Fundos de Crédito High Yield: 5 razões para investir

Um bom momento para fundos de crédito high yield


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Pela definição, um fundo high yield é aquele que possui em seu portfólio, títulos que possuem um maior risco de crédito. O risco de crédito está relacionado à probabilidade de o detentor desse título não receber o principal em seu vencimento. Por possuir um maior risco, os títulos high yield costuma ter um spread de crédito maior, ou seja, é maior o prêmio recebido acima do CDI.

Por mais estranho que possa parecer, com o agravamento da pandemia do coronavírus nos últimos meses, os fundos de crédito privado que mais sofreram foram os high grade, ou seja, aqueles que possuem papéis com um menor risco de crédito. Já os fundos high yield, tiveram um desempenho melhor, com menos volatilidade nas cotas. A tabela abaixo mostra o retorno médio de fundos da indústria que publicamos em nosso Panorama Mensal de Fundos.

A preocupação dos investidores é o quanto os fundos de crédito high yield podem sofrer a partir de agora. Essa preocupação é justa, porém vemos motivos para acreditar que essa classe continuará performando bem, mesmo com os grandes desafios para as empresas durante a atual crise.

Mas antes vale a pena relembrar as peculiaridades de cada estratégia high yield.

Uma classe, várias estratégias

Colocar os fundos high yield em uma única categoria é bastante complexo pois o universo de investimento de cada um deles pode ser bem diverso. Existem fundos que investem em debêntures e letras financeiras de empresas e bancos com baixas notas de risco. Alguns compram títulos de dívida emitidos no exterior que, mesmo sendo de grandes empresas, possuem uma volatilidade maior devido ao mercado secundário mais líquido lá fora. Outros fundos investem em cotas de FIDCs, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Os direitos creditórios que compõem a carteira de um FIDC, são provenientes dos créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques e outros. Há ainda aqueles fundos que fazem operações de empréstimo diretamente com as empresas.

Apesar de diferentes, todas essas estratégias possuem boas perspectivas, olhando os próximos meses. Por isso, enumeramos os 5 principais pontos que corroboram nosso otimismo.

Porque o momento é bom para os fundos high yield

1. Maiores oportunidades na originação de ativos

No atual momento de queda significativa da atividade econômica, muitas empresas estão tendo dificuldade de tomar novos empréstimos ou rolar suas dívidas. E isso é mais relevante para as pequenas e médias empresas. Notícia recente do Valor mostrou que apesar da concessão de crédito pelos bancos ter aumentado, as grandes empresas ficaram com uma fatia desses novos empréstimos três vezes maior do que as micro, pequenas e médias empresas (link notícia).

Com o acesso a bancos mais difícil, essas empresas acabam procurando os fundos atrás de recursos, o que dá aos gestores uma boa margem para negociar melhores taxas, prazos e garantias.

2. Spreads mais altos do que antes da crise

Infelizmente não temos um índice que mostre o comportamento dos spreads de crédito high yield diariamente como o Idex-CDI da JGP, índice composto por papéis atrelados ao CDI com um viés mais high grade. Olhando a evolução do Idex ao longo do ano, vemos as taxas de debêntures atingiram patamares próximos a CDI + 5% ao ano no pico da crise. Assim, podemos imaginar que os spreads dos títulos mais arriscados seguiram essa mesma tendência, mas com um prêmio ainda maior.

Fonte: JGP

3. Garantias e proteções

Uma boa parte dos ativos de crédito high yield são estruturados de uma maneira que oferece uma proteção adicional ao investidor.

No caso dos FIDCs existe a chamada subordinação já que o fundo emite diferentes classes de cotas, com níveis distintos de senioridade, em que os investidores externos adquirem cotas sêniores, com prioridade no pagamento, e o gestor/consultor de crédito fica com a cota subordinada, que é a primeira a ser impactada pelos atrasos/perdas da carteira de crédito.

Desse modo, quanto maior a subordinação, maior a segurança para os investidores. A subordinação cumpre ainda um papel de alinhamento de interesses do gestor com o resultado do fundo, uma vez que quanto menor a perda, maior será o seu ganho.

No caso do crédito estruturado em que o fundo fecha operações diretamente com as empresas existem garantias reais que, no caso de inadimplência do devedor, serão executadas, vendidas e o dinheiro retornado ao fundo. Essas garantias são avaliadas a valores acima do que foi emprestado. Isso garante um maior alinhamento com o devedor que fará de tudo para pagar o empréstimo e não precisar entregar um bem com um valor muito maior do a dívida.

4. Fundos high yield comprando papéis high grade

Com as altas taxas que os papéis de baixo risco atingiram no auge da crise, muitos gestores de fundos high yield declararam estarem comprando esses títulos em seus portfólios. Como alguns gestores comentaram, o mercado deu a oportunidade de se comprar papéis high grade com taxa de high yield.

Essa diversificação reduz o risco de crédito médio das carteiras como um todo sem diminuição nas rentabilidades futuras.

5. Gestores estão animados

Mensalmente publicamos um compilado de comentários dos gestores dos fundos da plataforma XP. Os gestores de fundos de crédito high yield se mostraram bastante animados no fim do mês de julho, tanto com os retornos recentes quanto com as perspectivas para os próximos meses.

Confira aqui, na seção de fundos de renda fixa, os comentários dos gestores que possuem estratégias high yield de casas como Augme, Canvas, Empírica, Polo, SRM, Solis, Valora e XP Asset.

A importância da gestão profissional e de um maior prazo de resgate

Ao investir na classe de crédito high yield é importante ter clara a complexidade das operações envolvidas e dos riscos que estão sendo corridos.

A gestão profissional e experiente faz grande diferença. Para fundos de crédito estruturado que envolvem operações com garantias reais é importante ter pessoas experientes para analisar o valor das garantias e conseguir executar e vender no caso de inadimplência por parte do devedor. A família de fundos de crédito estruturado XPCE, por exemplo, possui equipes focadas em cada uma das estratégias: renda fixa, crédito estruturado, imobiliário e infraestrutura. No total, são 25 pessoas envolvidas na gestão e análise das estratégias de crédito estruturado da XP Asset.

Outro ponto importante é um prazo de resgate adequado para dar tranquilidade ao gestor. Se um fundo tiver que executar um imóvel no caso de inadimplência, por exemplo, é necessário tempo para vender o imóvel com um preço correto, sem trazer prejuízos ao fundo. Para reforçar esse ponto, o gestor dos fundos XPCE Fausto Filho, comentou em vídeo conferência com assessores que o prazo de resgate maior foi o principal motivo da família de fundos da XP Asset ter sido uma das mais resilientes da classe de crédito durante a crise.

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