O que é um fundo Long & Short?

Esta semana abrimos espaço para uma das nossas gestoras da plataforma, a Apex, para falar sobre fundos Long & Short.


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Por Jonatas Castro, sócio e head de RI da Apex Capital

Uma das mais conhecidas máximas no mundo das finanças é: “não existe almoço grátis” e essa é uma das formas mais fáceis de ensinar outros assuntos importantes no mundo dos investimentos como a relação entre “risco e retorno”, por exemplo.  Entretanto, durante a jornada de um investidor iniciante, em algum momento ele se deparara com o conceito de diversificação e, como muitos já dizem por aí, a diversificação faz cair por terra a grande máxima do “almoço grátis”.

Na teoria você pode adicionar um ativo mais arriscado na sua carteira aumentando o retorno esperado e diminuindo o risco ao mesmo tempo. Não vou entrar nos detalhes dessa operação, mas a construção de um portfólio com ativos descorrelacionados (além de considerar outros fatores como risco e retorno esperado) pode de fato levar a uma carteira mais eficiente.

Sendo assim, de forma simplista, como o objetivo do investidor é sempre maximizar o retorno minimizando o risco, encontrar bons ativos descorrelacionados está entre as tarefas mais importantes do dia a dia de um investidor, seja ele profissional ou amador.

É difícil encontrar fundos que entreguem bons resultados em um ambiente de alta de juros ou queda da bolsa por exemplo, mas existe um grupo específico de fundos multimercados que não dependem da queda de juros ou alta na bolsa para entregar ótimos retornos ajustados ao risco.

Os fundos Long & Short

Imagine que um gestor acompanhe duas ações, “X” e “Y”. A ação X é de uma empresa com excelente management, crescimento de lucros consistentes e tem surfado uma expansão de múltiplos pela qualidade, previsibilidade e crescimento, além de pertencer a um setor que se beneficia do ambiente macro no médio prazo. Por outro lado, temos a ação Y. A ação é do mesmo setor da X, não tem a mesma qualidade, mas também tem aproveitado a onda favorável para o segmento. Se o mercado começar a ficar mais negativo para o setor e as ações começarem a cair, qual ação deveria cair mais? Neste exemplo fica claro que os investidores deveriam preferir vender a ação Y em detrimento da X.

Assim, fundos “Long & Short” podem montar uma operação comprada na ação X e vendida na ação Y com a expectativa de que – se o mercado subir, a ação X deve subir mais do que a Y e se o mercado cair a ação Y deve cair mais do que a X. Note que, se tudo der certo, o investidor ganha no mercado de alta (se a ação X subir mais do que a Y) e no mercado de baixa (se a ação Y cair mais do que a ação X).

Podemos chamar a operação acima de “par”, que é bastante comum no mundo dos gestores de L&S. Os pares podem ser entre empresas do mesmo setor, setores diferentes ou até mesmo em ações da mesma empresa (como ON vs PN), mas esse não é o único tipo de operação que os gestores costumam implementar em seus portfolios. Outra operação comum é “Carteira Long vs Carteira Short”, na qual o gestor escolhe as ações que ele mais gosta na ponta comprada, com a convicção de que essa carteira performará melhor do que o mercado, e monta uma carteira vendida com as ações que ele acredita que performarão pior do que o mercado. Também é comum encontrar gestores que montam uma carteira de ações comprada contra o “índice Ibovespa” na ponta vendida, mas a maioria dos fundos usa uma combinação das 3 estratégias mencionadas (Pares, Carteira contra Carteira e Carteira contra Índice) e alguns deles ainda mantêm uma posição direcional líquida comprada ou eventualmente vendida.

Normalmente os fundos que historicamente mantêm uma exposição líquida acima de um certo nível são chamados de “Long & Short Direcional” e os fundos que mantêm uma exposição líquida próxima de zero (financeiro ou beta) são chamados de “Long & Short Neutro”. Os fundos direcionais têm um pouco mais de liberdade, pois além de todas as estratégias já descritas anteriormente eles ainda podem complementar a geração de alpha com um movimento direcional de bolsa (inclusive de queda), “market timing” ou simplesmente se beneficiar com um movimento de tendência mais claro.

Outra questão importante para essa classe de fundos é o “capacity” ou seja, qual é patrimônio máximo que a o fundo pode alcançar sem que esse volume prejudique a estratégia de gestão. Infelizmente a liquidez dos ativos no Brasil não permite que tenhamos fundos L&S muito grandes e por isso são poucas as opções de bons fundos abertos.  

Como vimos no exemplo das ações X contra Y, os fundos “Long & Short” deveriam ter uma performance independente dos movimentos de mercado, pois apostam em arbitragens entre papeis na segurança de que a análise de qualidade é capaz de “separar o joio do trigo”. Sendo assim, sempre deve existir espaço para fundos dessa categoria no portfólio de qualquer investidor, pois é uma das poucas classes de fundos que, se escolhidos de forma correta, vão adicionar um retorno esperado importante e ao mesmo tempo reduzir o risco da carteira. Em um mercado de alta, as ações compradas deveriam subir mais do que as ações vendidas e em um mercado de baixa, embora todas as ações da carteira sofram, as ações vendidas deveriam cair mais, protegendo o portfólio de perdas expressivas.

Apex Capital

A Apex Capital é uma gestora Brasileira especializada em fundos de renda variável em seu décimo ano de operação. Sob a liderança de Fabio Spinola, socio-fundador e CIO, a empresa foi uma das pioneiras na gestão de fundos Long & Short no Brasil.

Com mais de R$10bi sob gestão a empresa também é referência na gestão de fundos de ações Long Biased e Long Only e está entre as 10 maiores gestoras independentes de renda variável do país.

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