Relatório Mensal – Fundos e Previdência – Abril/2019

Panorama Mensal O quadro de otimismo generalizado entre os investidores foi posto à prova ao longo de março, diante das incertezas acerca da tramitação da Reforma da Previdência e da capacidade de articulação do Governo, com reflexo negativo no humor do mercado. Apesar das expectativas positivas para o longo prazo do país permanecerem, o aumento […]


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Panorama Mensal

O quadro de otimismo generalizado entre os investidores foi posto à prova ao longo de março, diante das incertezas acerca da tramitação da Reforma da Previdência e da capacidade de articulação do Governo, com reflexo negativo no humor do mercado. Apesar das expectativas positivas para o longo prazo do país permanecerem, o aumento do padrão de volatilidade dos ativos de risco já era esperado por boa parte dos gestores e se materializou.

Em março, o índice de fundos Multimercados da Anbima (IHFA) teve retorno de -0,20%, seguindo a rentabilidade levemente negativa do mês anterior. A atribuição de performance teve como destaques negativos fundos de estratégia macro e fundos de ações long biased. Na ponta positiva, figuraram os fundos que investem em ações globais e as estratégias quantitativas, parte pouco representativa do índice.

Na Bolsa, os fundos de ações encerraram o mês no campo negativo, seguindo o comportamento do Ibovespa (-0,18%), com maiores perdas vindas dos setores financeiro e de consumo discricionário, de uma forma geral.

Na indústria de crédito privado, o principal acontecimento do mês foi a criação, por parte da CVM, da categoria de fundos de infraestrutura, agora regrados na ICVM 555. A medida flexibiliza a formação de carteira dos produtos e a expectativa dos gestores é que a capacidade das estratégias aumente, possibilitando eventuais novas captações.

Fonte: ECONOMATICA/XP

Fundos Macro

Gestores destacam mudanças nas perspectivas de política monetária global.

Diante dos sinais crescentes de desaceleração da atividade global, Bancos Centrais no mundo reagiram, alterando as perspectivas quanto ao ciclo de liquidez global.

Copom decide pela manutenção da Selic em 6,50% a.a. e gestores esperam cortes adicionais.

Em pesquisa realizada pelo time de fundos da XP com 30 gestores macro durante o último Copom, um terço dos consultados disse esperar cortes adicionais na Selic até o final do ano.

Aumento da volatilidade dos ativos locais era esperado, levando à redução de risco nas carteiras. Com o aumento dos ruídos políticos que cercam a Reforma da Previdência, os gestores reduziram o risco dos portfólios na parcela local, de forma geral.

Fundos de Crédito

Quadro de compressão de taxas e alongamento de prazos persiste entre as emissões primárias.

Principalmente entre as emissões corporativas, as condições de mercado e o balanço de oferta e demanda mantiveram o ambiente de taxas comprimidas no mercado de crédito privado, dificultando a alocação dos gestores.

Gestores veem mais oportunidades de curto prazo nas emissões bancárias.

Com o quadro de redução de prêmios e dilatamento de prazos nas debêntures, muitos gestores têm focado em ativos de instituições financeiras.

A categoria dos fundos de infraestrutura (FI-Infra) foi criada pela CVM.

A medida adotada pela CVM flexibiliza a formação de carteira desses produtos. Os gestores avaliaram a ação de forma otimista, principalmente pela maior liberdade para investimento em empresas de capital fechado.

Fundos de Ações

Fundos seguem volatilidade elevada do Ibovespa e fecham o mês no campo negativa, em geral.

Os fundos de estratégia long only fecharam o mês no campo negativo de forma geral, em linha com o Ibovespa (-0,18%). Por outro lado, alguns veículos de ações long biased conseguiram se proteger da queda, com retorno positivo.

Apesar de quedas da Bolsa em fevereiro e março, otimismo entre os gestores para o mercado de ações é generalizado.

As perspectivas de longo prazo para ações brasileiras são bastante favoráveis entre os gestores. Porém, diante dos ruídos de curto prazo, alguns gestores têm aumentado o nível de caixa dos fundos para proteger os portfólios.

Captação no varejo para fundos de ações desacelera. Após a queda do Ibovespa em fevereiro e março, a captação no varejo para FIAs, que vinha em forte ritmo no final de 2018 e início deste ano, recuou marginalmente.

Fundos Internacionais

Queda das taxas de juros globais favorecem ativos de risco.

Mercado acionário americano mantém terceiro mês seguido de alta.

No mês marcado pela inversão da curva de juros nos EUA, a queda das taxas no âmbito global favoreceu os ativos de mais risco, como global equities e high yield.

Apesar de dados econômicos sem grandes alterações significativas, a alteração da percepção do mercado com o novo posicionamento do Fed tem favorecido o mercado de ações.

Gestoras internacionais têm aumentado o interesse na criação de feeder funds no Brasil.

Após um ano de 2018 conturbado para a indústria internacional de forma geral, as gestoras têm buscado a criação de novos feeders locais neste ano, os quais acessam as estratégias globais.

Captação Líquida da Indústria

A indústria apresentou captação líquida positiva em março, na ordem de R$ 7,3 bilhões, em ritmo levemente inferior ao do mês de fevereiro. Os destaques positivos ficaram por conta das classes de Previdência e Multimercados, que registraram entradas líquidas em torno de R$ 2,9 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente, ambas sendo bastante reduzidos em relação ao mês anterior. No ano, os veículos que mais captam são os fundos multimercados, com maiores volumes na categoria multimercados livre.

Fonte: ANBIMA/ECONOMATICA

Evolução de Patrimônio Líquido

No fechamento de março, a indústria de fundos atingiu o patamar dos R$ 4,50 trilhões em ativos sob gestão, o que representa um crescimento acumulado de 7,1% em 2019.

Fonte: ANBIMA/ECONOMATICA

Radar do Mercado

A CVM criou a categoria de fundos de investimento em infraestrutura (FI-Infra), que passam a ser regrados na ICVM 555. A medida flexibiliza a formação de carteira desses fundos, estimulando a criação e a captação de recursos.
A gestora comunicou uma mudança em seu quadro de profissionais. Albano Franco, Head de Crédito da asset, decidiu deixar o grupo para se dedicar a outros projetos profissionais.
A empresa anunciou a saída de Subhojit Daripa, sócio e analista de equities, membro da gestora desde 2015. Daripa tem 20 anos de experiência em análise de ações.
Completaram 6 meses de histórico 5 fundos da família Trend de fundos indexados da XP Asset: Trend Ibovespa, Trend Dólar, Trend Pré, Trend Inflação e Trend Bolsa Americana, além de um veículo da família Selection, o Selection Multimercado Plus.
A Safari lançou seu veículo previdenciário, o Safari SulAmérica Prev. O fundo poderá investir até 70% do patrimônio líquido em ações, seguindo a estratégia long biased da gestora.
A empresa anunciou uma mudança em sua estrutura, com a saída de Ricardo Colin, até então head de gestão. A gestão dos fundos de crédito segue inalterada, continuando a cargo de André Fadul e equipe de analistas.
A gestora comunicou a saída de Roberto Benisti, membro do Comitê Executivo e Portfolio Manager de macro/renda fixa da ARX. Com a mudança, Eduardo Baczynski assumirá a gestão do portfólio.
O fundo previdenciário da gestora, Truxt Macro Icatu Prev, completou 6 meses de histórico em março.

Aberturas, Fechamentos e Lançamentos

Ranking de Gestores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem. No número de contas, o valor pode estar subestimado, dado que alguns administradores não contabilizam cotistas via distribuição por conta e ordem.

Ranking de Administradores

Fonte: ECONOMÁTICA/XP. No cálculo do patrimônio, foram excluídos fundos de cotas, com o objetivo de evitar dupla contagem. No número de contas, o valor pode estar subestimado, dado que alguns administradores não contabilizam cotistas via distribuição por conta e ordem.

Performance da Indústria

Na comparação de performance em 12 meses das principais categorias Anbima, os fundos de Ações Valor / Crescimento apresentam retorno bastante superior ao do Ibovespa, com destaque para a gestão ativa dos produtos. Na ponta contrária, figuram os multimercado macro, impactados mais recentemente nos meses de fevereiro e março, o que acabou afetando negativamente o IHFA.

Fonte: ANBIMA
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 12 meses > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 29/03/2019.
Fonte: ECONOMÁTICA/XP. Foram considerados apenas fundos com PL médio em 12 meses > R$ 100 milhões e n° de cotistas > 99. Em Ações, foram excluídas as categorias Ações Setoriais, Ações FMP-FGTS e Fundos de Monoação. Em Crédito Privado, foram considerados apenas fundos com volatilidade 12 meses de até 1%. * Calculado até 29/03/2019.

Captação Líquida da Indústria – Fundos

Fonte: ECONOMATICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.
Fonte: ECONOMATICA/XP. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas à instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas.

Captação Líquida da Indústria – Previdência

Fonte: ECONOMATICA/XP/FenaPrevi. Foi considerada a captação líquida total de todos os fundos, de assets independentes ou ligadas a instituições financeiras, das respectivas categorias, excluindo-se fundo de cotas. * Referente a fev/19.
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