Relatório Mensal – Fundos e Previdência – Maio/2019

Panorama Mensal Em abril, a performance dos ativos locais seguiu uma dinâmica conturbada, diante das revisões baixistas da atividade econômica e dos crescentes ruídos políticos. No universo dos fundos de investimento, os veículos das classes Multimercado e Ações tiveram retornos divergentes, ao passo que os produtos de crédito seguiram com sua dinâmica de rendimento consistente […]

access_time 10/05/2019 - 10:19
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Panorama Mensal

Em abril, a performance dos ativos locais seguiu uma dinâmica conturbada, diante das revisões baixistas da atividade econômica e dos crescentes ruídos políticos. No universo dos fundos de investimento, os veículos das classes Multimercado e Ações tiveram retornos divergentes, ao passo que os produtos de crédito seguiram com sua dinâmica de rendimento consistente e pouco volátil, o que levou à continuidade de fortes captações.

A indústria dos multimercados, representada pelo Índice de Hedge Funds ANBIMA (IHFA), teve performance neutra (99,9% CDI). Apesar da composição do índice trazer mais de 100 estratégias, a concentração das dez maiores soma 50% (sendo todos fundos macro), que tiveram retorno médio em torno de 100% CDI no mês.

No posicionamento geral dos gestores, o quadro tem sido marcado pela redução do nível de risco dos fundos, num ambiente de mercado em que os resultados têm sido mais dispersos e as apostas de alocação menos consensuais entre os diferentes fundos.

Vale ressaltar que, em produtos de maior valor agregado, que apresentam volatilidade elevada, as teses de investimento possuem um prazo de maturação, em grande parte dos casos maior que 12 meses, de forma que analisar o comportamento de curto prazo de determinada categoria pode levar a conclusões equivocadas. Em termos estruturais, a indústria vem se desenvolvendo e apresenta perspectivas favoráveis de longo prazo.

Fonte: ECONOMATICA/XP

Fundos Macro

Gestores reduzem nível de risco dos fundos.

Diante de volatilidade elevada no mercado local e falta de clareza no quadro global, os gestores, na média, reduziram o nível de risco utilizado nos fundos.

Em abril, os dez maiores fundos do IHFA (de estratégia macro) renderam a variação do CDI, na média.

No mês, os retornos dos fundos macro foram divergentes e as dez maiores estratégias do Índice de Hedge Funds ANBIMA, na média, renderam próximas ao CDI.

Às vésperas do Copom, aumentam as expectativas dos gestores para mais algum corte ao longo do ano.

Em pesquisa realizada pelo time de fundos da XP com mais de 30 gestoras macro, a expectativa para cerca de 40% dos consultados é de que haver algum corte da Selic até o final do ano, percentual que aumentou em relação à última reunião.

Fundos de Crédito

Mercado primário aquecido, mas nível de taxas em queda.

O quadro de queda das taxas de emissão tem persistido no mercado de crédito, a ponto de determinadas emissões não terem adesão total à oferta pelo nível pouco atrativo das taxas.

Nas plataformas, fundos de crédito mantêm forte ritmo de captação.

A forte demanda por fundos dedicados a essa estratégia tem sido sustentada pela atratividade de produtos de retorno consistente e pouco volátil.

Entre as estratégias de crédito, destaque para os fundos de debêntures incentivadas.

Devido ao caráter de isenção fiscal para a pessoa física, os produtos de debêntures incentivadas despertam forte interesse entre esses investidores. O forte fluxo de entrada de recursos, somado à capacidade limitada dessa indústria, tem levado ao fechamento de diversos fundos da categoria.

Fundos de Ações

Número de fundos de ações long biased é crescente na indústria.

Dado o caráter mais flexível desse tipo de estratégia, do ponto de vista da gestão, muitas gestoras têm criado novos produtos com esse tipo de mandato.

Na ponta oposta aos veículos long biased, os fundos de ações long short tem tido representatividade decrescente entre as estratégias de renda variável.

Veículos de capacidade limitada, a maioria dos fundos long short existentes hoje estão fechados para captação, e a oferta de novos produtos com essa estratégia é bastante reduzida.

Captação no varejo para fundos de ações segue em ritmo contido.

Assim como apontado no mês passado, a captação para fundos de ações entre os investidores no varejo segue baixa, diante de um quadro de curto prazo conturbado para o mercado de ações.

Fundos Internacionais

Momento favorável para a classe internacional.

Os fundos internacionais seguem o ritmo positivo em 2019, entre as diferentes estratégias, diante do cenário construtivo na margem, após momento conturbado ao longo do segundo semestre de 2018.

Em abril, destaque para os fundos de ações globais.

O destaque de performance ficou por conta dos fundos de ações americanas principalmente, diante do ritmo de valorização do S&P 500, o qual acumula alta de 17,5% em 2019, até o fechamento de abril.

No longo prazo, produtos internacionais se mostram alternativas importantes para a composição de portfólio dos investidores.

Apesar do ano negativo que a indústria internacional teve em 2018, de forma geral, a recuperação no início de 2019 mostra o potencial que essa classe apresenta como investimento de longo prazo e importante fator de diversificação do portfólio dos investidores.

Captação Líquida da Indústria

A indústria de fundos apresentou captação líquida negativa em abril, com resgates líquidos em torno de R$ 15 bilhões, volume que, nos últimos 12 meses, só não foi inferior a junho de 2018, quando houve retirada líquida de R$ 27 bilhões dos fundos 555 e previdenciários. Em abril, os destaques negativos ficaram por conta dos veículos de Renda Fixa e Multimercado, enquanto na ponta positiva figurou a classe de Ações, que, no ano, tem a maior entrada líquida de recursos.

Fonte: ANBIMA/ECONOMATICA

Evolução de Patrimônio Líquido

No fechamento de abril, a indústria de fundos sofreu uma contração para o nível de R$ 4,36 trilhões, motivado em parte pelos resgates líquidos nas classes de Renda Fixa e Multimercado. No acumulado do ano, a indústria cresce 3,63% em ativos sob gestão.

Fonte: ANBIMA/ECONOMATICA

Radar do Mercado

A B3 informou a data prevista para a implementação do novo ciclo de liquidação no mercado à vista de ações, com a redução de D+3 para D+2. Com isso, os fundos de renda variável terão os prazos de liquidação dos resgates alterados igualmente, de forma geral.
A XP Investimentos inaugurou no dia 18 de maio a sua seguradora. A XP Seguros nasce com 15 estratégias de gestoras independentes e possui a meta de ter 50 produtos na prateleira até o final do semestre.
O fundo multiestratégia da gestora, Persevera Compass FIC FIM, completou 6 meses de histórico no fechamento de abril, com retorno de 94,2% CDI.
Na grade de crédito da XP Asset Management, o fundo XP Crédito Estruturado 15, que apresenta uma combinação de estratégias líquidas e estruturadas, completou 6 meses de histórico no dia 9 de abril, com retorno de 111% CDI.
A Kairós Capital, gestora liderada por Luiz Fabiano Godoi (ex-gestor responsável pelos fundos da família Safra Galileo), iniciou suas atividades no fim de abril, com foco numa estratégia macro de alta volatilidade. A estratégia está disponível na plataforma da XP através do fundo Kairós  Macro Advisory FIC FIM, que terá meta de volatilidade de 8,0% a.a.
A gestora de Marcelo Magalhães, ex-JGP, alcançou os 6 meses de histórico nos fundos Tork FIC FIA e Tork Long Only Institucional FIC FIA, com retornos de 18,0% e 17,8%, respectivamente, contra 10,2% do Ibovespa.
O mandato de crédito high grade da gestora, Polo Crédito Corporativo Advisory, completou 6 meses de histórico no dia 22 de abril, com performance acumulada de 118% CDI.
A estratégia long short da gestora completou 6 meses de histórico no fundo Argo Long Short I FIC FIM, com retorno acumulado desde o início de 155% do CDI.

Aberturas, Fechamentos e Lançamentos

Ranking de Gestores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem, assim como foram consideradas apenas as classes CVM 555 (Ações, Multimercado, Renda Fixa, Cambial).

Ranking de Administradores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem, assim como foram consideradas apenas as classes CVM 555 (Ações, Multimercado, Renda Fixa, Cambial).

Performance da Indústria

No fechamento de abril, a performance absoluta em 12 meses, entre as principais categorias ANBIMA, teve destaque nos fundos de Ações Valor/Crescimento, que geraram um retorno excedente de quase 10% sobre o Ibovespa. Entre os multimercados, lideram a performance os fundos com viés direcional em ações e os fundos de investimento no exterior.

Fonte: ANBIMA
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 12 meses > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 30/04/2019.

Captação Líquida da Indústria – Fundos

Fonte: ECONOMATICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.
Fonte: ECONOMATICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.

Captação Líquida da Indústria – Previdência

Fonte: ECONOMATICA/XP/FenaPrevi. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas a instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas. * Referente a 31/03/19.
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