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Relatório Mensal de Alocação | Fevereiro 2026

Nosso Relatório Mensal de Alocação, com a leitura do cenário macroeconômico, retornos dos mercados no mês, perspectivas por classe de ativo e carteiras recomendadas.

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  • O mês foi um ponto de inflexão na geopolítica global, com a publicação da nova Estratégia de Defesa Nacional dos EUA e sua aplicação no ataque à Venezuela e nas ameaças de anexação da Groenlândia;
  • Apesar das incertezas na geopolítica, os dados têm mostrado economia dos EUA em posição relativamente confortável, e o impacto negativo das tarifas tem sido superado pelos investimentos em IA e as políticas expansionistas no mundo, o que tem elevado a perspectiva de crescimento global para 2026;
  • A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed trouxe alívio aos mercados, ao reduzir o risco de uma condução mais politizada da política monetária, contribuindo para a recuperação parcial do dólar e para uma reprecificação mais equilibrada das expectativas de juros à frente;
  • Os ativos de países Emergentes, incluindo o Brasil, seguem se destacando como beneficiários do ambiente global, com enfraquecimento do dólar, rotação do fluxo de capitais reduzindo exposição aos EUA e ao preço de parte das commodities em alta, que seguem impulsionando preços de ativos como a renda variável brasileira, que tem atingido sucessivos recordes, em continuidade à dinâmica observada ao longo de 2025.

Cenário macroeconômico no mundo

Se por um lado o mês de janeiro parece ter marcado um novo e relevante ponto de inflexão na geopolítica global desta década, Na geopolítica global, o mês de janeiro aparenta ter sido um ponto de inflexão desta década, com os EUA assumindo formalmente uma nova postura na condução da sua política externa, por outro lado, também será lembrado como o período no qual reduziram-se consideravelmente os temores sobre o grau de heterodoxia que poderia passar a influenciar o Fed, o banco central dos EUA, com a formalização de Kevin Warsh como próximo presidente da instituição.

Os ataques a alvos militares venezuelanos acompanhado da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrido nos primeiros dias do ano, inaugurou oficialmente a aplicação de uma nova Estratégia de Defesa Nacional dos EUA. Divulgado recentemente, o documento com as novas diretrizes de segurança do país prevê ações mais diretas contra países que não se alinharem aos seus objetivos, limita as garantias de defesa a países aliados e prevê a contenção da China com demonstração de força, mas evitando conflitos, em uma “busca da “paz pela força”.

Ao mesmo tempo em que sugere uma nova política externa, o documento também resgata políticas de séculos anteriores, ao invocar uma nova versão da Doutrina Monroe, que declarava as Américas como área de influência dos EUA, para defender o uso da força ao assegurar os interesses do país no hemisfério ocidental, citando como exemplo o recente ataque à Venezuela. E uma das áreas-chave para os interesses dos EUA no continente mencionadas no documento seria a Groenlândia, que em janeiro se tornou o centro de uma crise entre os EUA e aliados europeus.

O presidente norte-americano Donald Trump retomou sua campanha pela anexação ao território dos EUA da ilha, que é controlada pela aliada Dinamarca, membro da União Europeia e da OTAN. Trump afirmou que o território seria necessário para a segurança nacional dos EUA e chegou a não descartar inicialmente a possibilidade do uso da força militar contra seus próprios aliados para assumir seu controle. Os países europeus se uniram em apoio à Dinamarca e à Groenlândia, e Trump anunciou novas tarifas contra os países do continente que se opusessem a seus planos, em um aumento de tensão entre os aliados EUA e UE inimaginável antes da eleição de Trump.

Nas semanas seguintes, Trump recuaria da retórica mais agressiva (TACO?), mas o episódio foi uma clara fonte de volatilidade nos mercados em janeiro, e a incerteza sobre a política econômica dos EUA levou a uma nova rodada de fuga de ativos do país. O DXY, índice de valor do dólar em relação a moedas de outros países desenvolvidos, atingiu o menor valor em quatro anos e chegou a ter uma queda de 2,1% em janeiro, e ao final do mês acumula um enfraquecimento de 12,0% desde o início do atual governo. Já o mercado de renda variável dos EUA perdeu destaque na comparação com outros mercados (especialmente emergentes), continuando a tendência do mês anterior, conforme ilustramos no gráfico a seguir.


Gráfico 1 – Renda variável nos EUA perde destaque no mundo nos últimos dois meses

Índices de ações EUA e Resto do Mundo desde o “Liberation Day” (Base 100 = Valor em 01/04/2025)

Confira o relatório completo abaixo

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