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Economia em Destaque: Desemprego volta a recuar em novembro

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

A China estabeleceu cotas para importação de carne bovina a partir de 2026, com o objetivo de proteger sua indústria doméstica. A medida prevê tarifa de 55% para volumes que excederem os limites.  Brasil é um dos países mais afetados. No entanto, o cenário global de oferta apertada de proteínas deve mitigar os impactos econômicos da medida.

No Brasil, os municípios de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro anunciaram novas tarifas para o transporte público. As novas alíquotas já estavam incorporadas em nosso cenário base. Nossa projeção para a inflação de 2026 segue em 4,2%.

Nos indicadores, a taxa de desemprego apresentou queda adicional, marcando a mínima histórica em novembro. O cenário corrobora o mercado de trabalho aquecido. Na seara fiscal, os governos regionais ajudaram o resultado do setor público em novembro, mas preocupações com a dívida pública permanecem.

Gráfico da Semana

Veja na seção “Desemprego na mínima histórica corrobora mercado de trabalho aquecido”

Cenário Internacional

China anuncia salvaguardas para importação de carne bovina; Brasil é impactado

A China estabeleceu cotas para importação de carne bovina a partir de 2026, com o objetivo de proteger sua indústria doméstica. Dentre os países afetados, estão: Brasil, Argentina, Austrália e Uruguai. A medida prevê tarifa de 55% para volumes que excederem os limites. As cotas totais começarão em 2,69 milhões de toneladas em 2026 e aumentarão gradualmente até 2,8 milhões em 2028, restringindo o fluxo para o maior importador mundial. O Brasil – maior exportador para o país asiático – terá a maior cota, de 1,1 milhão de toneladas, um pouco abaixo das 1,52 milhão de toneladas exportadas de janeiro a novembro de 2025. A princípio, 70% das exportações brasileiras permanece contempladas dentro da cota estabelecida.

Segundo nossos cálculos, em um cenário extremo, no qual esse volume não encontre redirecionamento para outros mercados internacionais, o impacto máximo sobre as exportações seria da ordem de US$ 2,5 bilhões e reduziria em 0,15 p.p. nossa projeção de IPCA deste ano. No entanto, é importante ressaltar que os impactos devem ser menores do que no cenário extremo traçado. A oferta global de proteína animal segue apertada, especialmente de carne bovina e episódios anteriores, como as tarifas sobre carnes cada pelos Estados Unidos, reforçam essa avaliação.

Enquanto isso, no Brasil…

Desemprego na mínima histórica corrobora mercado de trabalho aquecido

O mercado de trabalho continua aquecido. O CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostrou criação líquida de 85,9 mil empregos formais em novembro, acima das expectativas. Os dados do CAGED respaldam o cenário de desaceleração gradual da atividade doméstica. Na média, o saldo de emprego mensal recuou de 140 mil no primeiro semestre para 85 mil no segundo semestre de 2025.

Na mesma linha, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua apresentou queda adicional na taxa de desemprego, de 5,4% no trimestre móvel até outubro para 5,2% no trimestre móvel até novembro. Com base em nossas estimativas mensais e dessazonalizadas, o indicador recuou de 5,5% para 5,1%, renovando a mínima histórica. Os rendimentos do trabalho permaneceram em trajetória de alta, reforçando o quadro de aperto no mercado de trabalho. Em termos reais, o rendimento médio habitual saltou 4,5% em novembro de 2025 frente a novembro de 2024 (e 3,7% no acumulado dos últimos 12 meses). Assim, a massa de renda – combina população ocupada e rendimento médio – cresceu praticamente 6,0% em ambas as métricas. O cenário de taxa de desemprego historicamente baixa e elevação dos rendimentos não deve ser revertido tão cedo. Por um lado, isso sustenta a demanda interna; por outro, mantém a inflação de serviços em patamares ainda muito acima da meta.

Tarifas do transporte público sobem nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte

A partir de 6 de janeiro, as tarifas do transporte público em São Paulo serão reajustadas: os ônibus municipais passarão de R$ 5,00 para R$ 5,30 (alta de 6%) e as tarifas do metrô e trens da CPTM subirão de R$ 5,20 para R$ 5,40 (alta de 3,85%). No Rio de Janeiro, as novas alíquotas entram em vigor em 4 de janeiro. As tarifas de ônibus municipais, BRT, VLT e vans subiram de R$ 4,70 para R$ 5,00 (alta de 6,38%), enquanto a tarifa dos trens da SuperVia permanece em R$ 7,60 (ou R$ 5,00 com Bilhete Único), sem reajuste para este ano. Por fim, as passagens de ônibus em Belo Horizonte foram reajustadas de R$ 5,75 para 6,25% (alta de 8,6%) e passarão a valer a partir de 1º de janeiro.

As novas alíquotas já estavam incorporadas em nosso cenário base. Nossa projeção para a inflação de 2026 segue em 4,2%.

Trajetória da dívida pública preocupa

O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 14,4 bilhões em novembro, acima do déficit de R$ 6,6 bilhões no mesmo mês de 2024. O governo central e as estatais apresentaram déficits de R$ 16,9 bilhões e R$ 2,9 bilhões, respectivamente, enquanto os governos regionais tiveram um superávit de R$ 5,3 bilhões. Além disso, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 79,0% do PIB e a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) aumentou 0,5 p.p., alcançando 65,2% do PIB.

Para o encerramento de 2025, esperamos que o governo central registre um déficit de R$ 54,5 bilhões, impulsionado por receitas extraordinárias, enquanto os governos regionais devem apresentar superávit de R$ 13,6 bilhões (0,1% do PIB), considerando os resultados mais recentes. Por fim, as estatais devem ter um déficit de R$ 10,2 bilhões (0,1% do PIB), o pior da série histórica, pressionado pelos Correios. Assim, acreditamos que o setor público consolidado deve registrou em 2025 um déficit de aproximadamente R$ 51,1 bilhões (0,4% do PIB), um déficit nominal de R$ 1.035,1 bilhões (8,1% do PIB) e a dívida bruta do governo geral deve atingir 78,9% do PIB.

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Destaques da próxima semana   

No cenário internacional, a agenda dos Estados Unidos trará os principais indicadores de mercado de trabalho de dezembro, com ênfase ao Payroll e à taxa de desemprego. Na China, serão conhecidos os índices de inflação ao consumidor e ao produtor do último mês. Na Zona do Euro, destaque para a leitura preliminar do CPI de dezembro. Por fim, índices PMI de serviços das principais economias serão publicados ao longo da semana – PMIs são sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica.

No Brasil, o protagonista da próxima semana será o IPCA de dezembro e, por consequência, o fechamento anual do índice. Esperamos leitura bem-comportada para bens industrializados e alimentos, abaixo da sazonalidade histórica, embora em patamar positivo. Por outro lado, preços de serviços devem retomar tendência de alta, em linha com a prévia do índice (IPCA-15. Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de novembro (PIM-PF), ao passo que o MDIC trará ao público as estatísticas comerciais de dezembro. Veja as nossas projeções abaixo.   

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