, mostrando empate técnico entre o presidente Lula e o senador opositor Flávio Bolsonaro em um provável segundo turno (o mesmo resultados que outras pesquisas mostraram).

Empresas

AmBev (ABEV3) | Configuração neutra para o 1º trimestre

  • Estamos divulgando nossa prévia de resultados do 1T26 e atualizando nossas estimativas e o preço-alvo baseado em DCF para o final de 2026 para BRL 13,0/ação (ante BRL 12,3/ação);
  • Elevamos nossas estimativas de EBITDA e EPS para 2026 em 5% e 6%, respectivamente, refletindo o ponto médio do guidance da administração para o crescimento A/A do COGS caixa de Cerveja Brasil de +5,5% (vs. nossa premissa anterior de +8,0%);
  • A companhia apresentou execução sólida em um ambiente desafiador no ano passado, com destaque para a resiliência de participação de mercado e gestão disciplinada de custos e despesas. Ainda assim, seguimos enxergando vetores estruturais negativos — principalmente a mudança em direção a saúde & bem-estar — pressionando as tendências de consumo de álcool, o que, em nossa visão, limita estruturalmente o potencial de crescimento do EPS. A 15,9x P/L 2026E, acreditamos que a avaliação atual oferece margem de segurança limitada, sustentando nossa recomendação de Venda;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Priner (PRNR3): Prévia Operacional Forte para o 1T26 | Adições de Backlog seguem em expansão (+141% A/A), sustentando perspectivas positivas de receita

  • Priner reportou sólido desempenho operacional no 1T26;
  • Os principais destaques incluem:
    • Receita bruta de R$472 milhões (+17% A/A, 10% T/T), impulsionada principalmente pela consolidação da SEMEP, apesar de efeitos sazonais do período chuvoso;
    • Expansão encorajadora da receita per capita (+21% A/A, +6% T/T), refletindo maior exposição a contratos de maior valor agregado e contribuições iniciais de operações de mineração mais intensivas em máquinas;
    • Adições robustas e contínuas de backlog (+141% A/A, +12% T/T), sustentadas por uma aceleração nas operações legadas acompanhando o ramp up das atividades de mineração;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Priner;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

RD Saúde (RADL3): Atualizando nossas estimativas; performance recente da ação como uma oportunidade de compra

  • Estamos atualizando nossas estimativas para a RD, ao mesmo tempo em que elevamos nosso preço-alvo para o final de 2026 (YE26) para R$32,0 e reiteramos nossa recomendação de Compra.
  • As principais mudanças em nossas estimativas refletem a venda da 4Bio e premissas melhores de crescimento no varejo.
  • Em nossa visão, a ação (e o setor) recentemente teve desempenho abaixo devido ao que consideramos preocupações indevidas sobre a dinâmica de GLP-1, pois esperamos que o crescimento permaneça forte, enquanto o trimestre enfrentou alguns efeitos temporários, com o rastreador de importações de GLP-1 do XPe mostrando que os problemas de oferta parecem resolvidos e, de fato, apontam para uma aceleração à frente.
  • Assim, mantemos nossa visão construtiva para a RD, apoiada por seu sólido momentum de resultados e tendências estruturais claras à frente, além de ser um nome de alta qualidade, defensivo e líquido para se ter.
  • Atualmente, vemos a RADL negociando a ~21x P/L, bem abaixo de sua média histórica (de ~30x), e com um índice PEG abaixo de 1x (em 0,7x).
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Multiplan (MULT3): Ativos dominantes sustentam a tese de longo prazo da Multiplan

  • Participamos do Investor Day da Multiplan, que reforçou amplamente a tese de investimento já conhecida da companhia. Os principais destaques foram: (i) a opcionalidade de expansão segue concentrada em ativos dominantes, com Brasília destacada e potenciais novos projetos em 2027 condicionados à melhora do ambiente macroeconômico e fiscal;• (ii) shoppings de maior porte devem continuar performando melhor do que ativos menores, especialmente em um cenário de reforma tributária; (iii) o projeto Golden Lake permanece como um importante gerador de valor no longo prazo, com 76% dos lançamentos já realizados e margens mais elevadas nas fases mais recentes; e (iv) as decisões de mix de lojistas seguem orientadas por dados, com foco em consumidores mais jovens;
  • De forma geral, reiteramos nossa visão construtiva para a MULT3.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Principais notícias dos setores

Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.

  • Radar Energia XP: Notícias diárias do setor de energia
    • Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, trazemos atualizações sobre os mapas climáticos para os próximos meses e recapitulamos o que foi um mês volátil (e negativo) para os preços de energia, com quedas mês contra mês na faixa de 15–45%;
    • Após meses consecutivos de relativa força nos preços de energia devido a: i) chuvas na estação úmida abaixo do esperado; ii) projeções de crescimento de demanda na faixa de 3–4%, março foi um mês de realização de lucros;
    • Embora sigamos construtivos em relação ao cenário (especialmente no longo prazo) para os preços de energia, começamos a enxergar alguma assimetria de risco para o lado negativo, à medida que: i) os níveis de reservatórios estão elevados; ii) o crescimento de carga tem decepcionado até aqui; iii) outros tópicos, como novas revisões para baixo de crescimento de carga e mudanças nos parâmetros de aversão a risco (ainda em discussão), podem trazer um momentum mais negativo para os preços de energia, o que passa a ser um risco a ser monitorado nos próximos meses;
    • Nesse contexto, rodamos novamente nossa análise de “mark-to-model”, que já aponta algum downside para nossas estimativas de EBITDA de AXIA no período 2026–2030;
    • Também destacamos que: i) a modulação aumentou substancialmente ano contra ano (positivamente para hídrica e eólica e negativamente para solar); ii) o relevante spread de R$ 103/MWh entre submercados observado no 1T25 reduziu-se de forma significativa no 1T26 (para R$ 20/MWh), e antecipamos impactos maiores ao longo do 2T26;
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Carteira Recomendada XP FIIs: Ganho de Capital | Abril 2026 (Research XP);
    • IFIX fecha terça-feira em queda de 0,17%, aos 3.880 pontos (FIIs);
    • Pinheiros: alternativa para empresas que buscam localização e aluguel mais baixo (Buildings);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Freak Out’ Indicator Soars to Record as War Spurs Trader Angst: A Bloomberg volatility gauge based on record trading volumes in the SPDR S&P 500 ETF (SPY) has surged to its highest level ever, underscoring elevated market anxiety driven by the Iran war, rapid headline‑driven swings and investor de‑risking across equities and ETFs (Bloomberg);
    • ETF que busca render 1,5 vez a variação do S&P 500 estreia na bolsa brasileira: O XSPI11, lançado pela Buena Vista Capital, estreia na B3 com a proposta de entregar 1,5 vez a variação diária do S&P 500, por meio de uma estratégia alavancada e sintética com derivativos, além de distribuição mensal de dividendos, ampliando a oferta de ETFs internacionais e alavancados para o investidor brasileiro. (Valor Investe);
    • Por que o 1% dos ETFs importa, e muito: Para Gustavo Pires, da XP, atingir 1% da indústria de fundos representa um marco estrutural para os ETFs no Brasil, indicando ganho de escala, maior diversidade de produtos e um avanço impulsionado pelo modelo fee‑based, com amplo potencial de crescimento à frente. (Brazil Journal);
    • 20 Years Later: USO’s 14 Greatest Hits: As the United States Oil Fund (USO) turns 20, ETF.com revisits the fund’s most defining moments — from its launch in 2006 as the first oil and single‑commodity futures ETF, to navigating extreme volatility, regulatory scrutiny and the negative‑oil shock of 2020 — highlighting USO’s lasting impact on commodity investing and its role in shaping how investors access oil through ETFs. (etf.com).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

Aneel adia decisão sobre regulamentação de baterias | Café com ESG, 08/04

  • O mercado fechou o pregão de terça-feira em território neutro, com o IBOV e o ISE andando de lado (+0,05% e -0,02%, respectivamente);
  • No Brasil, (i) a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou, mais uma vez, a decisão sobre a regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica – a discussão acontece em meio à expectativa do mercado quanto à realização do primeiro leilão de reserva de capacidade com a participação de baterias; e (ii) a ADL Mineração, empresa privada brasileira voltada ao segmento de minerais críticos, realizou a sua primeira exportação de monazita, mineral rico em elementos de terras raras (cério, lantânio, neodímio), para o Canadá – a expectativa da ADL é exportar entre 500 e 1.000 toneladas de monazita até o final de 2026, com destino também a outros mercados, como EUA;
  • No internacional, a China deu início às obras da usina solar térmica parabólica de maior altitude do mundo, no Planalto do Tibete – o complexo, que surge em um momento de crescente instabilidade no fornecimento global de energia, deve entrar em operação plena em 2027;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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