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Brasil em foco: Roteiro do mercado de carbono e boom de data centers | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Brasil divulga roteiro para mercado regulado de carbono na COP30

Na mídia. Brasil apresenta roteiro para implementação do mercado regulado de carbono – Globo, 14 de novembro (link)

Nossa visão. Conforme antecipado durante a reunião com a XP (link), na COP30 desta semana, Cristina Reis, titular da recém-criada Secretaria Extraordinária para o Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, apresentou o Roteiro de Implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. O documento descreve as principais fases para a implantação do mercado regulado de carbono no país, incluindo: (i) integração dos Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (VERCs); (ii) mecanismos de estabilização de preços; e (iii) desenvolvimento de um sistema de leilões. De modo geral, vemos com bons olhos a apresentação do roteiro, pois espera-se que ele traga maior clareza sobre o caminho de implementação e estabeleça parâmetros essenciais para avaliar o potencial do mercado regulado de carbono no Brasil. No entanto, destacamos que os riscos de execução permanecem, com o impacto total do mercado dependendo de definições que ainda estão por vir, sendo válido monitor adiante.

#2. IA e migração para a nuvem impulsionam expansão de data centers no Brasil

Na mídia. Investimento em ‘data center’ no país deve passar de R$ 60 bi até 2029 – Valor Econômico, 18 de novembro (link)

Nossa visão.Frente aos avanços em inteligência artificial, migração de serviços para a nuvem e aumento da demanda por armazenamento de dados, o Brasil se prepara para uma onda de investimentos em infraestrutura digital, com especialistas do setor estimando que os investimentos em data centers podem superar R$ 60 bilhões nos próximos quatro anos. Atualmente, o Brasil possui uma capacidade instalada de data centers de ~800 megawatts, e os projetos planejados visam adicionar cerca de 2 gigawatts de nova capacidade. Em nossa visão, à medida que empresas de tecnologia buscam cada vez mais fontes de energia limpa para seus data centers, o Brasil se torna um destino estratégico para grandes operadores globais. De forma geral, a matriz energética predominantemente limpa do país aumenta o interesse dos investidores e pode ajudar a absorver o excesso de geração solar e eólica durante o dia. Embora observemos que iniciativas recentes do governo – como a medida provisória REDATA, que estabelece um regime tributário específico para data centers -, devam destravar investimentos adicionais, notamos que riscos de execução existem, especialmente devido às lacunas existentes na infraestrutura.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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