As vantagens da gestão ativa em ações globais: fundo do Morgan Stanley completa 6 meses com quase 50% de retorno

Conheça o MS Global Opportunities, fundo de ações globais que completou 6 meses com um retorno de quase 50%


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No dia 8 de maio o fundo MS Global Opportunities completou 6 meses na plataforma com um ótimo retorno de 47,7% no período. Para entender um pouco mais sobre a estratégia, conversamos com Victor Arakaki, representante da Morgan Stanley no Brasil. Além de Arakaki, o estrategista de ações globais da XP, Guilherme Giserman, também participou da conversa e contou sua visão para o mercado de bolsa internacional.

O fundo MS Global Opportunities Advisory 

Com gestão do Morgan Stanley, o fundo investe em ações globais de empresas de alta qualidade, em mercados desenvolvidos e emergentes. Segundo Arakaki, a qualidade que a equipe de gestão busca nas empresas é uma combinação de 5 fatores: (1) Vantagens Competitivas, (2) Crescimento, (3) Solidez Financeira, (4) Mudança Disruptiva e (5) fatores ESG (ambientais, sociais e de governança). A seleção de ações é bottom-up através de uma análise fundamentalista rigorosa e a estratégia lá fora vem dando um retorno de 9% ao ano acima do índice nos últimos 12 anos.

Gestão ativa na visão do MS Global Opportunities

De acordo com Victor Arakaki, a gestão ativa, feita pela equipe responsável pelo MS Global Opportunities e faz com que o fundo tenha retornos consistentes, pode ser definida em 10 principais pontos:

  1. Carteira concentrada: a carteira do fundo tem de 25 a 40 empresas ao redor do mundo, independente do cenário econômico. A carteira é bastante concentrada, principalmente quando olhamos seu índice referência, o MSCI ACWI, que tem 3047 ações na carteira teórica e o S&P500 que tem 505. Arakaki lembra que se o time não fizer bem a lição de casa em relação a análise das empresas, o fundo pode ter um descolamento negativo em relação ao índice. No caso do MS Global Opportunities, o deslocamento em relação ao índice tem sido positivo.
  2. Convicção: as 10 maiores convicções correspondem a por volta de 50% da carteira. Ao longo da história, a grande maioria do alpha que o fundo gera advém das 10 maiores posições.
  3. Active share alto: active share é o índice que mede o quanto o fundo é diferente do seu índice de referência. No caso do MS Global Opportunities, o active share era de 91% no fim primeiro trimestre do ano.
  4. Índice de referência: para o fundo da MS, o índice MSCI ACWI funciona apenas como uma referência para a performance, verificando se foi bem ou foi mal versus alguém. O índice não é uma fonte de ideias.
  5. Não faz gestão de caixa: por ser um fundo de ações, está sempre comprado e não fica vendido em ações. O caixa é residual, de 0 a 6%. Para o fundo da Morgan Stanley o caixa não é a fonte da defesa em 2020. O fundo estar subindo 4% lá fora (sem o fator cambial) contra queda de 10% do S&P no ano é resultado da escolha das ações.
  6. Horizonte de longo prazo: historicamente o fundo roda de 20 a 50% por ano (ações ficam na média de 2 a 5 anos na carteira). Se olharmos as 10 maiores posições, a média é de 8 anos. A maior posição está presente na carteira desde 2003.
  7. Pesquisa proprietária: são 18 pessoas focadas na estratégia, sendo 7 em Hong Kong e 11 em Nova York, responsáveis não só pela geração de ideias mas também envolvidos em todas as etapas da gestão. Arakaki entende que hoje a informação é uma commodity, por isso o valor da equipe está na avaliação das grandes ideias e na análise de deslocamentos de preços. Por isso, a equipe é o maior ativo intangível da estratégia de ações.
  8. Gestão de risco: foco no risco idiossincrático, já que o processo de análise é bottom up – foco no micro e não macro. Dentre os riscos acompanhados estão o de valuation, em que não se pode pagar mais por um ativo do que ele vale, o de sustentabilidade do lucro, sempre atentos às disrupções que envolvem uma empresa e um setor, e o financeiro, olhando atentamente o nível de endividamento das empresas.
  9. Skin in the game: a remuneração variável da equipe é diferida por 3 anos (horizonte mínimo para se investir em ações) e pelo menos 25% do variável recebido pelo time deve ser reinvestido no fundo que a equipe é responsável, ou seja, os recursos dos investidores estão no mesmo local dos tomadores de decisão.
  10. Estabilidade: para Victor Arakaki existe alguma coisa tem de diferente na empresa já que as pessoas são felizes e tem longevidade nos cargos.

Com ou sem exposição à variação cambial? Eis a questão

O fundo MS Global Opportunities é não hedgeado, ou seja, além da variação das ações, seu resultado é influenciado pela variação cambial. Questionado se a variação cambial pode ser prejudicial ao retorno do fundo no futuro, Arakaki disse que esse é um debate constante e que desde de junho de 2011, com o câmbio a R$1,55, ele já escutava essa pergunta. Na opinião dele, se a visão do investidor é estrutural sobre os benefícios de se investir em bolsa internacional como diversificação, ter exposição cambial faz sentido já que a correlação do fundo chega a ser negativa com FIAs locais. Se o foco for tático, é necessário ver quais fundos conseguiram compensar a valorização do real quando o mercado está mais tomador de risco e dinheiro flui para mercados emergentes.

Vantagens de investir em um fundo global

Questionado sobre porque é melhor estar investido em uma gestora global ao invés de uma local que investe em BDRs, Arakaki acredita que o primeiro item a se avaliar é a história. O Morgan Stanley tem mais de 40 anos investindo em ações globais. Outro ponto importante é o fato de o fundo ter dois times, um em Nova York e outro em Hong Kong, o que dá perspectivas complementares, uma do mercado desenvolvido e um do mercado emergente. Além disso, tem o número de empresas que podem ser investidas. No Brasil temos apenas 400 empresas listadas na B3 enquanto lá fora são mais de 50 mil ações.

Visão sobre o mercado internacional

Segundo Guilherme Giserman, estrategista internacional da XP, estávamos no 11º ano de um bull market, o mais longo ciclo de alta da história da bolsa dos EUA. Coronavírus e a guerra de preço no mercado de petróleo mudaram o ciclo. Com isso, alguns setores estão melhor posicionados.

Para Giserman, as bolsas nos Estados Unidos estão se recuperando mais rápido do que o resto do mundo por dois fatores principais, um micro e outro macroeconômico. Do lado micro, Giserman nota que as empresas de alto crescimento e de tecnologia vêm ganhando espaço em relação às empresas da economia tradicional e esses tipos de empresas são mais comumente encontradas nas bolsas dos EUA. São empresas mais bem posicionadas para capturar as mudanças estruturais que estamos vendo. Do lado macroeconômico, os EUA estão em posição mais privilegiada já que são “a impressora de dólar do mundo”. Por isso, a recuperação da bolsa por lá foi em V, com alta de 30% desde o pior momento.

Mesmo com a recuperação forte, bolsa ainda é a melhor opção

Segundo Giserman, há um movimento de aversão à risco pela pandemia, mas ao mesmo tempo existe uma procura por risco pois há mais de US$ 30 trilhões de ativos de renda fixa gerando retorno zero ou até mesmo negativo, mas não quaisquer ativos de risco e sim ativos de qualidade.

As ações estão mais caras hoje do que há algumas semanas porém não há melhor opção de ativo para o longo prazo. Na visão do estrategista da XP é importante olhar o que essa crise vai causar nos setores antes de montar uma carteira.

Saiba mais sobre o fundo MS Global Opportunities clicando aqui

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