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Governo brasileiro negocia acordo sobre minerais críticos com a Índia | Café com ESG, 09/02

Brasil negocia acordo sobre minerais críticos com a Índia; presidente da COP30 está trabalhando nos três mapas do caminho.

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 0,87% e o ISE 1,19%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram leve alta de 0,45% e 0,62%, respectivamente.

• Na política, (i) o Brasil negocia um acordo sobre minerais críticos com a Índia, em um esforço para ampliar as possibilidades de cooperação na área – o governo brasileiro afasta a possibilidade de assinar um acordo com os Estados Unidos, reforçando o interesse do país em universalidade, pretendendo negociar com todos os países, e não querendo assinar pactos multilaterais, mas sim bilaterais; e (ii) a presidência brasileira da COP30 está trabalhando simultaneamente em três mapas do caminho – do afastamento dos combustíveis fósseis, do fim do desmatamento global até 2030 e no aprimoramento do roteiro para que o mundo chegue a US$ 1,3 trilhão em financiamento climático, por ano, em 2035.

• Do lado das empresas, a Terra Brasil Minerals quer concluir até abril o processo de atração de investidores que prevê aportes de US$ 1 bilhão nos projetos de exploração de terras raras e de minerais para fertilizantes da companhia, em Minas Gerais – a empresa diz que já foi procurada por companhias de diferentes países no processo de venda de participação na mineradora, conduzido pela Genial Investimentos.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Bradesco traz 3 novos nomes para o conselho

“Dois anos depois de começar a implementar seu novo plano estratégico, agora as mudanças no Bradesco estão chegando ao conselho de administração. Tradicionalmente formado por ex-executivos da instituição, o colegiado está passando por uma reformulação e terá membros de fora da organização. O Bradesco convocou assembleia geral ordinária e extraordinária para 10 de março. Entre os itens a serem votados está a eleição de três novos conselheiros: Paulo Caffarelli, Regina Nunes e Ivan Gontijo. Estão deixando o colegiado Walter Albertoni, Samuel dos Santos e Octavio de Lazari Jr, que renunciou. Este último foi CEO do banco e deixou o cargo no fim de 2023, sendo substituído por Marcelo Noronha. Na carta de convocação da assembleia, o presidente do conselho de administração, Luiz Carlos Trabuco, diz que o ano de 2025 foi marcado por desafios e oportunidades que testaram a capacidade de adaptação. “Respondemos com resiliência e visão de longo prazo, mantendo a solidez que sempre caracterizou nossa trajetória e, ao mesmo tempo, acelerando a transformação digital e evolução cultural necessária para enfrentar os desafios de mercado”, diz. “O conselho é um órgão vivo, aberto às novas tendências de mercado e atuante na supervisão, sempre respeitando as diretrizes estabelecidas na gestão pelo corpo de executivos. Para sermos eficientes nessa missão, é preciso agregar conceitos e novas visões de negócios.”

Fonte: Valor Econômico; 07/02/2026

Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por um vazamento de fluido de perfuração ocorrido em 4 de janeiro, durante a exploração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. O órgão ambiental informou que “a autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar”, oriunda da instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na região. A Petrobras confirmou que recebeu a notificação do Ibama e que vai tomar “as providências cabíveis”. Diferentemente do Ibama, a petroleira sustenta que o material não traz danos ao meio ambiente. “Reiteramos que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende a todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, informou a Petrobras. A partir da ciência do auto de infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.”

Fonte: Eixos; 08/02/2026

Terra Brasil quer definir até abril parceiros para investir US$ 1 bi em terras raras

“A Terra Brasil Minerals quer concluir até abril o processo de atração de investidores que prevê aportes de US$ 1 bilhão nos projetos de exploração de terras raras e de minerais para fertilizantes da companhia, em Minas Gerais. A empresa diz que já foi procurada por companhias de diferentes países no processo de venda de participação na mineradora, conduzido pela Genial Investimentos. “Assim, vendemos parte da empresa e continuamos sócio”, afirma ao Valor Eduardo Duarte, presidente da Terra Brasil. “Já temos dois anos trabalhando com a Genial nesse processo. Mas agora as coisas começaram a ficar mais em evidência e nós também entramos em evidência, juntamente com as terras raras, com o processo que o mundo vive”, acrescenta, em referência a corrida por terras raras, hoje foco de disputa entre Estados Unidos e China. O tema, que domina o noticiário global desde 2025, afirma, impulsionou os planos de mineração da empresa. “O fim do ano foi um tumulto, no bom sentido, porque tivemos uma notoriedade de fora para dentro e os países de fora começaram a vir [nos] procurar.” Segundo ele, cerca de 24 empresas já procuraram a companhia, entre elas algumas de países como Austrália, Estados Unidos, Inglaterra, Marrocos e China, além de representantes de governos.”

Fonte: Valor Econômico; 06/02/2026

A Agrotools do Brasil construindo a maior plataforma mundial de pagamentos por serviços ambientais

“A Agrotools, uma empresa brasileira líder em serviços de dados agrícolas, vai concluir a construção do que diz ser a maior plataforma mundial para pagamento de serviços ambientais após garantir um empréstimo governamental subsidiado, disse um executivo à Reuters esta semana. A plataforma permite que agricultores recebam pagamentos de arrendamento, a preços de mercado, em troca de manter a vegetação nativa intacta em suas terras, disse Bernardo Pires, gerente de relações governamentais da empresa, em entrevista. O dinheiro virá de empresas e governos obrigados a neutralizar sua pegada de carbono, conectando-os a agricultores em uma região considerada um dos maiores sumidouros de carbono do mundo. No Brasil, 280 milhões de hectares (692 milhões de acres) de vegetação nativa estão dentro de fazendas privadas, segundo a Agrotools. Cerca de 70 milhões de hectares podem ser legalmente desmatados e, desses, 30 milhões de hectares possuem “alta aptidão agrícola” com solo, clima e condições logísticas adequadas, segundo a empresa.”

Fonte: Reuters; 06/02/2026

A Inpasa, no Brasil, aumenta as exportações de grãos de destilaria seca para a China

“O produtor brasileiro de etanol de milho Inpasa vai rapidamente aumentar as exportações de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) para a China este ano, disse Gustavo Mariano Oliveira, vice-presidente de negociação da empresa, nesta sexta-feira. Inpasa produz cerca de 3,3 milhões de toneladas métricas anualmente de DDGS, um subproduto do etanol do milho usado em ração animal. A empresa disse na terça-feira que em breve fará sua primeira remessa para a China. A empresa já possui contratos para exportar mais 250.000 toneladas de DDGS para a China este ano e pode garantir remessas totais de até 1,5 milhão de toneladas em 2026, disse Oliveira em entrevista, acrescentando que a China pode representar até metade de todas as exportações de DDGS em pouco tempo. “Sem dúvida, a China deve ser o principal ator em um curto espaço de tempo, talvez representando de 40% a 50% de nossas exportações”, disse Oliveira. A produção de etanol de milho explodiu no Brasil, que há muito tempo era dominado pelos biocombustíveis da cana-de-açúcar. O crescimento foi impulsionado pelas vendas de DDGS, que encontraram clientes prontos nas indústrias de carne bovina e outras carnes no Brasil e no exterior.”

Fonte: Reuters; 06/02/2026

Roadmap pelo fim dos combustíveis fósseis terá apoio da AIE

“A presidência brasileira da COP30 está trabalhando simultaneamente em três mapas do caminho – do afastamento dos combustíveis fósseis, do fim do desmatamento global até 2030 e no aprimoramento do roteiro para que o mundo chegue a US$ 1,3 trilhão, anuais, em 2035. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, inicia esta semana uma viagem à Europa, com escalas na Turquia, Itália e França, para dar solidez aos três “roadmaps”. A estrutura dos três roadmaps está concluída. Incluem uma entidade internacional, que será a fonte de dados mais relevantes e recentes, um coordenador e uma instituição brasileira que funcionará como espécie de secretariado para a presidência da COP30. A presidência brasileira da COP30 segue em 2026 até novembro, quando inicia a COP31, em Antália, na Turquia, com a Austrália liderando as negociações técnicas e diplomáticas. Dois dos mapas do caminho, o dos combustíveis fósseis e do desmatamento, foram autoatribuídos por Corrêa do Lago ao final da COP30, quando a menção ao roadmap foi excluída de todos os textos finais da conferência por falta de consenso -pedido de mais de 80 países, embora outro tanto fosse a favor. No roadmap para eliminar a dependência global dos combustíveis fósseis, a fonte de dados será a Agência Internacional de Energia, (IEA), além da Opep e da Agência Internacional de Renováveis (Irena). No Brasil, a entidade será a consultoria Catavento. Corrêa do Lago vai a Paris falar com o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.”

Fonte: Valor Econômico; 09/02/2026

Governo Lula negocia acordo sobre minerais críticos com a Índia e evita dar exclusividade aos EUA

“O Brasil negocia um acordo sobre minerais críticos com a Índia, em um esforço para ampliar as possibilidades de cooperação na área. Se as conversas evoluírem, a parceria poderá ser assinada na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país asiático, marcada para depois do Carnaval. O governo brasileiro afasta a possibilidade de assinar com os Estados Unidos um acordo seguindo as diretrizes lançadas pelo presidente americano, Donald Trump, na reunião ministerial em Washington nesta semana. E também não está disposto a integrar o “Fórum de Engajamento em Recursos Geoestratégicos” lançado pelo país. Para o Planalto, esses acordos visam a isolar a China e estabelecer fornecimento exclusivo de minerais críticos aos Estados Unidos. A visão do governo brasileiro é que entrar em um acordo com essas restrições ou integrar o fórum lançado por Washington seria uma camisa de força e não interessaria ao Brasil, que tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo. O Brasil quer universalidade e bilateralidade em acordos de minerais críticos e pretende negociar com todos os países, sem exceção, e não quer assinar pactos multilaterais, quer tratados bilaterais.”

Fonte: Valor Econômico; 07/02/2026

Governo avalia editar decreto sobre licenciamento ambiental

“O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou, nesta sexta-feira (6/2), em Brasília, que equipes do governo federal estudam a possibilidade de criar nova regulamentação para o processo de licenciamento ambiental. A meta é reduzir os impactos negativos das mudanças promovidas pelo novo marco legal. “A análise inclui a possibilidade de edição de decretos federais, portarias, instruções normativas ministeriais e, em especial, resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)”, destaca nota enviada à Agência Brasil. De acordo com o órgão, a judicialização das mudanças promovidas pelo Congresso Nacional, conforme a ministra do MMA, Marina Silva (Rede), havia sugerido anteriormente, também não foi descartada. “Cabe à Advocacia-Geral da União o papel de representação perante o Poder Judiciário”, destaca a mesma nota. Acrescenta que, apesar dos processos de licenciamento ambiental iniciados estarem sujeitos integralmente às novas diretrizes, há uma regra de transição a ser cumprida para os pedidos que estão em curso nos órgãos ambientais. Com isso, obrigações e cronogramas estabelecidos nos processos precisam ser cumpridos.”

Fonte: Eixos; 06/02/2026

Internacional

Empresas aderem à iniciativa da Índia para modernizar reciclagem de minerais críticos

“Empresas da Índia estão intensificando seus investimentos em reciclagem de minerais críticos, ao mesmo tempo que aguardam os resultados de um programa de 15 bilhões de rúpias (US$ 166 milhões) do governo indiano para o setor. Espera-se que o programa reduza a dependência do país em relação às importações de insumos essenciais para tecnologias verdes. O Programa de Incentivo à Reciclagem de Minerais Críticos concede um subsídio de 20% para investimentos e incentivos baseados em desempenho para empresas que apostarem em tecnologia avançada. O objetivo é criar um fornecimento doméstico de lítio, cobalto, níquel e outros insumos essenciais para veículos elétricos, armazenamento de energia e tecnologias renováveis. As inscrições para o programa foram abertas em outubro e permanecerão até 1º de abril. Autoridades afirmam que esta é a primeira fase operacional da Missão Nacional de Minerais Críticos. O lançamento complementa outras peças da arquitetura de segurança de recursos da Índia, incluindo projetos de exploração mineral e parcerias minerais no exterior.”

Fonte: Valor Econômico; 06/02/2026

A Índia apoiará as exportações de aço afetadas pelo imposto sobre carbono da Europa, diz o secretário federal

“As exportações de aço da Índia continuarão sendo impactadas pelo imposto sobre carbono e pelas cotas de importação da União Europeia, e o governo tomará medidas para ajudar o setor, disse o secretário federal de aço na segunda-feira. Os comentários vêm poucos dias após a Índia e a União Europeia assinarem um acordo comercial, que reduziu tarifas em vários setores, mas manteve intacta a tarifa de fronteira de carbono do bloco, chamada Mecanismo de Ajuste de Fronteiras de Carbono. As siderúrgicas indianas enviam cerca de dois terços de suas exportações totais para a Europa. “Com o CBAM da União Europeia, as tarifas, cotas e outros desafios, as exportações continuarão sendo um problema e teremos que agir”, disse o Secretário do Aço Sandeep Poundrik em um evento governamental em Nova Délhi. A Índia criticou duramente a política de CBAM, que foi inédita no mundo desde que foi anunciada pela UE em 2021, dizendo que a taxa pode dificultar o comércio de aço. Desde janeiro, o arcabouço regulatório implementado pela UE tem levado a taxas sobre importações de aço, cimento e outros bens cuja produção resulta em altos níveis de emissões de carbono.”

Fonte: Reuters; 09/02/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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