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Copom e o que esperar da trajetória futura da Selic

Realizamos a primeira edição de 2026 do nosso tradicional evento pré-Copom; confira as principais mensagens

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Nesta semana, realizamos a primeira edição de 2026 do jantar exclusivo a clientes institucionais da XP com foco na política monetária brasileira. Nosso time macroeconômico, representado por Caio Megale, Victor Scalet e Rodolfo Margato, recebeu especialistas do Banco Daycoval e da Daycoval Asset Management (Rafael Cardoso, Economista-Chefe, Fabio Zaclis, Head de Gestão de Risco de Mercado, e Mauricio Salibian, Head de Gestão Macro), que traçaram possíveis cenários para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e seus impactos potenciais nos mercados, além de expectativas para o início do ciclo de corte de juros no país.

Reunimos os destaques do evento:

  • O mercado continua dividido sobre o início do ciclo de corte de juros e sua extensão.
  • O BC deve manter a postura contracionista nesse próximo comunicado, tendo em vista que a dinâmica do mercado de trabalho segue resiliente e o quadro inflacionário, apesar da recente melhora, aponta uma desaceleração ainda gradual e de pouca qualidade.
  • O cenário-base de XP e do Daycoval considera que o início do ciclo de flexibilização monetária deve ocorrer em março.
  • Expectativas para o ritmo de corte de juros nesse novo ciclo estão divididas (XP projeta cinco cortes consecutivos de 0,50 p.p., enquanto Daycoval vê primeiro corte de 0,25 p.p. em março, seguido por mais 0,25 p.p. em abril e apenas depois acelerando para reduções de 0,50 p.p. até o patamar de 12,00% ao ano para a Selic.

Expectativas para a primeira reunião do Copom de 2026

O mercado está dividido no que diz respeito ao momento do início do ciclo de cortes de juros, com algumas casas defendendo uma redução de 0,25 p.p. já nesta primeira reunião do ano e outras (a maioria) adotando uma postura mais hawkish em suas projeções, avaliando que o ciclo só deve começar em março.

A visão da XP para a decisão desta semana é de manutenção da taxa Selic em 15,00% (acesse aqui o nosso relatório “Esquenta do Copom”). Esse também é o cenário previsto pela Daycoval, embora os especialistas estejam mais cautelosos em comparação com a mediana do mercado, especialmente no que diz respeito ao ritmo dos cortes de juros.

Apesar da melhora do ambiente inflacionário no país, nossos especialistas e os convidados reconheceram que o ritmo da desaceleração da atividade econômica tem sido gradual. Paralelamente, o mercado de trabalho continua dando sinais de resiliência.

Quanto às expectativas com o comunicado pós-decisão, os especialistas concordaram que o BC deve manter uma abordagem mais dura em relação ao controle da inflação. O time do Daycoval espera ver poucas mudanças no tom do comunicado em relação ao texto da última reunião, mas acredita que a autoridade monetária pode suavizar a abordagem altamente contracionista e sinalizar espaço para cortes de juros (mesma visão da XP).

Início do ciclo de cortes de juros: não agora, mas logo mais

O cenário-base da XP e do Daycoval para o início dos cortes de juros é março, mas há opiniões divergentes quanto à forma como esse novo ciclo será conduzido.

Nossos economistas projetam cinco cortes consecutivos de mesmo patamar, 0,50 p.p., e com uma pausa para avaliação prevista no segundo semestre do ano, com a taxa Selic em 12,50% no final do ano.

Enquanto isso, o Daycoval adota um cenário de maior cautela e gradualismo. Para a instituição, o ciclo deve começar com um corte de 0,25 p.p. em março, seguido por mais 0,25 p.p. em abril, e apenas depois acelerando para reduções de 0,50 p.p. até atingir uma queda de 3 p.p. ao longo de todo esse período de flexibilização.

No entanto, o Daycoval não descartou a possibilidade de o BC postergar o início do ciclo de cortes para abril, por três motivos: o mercado de trabalho não arrefeceu; a qualidade da abertura da inflação piorou; e as expectativas inflacionárias seguem desancoradas.

Segundo as avaliações dos convidados, o ambiente externo permanece incerto. No cenário doméstico, parte do recuo da inflação tem caráter não recorrente: por exemplo, a inflação de serviços voltou a subir. O alívio na inflação geral decorreu, em grande medida, de ventos globais favoráveis (destaque para a desvalorização do dólar), e não de melhora estrutural.

O Daycoval também ressaltou o menor impacto da política monetária em setores não cíclicos da economia, além do aumento robusto da massa salarial e do fato de que a inflação importada contribuiu de forma significativa para a desaceleração recente — cerca de 0,9 p.p. no ano passado —, mas não deve repetir esse efeito com a mesma força daqui para frente.

Para a inflação, o Daycoval projeta 4,1% ao fim de 2026 e 3,5% para 2027, com a ressalva de que, em ambos os casos, o resultado é fortemente dependente do comportamento da taxa de câmbio.

Fluxos de capitais mais favoráveis ao Brasil podem trazer ajuda adicional ao processo de desinflação doméstica, avaliou Rodolfo Margato. Já os especialistas do Daycoval ponderaram que, embora o câmbio possa contribuir, ele não resolve o problema: trata-se de um choque externo positivo, insuficiente para garantir a convergência sustentada da inflação à meta sem o suporte da política monetária.

Confira nossa edição de janeiro do Brasil Macro Mensal

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