Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG - do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG - Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE ambos avançando 0,47%.
• No Brasil, (i) a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou ontem o pedido feito pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) para suspender a adição de biodiesel ao óleo diesel fóssil por 90 dias - segundo a ANP, a decisão foi tomada com base em diversos aspectos técnicos e socioeconômicos; e (ii) a Shell informou ontem que está descontinuando seus projetos de geração de energia solar e eólica onshore no Brasil - segundo a companhia, a decisão faz parte de um “ajuste de portfólio” e da estratégia de reduzir gastos com negócios de baixo carbono e renováveis.
• No internacional, a Shell, a Equinor e a TotalEnergies disseram ontem que investirão US$ 714 milhões na expansão de seu principal projeto de armazenamento de carbono na Noruega - segundo as empresas, a decisão foi tomada após os parceiros assinarem um acordo comercial de 15 anos com a Stockholm Exergi para transportar e armazenar 900.000 toneladas de dióxido de carbono por ano nas instalações da Northern Lights.
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Brasil
Empresas
Governo indica Rondeau, Tolmasquim e Hubner para conselho da Eletrobras, dizem fontes
"A União indicou Silas Rondeau, Maurício Tolmasquim e Nelson Hubner para o conselho de administração da Eletrobras (ELET3), disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto, confirmando informação publicada mais cedo pela Agência Infra. Para a vaga no conselho fiscal da companhia, o governo indicou Guido Mantega, segundo uma das fontes. Os nomes serão submetidos, junto com os indicados por outros acionistas da companhia, à aprovação na próxima assembleia ordinária da Eletrobras, prevista para o fim de abril. Procurada, a Eletrobras não comentou imediatamente o assunto. Nomes conhecidos do setor elétrico, Rondeau e Hubner foram ministros de Minas e Energia em gestões passadas de Luiz Inácio Lula da Silva. Tolmasquim também ocupou cargos na pasta e na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e hoje é diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras. Já Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e do governo Dilma Rousseff, chegou a ser cotado pelo governo no último ano para ocupar outros conselhos de administração, como o da Vale, mas a indicação não emplacou. A eleição de conselho em abril marca a primeira grande reformulação do colegiado da Eletrobras desde a privatização, concluída em 2022 e cujo processo de “turnaround” está chegando ao fim, segundo declarações recentes do CEO, Ivan Monteiro. A companhia elétrica anunciou na véspera a assinatura do acordo com o governo federal para encerrar a disputa no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o limite de poder de voto na companhia, um tema que aumentava o risco associado à empresa e vinha pesando sobre as ações na bolsa."
Fonte: InfoMoney; 27/03/2025
Shell desiste de projetos de energia solar e eólica onshore no Brasil
"A Shell está descontinuando seus projetos de geração de energia solar e eólica onshore no Brasil, como parte de um “ajuste de portfólio”, informou a empresa na quinta-feira. A medida ocorre em meio a um ambiente desfavorável para investimentos em energia renovável no Brasil, onde os projetos têm enfrentado dificuldades para serem implementados devido ao excesso de oferta de energia, um crescimento lento da demanda e questões regulatórias. A nova estratégia global da Shell, que incluiu a redução de gastos com negócios de baixo carbono e renováveis, também foi seguida. “Estamos sempre explorando maneiras de criar valor a partir de nosso portfólio de geração de energia, incluindo a saída de atividades que não se encaixam em nossa estratégia ou não geram retornos suficientes”, disse a Shell em um comunicado. Nos últimos meses, a empresa vem buscando revogar, junto ao órgão regulador de energia do Brasil, seus direitos de operar algumas usinas solares nas regiões centro-oeste e nordeste do país, segundo documentos do diário oficial do governo. A Shell disse que as operações que estão sendo descontinuadas são de usinas de geração de energia centralizadas, que são as de grande escala. A empresa acrescentou que continuará a operar a Prime Energy, uma empresa que possui ativos menores de geração solar no Brasil, parte de um segmento chamado “geração distribuída”."
Fonte: Reuters; 27/03/2025
Tupy dá início à transição e elege Rafael Luchhesi novo CEO
"O conselho de administração da Tupy deliberou pelo início do processo de transição do cargo de diretor-presidente e elegeu Rafael Lucchesi para assumir o posto. Ele foi indicado pelos acionistas majoritários da empresa — BNDESPar, braço de participações do BNDES, e Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) —, conforme antecipado pelo Valor. Ele assume o cargo em 1º de maio. A Tupy havia confirmado ter recebido “sugestão” dos acionistas para eleger Lucchesi, atual presidente do conselho de administração do BNDES, na semana passada. No entanto, foi veiculado na imprensa a possível insatisfação dos acionistas minoritários em relação à mudança, ao ver a troca de executivos como uma decisão política e desnecessária. O presidente eleito também atua como diretor de desenvolvimento industrial da Confederação Nacional de Indústria (CNI) e como diretor-superintendente do Sesi. Em comunicado divulgado ao mercado na noite desta quinta-feira (27), a metalúrgica informou que o atual diretor-presidente, Fernando Rizzo, deixará o cargo em 30 de abril, com o fim de seu mandato. A Tupy é uma das maiores e principais fabricantes de blocos e cabeçotes de motores do mundo. Em nota, a empresa afirmou que o início da transição da liderança executiva dá continuidade à trajetória de crescimento e inovação, “renovando o compromisso com a perenidade dos negócios e adaptação aos desafios e oportunidades do mercado global”."
Fonte: Valor Econômico; 27/03/2025
Política
Anac firma parceria com agência europeia para incentivar SAF
"A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) anunciaram na quarta (26/3) uma parceria para incentivar o uso de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF, em inglês). A assinatura do acordo de cooperação técnica com foco na sustentabilidade ocorreu no final de fevereiro. O objetivo, segundo a Anac, é facilitar a troca de informações sobre produção, tecnologias e redução de emissões relacionadas ao SAF. O memorando de entendimento (MoU) permite o compartilhamento de dados sobre matérias-primas, processos de conversão e resultados na diminuição de carbono, afirmam as agências. A parceria também prevê iniciativas para atrair investimentos e promover capacitação técnica no setor. O acordo ocorre em meio aos esforços globais para descarbonizar a aviação. O setor é signatário de um acordo, na Organização da Aviação Civil Internacional (Icao, em inglês), que prevê a manutenção das emissões de CO₂ da aviação internacional nos níveis de 2020. E busca consolidar o país como produtor de combustíveis de aviação sustentáveis, disse a Anac em nota. Na assinatura, que ocorreu durante a 18ª Reunião de Autoridades de Aviação Civil da América Latina (RAAC/18), em São Paulo (SP), estavam presentes o diretor-presidente substituto, Roberto Honorato, e o Assessor Internacional da Anac, Marcelo Lima, bem como do vice-chefe da Delegação Europeia no Brasil, Jean-Pierre Bou."
Fonte: Eixos; 27/03/2025
Brasilcom defende que transferência de CBIOs para refinarias pode evitar condutas anticompetitivas
"A transferência de obrigação de compra de Créditos de Descarbonização (CBIOs) dos distribuidores de combustíveis para o primeiro elo da cadeia de derivados de petróleo, que inclui as refinarias e os importadores de combustíveis, evita assimetrias concorrenciais, na visão do presidente da Brasilcom, Abel Leitão. A mudança é proposta pelo PL 2798/2024, do senador Eduardo Gomes (PL/TO), que tramita na Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal e aguarda relatório de Jaques Wagner (PT/BA). Para Leitão, o atual modelo do RenovaBio é ilegítimo e tem um “argumento frágil”. Ele lembra que mais de 20 distribuidoras conseguiram liminares para não cumprir a meta ou reduzi-la. “É injusto, (impõe uma) carga tributária em cima de um agente pequeno, que, para ele, é proporcionalmente muito grande. Não cabe a esse elo a responsabilidade da pegada ambiental. A grande pegada ambiental está na refinaria e nos importadores. Por isso que várias distribuidoras estão tentando liminares e conseguindo na Justiça”, afirmou. Leitão argumenta, ainda, que é mais fácil evitar fraudes e organizar o mercado ao tributar o início da cadeia. Caso a mudança ocorresse, somente as 19 refinarias que são autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) teriam que ser fiscalizadas, em detrimento ao atual modelo, que exige a fiscalização de 140 distribuidoras. O projeto tornaria a Petrobras a principal parte obrigada na produção de CBIOs no Brasil."
Fonte: Eixos; 27/03/2025
COP30: Ministério anuncia cidades para programa de mitigação e adaptação climática
"O Ministério do Meio Ambiente anunciou os 50 municípios que vão participar da primeira fase do programa Cidades Modelos Verdes Resilientes. As cidades vão receber suporte técnico para desenvolver duas ações de alto impacto climático: uma voltada para a redução de emissão de gases causadores do efeito estufa; e outra focada em adaptação, preparando os municípios para enfrentar as mudanças climáticas. O anúncio foi feito durante o Encontro Cidades Verdes Resilientes, realizado no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é uma parceria do ministério com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCOM) e o C40 Cities Climate Leadership Group, com financiamento da Bloomberg Philanthropies. O programa faz parte dos preparativos brasileiros para a próxima Conferência do Clima, a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. A iniciativa está alinhada com a Coalizão para Parcerias Multiníveis de Alta Ambição (Champ), iniciativa lançada na COP28, em Dubai, para aproximar países e atores subnacionais na elaboração e planejamento de metas mais ousadas de redução de gases do efeito estufa. “Na COP30, que será a COP da aceleração da implementação, será fundamental a ação colaborativa. O Programa Cidades Verdes Resilientes está impulsionando cem ações climáticas transformadoras, que incluem a recuperação de áreas verdes urbanas e a eletrificação da frota de ônibus, em 50 cidades, mostrando como a parceria entre todos os níveis de governo constrói um futuro resiliente e sustentável para todos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao anunciar os municípios participantes."
Fonte: Valor Econômico; 27/03/2025
ANP nega pedido do Sindicom para desobrigar adição de biodiesel ao diesel fóssil
"A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou um pedido feito pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) para suspender a adição de biodiesel ao óleo diesel fóssil por 90 dias. A decisão, tomada em reunião de diretoria nesta quinta-feira (27), se baseou em diversos aspectos técnicos e socioeconômicos, descritos em notas elaboradas por diferentes áreas técnicas da agência, disse a ANP em comunicado. O pedido do Sindicom se deu porque a entidade alegou comercialização, por diversas distribuidoras, de diesel sem a adição obrigatória de 14% de biodiesel ou com percentual abaixo do estabelecido, como forma de baratear os preços nas bombas. O Sindicom representa grandes distribuidoras de combustíveis, que alegam prejuízo com a venda de diesel fora dos padrões. O “waiver”, como é conhecida a suspensão de uma obrigação regulatória, segundo o Sindicom, seria necessário para que empresas e entidades realizassem aquisição de equipamentos para serem doados à ANP, como forma de reforçar a fiscalização. “Contudo, análises efetuadas pela área de fiscalização da ANP concluíram que os números apresentados no pedido não refletem a realidade estatística do país e de suas regiões, em função do direcionamento da escolha dos locais de coletas das amostras de combustíveis”, disse a agência."
Fonte: Valor Econômico; 27/03/2025
Internacional
Empresas
Shell, Equinor e TotalEnergies investirão US$ 714 milhões na expansão do armazenamento de carbono
"A Shell, a Equinor e a TotalEnergies disseram na quinta-feira que investirão 7,5 bilhões de coroas norueguesas (US$ 713,66 milhões) na expansão de seu principal projeto de armazenamento de carbono no oeste da Noruega, depois de garantir um novo contrato com um cliente. A decisão foi tomada após os parceiros assinarem um acordo comercial de 15 anos com a Stockholm Exergi para transportar e armazenar 900.000 toneladas de dióxido de carbono por ano nas instalações da Northern Lights, disseram eles. A expansão tem como objetivo mais do que triplicar a capacidade de injeção anual de CO2 do local para pelo menos 5 milhões de toneladas por ano, o equivalente a cerca de 10% das emissões anuais na Noruega, disse a Shell em um comunicado. A captura e o armazenamento de carbono (CCS) têm sido destacados há muito tempo como uma forma de reduzir as emissões de CO2, mas existem poucos projetos comerciais, com a Noruega lançando em 2020 o projeto Longship, que inclui o site Northern Lights. A primeira fase do Northern Lights foi concluída em setembro e pode injetar 1,5 milhão de toneladas métricas de CO2 por ano, com as primeiras entregas previstas para o final deste ano. A segunda fase adicionará mais 3,5 milhões de toneladas por ano e deverá ser concluída no segundo semestre de 2028, informou a Northern Lights. A nova infraestrutura a ser construída incluirá tanques adicionais de armazenamento em terra, bombas, um novo cais e poços de injeção, bem como embarcações adicionais de transporte de CO2."
Fonte: Reuters; 27/03/2025
Política
SEC dos EUA vota para parar de defender as regras de divulgação climática
"O principal órgão regulador de Wall Street disse na quinta-feira que votou pelo fim dos esforços legais para defender as regulamentações que exigem que as empresas divulguem as emissões, os riscos e os gastos relacionados ao clima, e que foram muito contestadas pelos grupos de lobby do setor industrial. A decisão da U.S. Securities and Exchange Commission, dominada pelos republicanos, era amplamente esperada após os comentários públicos feitos no mês passado por seu presidente interino, Mark Uyeda. Desde que assumiu o cargo, o presidente Donald Trump agiu para reverter praticamente todos os esforços do governo anterior para lidar com as mudanças climáticas. “O objetivo da ação de hoje da Comissão e da notificação ao tribunal é cessar o envolvimento da Comissão na defesa das dispendiosas e desnecessariamente intrusivas regras de divulgação das mudanças climáticas”, disse Uyeda em um comunicado. A Comissão adotou a regra no ano passado, com o objetivo de fornecer aos investidores informações sobre o acúmulo de riscos climáticos e custos associados no sistema financeiro. A agência citou a forte demanda dos investidores por tais divulgações. No entanto, grupos de lobby e procuradores-gerais de estados republicanos entraram imediatamente com uma ação judicial, alegando que as normas ultrapassavam a autoridade legal da SEC e sobrecarregariam as empresas. Esse caso agora está pendente no Tribunal de Apelações dos EUA para o Oitavo Circuito."
Fonte: Reuters; 27/03/2025
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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