IBOVESPA +0,86% | 180.915 Pontos
CÂMBIO -1,52% | 5,16/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,8%, aos 180.915 pontos. O dia começou com tom negativo, diante de novas máximas no preço do petróleo em meio à continuidade do conflito no Oriente Médio entre EUA e Irã. No entanto, houve uma rápida reversão após o presidente Donald Trump afirmar que o conflito estaria praticamente concluído e poderia se encerrar em breve — embora não ainda nesta semana. Com isso, os preços do petróleo recuaram de forma significativa, enquanto os ativos de risco globais se recuperaram, beneficiando as ações brasileiras.
A principal alta do dia foi de Azzas 2154 (AZZA3, +5,4%), em movimento de recuperação parcial após a queda de 6,2% registrada na semana passada, enquanto o mercado aguarda a divulgação dos resultados do 4T25 da companhia, prevista para esta quarta-feira (11). Na ponta negativa, MRV (MRVE3, -7,8%) recuou, repercutindo a divulgação dos resultados do 4T25 da companhia.
Nesta terça-feira, os principais destaques da temporada de resultados do 4T25 serão os balanços de Cury, Allos e Prio.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram nesta segunda‑feira após uma reviravolta no humor do mercado com falas do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã estaria “praticamente concluído”, aliviando o prêmio de risco que vinha sendo pressionado pelo petróleo acima de US$ 100 e pelo temor de escalada no Oriente Médio. No Brasil, os DIs fecharam em 13,56% no jan/27 (‑10 bps), 13,13% no jan/29 (‑14 bps) e 13,46% no jan/31 (‑19 bps). Nos EUA, as Treasuries também cederam, com a T‑Note de 2 anos em 3,55% (‑1 bp), a T‑Note de 10 anos em 4,10% (‑4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,72% (‑4 bps).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,5%), após reverterem perdas iniciais à medida que diminuem temores imediatos sobre a guerra entre EUA e Irã. Na segunda-feira, os mercados tiveram forte volatilidade, mas encerraram em alta, após recuperarem quedas intradiárias que chegaram a cerca de 1,5%. A melhora ocorreu depois que o presidente Donald Trump afirmou que o conflito pode estar “muito próximo de terminar”. O petróleo recuou fortemente após os comentários, com o Brent chegando perto de US$ 92, após ter superado US$ 110 no início da semana.
Na Europa, as bolsas sobem com força (Stoxx 600: +2,3%), acompanhando a queda do petróleo e a melhora do sentimento global. O recuo nos preços da energia também pressiona o setor de petróleo e gás, que é o único em queda no índice.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +2,2%; CSI 300: +1,3%), acompanhando a queda do petróleo e a melhora do apetite por risco. No restante da Ásia, o destaque foi a Coreia do Sul, onde o Kospi subiu mais de 5%, liderando a recuperação após as fortes quedas recentes.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em queda de 0,45%, ainda influenciado pelas tensões no Oriente Médio entre EUA e Irã. A retração foi liderada pelo desempenho negativo dos Fundos de Multiestratégia, que recuaram 0,55%, e dos Fundos de Papel, que registraram queda de 0,43%. Os Fundos de Tijolo também apresentaram desempenho negativo, com recuo de 0,47%. Dentro desse segmento, o destaque ficou para os Fundos de Ativos Logísticos, que caíram 0,57%, enquanto os Fundos de Lajes Corporativas (-0,43%) e os de Shoppings (-0,31%) também registraram quedas. Entre as maiores altas do pregão estiveram BPML11 (+4,1%), PCIP11 (+1,5%) e TOPP11 (+1,1%). No campo negativo, os principais destaques foram KNSC11 (-2,5%), VIUR11 (-2,1%) e BCRI11 (-1,9%).
Economia
A forte volatilidade marcou os mercados globais nesta segunda-feira. O petróleo Brent – referência para precificação – chegou a flertar com os US$ 120/barril, mas caiu até US$ 85 após declarações de Donald Trump de que a guerra estaria “próxima do fim”.
No Brasil, a taxa de câmbio, que abriu perto de 5,30 reais por dólar, se firmou na faixa de R$ 5,16. Além disso, o mercado ficou em dúvidas quanto a próxima decisão de política monetária pelo Banco Central, mas com o alívio do petróleo ao final do dia, um corte de 0,50% voltou a ganhar fôlego.
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Economia
Com falas de Trump, petróleo recua para os US$ 90
- A forte volatilidade marcou os mercados globais nesta segunda-feira. O petróleo Brent – referência para precificação – chegou a flertar com os US$ 120/barril, mas caiu até US$ 85 após declarações de Donald Trump de que a guerra estaria “próxima do fim”, movimento parcialmente revertido horas depois, com a commodity estabilizando ao redor de US$ 90. Trump, entretanto, descartou um desfecho nesta semana, enquanto o Irã afirmou que não considera um cessar‑fogo, alimentando incertezas;
- No Brasil, os ativos acompanharam a volatilidade externa: a taxa de câmbio, que abriu perto de 5,30 reais por dólar, se firmou na faixa de 5,16. Além disso, a pressão levou parte do mercado a cogitar a possibilidade de o Banco Central não cortar a Selic no dia 18. Com a reviravolta provocada pelos comentários de Trump no fim da tarde, porém, as expectativas por um corte de 0,50 p.p. ganharam novo fôlego. Em nosso relatório, fizemos simulações do impacto do preço do petróleo na inflação, contas públicas, balança comercial, política monetária e PIB. Para saber mais, leia aqui;
- No Boletim Focus, a projeção para a Taxa Selic para o final deste ano retornou para 12,13%, invertendo o movimento da semana passada. Para os próximos anos, o mercado projeta a taxa básica de juros em 10,50% (2027) e 10,00% (2028). Além disso, a inflação para 2027 avançou levemente de 3,79% para 3,80%. Para mais informações, acesse nosso relatório aqui.
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Empresas
Track&Field (TFCO4): Mais um conjunto de resultados fortes (como esperado)
T&F reportou um 4T sólido e em linha, com forte crescimento de receita e expansão de mg em um mix de canais mais favorável.
- A TFCO apresentou um dos mais fortes crescimentos de receita na nossa cobertura, com a assertividade de suas coleções, uma rede bem abastecida e um posicionamento altamente presenteável sustentando essa dinâmica.
- Como esperado, a companhia entregou forte expansão de margem com uma maior participação de royalties e de lojas próprias nas vendas, o que, somado à alavancagem operacional, levou a mg do EBITDA a subir 2,9 p.p. a/a.
- Saudamos mais um conjunto de resultados robustos, embora mantenhamos nossa recomendação Neutra por uma avaliação justa, em 15-13x P/E 2025-26e, e preferência relativa vs. outros nomes da nossa cobertura.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Grupo SBF (SBFG3): 4T misto; crescimento sólido, mas EBITDA em linha com margens mais fracas
O Grupo SBF entregou resultados mistos no 4T, com crescimento sólido de receita, mas margem bruta mais fraca devido à maior atividade promocional e ao câmbio.
- A Centauro continuou acelerando com melhora de produtividade e investimentos estratégicos, enquanto a Fisia se beneficiou de um sortimento DTC melhor e da recuperação do atacado.
- O câmbio segue como vento contrário para as margens na Fisia, mas deve aliviar a partir do 2S, enquanto o aumento do quadro de funcionários nas lojas e as reformas já estão trazendo resultados na Centauro, ainda que ao custo de menor alavancagem operacional.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
AmBev (ABEV3) | Abaixe a produção. Aumente a produção
- Na última sexta‑feira, o IBGE do Brasil divulgou os dados de produção de bebidas alcoólicas do PIM referentes a janeiro, mostrando queda de 0,8% T/T e recuo de 0,9% A/A;
- A performance mais fraca reflete uma desaceleração na produção da indústria no início do ano, apesar de um pano de fundo sazonal geralmente favorável;
- Confira o relatório completo: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/ambev-abev3-abaixe-a-producao-aumente-a-producao/
MRV (MRVE3): MRV Inc. compensada pela Resia e maiores despesas financeiras
- A MRV reportou resultados ligeiramente negativos no 4T25, apesar das sólidas surpresas nos lucros das suas operações brasileiras. A MRV Inc. registrou um lucro líquido ajustado positivo de R$ 169 milhões (contra R$ 18 milhões no 4T24 e +21% em relação ao XPe), apoiado por: (i) sólido crescimento de 4,6% na receita A/A, (ii) expansão contínua da margem bruta de 50 pontos-base, excluindo os efeitos do desreconhecimento da cessão de crédito Pro-Soluto, (iii) despesas comerciais diluídas (-150 pb T/T), mas compensado por (iv) maiores despesas financeiras;
- No lado negativo, a Resia registrou um prejuízo líquido de R$ 133 milhões, principalmente devido a uma pressão sobre o lucro bruto e ao aumento de outras despesas operacionais. O resultado líquido da MRV&Co. encolheu para R$ 41 milhões, 64% abaixo do XPe, prejudicado pelo impacto negativo das despesas antecipadas com vendas reais. Sem esse efeito, o lucro líquido teria ficado amplamente em linha com nossas expectativas;
- No geral, vemos a MRV Inc continuando a melhorar, principalmente no crescimento da receita e na lucratividade, embora ainda fique atrás dos pares do setor devido à maior alavancagem financeira;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Direcional (DIRR3): Margem bruta ajustada recorde e EBITDA além das expectativa
- A Direcional apresentou resultados sólidos, conforme esperado no 4T25. Os principais destaques incluem: (i) crescimento da receita de 32,6% em relação ao ano anterior, impulsionado por lançamentos significativamente maiores; (ii) nova margem bruta ajustada recorde de 42,8% (+70 bps. em relação ao trimestre anterior e + 60bps. em relação ao XPe);
- (iii) margem a reconhecer reduzida para 44,6% (-60 bps. T/T), após um nível recorde de 45,2% no 3T25; (iv) lucro líquido ajustado atingiu R$ 211 milhões (+27% A/A e -3% em relação ao XPe), levando a uma sólida expansão do ROE para 44% (+9 p.p. T/T), explicada pelos dividendos pagos no trimestre; e (v) o índice de endividamento líquido sobre o patrimônio líquido aumentou para 23,0% em relação a +3,8% no 3T25, impulsionado pela saída de caixa devido ao pagamento de dividendos no trimestre;
- Consideramos os resultados da Direcional amplamente em linha com nossas fortes expectativas, apesar de terem ficado um pouco abaixo das estimativas do mercado, e não esperamos uma reação significativa das ações. Reiteramos nossa recomendação de compra e mantemos o preço-alvo de R$ 23,00.;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oncoclínicas inicia discussões com credores sobre prorrogação de prazos de pagamentos (Valor Econômico);
- Donald Trump says Iran war will end ‘very soon’ (Financial Times);
- Lula e a presidente do México defendem aprofundar parceria bilateral na área de energia (Valor Econômico);
- BRB pede empréstimo ao FGC enquanto discute capitalização (Valor Econômico);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 09/03/2026
- O short interest (SI) mediano do Ibovespa caiu para 6,1%, enquanto as posições em aberto aumentaram para R$ 156,6 bilhões desde nosso último relatório.
- A taxa de aluguel de Azzas 2154 (AZZA3) avançou para 15,0%, em uma alta de 12,5 p.p. em relação a 20 de fevereiro. O short interest registrou um aumento de 5,2 p.p., para 29,3% do free float. Os Days to Cover subiram para 12,1 dias de ADTV, 17,7% acima do nível observado duas semanas antes. O short interest de Riachuelo (RIAA3) está atualmente em 20,5% de seu free float, um aumento de 9,3 p.p. com relação à quinzena passada.
- Também destacamos um aumento nos Days to Cover de Copel (CPLE3) para 4,2 dias de ADTV, frente a observação anterior de 1,0 dia, embora sua taxa de aluguel e short interest permaneçam relativamente estáveis.
- Outras ações para ficar de olho: AXIA7, BHIA3, BRKM5, CBAV3, GGBR4, MBRF3, PCAR3, RAIZ4, VIVA3
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- KNSC11 cai 2,46%, PCIP11 sobe 1,51% e IFIX fecha em baixa de 0,45% (FIIs);
- É preciso mudar sua carteira de FIIs diante do cenário global? Sidney Angulo responde (InfoMoney);
- XPLG11 fatura mais de R$ 44 milhões e dividendos rendem 9,54% ao ano; veja quanto (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Exchange-Traded Funds (ETFs)
- Carteira Global de ETFs | Março/Abril: Confira a carteira recomendada. (XP Research);
- Bússola de ETFs | Março/Abril: Acompanhe nossa visão e as oportunidades em ETFs. (XP Research);
- Mesmo com rali da bolsa, fundos de ações têm mais resgates que captações em fevereiro: Apesar do forte início de ano do Ibovespa e da expectativa por cortes na Selic, os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 4,7 bilhões em fevereiro, movimento atribuído à realização de lucros e ao aumento da aversão ao risco diante da escalada geopolítica — enquanto renda fixa e ETFs, especialmente os de renda fixa, concentraram as maiores entradas do mês. (Valor Investe);
- ETF brasileiro EWZ cai cerca de 1% com escalada de conflito no Irã; Petrobras sobe 1%: Com o petróleo ultrapassando US$ 100 e a aversão ao risco aumentando após nova escalada militar no Oriente Médio, o EWZ recuava 1,10% no pré‑market, enquanto os ADRs da Petrobras subiam 1,39% apoiados na disparada da commodity — movimento que acompanhou a queda das bolsas europeias e os temores globais de inflação e desaceleração econômica. (InfoMoney).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Leilão de baterias previsto para abril pode ir para junho, segundo especialistas do setor | Café com ESG, 10/03
- O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,86% e 0,66%, respectivamente;
- No Brasil, (i) o mês de fevereiro marcou a primeira vez que um carro 100% elétrico ficou no topo das nas vendas de veículos no Brasil, com 4,1 mil unidades do Dolphin Mini, da BYD, emplacadas – o carro montado pela fabricante chinesa em Camaçari, na Bahia, superou marcas movidas a gasolina e etanol no varejo; e (ii) segundo o sócio da área de energia do escritório Pinheiro Neto Advogados, José Roberto Oliva Junior, houve uma sinalização de que o leilão de baterias inicialmente previsto para abril será postergado para junho – para o setor de energia, a expectativa é de que o leilão atraia ao menos R$ 50 bilhões em investimentos nos próximos anos;
- No internacional, a fabricante japonesa de metais Proterial está buscando locais na América do Norte e em outros mercados para produzir ímãs sem metais de terras raras pesadas para uso em motores de veículos elétricos – a empresa quer atender a clientes que buscam reduzir o risco de ter os metais críticos da China em suas cadeias de suprimentos.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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