Relatório Mensal – Fundos e Previdência – Dezembro/2018

Panorama Mensal O mês de novembro foi marcado pela continuidade do ambiente de volatilidade elevada nos mercados globais, e diversas notícias nos âmbitos geopolítico e econômico, como a queda do petróleo e a mudança de postura do banco central americano (Fed), direcionaram o comportamento dos ativos de forma geral. Nesse contexto, o IHFA (Índice de […]


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Panorama Mensal

O mês de novembro foi marcado pela continuidade do ambiente de volatilidade elevada nos mercados globais, e diversas notícias nos âmbitos geopolítico e econômico, como a queda do petróleo e a mudança de postura do banco central americano (Fed), direcionaram o comportamento dos ativos de forma geral.

Nesse contexto, o IHFA (Índice de Hedge Funds Anbima), o qual pode ser considerado uma proxy para o desempenho da indústria multimercado, teve performance de 0,10%, com destaque para a performance negativa da categoria Macro, que representa cerca de 80% do índice. Na ponta contrária, assim como em outubro, ressaltaram-se positivamente os fundos da classe Long & Short Direcional, mantendo uma exposição comprada na Bolsa brasileira, a fim de capturar o movimento de crescimento de lucro das empresas e redução de capacidade ociosa da economia, por meio de diferentes histórias microeconômicas.

De forma geral, os gestores apontam a Bolsa como o ativo brasileiro com perspectivas mais favoráveis, sobretudo o investimento em empresas ligadas a setores domésticos, como bancos e varejo. No mês, na classe de ações, os fundos Small Caps tiveram a melhor performance, de 4,82% contra 2,38% do Ibovespa.

Por fim, o aumento da confiança dos empresários levou ao destravamento de planos de investimento e sinalizações de novas emissões corporativas, trazendo perspectivas de mais oferta para fundos de crédito privado no final desse ano e início de 2019.

Fonte: ECONOMÁTICA/XP.

Fundos Macro

Performance neutra dos fundos macro no mês.

Em dezembro, assim como o IHFA, os fundos macro tiveram uma performance praticamente neutra, de 0,07%, num quadro em que prevalece o modo “otimismo cauteloso”, diante das perspectivas favoráveis pro cenário local e adversas no internacional.

Jerome Powell suaviza piora das condições financeiras em conferência após reunião do FOMC

A reunião do FOMC no dia 19 de dezembro decidiu elevar em 25 bps o fed funds rate, e o discurso do presidente do Fed, não tão dovish quanto esperado pelos investidores, levou a uma reação negativa dos mercados.

Inflação local passa por descompressão consistente.

Fatores como a queda expressiva recente do petróleo e a bandeira tarifária verde na conta de luz favoreceram a inflação de curto prazo, resultando no fechamento da curva de juros nominais no mês, ativo que foi destaque para fundos macro com posições aplicadas. 

Fundos de Crédito

Expectativa de aumento do número de ofertas primárias.

Dado o momento de otimismo com as condições de mercado após as eleições, já se veem sinalizações de bancos coordenadores de ofertas públicas para o aumento do número de emissões corporativas.

Demanda elevada por ativos de crédito privado.

Assim como nos últimos meses, o fluxo de captação para fundos de crédito privado manteve-se elevado, assim como a demanda por ativos dessa classe.

Taxas comprimidas para ativos de crédito reduzem o carrego dos fundos.

Por um lado, a redução das taxas traz ganhos de capital para ativos encarteirados pelos fundos. Por outro, reduz o carrego.

Fundos de Ações

Foco em temas domésticos.

As principais apostas seguem nas empresas ligadas a setores domésticos, como bancos e consumo cíclico, com maior potencial de se beneficiar de crescimento de atividade e alavancagem operacional.

Destaque positivo para performance de fundos com gestão ativa.

Apesar da queda de -1,18% do Ibovespa em dezembro, os fundos da categoria Ações Small Caps tiveram performance de +3,32%, liderando a rentabilidade das categorias da classe, seguido pelos fundos de Valor / Crescimento, com +2,19%.

Fluxo contido do investidor estrangeiro para a Bolsa brasileira.

O investidor estrangeiro continua cauteloso quanto ao investimento na Bolsa brasileira, à espera de sinalizações positivas no processo de transição no governo.

Captação Líquida da Indústria

A indústria apresentou captação líquida negativa no mês, na ordem de R$16 bilhões. A categoria Renda Fixa foi o principal destaque negativo do mês, com saques líquidos de R$13 bilhões, concentrados em fundos com elevado patrimônio de grandes bancos. Além disso, alguns Multimercados exclusivos e outros de gestoras emblemáticas vem sofrendo com resgates. Por outro lado, as categorias Previdência e Ações foram as únicas com captação líquida positiva no período. No ano, os multimercados seguem se destacando, com fluxo positivo de R$ 34 bilhões.

Fonte: ANBIMA.

Radar do Mercado

A asset, fundada por ex-gestores do Safra Asset Management, Augusto Vieira e Daniel Salomão, iniciou a distribuição de seus produtos. A casa possui foco na estratégia Long & Short e seus produtos carregaram o histórico da antiga gestora.
A célula de renda variável da gestora passou por uma reformulação com a saída de Daniel Saraiva (ex-gestor do Long & Short) e chegada de Gilberto Nagai, ex-gestor de renda variável na Itaú Asset. Gilberto será responsável pelos mandatos Long Only e pelos analistas, enquanto  Frederico Tralli fica como gestor do BNP Action, além de assumir o Long Short.
O CA Indosuez Vitesse fechou para novas aplicações no dia 16/11, ao atingir o patrimônio de R$3 bilhões. Não há uma data definida para reabertura.
A gestora comunicou a reabertura do DLM Hedge Conservador II no dia 06/12. O fundo permanecerá aberto até o dia seguinte em que seu patrimônio líquido atingir R$1,8 bi. No fechamento de novembro, o fundo apresentava PL de R$1,4 bi.
O gestor do Icatu Vanguarda Macro, Dan Kawa, desligou-se da gestora em novembro. Dan estava na gestora desde 2015 e era responsável pela gestão do fundo Macro desde 2016.
O BNDES escolheu a JGP para gerir seu novo FIDC de debêntures de infraestrutura, através de um processo seletivo público, que contou com a participação de 8 casas. A expectativa é que o FIDC seja lançado no segundo semestre de 2019, com um PL de, aproximadamente, R$500 milhões.
A gestora comunicou a reabertura do Kinea Atlas por tempo limitado. O fundo multimercado apresenta gestão dinâmica, utilizando uma abordagem macro e micro nos mercados de renda variável, câmbio, juros, inflação e volatilidade.
A gestora multimercado macro completou 6 meses de histórico no fechamento de novembro. O fundo SAGMO Global Macro, única estratégia da asset, fechou o período com rentabilidade de 159% do CDI, com grande parte dos ganhos provenientes de ativos no exterior, uma das principais características da casa.
Conforme comunicado anteriormente, a gestora abriu seu principal produto, Sparta Top, para novas aplicações no dia 28/11. A abertura pontual de um dia permitiu a captação de R$421 milhões. Não há data definida para uma futura reabertura.
Em dezembro, a gestora passará a distribuir mais um fundo da família Crédito Estruturado. O XP Crédito Estruturado 15 aloca nas estratégias de Middle Market, Corporate e Project Finance e apresenta um caixa mais elevado, permitindo que o produto tenha maior liquidez (D+15).

Evolução de Patrimônio e Número de Contas

Em novembro, a indústria de fundos apresentou evolução marginal de 0,21% em ativos sob gestão, acumulando +10,04% no ano. Em termos de número de contas, observamos um crescimento mais expressivo no mês, de 0,49%, e 10,47% no ano.

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem. No número de contas, o valor pode estar subestimado, dado que alguns administradores não contabilizam cotistas via distribuição por conta e ordem.

Ranking de Gestores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem. No número de contas, o valor pode estar subestimado, dado que alguns administradores não contabilizam cotistas via distribuição por conta e ordem.

Ranking de Administradores

Captação Líquida da Indústria

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foi considerado a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foi considerado a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.

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