Comentário Internacional: Melhora de humor dos mercados com amenização do coronavírus

access_time 12/02/2020 - 11:16
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Cenário global

Bolsas internacionais operam em alta, e petróleo recuperando de volta acima dos US$ 50, dada a amenização das preocupações em torno do coronavirus (mais de 45 mil casos e 1115 mortes). China espera que o surto do vírus seja limitado e atinja o pico ainda em fevereiro, e planeja mais medidas econômicas e cortes de impostos para dar suporte a economia.

Vitória apertada de Sanders nas primárias Democratas de New Hampshire, seguido por Buttigieg, e a surpresa foi Amy Klobuchar em terceiro lugar, surgindo como nova opção “mais moderada”, passando à frente de Biden e Warren.

Macro: Produção industrial na Zona do Euro teve queda de 2.1% em dezembro (mês contra mês), vs. expectativas de queda de 1.6%. Discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, manteve tom neutro com ligeiro viés de baixa em relação a política monetária. Hoje Powell apresenta Relatório de Política Monetária ao Comitê Bancário do Senado às 12h, e também será divulgado o resultado fiscal em janeiro dos EUA às 16h.

Empresas

Temporada de resultados: Hoje reportam CVS e Cisco, e amanhã Alibaba.

Lyft (-5% no after market): Leitura mista – preocupações com a contínua queima de caixa, porém parece estar no caminho para alcançar a inédita rentabilidade até o final de 2021, apesar de apresentar uma perda líquida maior no 4T19 A/A (US$ 356mi), fechando o ano de 2019 com prejuízo de US$ 2,6bi comparado aos US$ 911mi em 2018. Já o EBITDA veio -US$ 131mi, número mais positivo do que o consenso esperava. Segundo o diretor financeiro, a chave para a lucratividade está na eliminação de descontos e maior monetização a cada viagem compartilhada. As receitas atingiram US$ 1bi no 4T19 (+52%), ligeiramente acima das expectativas do mercado. Destaque para a divisão de compartilhamento de bicicletas que atingiu quase 23 milhões de usuários (+23%), com receita média de US $ 44,40 por usuário no trimestre. Outro destaque positivo foi a redução de gastos com publicidade e marketing, 18% das receitas no 4T19 contra 33% no 4T18.

Under Armour: Leitura negativa – a empresa precisará de mais tempo do que imaginado para reverter a atual situação, com destaque para a recorrente redução nas vendas nos EUA, que caíram 2% no 4T19, além da previsão mais negativa para 2020. As receitas atingiram US$ 1,4bi (+3,6% A/A), enquanto que a empresa registrou prejuízo de US$ 15mi no trimestre. Destaque para vendas de roupas (+0,2% A/A), calçados (+10,3%) e divisão internacional em geral (+7%). O grupo estabeleceu um programa de reestruturação para este ano, podendo economizar até US$ 50mi, inclusive deixando de abrir novas lojas nos EUA. Em parte, o significativo aumento dos gastos com publicidade e melhoria da plataforma online de eCommerce são responsáveis pelo prejuízo. Dentre outros destaques, o fundador Kevin Plank deixou o cargo de presidente, após mais de 20 anos no cargo, em novembro do ano passado, a Sec estava investigando a gigante de roupas sobre possíveis inconsistências no reconhecimento contábil de algumas receitas, e impacto do coronavírus: -US$ 50 a 60mi nas receitas do 1T20, sobretudo na China.

Airbnb: Potencial IPO – dirigentes do grupo anunciaram que pretendem seguir com a oferta pública de ações da empresa ainda este ano, apesar do momento financeiro conturbado. A startup acumulou um prejuízo líquido de US$ 322mi nos nove meses de 2019 até setembro, ante um lucro de US$ 200mi neste mesmo período em 2018. O deslize pode afetar o preço inicial das ações da Airbnb em uma oferta pública, sobretudo após o valuation pouco atrativo no IPO de UBER e Lyft em 2019.

Softbank subiu 12% com a aprovação da venda da Sprint (da qual possui 85% das ações).

Comentários do mercado

Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft (FAAMG) enfrentam novos questionamentos de reguladores sobre aquisições de startups de tech que teriam como objetivo eliminar a concorrência.

Vale destacar que essas são as 5 maiores empresas do S&P 500 e respondem por 18% da capitalização de mercado do índice.

2/3 dos retornos do S&P 500 este ano vieram de 4 nomes: Microsoft (28%), Apple (15%), Amazon (13%) e Google (11%), os quais Trump uniu as letras iniciais e apelidou de MAGA.

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