Entenda no detalhe as estratégias dos multimercados Macro e Long Short

Duas das estratégias mais comuns entre o grupo dos multimercados


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Fonte: Unsplash

O termo multimercado tem sido muito utilizado quando se fala em fundos de investimento – afinal, diante do nível atual de juros, os investidores tendem a procurar alternativas que, potencialmente, busquem maiores retornos nominais, e aí surgem os multimercados.

A definição mais intuitiva desse tipo de fundo vem de seu nome: são produtos que investem em “multi” “mercados”, ou, em outras palavras, são fundos que não apresentam o compromisso de investimento em um mercado específico, como renda fixa ou renda variável.

Por outro lado, apesar de ser mencionado de forma única e abrangente, os multimercados contemplam um conjunto de estratégias diversas, muitas vezes pouco comparáveis, de modo que colocar todos esses fundos em um mesmo grupo pode parecer confuso para os que querem entender o que de fato os multimercados fazem.

Nesta publicação, busco explicar mais detalhadamente duas das principais classificações dos multimercados e o que as pessoas por trás desses fundos fazem. Em uma segunda matéria, falaremos sobre os fundos multimercado quantitativo, multiestratégia e internacional.

Vale ressaltar que todas essas classificações também são aplicáveis aos multimercados previdenciários, sobretudo após mudanças recentes na regulação desses fundos, a favor da flexibilização dos mandatos. Com o tempo, esperamos ver cada vez mais as estratégias de previdência se equipararem aos fundos não previdenciários.


1) Macro

O fundo (multimercado) macro investe tipicamente nos mercados de taxas de juros, moedas, ações e commodities, tanto no Brasil, quanto, possivelmente, em diferentes regiões geográficas no mundo. A principal característica dessa estratégia é de ter as decisões de investimento baseadas em cenários macroeconômicos.

Assim, o trabalho do gestor e de seu time de traders e economistas é de estudar os ciclos econômicos de diferentes países para, então, prever como isso será refletido nos preços dos ativos financeiros. Por exemplo, para apostar na queda das taxas de juros no Brasil (por sinal, os gestores o fizeram bastante nos últimos 4 anos), é preciso analisar as expectativas de crescimento do PIB brasileiro, o comportamento futuro da inflação, a comunicação do Banco Central e diferentes outros componentes da economia local e, também, global.

Esse é o tipo de fundo mais comum entre os multimercados, assim como os mais representativos no Índice de Multimercados da Anbima (IHFA). É o caso do Verde FIC FIM, um dos multimercados mais emblemáticos da indústria, ou ainda dos gigantes Adam Macro e SPX Nimitz. Na Plataforma XP, temos dezenas de fundos macro na plateleira.

2) Long & Short

A princípio pode haver dúvida de por que essa categoria está no “bolo” dos multimercados – afinal, o fundo long & short, ou simplesmente long short, é uma estratégia que investe em ações. Por outro lado, sua peculiaridade pode ser derivada de seu nome: a estratégia apresenta tanto posições compradas (“long”) quanto vendidas (“short”). Quando a parcela da compra se iguala à parcela da venda, dizemos que se trata de um fundo long short neutro.

É uma estratégia que busca o valor relativo entre empresas. Por exemplo (de maneira bem simplificada), sejam as empresas A e B, as quais possuem parte de suas receitas atreladas ao dólar. Se o gestor do fundo long short, embasado por sua equipe de analistas de empresas, acredita que A tem uma qualidade de gestão e eficiência operacional superior a B, mas não tem opinião formada sobre a direção do dólar, ele pode montar uma posição comprada em A e, na mesma proporção, vendida em B, de forma que seja beneficiado pelo maior valor de A relativo a B, caso as análises de sua equipe venham a se concretizar.

Esse tipo de fundo long short é neutro em relação à direção da Bolsa – se todas as empresas do portfólio se valorizarem, não necessariamente ele vai render positivo. Dessa forma, seria incoerente compará-lo com os fundos tradicionais de renda variável, ou então com o Ibovespa. Para a maioria dos casos, se não todos, o índice de referência da estratégia é o CDI.

Por fim, a presença de posições compradas e vendidas leva à redução de fatores de risco em comum entre empresas, de forma que os fundos long short costumam oscilar bem menos do que os fundos de ações.

Confira a lista dos multimercados do nosso Top 50 de fundos e Top 25 de previdência.

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