Exploritas: por que o fundo cai em 2020 e o que esperar, segundo o gestor Daniel Delabio

Confira o resumo dos principais pontos abordados em video-conferência com o gestor Daniel Delabio, da Exploritas


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Em video-conferência com assessores na última terça-feira 17, Daniel Delabio, sócio fundador e gestor da Exploritas, teve a oportunidade de passar a visão de mercado da gestora e como isso tem se refletido na carteira do fundo Exploritas Alpha América Latina FIC FIM ao longo de 2020. O fundo em questão sofre bastante em 2020, o que tem levado muitos investidores a questionar os motivos desse desempenho tão fraco. Confira a seguir os principais pontos abordados pelo gestor.

O que houve com o fundo em 2020?

Antes de falarmos do retorno no ano, vale relembrar a estratégia do fundo: trata-se de um multimercado “Multiestratégia” agressivo com foco em Brasil e em alguns países da América Latina, contando com subestratégias de valor relativo em ações (“long short”), investimento em bonds (títulos privados negociados no exterior), moedas e operações em curva de juros futuros.

Apesar de não ser um fundo focado exclusivamente em ações, seu perfil de risco agressivo e as perdas acumuladas em diferentes subestratégias fazem com que seu retorno acumulado seja tão ruim quanto o do próprio Ibovespa. Até o dia 17 de março, o fundo caía 39% no ano, contra queda de 36% do índice.

Prejuízos dessa magnitude ocorreram porque desde a virada do ano a gestora vinha com uma visão bastante otimista para o mercado de ações como um todo, o que se era traduzido via uma exposição comprada em ações que saiu de pouco mais de 10% para próximo de 40% ao fim de fevereiro – o limite máximo do fundo. 

Com a visão de que a bolsa era o melhor instrumento para se aproveitar de continuidade de melhora no Brasil e região e aproveitando uma queda da bolsa em fevereiro que enxergavam como exagerada, mantiveram o percentual líquido comprado em ações (40%) ao longo de março, com proteções em outras estratégias que não funcionaram.

O grande erro de cenário da Exploritas, admite o gestor, foi subestimar a magnitude da crise causada pelo coronavírus. Além disso, a disputa entre Árabia Saudita e Rússia no mercado de petróleo trouxe efeitos agravantes para as perdas, pois a deterioração da cadeia de produção de petróleo nos EUA piorou o humor com ativos de crédito como um todo, prejudicando também a subestratégia de bonds do fundo.

Nesse período turbulento, a exposição comprada em ações, sobretudo no Brasil, foi o que mais machucou o fundo. Piorou ainda mais a situação o fato de posições que deveriam servir como um seguro (no mercado de juros) não terem funcionado nos piores dias de aversão a risco.

Foram rompidos os controles de risco do fundo?

Conforme mencionamos anteriormente, o fundo é um multimercado com perfil agressivo, com limites de risco mais flexíveis (amplos). Por esse motivo, mesmo com a forte magnitude da queda das cotas, os limites de risco do fundo não foram rompidos nem alterados. Com base nas duas métricas de risco utilizadas pelo fundo, o “VaR” (Value at Risk, ou “valor em risco”) e o “Stress” (“teste em cenário de estresse”), o fundo pode ter o tamanho de suas posições limitado, ou então ser forçado a reduzi-las, caso o limite superior das métricas seja atingido – mas não foi esse o caso.

O que esperar do fundo 

Hoje a gestora conserva a visão de que o cenário para o investimento em ações segue muito mais atrativo do que há algumas semanas e, com isso, mantém a exposição comprada na bolsa perto do limite máximo gerencial do fundo. Segundo o gestor, a economia brasileira deve voltar a expandir ainda neste ano, e o período atual de crise não traz perda de capacidade produtiva. Os eventos que aconteceram no mundo ao longo de março pioraram, de fato, o cenário, mas os preços das ações já refletem um quadro extremamente deteriorado, segundo Delábio.

Dessa forma, o fundo está posicionado para capturar uma eventual alta da bolsa (aproximadamente dois terços, considerando-se o “beta” da carteira), mas a projeção do período de recuperação de performance é bastante imprevisível. Dado o perfil multiestratégia do fundo, as contribuições (ou perdas) podem vir de diferentes vetores.

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