XP Expert

Relatório Mensal de Alocação | Janeiro 2026

Nosso Relatório Mensal de Alocação, com a leitura do cenário macroeconômico, retornos dos mercados no mês, perspectivas por classe de ativo e carteiras recomendadas.

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
  • A captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA adiciona mais um vetor de risco geopolítico para esse início de 2026. Os efeitos imediatos sobre mercados parecem contidos, mas os desdobramentos sobre governança, sanções e estabilidade regional serão determinantes para os preços de petróleo e os prêmios de risco da região.
  • Na última reunião do ano, o Fed fez um novo corte na taxa de juros, porém com uma comunicação mais “hawkish” e avaliando que parece ter sido atingida uma taxa próxima ao nível neutro.
  • Exploramos também os novos dados mostrando a economia dos EUA em ritmo forte, mas com alguns sinais de desaceleração, além das de decisões de política monetária de outros bancos centrais pelo mundo e a valorização recorde alcançada pelo ouro e pela prata em 2025.
  • No Brasil, o impulso benéfico do exterior sobre a inflação deve levá-la ao intervalo de tolerância da meta, o que abre espaço para alguma flexibilização monetária em 2026, ano que deverá ser marcado pela volatilidade eleitoral, cujos primeiros sinais ocorreram ainda em dezembro de 2025.

Cenário macroeconômico no mundo

Nos mercados globais, o último mês do ano consolidou tendências que se formaram ao longo de 2025 em meio às incertezas de política econômica. No Brasil, por sua vez, o destaque foi a antecipação de um dos temas que deverá ser central em 2026: volatilidade associada ao ciclo eleitoral.

Na semana seguinte à divulgação do primeiro PCE (Personal Consumption Expenditures, indicador de inflação preferido do Fed) após o fim do shutdown do governo norte-americano, que veio levemente abaixo do esperado e mostrou uma inflação acumulada nos 12 meses até setembro de 2,8%, o Fed anunciou a decisão pela redução da taxa de juros dos EUA em 25 pontos-base em sua última reunião do ano, levando-a à faixa entre 3,50% e 3,75%.. A decisão novamente não foi unânime, já que dois diretores (Jeffrey Schmid e Austan Goolsbee) votaram pela manutenção da taxa, enquanto o diretor Stephen Miran, recém-nomeado pelo presidente Trump, mais uma vez votou por um corte maior, de 50 pontos-base.

O comunicado da decisão teve um tom mais “hawkish”, avaliando que a atividade econômica se encontra em ritmo moderado, mencionando desaceleração na criação de empregos e leve alta da taxa de desemprego. Em sua declaração, o presidente do Fed Jerome Powell afirmou novamente que existe um certo conflito entre os dois objetivos da instituição, já que permanecem vivos os riscos tanto de reaceleração inflacionária quanto de deterioração no mercado de trabalho. O texto do comunicado ainda sugeriu que a inflação de serviços dá sinais de moderação, enquanto a inflação de bens pode voltar a pressionar, em parte por efeitos associados a tarifas.

A reunião trouxe ainda a divulgação de um novo Summary of Economic Projections (SEP), que detalhou as principais projeções macroeconômicas atualizadas do comitê, representadas no gráfico a seguir. A mediana das expectativas para a taxa de juros dos próximos anos não sofreu alterações com relação ao SEP de setembro, e o documento ainda prevê apenas um corte adicional de 25 pontos-base no próximo ano. De fato, Powell avaliou que a taxa de juros parece ter atingido um patamar próximo ao nível neutro, de modo que as discussões das próximas reuniões devem discutir a manutenção da taxa ou a necessidade de cortes adicionais. A principal alteração nas projeções foi com relação ao crescimento do PIB de 2026: a previsão de 1,8% de setembro foi elevada para 2,3%.


Gráfico 1 – Fed mantém maioria de suas projeções, mas espera PIB mais forte em 2026
Previsões dos membros do FOMC para a economia ao final de 2026 (por reunião, em %)

Confira o relatório completo abaixo

Conteúdo exclusivo para clientes XP
A conta XP é gratuita. Abra a sua agora!

Cadastrar

Já é cliente XP? Faça seu login

 

Assessor ou parceiro? Clique no botão abaixo

 

Invista melhor com as recomendações
e análises exclusivas dos nossos especialistas.

XP Expert

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.