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Investindo no Futuro da Educação

Entenda a oportunidade por trás do mercado de educação global

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Percebido como um direito básico em muitos países do mundo, a educação é capaz de impactar a sociedade como um todo. A educação propicia não apenas aumento de salários e da qualidade de vida dos indivíduos, mas também impulsiona as receitas governamentais via maior geração de riquezas e, consequentemente, maior arrecadação de tributos – ou seja, gera um círculo virtuoso no longo prazo.

Com sua importância unânime, a história nos conta o quanto já evoluímos até aqui e o quanto ainda precisamos evoluir. Nos últimos 2 séculos, houve uma tremenda expansão na educação global: Em 1800, apenas 13% da população sabia ler e escrever; em 2014 o número chegou a 85%. Porém, ainda existem países de baixa renda, como na África Subsaariana, com taxas de alfabetização de apenas 50%.

E como isto impacta os investimentos? Além de ser uma preocupação de ordem mundial, este mercado é muitas vezes esquecido pelo investidor, mas nem por isso deixa de ser extremamente relevante: Estima-se que mais de US$ 10tri sejam direcionados para o ensino globalmente hoje em dia. Colocando em perspectiva, o volume é 3x maior que o mercado de saúde/farmacêutico e comparável aos US$ 22tri gastos anualmente no varejo global. Modelos indicam que o mercado de educação cresça, até 2030, para US$ 18tri/ano.

Quem está bem preparado para capturar esta oportunidade? Entre diversos nomes de qualidade, podemos citar: O Zoom via plataforma de videochamadas, a Qualcomm com soluções Wi-Fi seguras para ensino remoto e a chinesa TAL através de seus sites e aplicativos de aprendizado online. Todas estas empresas apostam no forte crescimento da educação global via tecnologia. Abaixo, elencamos os principais pontos que nos fazem acreditar que esta é uma indústria com alto potencial:

1. A pandemia

Estima-se que o confinamento afetou 1,6 bilhão de estudantes em mais de 190 países – aproximadamente 94% dos discentes do mundo e 99% deles nos países pobres.

Fonte: UNESCO, XP

Apesar de sua importância, o setor educacional é um dos menos adaptados. Apenas 2,5% dos investimentos direcionados para ferramentas digitais. Recentemente, o #FiqueEmCasa forçou um processo adaptativo que está revolucionando a alocação dos US$ 10tri investidos por ano neste mercado. O Zoom, com sua plataforma de videoconferências globalmente adotada, está capturando esta oportunidade com maestria:

Para se ter uma ideia, 1/3 das universidades admitiram terem feito poucos investimentos em EdTech (tecnologia da educação) e um dos principais motivos alegados foi a dificuldade de sair da inércia de se ensinar como sempre foi feito. Hoje, 80% das universidades pretendem aumentar o uso de tecnologia nos próximos 5 anos e a expectativa é que 50% das horas de estudo sejam digitalizadas. Estima-se que os aportes em EdTech duplicarão para US$ 360bi a/a nos próximos 5 anos.

2. O interesse econômico e social

Pesquisas mostram que um aumento de 50 pontos no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) pode impulsionar em 1% o crescimento do PIB per capita de um país e que este efeito é ampliado em economias emergentes. Além disso, cada ponto percentual de população alfabetizada tem o potencial de incrementar em 2,5% a produtividade de um país.

Para se ter uma ideia, em países europeus como Reino Unido, França e Alemanha, 100% das crianças de 11 a 16 anos frequentam o ensino fundamental. Nos EUA e na China, o número cai para 87%. Enquanto isso, na Índia, país com mais de 1,4 bilhão de habitantes, possui uma grande oportunidade de expandir a fatia dos 62% de crianças matriculadas na escola. E a história dos últimos 2 séculos nos conta que a tendência é de melhora: No Reino Unido de 1820, apenas 1% da população cursou ensino superior; em 2010, foram mais de 62%. Observe a evolução da educação global:

Por isso, estudos da Comissão de Educação estimam que países de baixa renda devam aumentar os aportes em educação de US$ 1,2tri hoje para US$ 3tri em 2030 e, ainda assim, não alcançarão o investimento médio de países da OCDE (4,5% do PIB).

3. Os avanços tecnológicos e a meia-vida do conhecimento

Fritz Machlup criou, em 1966, o termo “meia-vida da educação”, que refere-se ao tempo em que um certo conhecimento ou ferramenta, depois de dominados, tornam-se obsoletos. Estimativas mostram que em 1920, o diploma de um engenheiro tinha meia-vida de 35 anos; em 1960, a durabilidade caiu para uma década. Hoje em dia, o mesmo diploma torna-se obsoleto em aproximadamente 12 a 18 meses. Ou seja, trabalhadores do futuro viverão em constante necessidade de aprimoramento e aprendizado.

Fritz Machlup, 1956, Escola Austríaca de Economia

Além disso, a tecnologia permitirá a amplicação do acesso à sala de aula, menores custos e maior engajamento. Um estudo da Fraser Institute ao longo de 15 anos mostrou que a tecnologia aplicada a educação foi capaz de reduzir custos em 31%, subiu o desempenho de 72% dos projetos estudantis, enquanto melhorou a retenção de alunos de baixa renda em 5,7% e os de alta renda em 4,2%.

4. O interesse governamental

Governos se beneficiam diretamente de trabalhadores mais capacitados. Nos EUA, por exemplo, cada US$ 1 de investimento público para graduar um aluno em uma universidade aumenta a arrecadação via tributos em US$ 5,10, gerando um ganho líquido de US$ 4,10, uma vez que os impostos de renda e contribuição social irão incidir sobre uma base maior de arrecadação.

Não menos importante, níveis elevados de educação estão relacionados com maior igualdade e coesão social. Diversos benefícios públicos e idividuais são alcançados via aumento do nível de conhecimento de uma população como, por exemplo, menor criminalidade, maior qualidade de vida e satisfação e até mesmo de saúde. Em suma, é uma poderosa arma para o aprimoramento social.

Olhando para frente, acreditamos que esta revolução educacional, além de trazer novas possibilidades de investimentos, via tecnologia, cria melhores oportunidades para o futuro de todos.

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