Relatório Mensal – Fundos e Previdência – Fevereiro/2019

Panorama Mensal O ano de 2019 teve um início muito positivo para a indústria de fundos de forma geral, reflexo da evolução benigna do ambiente internacional, somada aos avanços construtivos na esfera política local. Em janeiro, no âmbito macroeconômico, as expectativas dos investidores foram pautadas principalmente na mudança de postura do Fed, reafirmando que fará […]


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Panorama Mensal

O ano de 2019 teve um início muito positivo para a indústria de fundos de forma geral, reflexo da evolução benigna do ambiente internacional, somada aos avanços construtivos na esfera política local. Em janeiro, no âmbito macroeconômico, as expectativas dos investidores foram pautadas principalmente na mudança de postura do Fed, reafirmando que fará uma pausa no ciclo de aperto dos juros, além de discussões positivas acerca de uma ampla reforma da Previdência no Brasil. 

Nesse quadro, o IHFA teve uma performance expressiva de 2,61% (481% CDI) no mês, impulsionado pelas categorias Macro e Long Short Direcional. Assim, como em 2018, os multimercados tiveram um início de ano muito forte. Apesar de, nos últimos meses, grande parte dos fundos multimercado macro terem performado aquém do esperado por seus cotistas, o mês de janeiro representa o potencial de recuperação da categoria, corroborando para a tese de investimento de longo prazo nesses produtos.

Na indústria dos fundos de ações, o aumento de liquidez da Bolsa favorece as projeções de capacidade das estratégias. Com os fundamentos do país bastante favoráveis às empresas brasileiras, além do otimismo generalizado por parte dos gestores, os fundos encontram-se em níveis históricos elevados de alocação.

Por fim, apesar de a atividade econômica no Brasil ainda não ter ganhado tração, a confiança privada tem melhorado, impulsionando as expectativas dos gestores de crédito quanto ao investimento em dívida corporativa .

Fonte: ECONOMÁTICA/XP

Fundos Macro

Fed muda postura em relação à política monetária.

Após reunião do FOMC em janeiro, o banco central norte-americano alterou termos de seu comunicado, em decisão mais dovish que o esperado pelo mercado. A sinalização trouxe alívio para a classe de emergentes de forma geral.

Cenário para a inflação brasileira bastante benigno.

As expectativas da inflação prospectiva recuaram em janeiro. Com um quadro mais benigno, há gestores que projetam cortes adicionais da Selic em 2019.

Maior alocação de risco em Bolsa Brasil.

Em pesquisa realizada pelo time de fundos da XP Investimentos com 37 gestoras macro, Bolsa Brasil se mostrou o ativo com maior alocação de risco pelos fundos, seguido de juro nominal. 

Projeções da Indústria

Dados retirados de pesquisa realizada pela XP com 29 gestoras macro.

Fundos de Crédito

Pipeline de emissões aquecido no mercado primário.

Em janeiro, viu-se a continuidade do ritmo mais intenso de ofertas primárias que teve início em dezembro, com empresas emitindo dívida em volumes maiores e prazos mais longos.

Balanço de oferta e demanda leva a taxas de emissões historicamente baixas.

Apesar da oferta de ativos de crédito privado ter aumentado, a forte demanda por parte dos fundos dessa categoria, que seguem com ritmo de captação elevado, leva as taxas de emissões a níveis historicamente baixos.

Liquidez elevada no mercado secundário.

Com o crescimento da indústria de fundos de crédito privado e o desenvolvimento do mercado de capitais, observa-se um aumento da liquidez do mercados secundário, favorecendo a atuação dos gestores.

Fundos de Ações

Performance expressiva da indústria.

Na onda de valorização dos ativos locais, os fundos de ações tiveram performance forte no mês, em que o Ibovespa valorizou 10,8%, com impulso da alta de 7,9% do S&P 500.

Aumento do nível de alocação dos fundos.

O nível de alocação dos fundos de ações, em suas máximas históricas, reflete o otimismo generalizado dos gestores em relação ao mercado.

Contribuições maiores em papéis de Utilities e Bancos.

Os destaques positivos de performance do mês foram papéis dos setores de Utilities e Bancos. Vale lembrar que, em pesquisa realizada pela XP com 25 gestores de ações no início de janeiro, tais setores representavam as maiores alocações dos fundos.

Captação Líquida da Indústria

A indústria apresentou captação líquida positiva em janeiro, na ordem de R$ 8,9 bilhões, em ritmo mais contido do que no mês anterior, em que registrou fluxos positivos de R$ 14,8 bilhões. A classe Renda Fixa foi destaque, representando cerca de 69% da captação, seguida pela classe Multimercado. Ao se analisar a captação líquida em 12 meses, porém, os multimercados seguem liderando, com entrada de R$ 40,2 bilhões, o que deve representar um movimento contínuo ao longo de 2019.

Fonte: ANBIMA

Evolução de Patrimônio Líquido

Em janeiro, a indústria de fundos apresentou evolução marginal significativa de 1,54% em ativos sob gestão, o que foi impulsionado pela performance das estratégias.

Fonte: ANBIMA

Radar do Mercado

A gestora, fundada em 2018, reforçou seu time de equities, contratando Fernando Siqueira como PM de ações. Fernando passou pelo BBVA, Banco Real e era estrategista de ações no Citibank antes de ingressar na gestora.
Marcio Albuquerque, sócio integrante da célula de moedas da SPX, saiu da gestora no início de janeiro. Marcio fazia parte da equipe de Bruno Pandolfi e estava na gestora desde 2011. A saída ocorreu por motivos pessoais.
A gestora contratou Angelo Polydoro para atuar no book de Latam dos fundos macro. Ângelo passou pela SPX, Brasil Plural e estava exercendo a função de Economista na Mauá Capital, antes de ingressar na Absolute.
A Bozano Investimentos mudou seu nome para Crescera Investimentos e decidiu descontinuar sua célula de fundos líquidos, concentrando sua atuação nos mercados de Private Equity e Venture Capital. Os fundos líquidos (ações e quantitativo) serão transferidos para a XP Asset.

Aberturas, Fechamentos e Lançamentos

Ranking de Gestores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem. No número de contas, o valor pode estar subestimado, dado que alguns administradores não contabilizam cotistas via distribuição por conta e ordem.

Ranking de Administradores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem. No número de contas, o valor pode estar subestimado, dado que alguns administradores não contabilizam cotistas via distribuição por conta e ordem.

Performance da Indústria

Assim como no final de 2018, os fundos de ações seguem liderando a performance absoluta em 12 meses até o fechamento de janeiro, com as principais classes superando o retorno de 14,7% do Ibovespa. Na classe dos multimercados, apesar da performance mensal muito forte para fundos macro, vê-se o retorno ainda impactado negativamente pelo acumulado em 2018. Vale lembrar que o IHFA é composto principalmente por fundos macro, apresentando retorno de 103% do CDI em 12 meses.

Fonte: Anbima
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 2018 > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 31/01/2019.
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 2018 > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 31/01/2019.

Captação Líquida da Indústria – Fundos

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.

Captação Líquida da Indústria – Previdência

Fonte: ECONOMÁTICA/XP/FenaPrevi. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas a instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas. * Referente a dez/18.
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