O que os gestores macro esperam para o Copom nesta quarta-feira

Confira um resumo das expectativas de gestores, após levantamento feito pelo time da Plataforma de Fundos da XP

access_time 18/03/2020 - 00:31
format_align_left 3 minutos de leitura

A propagação do coronavírus no mundo trouxe sérios efeitos negativos para a atividade econômica global. Para conter o impacto recessivo, diversos bancos centrais ao redor do planeta têm implementado medidas estimulativas, incluindo, entre outras ações, o estímulo monetário via redução das taxas de juros. À frente desse movimento, está o banco central americano (Fed), que realizou dois cortes extraordiários do juro nos EUA, ao longo das últimas duas semanas, trazendo a taxa ao patamar próximo de zero.

Nesse contexto, aumentam as expectativas de que a taxa de juros no Brasil seja cortada. Nesta quarta-feira 18, acontece a segunda reunião do Copom de 2020, em que os diretores do banco central brasileiro discutem o rumo da política monetária no país. Desde o último encontro, no dia 5 de fevereiro, o balanço de riscos para a economia local mudou consideravelmente.

O ambiente de incertezas elevadas e alta volatilidade nos mercados – uma verdadeira montanha-russa – dificulta o trabalho do gestor de estratégia Macro na elaboração de cenários macroeconômicos. A cada dia, com o fluxo de novas informações no mundo, os cenários são “calibrados”. Ainda assim, ao longo dessa terça-feira 16, realizamos uma consulta aos gestores Macro da plataforma XP, a fim de coletar suas expectativas de mercado e projeções dos principais indicadores econômicos, às vésperas do Copom. Confira a seguir o resumo.

Expectativa unânime de corte dos juros

Todos os gestores esperam o corte do juro básico nesta reunião e a magnitude esperada varia entre 0,25 a 1,00 ponto-percentual. Ao longo dos últimos dias, o BC brasileiro foi bastante pressionado para uma redução emergencial da taxa Selic, e o movimento nesta quarta, ao que tudo indica, deve confirmar a redução.

Quanto à projeção da taxa Selic ao final do ano, as expectativas variam de 3,75% até o (incrível) patamar de 2,00%. Desde a última reunião, em fevereiro, a mediana das projeções caiu de 4,25% para 3,25%.

Projeções pessimistas para a atividade econômica

As medidas adotadas não só no Brasil mas ao redor do planeta, a fim de conter a propagação do coronavírus, têm impacto direto e negativo sobre a atividade econômica. As projeções para o crescimento do PIB brasileiro em 2020 têm sido revisadas para baixo: desde fevereiro, a mediana dos dados dos gestores caiu de 2,40% para 0,80%, uma redução expressiva. Há inclusive gestores que já esperam uma contração econômica, com variação negativa para o PIB em 2020.

Câmbio em novo patamar

Desde a última reunião do Copom, as projeções para o patamar do câmbio ao final de 2020 também mudaram de forma expressiva, um reflexo do que vem acontecendo no mundo e da queda dos juros no Brasil: a mediana das expectativas do gestores saiu de 4,18 para 4,80, com valores máximos projetados chegando a R$ 5,25.

Portfólios com nível de risco reduzido

Como já vínhamos comentando em outras pesquisas realizadas com gestores, a volatilidade extremamente elevada nos mercados levou a um movimento generalizado de redução de posições de risco nos fundos. O que vinha sendo uma posição consensual entre os gestores, a compra de Bolsa brasileira, hoje está presente em menor escala e a posição mais comum é dada pela aposta a favor da queda dos juros no Brasil.

Confira o quadro comparativo das projeções para os indicadores em 2020:

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