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Alta de Juros: Quitar dívidas ou investir?

Para aqueles que têm dívidas e vontade de investir, sempre há o questionamento: o que fazer antes? Nem sempre essa resposta é óbvia. Neste relatório, entenda o que é necessário levar em consideração.

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Alta de Juros: Quitar dívidas ou investir?

Para aqueles que têm dívidas e vontade de investir, sempre há o questionamento: o que fazer antes? Nem sempre essa resposta é óbvia e neste relatório, você irá conferir quais fatores devem ser levados em consideração.

Com a mais recente decisão do Copom, a taxa básica de juros chegou a 12,75% a.a., atingindo seu maior patamar desde 2017, e há expectativa de mais uma elevação. Em trajetória também crescente, o endividamento familiar chegou a seu maior número nos últimos 12 anos em março, com mais de 75% das famílias mantendo alguma dívida e quase 30% com atrasos, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Seja causadas por padrões de consumo pouco ajustados com a realidade financeira da família ou como consequência do estressado cenário macroeconômico que o país se encontra, com IPCA acumulado em maio de 12,13% (maior valor desde 2003), é importante lançar um olhar cuidadoso sobre as dívidas familiares.

Entenda suas dívidas

As taxas para cada tipo de dívida e contrato podem variar, mas em geral, com a taxa de juros brasileira voltando aos patamares de dois dígitos, o crédito também fica mais caro. Pelo menos é isso que mostra o ICC – Indicador de Custo de Crédito, uma medida do Banco Central que visa metrificar qual o % das taxas que estão sendo pagas pelos tomadores de crédito na atualidade. É possível ver que a após uma queda expressiva em 2020, a taxa tem subido consideravelmente, acompanhando o aumento de juros.

Indicador do custo do crédito - % a.a. dados mensais

Para trazer exemplos práticos sobre como essas taxas impactam na quitação de dívidas e consequentemente no orçamento, separamos quatro diferentes linhas e suas respectivas taxas: financiamento veicular, crédito consignado público, parcelamento cartão de crédito e a de cheque especial. Fomos até o portal do Banco Central e calculamos a média das 30 menores taxas para cada linha, no caso das taxas de cheque especial, pegamos a média das 27 menores taxas e o resultado você poderá ver a seguir:

Vale um destaque relevante, o cheque especial se trata de uma linha de crédito de curtíssimo prazo, no geral, para uso emergência. Entretanto, é uma linha muito utilizada, e em alguns casos, o consumidor desconhece o impacto real dessa taxa elevada ano a ano, que como podemos ver, uma dívida de R$ 50.000,00 pode chegar a R$ 1.464.750,96 em 3 anos caso não seja quitada previamente.

Se no seu caso a dívida for de cheque especial, a recomendação é a verificação de outras linhas de crédito de longo prazo, parcelamento da dívida, ou se houver possibilidade, quitação imediata. Esse pode ser um grande detrator de patrimônio, por isso só deve ser usado em casos de real necessidade – e com planejamento de quitação rápida.

Quando olhamos para a dívida de financiamento veicular, apesar de ser menor se comparada a de cheque especial, ainda assim, a taxa média mensal segue relevante, onde ao final de 3 anos, o total de juros pagos chega a R$ 38.797,85. O mesmo segue para empréstimos consignado público, em 3 anos o total de juros fica próximo ao de financiamento, chegando a R$ 38.117,66.

E o cartão de crédito? Sem dúvidas, essa é uma das dívidas mais comuns, vale pontuar que no geral, o uso do cartão em si não gera taxas, a não ser que seja acordado diretamente na compra. Entretanto, em caso de atrasos, as taxas podem ser salgadas, e como podemos ver, a média é de 90,37% ao ano. Ao final de três anos, uma dívida de R$ 50.000,00 se torna R$ 294.957,45, quase 6 vezes mais do que o valor inicial.

Em resumo, caso você possua dívidas a prioridade deverá ser a quitação, objetivando reduzir os custos, que costumam ser consideravelmente superiores aos rendimentos de qualquer investimento.

Por fim, em raríssimos casos, podem existir dívidas prefixadas que foram adquiridas com a taxa de juros em seu menor patamar histórico, ou dívidas que não permitem desconto por antecipação, que valem maior atenção para decidir entre quitar a dívida ou investir. O planejamento financeiro deve estar sempre presente, de forma que seja feita uma análise realista da situação, evitando prejuízos financeiros.

Quanto vou ganhar investindo?

Se você ainda tem dúvidas se é melhor quitar ou investir, deve estar se perguntando quanto você ganharia com determinados investimentos. A grande verdade é que isso vai variar da modalidade escolhida, liquidez determinada e risco envolvido. Para o investidor que deseja maiores retornos, acaba optando por ativos que tem volatilidade e por isso são recomendados para longo prazo.

A taxa básica de juros atual está em 12,75% ao ano, por isso, mesmo em investimentos pós fixados, não compensaria investir antes de quitar as dívidas. E tomando como base as taxas do tesouro direto disponíveis no dia 19 de maio, a rentabilidade préfixada de um título com prazo de 3 anos está em 12,41% ao ano, valor abaixo das simulações realizadas aqui.

Além disso, para melhorar os retornos sempre recomendamos carteiras diversificadas, e quando olhamos para o retorno esperado para os próximos 5 anos por politica de investimentos, eles variam entre IPCA + 5,1% e IPCA + 10,2%. Aqui, temos uma taxa híbrida, que depende da inflação do período, mas que garante um retorno real aos investidores. Dessa forma, na hora de escolher um investimento é importante olhar não apenas para a taxa apresentada no título, mas como está a inflação e como será possível manter o retorno real positivo no investimento.

Por outro lado, caso você possua dívidas e esteja na fase de organização, entendemos que a disciplina e foco são componentes vitais, e por isso, nada impede que seja realizado um pequeno investimento para iniciar. No momento, existem alternativas de fundos com aporte mínimo de R$ 100,00 que já oferecem uma carteira completa de diversificada, e fornece ao investidor acessibilidade a diversas alternativas de investimentos.

Iniciar a investir vai proporcionar uma visão diferente sobre o dinheiro, já que ao invés da “dor de cabeça” de ter uma dívida crescente, você passará a ver seu dinheiro trabalhando para você, e seu patrimônio crescendo a ponto de proporcionar estabilidade e tranquilidade financeira. Não perca tempo para se organizar, comece investindo em conhecimento, e veja a transformação na sua vida financeira.

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