IBOVESPA -2,25% | 176.219 Pontos
CÂMBIO +0,41% | 5,27/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em baixa, com queda de 0,8% em reais e 1,0% em dólares, fechando aos 176.219 pontos.
O principal destaque positivo da semana foi Eneva (ENEV3, +24,7%), impulsionada pelo Leilão de Capacidade de Reserva, que registrou preços acima do esperado e descontos menores em relação ao preço-teto regulatório. A companhia esteve entre as vencedoras do leilão, que contratou cerca de 19 GW de capacidade (link).
No lado negativo, Minerva (BEEF3, -15,5%) recuou após divulgar resultados de 4T25 abaixo das expectativas (link).
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio ao aumento da aversão ao risco, refletindo a intensificação do conflito no Oriente Médio, a alta dos preços de energia e a reprecificação das expectativas para a política monetária global. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,89% (+16 bps vs. semana anterior), a T‑Note de 10 anos em 4,39% (+11 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,95% (+4 bps), em meio ao questionamento sobre o ritmo de cortes do Fed. No Brasil, a piora do ambiente externo pressionou fortemente a curva de juros, levando o DI jan/27 a 14,42% (+10 bps), o DI jan/29 a 14,11% (+18 bps) e o DI jan/31 a 14,15% (‑2 bps), com abertura mais relevante nos vencimentos intermediários.
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA chegaram a operar em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -0,9%), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio após um novo ultimato do governo americano ao Irã, mas passaram a operar no positivo após novas declarações do presidente norte-americano. O movimento ocorre após os principais índices acumularem quatro semanas consecutivas de queda. O principal gatilho segue sendo o petróleo, refletindo o risco de disrupção prolongada no Estreito de Ormuz. No radar, investidores acompanham o PMI dos EUA amanhã, buscando sinais iniciais de desaceleração econômica.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -2,0%), acompanhando o sell-off global, com os setores mais cíclicos liderando as perdas. O movimento reflete tanto a escalada do conflito quanto o aumento da incerteza sobre o fluxo de energia global. Além disso, houve forte queda nos metais preciosos, com o ouro recuando mais de 5% e a prata cerca de 7%, indicando liquidação generalizada de posições. No corporativo, destaque negativo para a Poste Italiane, após anunciar aquisição relevante da Telecom Italia.
Na China, os mercados fecharam em queda acentuada (HSI: -3,5%; CSI 300: -3,3%), refletindo o aumento da aversão ao risco global. A pressão foi ainda mais intensa no restante da região asiática, com o Kospi despencando 6,5% (com interrupção temporária das negociações) e o Nikkei caindo 3,5%. O petróleo segue como principal variável, com o mercado já incorporando cenários de disrupção mais prolongada.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sexta-feira com queda de 0,06% e recuo de 0,46% no acumulado da semana, influenciado pelos conflitos externos que perduraram ao longo dos últimos dias, refletindo um cenário mais sensível.
Os Fundos de Tijolo apresentaram recuo de 0,14%, refletindo um desempenho negativo entre os principais segmentos do grupo. As maiores pressões vieram de Lajes Corporativas, que caíram 0,46%, e de Ativos Logísticos, com queda de 0,28%, enquanto os Fundos de Shoppings avançaram 0,20%.
Os Fundos Híbridos também registraram desempenho negativo, com baixa de 0,34%, enquanto os Fundos de Recebíveis destoaram do movimento e encerraram o dia em alta de 0,12%. Entre os demais segmentos, os FOFs se mantiveram estáveis, enquanto Multiestratégia apresentou leve recuo de 0,02%.
Entre as maiores altas do pregão estiveram SNFF11 (+2,3%), PCIP11 (+2,2%) e CPSH11 (+1,6%). No campo negativo, os principais destaques foram GRUL11 (-3,0%), BRCR11 (-2,1%) e ITRI11 (-2,2%).
Economia
Donald Trump ameaçou atacar usinas de energia no Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até hoje, enquanto Teerã rejeitou o ultimato e mantém o bloqueio diante do risco a petroleiros. As sinalizações de Trump permanecem contraditórias: ele alterna ameaças de destruir alvos estratégicos no Irã com indicações de fim próximo da operação. Após o ultimato, o presidente norte-americano afirmou nesta segunda-feira (23) que os Estados Unidos tiveram conversas boas e produtivas com o Irã. Relatos indicaram que a Casa Branca avalia um possível cessar‑fogo em meio ao desgaste doméstico e ao aumento dos custos do conflito.
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Economia
Trump ameaça atacar usinas iranianas se Estreito de Ormuz seguir fechado
- Donald Trump emitiu um ultimato ao Irã ao afirmar que atacará as usinas de energia mais críticas do país caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até a noite de hoje. A rota responde por cerca de um quinto do petróleo mundial, mas permanece fechada ao tráfego de petroleiros devido ao risco de ofensivas iranianas contra embarcações. Teerã rejeitou a ameaça e declarou que manterá o Estreito completamente bloqueado se qualquer parte de sua infraestrutura energética for alvo de bombardeio;
- As sinalizações de Trump têm sido contraditórias. Ele afirmou que os Estados Unidos poderiam destruir instalações críticas no Irã, mas também sugeriu que a operação militar se aproximava do fim. Relatos indicaram que a Casa Branca começou a avaliar um possível acordo de cessar‑fogo. Apesar da continuidade dos ataques em Teerã e da escalada de tensões entre Israel e grupos apoiados pelo Irã no Líbano, Trump parece buscar uma saída diante da resistência doméstica ao conflito e do aumento dos custos econômicos associados à guerra;
- Na agenda internacional desta semana, a publicação de indicadores estará menos recheada. Destacamos as divulgações dos PMIs de março nas principais economias. O mercado espera para ver se há algum impacto da guerra no Oriente Médio para as empresas. Lembrando de que PMIs são sondagens com empresas que buscam captar o pulso da atividade econômica;
- No Brasil, destaque para a ata da última reunião do Copom (3ª-feira) e para o Relatório de Política Monetária (RPM, na 5ª-feira) pelo Banco Central. Os documentos trarão mais detalhes sobre a decisão de redução da taxa Selic na última 4ª-feira. Além disso, o IBGE divulgará o IPCA-15 de março (5ª-feira), para o qual esperamos reversão da forte alta de passagens aéreas em fevereiro, embora haja incertezas sobre o comportamento dos preços de combustíveis, após o início da guerra. Por fim, conheceremos a taxa de desemprego (6ª-feira) e o Banco Central publicará a nota de setor externo (6ª-feira) – ambos referentes a fevereiro.
Empresas
Bemobi (BMOB3): Execução segue sólida, sustentando crescimento consistente e forte geração de caixa
- A Bemobi divulgou resultados sólidos no 4T25, acima das expectativas, com lucro como principal destaque, reforçando sua execução consistente e trajetória de crescimento.
- A receita líquida atingiu R$ 199 milhões (+20% A/A; +23% em base neutra de FX), levemente acima das nossas estimativas (+3% vs. XPe), sustentada pelo forte desempenho em Payments (+50% A/A) e SaaS (+23% A/A).
- O EBITDA ajustado totalizou R$ 66 milhões (+20% A/A), com margem de 33,1% (-0,2 p.p. A/A), refletindo investimentos contínuos para sustentar o crescimento futuro.
- O lucro líquido alcançou R$ 53 milhões (+26% A/A), enquanto o lucro líquido ajustado ex-swap somou R$ 61 milhões (+31% A/A), beneficiado tanto pelo desempenho operacional quanto por efeitos tributários.
- A geração operacional de caixa seguiu como destaque, atingindo R$ 53 milhões (+27% A/A).
- Mantemos nossa recomendação de Compra.
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Cyrela (CYRE3): Reconhecimento de receita impulsiona o trimestre
- A Cyrela divulgou resultados positivos, sustentados por um forte reconhecimento de receita. A receita líquida aumentou para R$ 3,2 bilhões (+29% A/A, +52% T/T), impulsionada pelo melhor desempenho nos segmentos de média/baixa renda;• O EBITDA atingiu R$ 823 milhões (+27% A/A), apoiado por: (i) maiores receitas (+23% vs. XPe); (ii) margem bruta mais forte (+0,8 p.p. vs. XPe); mas parcialmente compensado por (iii) despesas gerais e administrativas mais altas (+21% vs. XPe). Isso levou o lucro líquido a R$ 682 milhões, alta de 37% A/A (+26% vs. XPe), elevando o ROE LTM para 22,3% (+240bps T/T), um avanço sólido. Por fim, o fluxo de caixa livre (FCL) veio negativo em -R$ 38 milhões, o que fez a alavancagem da Cyrela aumentar para 21,5% (+13,4 p.p. T/T);
- Mantemos nossa visão positiva para o nome, com preço‑alvo para o final de 2026 de R$ 42,0/ação, sustentado por execução sólida e valuation atrativo;
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Broadband Game | Claro compra a Desktop em transação com EV de R$ 4,0 bilhões
- A Claro anunciou a aquisição do controle da Desktop em uma transação que avalia a companhia em um EV de R$ 4,0 bilhões, com a Claro adquirindo 73% da Desktop a R$ 20,82 por ação, o que implica um prêmio de 45% em relação ao preço de fechamento não afetado.
- A estrutura considera R$ 1,6 bilhão de dívida líquida, levando o valor de equity a R$ 2,4 bilhões, e implica um múltiplo de 6,2x EBITDA 2025, acima do patamar de ~4,5x a 5,0x no qual a Desktop vinha negociando. Trata-se de mais do que uma simples transação de um ativo.
- É um sinal claro de que a consolidação do mercado de banda larga no Brasil está entrando em uma fase mais estratégica, com as incumbentes utilizando M&A não apenas para ganhar escala, mas também para reforçar a convergência, aumentar a densidade regional, reduzir churn e restaurar a racionalidade em um mercado que se tornou mais maduro e competitivo.
- Em nossa visão, a implicação mais ampla é que o preço de referência para ISPs regionais de maior escala se deslocou para cima, o que pode reabrir discussões estratégicas em todo o setor e reforçar a relevância da opcionalidade em FTTH para outras incumbentes.
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Radar Tech XP: Notícias diárias do setor de Telecom e Tecnologia
- Neste relatório, resumimos os resultados do 4T25 das empresas sob nossa cobertura.
- Em Telecom, Vivo e TIM entregaram trimestres sólidos, com a Vivo apresentando crescimento de receita acima da inflação e ambas expandindo margens de EBITDA, apoiadas por OPEX abaixo do esperado e, no caso da Vivo, também por venda de ativos.
- Em Tecnologia, TOTVS e Bemobi foram os principais destaques, combinando crescimento de receita em dois dígitos com expansão de margens e sólida geração de caixa.
- A LWSA também apresentou resultados robustos, impulsionados pela força contínua em Commerce e por ganhos de eficiência.
- A Intelbras, por sua vez, mostrou nova melhora de margens e fluxo de caixa, embora ainda enfrente receitas mais fracas em alguns segmentos e carga tributária acima do esperado.
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- XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
- • Ventos favoráveis se acumulando. Continuamos vendo o setor com um ritmo operacional sólido, com potenciais impulsos adicionais provenientes de: (i) possíveis melhorias no programa Minha Casa Minha Vida, cuja votação está prevista para 24 de março; (ii) maior poder de compra motivado pela reforma do imposto de renda; e (iii) melhor dinâmica de financiamento, dada a relevância crescente do Fundo Social no financiamento habitacional;• Acreditamos que a reforma do imposto de renda deve gerar um impacto maior na Faixa 2, especialmente considerando a potencial inclusão de ~7 milhões de trabalhadores informais no acesso ao crédito, beneficiando principalmente TEND3, PLPL3 e MRVE3. Por outro lado, possíveis aperfeiçoamentos do FGTS e o aumento do papel do Fundo Social tendem a beneficiar mais CURY3 e DIRR3;
• Mantemos uma visão construtiva para o segmento de baixa renda e reiteramos Cury como nossa top pick.
• Clique aqui para acessar o relatório completo.
- • Ventos favoráveis se acumulando. Continuamos vendo o setor com um ritmo operacional sólido, com potenciais impulsos adicionais provenientes de: (i) possíveis melhorias no programa Minha Casa Minha Vida, cuja votação está prevista para 24 de março; (ii) maior poder de compra motivado pela reforma do imposto de renda; e (iii) melhor dinâmica de financiamento, dada a relevância crescente do Fundo Social no financiamento habitacional;• Acreditamos que a reforma do imposto de renda deve gerar um impacto maior na Faixa 2, especialmente considerando a potencial inclusão de ~7 milhões de trabalhadores informais no acesso ao crédito, beneficiando principalmente TEND3, PLPL3 e MRVE3. Por outro lado, possíveis aperfeiçoamentos do FGTS e o aumento do papel do Fundo Social tendem a beneficiar mais CURY3 e DIRR3;
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- CSN firma compromisso para empréstimo visando o reperfilamento de suas dívida (Valor Econômico);
- Ministério dos Transportes prorroga prazo para emissão de debêntures incentivadas (Valor Econômico);
- Regime Fácil abre espaço para captações de empresas de menor porte (Valor Econômico);
- Família Feffer negocia fazer aporte na empresa de saneamento Aegea (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- SNFF11 sobe, BRCR11 cai, e IFIX fecha a sexta-feira em queda de 0,06%; na semana, recuo foi de 0,46% (FIIs);
- O ciclo de cortes na Selic começou. Como ficam seus FIIs? (ClubeFII);
- Selic caiu: ainda dá tempo de aproveitar descontos nos FIIs? (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETFs crescem 24% em número de investidores em 2025; renda fixa ganha 15%: O mercado de ETFs segue acelerando na B3: o número de investidores saltou 24% em 2025, alcançando 721,7 mil CPFs e R$ 26,9 bilhões em custódia, impulsionado pela maior oferta de produtos — 62 novos ETFs no ano, incluindo renda fixa e cripto — enquanto a renda fixa avançou 15% e a bolsa encerrou 2025 com 5,5 milhões de investidores e R$ 636 bilhões em custódia. (B3);
- ETFs ampliam alcance na Bolsa, mas negociação ainda se concentra em poucos fundos: Mesmo com um salto de 24% no número de investidores em ETFs em 2025 — totalizando 721,7 mil CPFs e R$ 26,9 bilhões em custódia — o mercado segue altamente concentrado, com BOVA11, SMAL11 e BOVV11 respondendo por quase 70% do volume negociado, refletindo o uso intenso desses produtos por institucionais e estrangeiros em operações de arbitragem. (Folha);
- US equity fund outflows surge as investors dial down rate‑cut expectations: Investors shed U.S. equity funds of a net $24.78 billion in their largest weekly net sales since $25.89 billion divestments in the week to January 7, LSEG Lipper data showed. (Reuters);
- Ouro tem maior queda semanal desde pandemia com perspectiva de juros mais altos: O ouro acumulou queda de 9,57% na semana — a pior desde março de 2020 — pressionado pela disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio, que elevou temores inflacionários, fortaleceu dólar e juros globais e reduziu expectativas de cortes pelo Fed, além das saídas contínuas de ETFs de ouro, que enfraqueceram a demanda dos investidores. (Valor Econômico).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Petrobras (PETR4) planeja reabrir usina de biodiesel em Quixadá, diz Magda Chambriard | Café com ESG, 23/03
- O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 0,81% e o ISE 1,02%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 2,25% e 2,55%, respectivamente;
- No Brasil, (i) a Petrobras vai reabrir a usina de produção de biodiesel localizada em Quixadá (MG), afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard – em contexto, a usina foi inaugurada em agosto de 2008 e teve a produção interrompida em 2016; e (ii) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços (MDIC) publicou nesta sexta a portaria que detalha as soluções consideradas estratégicas para receber os incentivos previstos no programa Mobilidade Verde (Mover) – a lista inclui baterias para veículos híbridos ou elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias de célula a combustível de hidrogênio;
- No internacional, os principais fabricantes de baterias da China ganharam mais de US$ 70 bilhões em capitalização de mercado desde que EUA e Israel atacaram o Irã, o que reforça as expectativas dos investidores de um impulso de longo prazo para a energia limpa, visando principalmente o aumento da segurança energética;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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