Comentário Internacional: Sem OMS, os EUA planejam reabertura da economia

Panorama diário, análises de cenário internacional e ações globais


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CENÁRIO GLOBAL

Nesta manhã, mercados internacionais voltam a cair. Futuros do S&P 500 nos EUA e bolsas na Europa caindo 1,8%, com posicionamento mais cauteloso antes dos resultados do 1T20. Mercados asiáticos também fecharam em queda; China -0,7%, Hong Kong -1,2% e Japão -0,5%.

Coronavírus: Mais de 2 milhões de casos e 130 mil mortes. Trump suspende financiamento da OMS; os EUA eram os maiores doadores da instituição e agora o dinheiro será direcionado para combater a pandemia. Nova Iorque discute força tarefa para reabertura da economia. Israel divulga plano de abertura gradual da economia em 4 fases e apenas para menores de 60 anos.

Após alcançar maior nível de emprego em 50 anos em fevereiro, passaremos para níveis recordes de desemprego nos próximos meses, podendo chegar a 15%. A segunda derivada de demissões está atingindo agora funcionários em outros setores, além dos setores que foram primeiramente impactados como restaurantes, shoppings e hotéis. A boa notícia é que as prateleiras vazias nos EUA se devem ao pico de demanda (pânico) e não à quebra da cadeia de suprimentos na indústria de alimentos e outras.

Eleições EUA: Obama formalizou apoio à Joe Biden, o que interpretamos como uma capitulação da ideia dos democratas de trazer alguém de fora, como Andrew Cuomo, para a disputa. Biden vs. Trump em novembro.

Macro EUA: pedidos de hipoteca às 9h, vendas do varejo às 10:30h e utilização da capacidade industrial às 11:15h.

EMPRESAS

Temporada de resultados 1T20 – hoje divulgam alguns dos grandes bancos como Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs e US Bancorp.

Johnson & Johnson entregou faturamento de US$ 20,7 bi, levemente acima do esperado e revisou guidance para baixo (esperando contração de receitas em 2020 em 3%), o que é relativamente positivo tendo em vista que muitas empresas deverão suspender, e não apenas reduzir o guidance.

JP Morgan Chase apresentou lucros 70% menores contra o mesmo período do ano passado, pois está acumulando US$ 6,8 bi (+37%) de reservas, preparando-se para absorver no balanço os impactos da crise. Provisões de perdas vieram 450% maiores. A empresa segue a tendência de migração para o digital, na qual bancos vêm fechando agências físicas desde 2009 nos EUA.

Fonte: SNL Financial, XP Investimentos

As fortes, mais fortes: Amazon vai liberar entrega de itens não essenciais e quer contratar mais 75 mil pessoas para ajudar na operação (após já ter contratado 100 mil). Clientes são colocados automaticamente em fila de espera devido à alta demanda.

App Store (Apple) fechou março com faturamento 19% maior ano contra ano, completando 5º trimestre consecutivo de alto crescimento. Apesar da aceleração do crescimento de downloads, o ticket médio por download diminuiu 5% a/a, efeito da diluição foi puxado negativamente pela China, com 11% de queda no indicador.

A chinesa Tencent terá algumas linhas de receitas impactadas no curto prazo. Jogos para PC serão prejudicados devido ao fechamento de lan houses e internet cafés, enquanto jogos mobile deverão mitigar impactos, acelerando crescimento já alto do 4T19, de 37% a/a. Posicionamento estratégico dos serviços de Internet oferecidos à fintechs e negócios deve ser beneficiado pelas mudanças estruturais e migração para o mundo digital.

ANÁLISES DE MERCADO

Fim da crise ou preços artificiais?

Apesar da queda brutal nas expectativas de lucro do S&P 500 (-35%), a bolsa americana já subiu 27% desde o fundo, após ter caído 34% do topo em fevereiro até o fundo em março. Já está caro? Essa semana teve início a temporada de resultados de empresas nos EUA, onde teremos mais detalhes sobre a magnitude e escopo dos danos na economia. Em todo caso, o momento atual de posicionamento de risco está sendo balizado pelos seguintes fatores:

1- FOMO (fear of missing out, ou medo de perder oportunidade): depois de uma queda no desempenho, gestores podem ter medo de deixar passar a recuperação, por isso vem aumentando a exposição líquida dos fundos em ações, principalmente em empresas maiores e mais sólidas (large caps).

2 – Fed pode comprar o planeta: num cenário de crise, autoridades monetárias americanas tem posição privilegiada para realizar estímulo econômico e cortar juros. O dólar é um porto seguro de liquidez para os investidores globais e, num cenário de estresse, a impressão da moeda financia a economia local (surpreendentemente) sem risco de perder valor. Diferente de países emergentes, com histórico fiscal deteriorado, que podem ter problemas com inflação e com câmbio ao cortar juros.

3 – O nível de preço/lucro olhando para 2021 está em linha com valores históricos e parece representar com mais fidelidade os valuations atuais. 2020 parece desproporcionalmente mais caro, o que favorece posições mais longas.

4 – Dados indicam inflexão (desaceleração) na curva de contágio e, combinados com a ação imediata de governos e bancos centrais para estimular a economia, estão segurando os preços das ações em níveis historicamente altos e despertando o apetite de risco do investidor.

Olhando para frente, será essencial observar a reativação da economia e a temporada de resultados das empresas. Caso a reabertura da economia seja mais lenta que o esperado, com o consumidor e trabalhador tendo receio de voltar à vida normal, a percepção de risco poderá aumentar novamente, o que levaria a uma nova queda/contração de múltiplos (recuperação em W). Já com uma normalização e onda 2 de contágio bem controlada, estaríamos rumo a uma recuperação em V ou em U.

Bom dia!

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