O que os gestores de fundos Macro esperam para o Copom de junho

Confira um resumo das expectativas de gestores, após levantamento feito pelo time da Plataforma de Fundos da XP


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Nesta quarta-feira, dia 17, acontece a quarta reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2020.

No período da crise atual, um dos fatores que mais influenciaram o nível de preços dos ativos de risco foram os estímulos monetários efetuados pelos bancos centrais ao redor do mundo – “bombas” de liquidez foram injetadas nas economias, a fim de conter a recessão profunda.

Nesse sentido, a taxa Selic passou por um movimento de queda: após a redução de 0,25 ponto percentual em fevereiro, os diretores do Banco Central do Brasil reduziram os juros básicos em 0,50 e 0,75 ponto percentual nas reuniões de março e maio – e a expectativa é de que haja nova queda em junho.

Ao longo da terça-feira 16, a equipe de fundos de investimento da XP realizou consulta aos gestores de estratégia multimercado macro da plataforma, a fim de coletar expectativas quanto ao Copom, projeções para os principais indicadores econômicos e posicionamento dos fundos no mercado local. Foram consultadas 28 gestoras, confira os resultados a seguir:

Mais uma vez, expectativa unânime de corte da Selic

Assim como nos meses de março e abril, a unanimidade dos gestores espera o corte adicional da taxa básica de juros nesta quarta-feira, no nível de 0,75 ponto percentual para a maioria – movimento que já havia sido sinalizado pelo Banco Central na última reunião do Copom.

Em relação ao nível da taxa Selic ao final do ano, a mediana das projeções figurou em 2,00%, com valores variando entre 0% e 2,25%.

Dispersão elevada para a projeção do PIB

Estimar o tamanho do choque econômico resultante da crise tem sido uma tarefa árdua para os economistas – com tanta incerteza devida à imprevisibilidade da crise sanitária no mundo, somado à crise política no Brasil, que afeta os índices de confiança empresarial, as projeções da atividade têm oscilado bastante.

Entre os gestores, as projeções para a atividade brasileira em 2020 variam entre -10% e -5%, com mediana das estimativas em -7%.

Alívio marginal para o câmbio

Depois de meses de forte depreciação da moeda local, o que refletiu em projeções crescentes para o patamar do dólar ao final do ano, a mediana das expectativas caiu de R$ 5,30 para R$ 5,10, em linha com alívio marginal tido pelo real no mês de junho. Por outro lado, as opiniões gerais são de que a vulnerabilidade fiscal do país, somada ao patamar de juro baixo são fatores que contribuem para a condição depreciada da moeda.

Aumento gradual de risco nos fundos

Desde o mês de abril, os fundos vêm aumentando gradativamente o nível de risco dos portfólios na média, em linha com a normalização do regime de volatilidade do mercado. As posições mais comuns entre os portfólios seguem como as apostas a favor da queda dos juros locais, seja atrelado a taxas prefixadas ou à inflação, com diferentes vencimentos – curtos e longos. No mercado de câmbio, os gestores têm priorizado operações táticas e, na parcela de renda variável, voltam a aparecer posições levemente compradas em bolsa brasileira.

Confira o quadro comparativo das projeções para os indicadores ao final de 2020, com base nas reuniões do Copom em abril e junho:

Fonte: XP Investimentos
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