Relatório Mensal – Fundos e Previdência – Junho/2019

Panorama Mensal A indústria de fundos foi marcada por elevada volatilidade ao longo do mês, como parece ter virado praxe no mercado local para os meses de maio. A grande diferença com relação aos anos anteriores, no entanto, foi que dessa vezes os ativos de risco conseguiram se recuperar na segunda metade do mês e […]


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Panorama Mensal

A indústria de fundos foi marcada por elevada volatilidade ao longo do mês, como parece ter virado praxe no mercado local para os meses de maio. A grande diferença com relação aos anos anteriores, no entanto, foi que dessa vezes os ativos de risco conseguiram se recuperar na segunda metade do mês e encerraram o período com retornos positivos. As causas para a intensa oscilação dos preços vieram tanto do cenário local quanto do internacional, com destaque para a melhora marginal da expectativa de tramitação da Reforma da Previdência no final do mês e a frustração quanto às expectativas de crescimento no Brasil e no mundo (indicando que podemos ter juros baixos por mais tempo). Diante desse quadro, o Índice de Fundos Multimercados da Anbima (IHFA) teve a performance bastante satisfatória de 171% CDI, impulsionada pelas nove maiores estratégias do índice, entre as quais seis fundos que renderam acima de 200% CDI. No consolidado do índice, o destaque positivo ficou por conta de fundos de Renda Variável de estratégia  LongBiased e Multimercados de estratégia Macro. Do lado negativo, figuraram fundos que investem em ações internacionais, prejudicados pela queda do índice americano S&P 500. Em termos de posicionamento dos multimercados, destacaram-se os ganhos com apostas na continuidade da queda das taxas de juros (posições “aplicadas”), tanto via títulos prefixados (juros nominais) quanto via títulos atrelados à inflação (juros reais). Por fim, entre os fundos de crédito, o mês foi  marcado por uma acomodação do movimento de redução dos prêmios de risco de crédito, que vinha ocorrendo nos últimos meses de maneira mais acentuada.

Fonte: ECONOMATICA/XP

Fundos Macro

Fundos macro carregaram posições aplicadas no mercado juros, como destaque positivo de atribuição de performance.

Diferentemente dos mercados de câmbio ou renda variável, as posições aplicadas no mercado de juros parecem ser mais consensuais entre os fundos macro, que, em geral, se beneficiaram do movimento de queda de taxas no mês.

No mês, o Índice de Fundos Multimercados da Anbima (IHFA) teve forte performance.

O IHFA rendeu 171% CDI em maio, impulsionado pela performance das nove maiores estratégias, representadas por fundos macro.

Gestores mantêm baixa utilização de risco, de forma geral, se comparado a níveis históricos.

Diante do quadro bastante volátil no mercado local, em meio às questões políticas da Previdência, muitos gestores têm priorizado operações táticas em vez de alocações direcionais relevantes.

Fundos de Crédito

Balanço entre oferta de emissões e demanda dos fundos está mais equilibrado na margem.

O forte pipeline de emissões primárias, principalmente corporativas, parece ter balanceado um pouco mais a demanda também elevada dos fundos de crédito privado por ativos nesse mercado, dado o ritmo acelerado de captação.

Destaque para a acomodação dos prêmios de risco de crédito.

Após o forte movimento de redução dos prêmios de risco de crédito nos últimos meses, os gestores destacaram certa acomodação dos spreads durante o mês.

Redução das taxas de juros futuros é favorável para as empresas.

Movimento de queda das taxas de juros futuros ocorrido ao longo de maio é favorável para a saúde financeira das empresas, impulsionando o mercado.

Fundos de Ações

No mês, destaque para a gestão ativa.

Em uma amostra de fundos de ações de gestão ativa com mais de R$ 100 milhões de patrimônio líquido e mais de 49 cotistas, cerca de 80% dos veículos superaram a performance do Ibovespa no mês. (fonte: Economatica).

De forma geral, fundos seguiram movimento volátil do Ibovespa.

Ao longo de maio, o Ibovespa chegou a cair 6,6% e acabou se recuperando, encerrando o mês com ganhos de 0,70%. Os fundos de ações, de forma geral, seguiram o movimento similar de queda e retomada.

Apesar da alta contida do Ibovespa, bolsa brasileira performa melhor do que mercados globais de ações.

Com alta de 0,70%, bolsa brasileira andou na contramão de mercados globais. No mês, o S&P 500 caiu 6,6% e o índice de bolsas de países  emergentes (MSCI Emerging Markets) teve queda de 7,3%.

Fundos Internacionais

Com movimento global de aversão a risco, estratégias de ações no exterior são impactadas negativamente.

No mês, o apetite por ativos de risco foi negativamente impactado pelo retrocesso nas negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos e China, o que levou os fundos de ações globais a fecharem o período com fortes perdas.

Apesar do mês conturbado para a classe, fundos internacionais apresentam bom desempenho no ano.

Com um início de ano marcado por retornos fortes nos fundos internacionais em geral, fundos ainda acumulam ganhos em 2019.

Indústria dos fundos internacionais ainda é pouco explorada no Brasil.

Analisando-se a indústria dos fundos internacionais no Brasil, a amostra dos veículos que investem mais de 67% do patrimônio líquido em ativos no exterior e possuem mais de 9 cotistas contém apenas 85 veículos, com número médio de 306 cotistas.

Captação Líquida da Indústria

A indústria dos fundos regidos pela instrução 555 apresentou captação líquida de R$ 7,07 bilhões no mês, impulsionado pela classe de Renda Fixa. Na ponta contrária, a classe Multimercado teve destaque negativo, com resgates líquidos de R$ 5,06 bilhões, principalmente nas categorias Multimercado Livre e Multimercado Investimento no Exterior.

Fonte: ANBIMA

Evolução de Patrimônio Líquido

No fechamento de maio, a indústria de fundos brasileira fechou com um patrimônio líquido estável, em nível próximo ao mês anterior, de R$ 4,36 trilhões.

Fonte: ECONOMATICA

Radar do Mercado

No dia 27 de maio, foi implementado pela B3 o Projeto Ciclo de Liquidação D+2, que reduziu o ciclo de liquidação no mercado à vista de ações de D+3 para D+2. Com isso, boa parte dos fundos de renda variável teve seus prazos de liquidação de resgate igualmente reduzidos, trazendo o benefício da disponibilidade de recursos em prazo mais curto para o cotista.
A XP Asset Management lançou mais um produto para sua família de fundos de fundos, o Selection Debêntures Incentivadas. Devido à capacidade limitada desse tipo de estratégia, o produto foi fechado para aplicações ao longo do mês. A família Selection hoje contém sete fundos de fundos.
Em maio, foram lançados mais dois produtos para a família Trend de fundos indexados da XP Asset Management, o Trend Ibovespa Dólar e o Trend Ibovespa Balanceado. Os fundos replicam, respectivamente, o índice Ibovespa cotado em dólares e o Ibovespa com metade do risco. A família hoje conta com 13 fundos.
O fundo Journey Capital Endurance Debêntures Incentivadas completou seis meses de histórico no dia 29 de maio, acumulando retorno de 139% CDI desde o início. A estratégia, comandada por Marcelo Lara, é focada em debêntures de infraestrutura, logo o retorno é isento de IR para pessoa física.
Como parte de um processo de rebranding da gestora, a antiga Visia Investimentos virou a Giant Steps Capital, no momento em que a empresa vem ampliando a oferta de produtos, com foco em estratégias 100% quantitativas.
A Augme Capital, gestora especializada em crédito, iniciou a distribuição de seus produtos para o varejo. Na grade de produtos, a empresa conta com fundos de crédito High Grade e crédito High Yield.

Aberturas, Fechamentos e Lançamentos

Ranking de Gestores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP

Critérios: No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem, assim como foram consideradas tanto as classes CVM 555 (Ações, Multimercado, Renda Fixa, Cambial), quanto fundos estruturados (FII, FIDC, FIP), excluindo-se os fundos offshore. Também foram excluídas as gestoras que apresentam 100% dos fundos com público-alvo Exclusivo ou Restrito.

Ranking de Administradores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP

Critérios: No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem, assim como foram consideradas tanto as classes CVM 555 (Ações, Multimercado, Renda Fixa, Cambial), quanto fundos estruturados (FII, FIDC, FIP), excluindo-se os fundos offshore. Também foram excluídas as gestoras que apresentam 100% dos fundos com público-alvo Exclusivo ou Restrito.

Performance da Indústria

No mês de maio, o destaque positivo entre os multimercados ficou por conta da categoria Macro, com retorno de 1,26% (243% CDI), acumulando retorno de 8,54% (134% CDI) em 12 meses, além da categoria Livre, que engloba diferentes estratégias e rende 10,5% (165% CDI) em 12 meses. No universo de renda variável, a categoria Valor / Crescimento segue como destaque de performance, com 34,1% em 12 meses contra 26,4% do Ibovespa.

Fonte: ANBIMA
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 12 meses > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 31/05/2019.
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 12 meses > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 31/05/2019.

Captação Líquida da Indústria – Fundos

Fonte: ECONOMATICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.
Fonte: ECONOMATICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.
Fonte: ECONOMATICA/XP/FenaPrevi. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas a instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas. * Referente a 31/03/19.

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