O rally da Bolsa brasileira: A trajetória do mercado de ações no 1º semestre

Entenda o que aconteceu com a Bolsa brasileira na primeira metade do ano e veja quais foram as maiores altas e baixas entre as ações


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É difícil olhar com clareza quando se está no olho do furacão. Mas chega aquele momento tão esperado de maior calmaria em que até rir do que aconteceu passa a ser possível, sinal de superação e de que a vida segue. Esse é o sentimento de muitos investidores que aportaram seu capital na Bolsa de valores brasileira nos últimos seis meses.

Um semestre que fica para a História como um dos rallys mais acalorados do mercado de ações nacional e que mostra que sempre poderá haver uma mola no fundo do poço, não importa o que aconteça. Afinal, o que aconteceu com a Bolsa nessa primeira metade do ano e qual foi o desempenho das melhores e piores ações? Veja a seguir uma breve demonstração da trajetória do Ibovespa.

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O rally da Bolsa brasileira: o que aconteceu?

Para quem nunca ouviu falar em rally no contexto dos investimentos, esse termo é usado quando há uma forte aceleração de um determinado ativo e que ocorreu de forma excepcional, ou seja, fora dos padrões. No caso, foi exatamente o que aconteceu com a Bolsa brasileira nos últimos meses. Veja uma breve retrospectiva para entender a trajetória do Ibovespa no 1º semestre.

Logo na virada do ano, o Ibovespa vinha em suas máximas históricas, em torno dos 115 mil pontos, com uma expectativa de mais de 2% de crescimento, tendência de manutenção dos juros baixos e a continuidade das reformas estruturantes após a aprovação da PEC da Previdência, tão esperada pelo mercado.

Desses três fatores considerados essenciais para manter o mercado em pleno aquecimento, o único que permaneceu – até porque não havia outra alternativa – foram os juros baixos, com três cortes na taxa Selic, hoje em 2,25% ao ano, por causa do baixo histórico.

Mas só isso não foi o bastante para segurar o baque de uma nova recessão econômica, com expectativa de desaceleração no PIB de -6%, segundo a equipe de Economia da XP, e consequentemente de uma agenda política praticamente parada com o foco em torno de medidas econômicas para conter os impactos provocados pelo isolamento social e fechamento parcial da economia, ações recomendadas pelas maiores autoridades de saúde do mundo no combate à disseminação do coronavírus.

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O período do caos

As incertezas começaram em fevereiro, após o Carnaval, quando se confirmaram os primeiros casos de contágio no Brasil. Até os últimos dias de março, o acumulado de queda do Ibovespa já chegava a praticamente 40%, o pior desempenho de uma Bolsa no mundo até então.

Nesse meio tempo, foram seis Circuit Breakers, quando o mercado é paralisado após queda de mais de 10% do índice, igualando-se à marca em 2008 e quase quebrando o recorde.

O período da retomada

Após o decreto da quarentena em São Paulo, medida seguida por outros estados em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), as incertezas continuaram, porém houve menos volatilidade e não houve mais quedas tão vertiginosas na Bolsa brasileira.

Pelo contrário, desde abril a Bolsa fechou no azul todos os meses porque cada vez mais a crise do coronavírus ganhava bons exemplos de retomada lá fora, principalmente na China, onde se originou o vírus, sendo o país com a melhor resposta à pandemia. Além disso, diversos testes de vacinas foram feitos em vários países e já há previsões mais concretas de uso, inclusive no Brasil.

Assim, a Bolsa saiu de 63 mil pontos para fechar em 95 mil pontos em junho. Uma trajetória impressionante, com a queda mais rápida e uma das retomadas mais velozes da História do mercado de ações brasileiro.

Portanto, foram três meses de queda e outros três meses de crescimento. O saldo final do ano ainda registra queda de 17,8% no Ibovespa, mas o caminho já está bem mais claro e a expectativa da XP foi reajustada rumo à marca de 110 mil pontos, continuando o rally.

Além disso, considerando uma migração conservadora de 5% da renda fixa e poupança para a Bolsa, estimamos um potencial fluxo para o Ibovespa em cerca de R$ 1 trilhão. Confira os motivos do otimismo da equipe de análise de ações da XP no relatório mais recente sobre o Panorama da Bolsa.

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As maiores altas e baixas do Ibovespa no 1º semestre

Na maré de oscilação do Ibovespa nesses últimos seis meses, quem surfou as ondas certas se sobressaiu. Mesmo com o mercado em uma de suas maiores crises e volatilidade intensa, houve empresas que esbanjaram altas de mais de 50%.

No outro sentido, algumas companhias acabaram sofrendo mais, principalmente com a queda brusca de demanda na pandemia. Veja abaixo as ações que mais se valorizaram e as que mais caíram no 1º semestre.

Varejo digital e exportadoras se destacam

Entre as companhias que mais se valorizaram durante a primeira metade do ano, passando com boa performance pelo auge da crise do coronavírus, se destacam as do setor de Varejo, mais especificamente com foco em e-commerce, e outras que tem no seu modelo de negócio a exportação como um dos pilares mais fortes.

As varejistas que entenderam que o comércio eletrônico seria a bola da vez – e uma mudança que definitivamente veio para ficar – foram as que mais ganharam valor de mercado. B2W, Magazine Luiza, Via Varejo e Lojas Americanas estiverem entre as 10 primeiras no ranking de bom desempenho.

As empresas exportadoras, como WEG, Klabin, Marfrig e Vale, praticamente completam a lista. Essas companhias se beneficiaram principalmente por causa da valorização do dólar e, nos casos específicos de Klabin, Marfrig e Vale, as commodities, que são primordiais para o desenvolvimento e abastecimento de produtos básicos para qualquer país, mantiveram o bom ritmo de produção.

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