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Delta aumenta projeção de receita com salto na demanda por passagens aéreas – 🌎Radar Global

Projeções otimistas da Delta, corte de preços da General Motors e novo IPO de montadora de veículos elétricos na China.

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MACRO

Bolsas internacionais amanhecem levemente positivas (EUA +0,5% e Europa +0,4%) com queda nos preços do petróleo após anúncio de possível aumento de produção da Arábia Saudita, compensando pronunciamentos mais duros de membros do Federal Reserve. Nos EUA, o número de vagas de trabalho em aberto permaneceu em torno de 11,4 milhões, próximo ao recorde registrado em abril. O dado somado aos pronunciamentos mais hawkish da Mary Daly e James Bullard, presidentes do Federal Reserve de São Francisco e St. Louis, dando suporte ao aumento de 50bps na taxa básica de juros americana na próxima reunião, catalisou novas preocupações com a intensidade do aperto monetário nos EUA. Além disso, James Dimon, CEO do J.P. Morgan alertou os investidores sobre o “furacão” econômico que está por vir diante de todos os ventos contrários atualmente. Na Europa, a bolsa do Reino Unido permanecerá fechada por conta das comemorações do Jubileu de platina da rainha Elizabeth II. Na China, o índice de Hang Seng (-1,0%) encerra em baixa, reverberando os resultados da Meituan, que assim como outras big techs chinesas, reportou seu menor crescimento de receitas dos últimos 2 anos. Por fim, o petróleo (-2,7%) amanhece em queda após notícia do Financial Times relatar que a Arábia Saudita estaria pronta para aumentar sua produção caso a produção russa caia substancialmente em virtude das sanções aplicadas por países europeus.

Coronavírus: O Ministério da Saúde da Índia registrou 3.712 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas nesta quinta-feira. O volume registrado é o mais alto em quase um mês, impulsionado por um número recorde de casos registrados na capital financeira, Mumbai.

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EMPRESAS

Delta aumenta projeção de receitas para nível pré-pandemia em virtude do salto na demanda e aumento no preço das passagens: A companhia aérea agora espera que sua receita trimestral retorne ao mesmo patamar de 2019, em torno de US$ 12,5bi, neste próximo trimestre. Segundo a Delta, há um aumento significativo na demanda por viagens aéreas e o aumento de preços das passagens ajudou a cobrir o salto no preço do combustível. Como resultado, a empresa também aumentou levemente a banda inferior de sua projeção para a margem de lucro operacional de 12% para 13% no segundo trimestre, mesmo com a pressão inflacionaria.

Consumidores parecem mais inclinados a pagar mais caro pelas passagens aéreas após adiarem viagens por cerca de 2 anos durante a pandemia. Algumas de suas competidoras como a Southwest, Jetblue, Spirit e Alaska registraram aumentos similares na demanda. Contudo, nem tudo são flores, este salto repentino no interesse dos clientes acabou também forçando as empresas a reduzirem seu volume de rotas para evirar disrupções e atrasos nos voos, dado o número limitado de funcionários que elas possuem no momento. A Delta em específico, tem sido conservadora na retomada de sua capacidade. Apesar do anúncio com tom positivo da Delta, suas ações ainda caíram -5% nesta quarta-feira.

General Motors reduz preço de veículos elétricos: Nesta quarta-feira, a montadora americana anunciou que realizará um corte de preços na versão 2023 do seu modelo Bolt. A GM diminuirá em cerca de US$ 5,9 mil o preço do veículo vs. o preço registrado em 2022. O movimento da companhia ocorre em meio à forte pressão de custos que as montadoras de veículos elétricos vem sofrendo em consequência do aumento no preço das commodities.

Montadoras como Rivian, Tesla e Lucid, anunciaram recentemente aumentos de preços para compensar aumentos nos custos de seus componentes, principalmente nos materiais necessários para as baterias de seus veículos. Participantes do mercado questionam o quanto este corte da GM poderá reduzir a lucratividade desta linha de carros da marca, mas a empresa não se pronunciou diretamente sobre isso, um representante apenas pontuou: “o Bolt está em linha de produção desde 2016 e possui componentes mais antigos que a nova geração de veículos elétricos”, dando a entender que a pressão de custos poderia ser menor sobre o modelo. Além disso, Shad Balch afirmou que este é um esforço para se manterem competitivos na indústria e, o preço mais acessível poderá contribuir para um aumento na fatia de mercado da companhia.

Start-up chinesa de carros elétricos WM Motor abre pedido para IPO em Hong Kong: A start-up chinesa de carros elétricos WM Motor, também conhecida como Weltmeister, entrou com pedido de abertura de capital na Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa divulgou que suas perdas anuais dobraram nos últimos três anos para ¥ 8,2bi (US$ 1,2bi), enquanto a receita mais que dobrou durante esse período, aumentando cerca de 170% para ¥ 4,7bi em 2021. Embora o mercado de veículos elétricos na China seja atualmente um dos maiores do mundo, poucas marcas dominam nas vendas. A WM Motor disse no documento que, em 31 de dezembro, vendeu apenas 83.495 carros elétricos desde seu primeiro modelo lançado em setembro de 2018.

O CEO da WM Motor, Freeman Shen, disse à CNBC em janeiro que esperava que a demanda por veículos elétricos na China este ano quase dobrasse em relação ao ano passado. Ele disse, no entanto, que a escassez de chips e as interrupções na cadeia de suprimentos relacionadas ao Covid aumentaram os custos para as empresas que fabricam os carros. A empresa pontuou na apresentação de quarta-feira que suas vantagens competitivas incluem foco no mercado convencional, instalações de fabricação próprias e fortes recursos de pesquisa e desenvolvimento. No final do ano passado, o registro mostrou que a WM Motor gastou 20,7% da receita em pesquisa e desenvolvimento, enquanto sua rival Xpeng informou que gastou 19,6% da receita em tal pesquisa.

ANÁLISE

Fonte: Bloomberg

O comércio de yuans-rublo aumenta mais de 1.000% à medida que a China e a Rússia se aproximam: O gráfico acima, da Bloomberg, mostra que os volumes mensais do par rublo-yuan aumentaram 1.067%, para quase US$ 4 bilhões, desde o início da guerra na Ucrânia, à medida que os dois países buscam reduzir sua dependência do dólar e impulsionar o comércio bilateral para superar as atuais e potenciais sanções dos EUA. Isso é um sinal de que os russos estão se voltando cada vez mais para produtos chineses para substituir as importações ocidentais paralisadas e marcas internacionais que desapareceram das prateleiras das lojas. Para a China, isso cria o mais recente impulso para a internacionalização do yuan justamente quando as crescentes tensões com os EUA estão retardando esse processo. Além disso, com a China pronta para se abrir ainda mais à medida que os lockdowns começam a ser suspensos, a demanda por petróleo pode aumentar gradualmente e, portanto, a Rússia pode usar a demanda chinesa para compensar a possível proibição europeia. Por fim, de acordo com a Bloomberg, cerca de ¥ 25,9bi (US$ 3,9bi) foram trocados por rublos no mercado à vista de Moscou até agora em maio. Isso é quase 12 vezes os volumes em fevereiro, o mês em que a Rússia invadiu a Ucrânia.

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