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Os fluxos estrangeiros seguem fortes, com o Brasil bem posicionado no cenário global – Fluxo em foco

Fundos de ações e fundos multimercado continuam registrando saídas líquidas.

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Os fluxos estrangeiros continuam sustentando a bolsa brasileira, conforme o Brasil permanece relativamente bem posicionado no atual cenário global após o início do conflito com o Irã, dada sua alta exposição ao setor de energia e seu baixo risco geopolítico. Em março, os fluxos estrangeiros inicialmente perderam força em meio a um aumento na aversão ao risco, mas rapidamente retomaram o ritmo, encerrando o mês com R$ 12,0 bilhões de entrada líquida no mercado à vista e R$ 6,8 bilhões de saída líquida no mercado futuro. No acumulado do mês até o momento, os fluxos estrangeiros também seguem significativamente positivos, totalizando R$ 11,3 bilhões (à vista + futuro). Em contraste, tanto investidores institucionais quanto investidores pessoa física registraram saídas líquidas em março, de R$ 2,2 bilhões e R$ 0,7 bilhão, respectivamente. Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo como um todo, apoiada por mais um mês sólido para os fundos de renda fixa (+R$ 4,5 bilhões). Ao mesmo tempo, os fundos de ações continuaram registrando resgates (-R$ 1,4 bilhão), principalmente puxados por fundos ativos, enquanto os fundos multimercado apresentaram saídas líquidas de R$ 3,1 bilhões.

Os fluxos estrangeiros permaneceram fortes em março, sustentando a alta das ações brasileiras. Ao longo do último mês, os investidores estrangeiros voltaram a ser compradores líquidos relevantes de ações brasileiras, registrando entradas líquidas de R$ 12,0 bilhões no mercado à vista, apesar de saídas líquidas de R$ 6,8 bilhões no mercado futuro. Como discutido em nosso último Raio-XP, o Brasil segue como um dos principais destinos para fluxos estrangeiros, dada sua alta exposição ao setor de energia, baixo risco geopolítico e valuation relativo atrativo. Após uma breve desaceleração causada pelo aumento dos riscos geopolíticos com a guerra entre Irã e Estados Unidos, os fluxos estrangeiros se recuperaram e agora mostram uma tendência positiva. Em abril, até o momento, os investidores estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 14,4 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 3,2 bilhões no mercado futuro, resultando em entradas líquidas totais de R$ 11,3 bilhões. No acumulado de 2026, os investidores estrangeiros somam entradas líquidas de R$ 68,3 bilhões no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 17,0 bilhões no mercado futuro, o que resulta em R$ 51,3 bilhões de entradas líquidas totais.

Por outro lado, os investidores institucionais foram os principais vendedores líquidos de ações brasileiras, marcando o sétimo mês consecutivo de saídas líquidas. Em março, os investidores institucionais registraram saídas líquidas de R$ 9,9 bilhões no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 7,8 bilhões no mercado futuro. Em abril, até agora, os fluxos apresentam uma tendência negativa, com saídas líquidas de R$ 14,0 bilhões no mercado à vista, parcialmente compensadas por entradas líquidas de R$ 2,9 bilhões no mercado futuro.

Os investidores pessoa física também foram vendedores líquidos em março. Esse segmento registrou entradas líquidas de R$ 0,3 bilhão no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 1,0 bilhão no mercado futuro, em linha com os resultados da nossa última pesquisa de sentimento com assessores, que indicou uma redução na intenção de aumentar a exposição em renda variável. Em abril, os fluxos também têm sido negativos, com saídas líquidas de R$ 2,9 bilhões no mercado à vista e entradas líquidas de R$ 0,3 bilhão no mercado futuro.

Por fim, a indústria de fundos teve um mês positivo, com entradas líquidas de R$ 10,6 bilhões em março. Os fundos de renda fixa tiveram um mês favorável, atraindo R$ 4,5 bilhões em entradas líquidas. Já os fundos multimercado registraram saídas líquidas de R$ 3,1 bilhões, enquanto os fundos de ações mantiveram a tendência negativa, com saídas líquidas de R$ 1,4 bilhão, principalmente devido aos resgates em fundos ativos.

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