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Resultados do 4º trimestre de 2025: Uma temporada de resultados mais fraca do que o esperado no Brasil

Veja o resumo dos resultados divulgados, com uma análise consolidada do nosso universo de cobertura de ações.

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Com o fim da temporada de resultados do 4T25 no Brasil, avaliamos que ela foi mais fraca do que o esperado em geral, com 44% das empresas sob nossa cobertura superando as estimativas XP para lucro líquido e apenas 28% superando em receita, um percentual inferior ao de trimestres anteriores (50% e 34%, respectivamente). Na comparação anual, as empresas apresentaram crescimento de receita de 5,5% e queda de 2,7% no EBITDA, sendo este último principalmente pressionado pelos cíclicos domésticos. Por sua vez, o setor financeiro mostrou um crescimento percentual de dois dígitos em receita e lucro líquido. Entre os setores, os destaques positivos foram Papel & Celulose, TMT e Financeiro, enquanto Varejo e Agro ficaram entre os destaques negativos. Em termos de desempenho das ações após a divulgação de resultado, esta temporada trouxe um quadro levemente negativo, embora a típica dispersão entre surpresas positivas e negativas não tenha se materializado, já que as ações que frustraram expectativas tiveram desempenho superior (-0,18%) às que apresentaram surpresas positivas (-0,87%).

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Vemos a temporada de resultados do 4T25 no Brasil como mais fraca do que o esperado e a pior dos últimos cinco trimestres. Dentro da nossa cobertura XP, 28% das empresas superaram as estimativas de receita, 13% ficaram abaixo e 60% vieram em linha. Para o EBITDA, 25% superaram, 17% frustraram e 58% ficaram em linha. Em termos de lucro líquido, 44% superaram, 34% ficaram abaixo e 22% ficaram em linha. De forma geral, observamos uma menor proporção tanto de surpresas positivas quanto negativas em receita, com um aumento relevante na participação de resultados em linha. As tendências de EBITDA se deterioraram de forma significativa, com o percentual de companhias que superaram as expectativas caindo para mínimas históricas e as que ficaram abaixo aumentando. O lucro líquido também mostrou uma dinâmica mais fraca, com o nível de surpresas positivas atingindo o menor patamar desde o 4T24. 

Olhando para o crescimento anual, observamos uma resiliência relativa na dinâmica de receita, mas números fracos de lucro líquido, pressionados principalmente por commodities e cíclicos domésticos. As empresas sob nossa cobertura apresentaram crescimento consolidado de receita de 5,5% e contração de 2,7% no EBITDA em relação ao 4T24. O setor financeiro se destacou, mostrando crescimento sólido de forma generalizada, incluindo avanço de dois dígitos em receita e lucro líquido. 

Em termos de reação de mercado, esta temporada de resultados trouxe um quadro levemente negativo, com as ações do Ibovespa registrando reação média de -0,45% no dia seguinte à divulgação (vs. média de -0,14% nos últimos cinco trimestres). Vale destacar que a típica dispersão de desempenho entre surpresas positivas e negativas não se materializou, já que as ações que frustraram expectativas tiveram desempenho superior, com queda média de -0,18%, vs. -0,87% daquelas que apresentaram surpresas positivas. 

As estimativas de lucro por ação (LPA) para 2026 e 2027 foram revisadas significativamente para cima em 9,4% e 3,1%, respectivamente, ao longo da temporada. As projeções de LPA ficaram estáveis ao longo de fevereiro, apesar da temporada mais fraca. A partir de março, no entanto, o forte aumento dos preços do petróleo levou a uma revisão expressiva para cima no setor de Energia, tornando‑o o principal vetor de alta na revisão do índice. Também vemos uma tendência positiva em Tecnologia da Informação, Industriais, Telecomunicações e Materiais. Por outro lado, Saúde e Bens de Consumo Básico foram os principais destaques negativos. 

Entre os setores, os destaques do trimestre foram Papel & Celulose, TMT e Financeiro, enquanto Varejo e Agro ficaram entre os destaques negativos.

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