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Copa do Mundo 2026: quanto custa e como se programar para assistir ao vivo

Quer assistir aos jogos da Copa do Mundo 2026 diretamente nos países-sede? Saiba como se programar neste conteúdo

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Copa do Mundo 2026: quanto custa e como se programar para assistir ao vivo

Por Maria Giulia Figueiredo

Em ano de Copa do Mundo, o sonho de muitos brasileiros é viver o Hexa de perto: viajar para outro país, vestir a camisa amarela na arquibancada, cantar o hino ao vivo e sentir aquela emoção que nenhuma TV entrega. A experiência é única, mas também envolve planejamento. Hospedagem, passagens, ingressos, alimentação e deslocamentos compõem um custo que precisa ser considerado. 

Então surge a pergunta: como se programar para assistir à Copa do Mundo ao vivo?

Copa do Mundo de 2026: o cenário da viagem 

A Copa de 2026 será a maior da história: 48 seleções, disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — entre 11 de junho e 19 de julho de 2026. O jogo de abertura está previsto para a Cidade do México e a final para o estádio da região New York–New Jersey (MetLife Stadium).  

Serão 16 cidades‑sede, distribuídas pelos três países. Isso significa que quem viajar para assistir aos jogos pode enfrentar deslocamentos internos e curvas de custo bem diferentes dependendo do roteiro escolhido. 

Nesse contexto, o planejamento financeiro ganha ainda mais relevância, sobretudo para equilibrar tempo, orçamento e a qualidade da experiência. Por outro lado, a diversidade de sedes pode abrir oportunidades de otimização de custos, com escolhas de cidades, rotas e duração de viagem que tornem o sonho mais acessível, sem perder a essência de viver a Copa no estádio. 

Quanto custa ir à Copa do Mundo de 2026? 

Quem nunca sonhou em cantar o hino ao vivo, sentir o frio na barriga no apito inicial e viver a Copa dentro do estádio? Esses momentos nascem num instante: a bola na rede, torcedores cantando juntos, a arquibancada vibrando como um só corpo. Assistir a uma Copa no estádio não é apenas “ver um jogo”, é presenciar a história do esporte. 

Imagine esse momento: planejar a viagem para acompanhar a Copa do Mundo de 2026, com a bandeira no ombro, a camisa da Seleção e a foto histórica na arquibancada. 

Mas afinal, quanto custa realizar esse sonho? E, tão importante quanto isso, o que é preciso fazer hoje para conseguir viajar no período da Copa? A resposta vai além de “saber o preço” de passagem e ingresso: é transformar o sonho em meta, entender o custo total, planejar prazos e investir de forma adequada para chegar lá com segurança. 

Como tornar o sonho realidade? 

Para entender como viabilizar esse objetivo, montamos uma simulação considerando duas pessoas saindo de São Paulo, com roteiros de 7 e 11 dias, priorizando jogos da fase de grupos e, se possível, um confronto de mata‑mata (dependendo de sorteio, disponibilidade e logística). 

Os valores a seguir são estimativas feitas considerando as condições atuais e podem variar conforme câmbio, datas, cidades‑sede, disponibilidade de hospedagem e preços/categorias de ingressos.  

Nosso objetivo é educativo: ajudar você a dimensionar a meta, organizar o prazo e fazer escolhas financeiras que tornem o sonho possível.

Cenários de viagem 

Cenário 1 — Visitando uma cidade: 

O casal escolhe uma única sede, assiste duas partidas e passa sete dias viajando. A ideia é reduzir deslocamentos internos, concentrando a logística em um só destino e aproveitando passeios entre os jogos. Esse formato tende a baratear a logística (menos voos, uma única hospedagem) e simplificar o roteiro, com o custo total menor. 

Cenário 2 — Mais de uma cidade no roteiro: 

O casal busca uma experiência mais ampla: duas partidas ao longo de dez dias de viagem, com visita a duas cidades‑sede. O itinerário inclui trechos internos (aéreos/terrestres) e momentos de turismo em locais diferentes. É a rota de quem quer viver intensamente o período da Copa, mas exige orçamento maior, sobretudo em transporte e hospedagem, mas oferece flexibilidade para escolher cidades, datas e perfis de preço conforme a preferência do viajante. 

Mapa de gastos da viagem 

A seguir, detalhamos os principais grupos de despesas para duas pessoas. Em cada item, indicamos como o custo se forma. 

  • Passagens aéreas internacionais (Brasil → país da Copa, ida e volta) 

O preço varia por data, antecedência, rota e companhia. Voos diretos costumam ser mais caros; conexões tendem a baratear. Períodos com datas mais importantes (abertura, jogos do país‑sede e finais) elevam tarifas. Em 2026, por envolver três países, rotas com mais de um trecho, por exemplo, GRU → cidade A e cidade B → GRU, podem otimizar custo e tempo, mas exigem planejamento e atenção a bagagem/taxas. 

Buscando valores atuais para trechos no período da Copa, e considerando os três países‑sede, apresentamos abaixo as faixas de preço de ida e volta: 

SaídaChegada (Cidade/País-sede)Valores (ida e volta) – por pessoa
São PauloJFK (Nova York)R$ 3.780,00
São PauloMIA (Miami)R$ 3.240,00
São PauloYYZ (Toronto)R$ 4.320,00
São PauloMEX (Cidade do México)R$ 3.510,00
  • Trechos internos (entre cidades/países da Copa) 

Em um torneio sediado em três países, os deslocamentos entre jogos podem combinar voos domésticos/regionais e, em algumas rotas, trens/ônibus. O custo varia conforme número de cidades no roteiro, distância entre sedes, janela de compra, datas de pico (abertura, jogos da seleção, finais) e franquia de bagagem. Em geral, quanto mais cidades, maior o orçamento de transporte. Alternativas terrestres tendem a baratear, mas aumentam o tempo de deslocamento; companhias aéreas do estilo ‘lowcost’ reduzem a tarifa base, porém cobram por bagagem e marcação de assento. 
Para quem cruza fronteiras (EUA‑Canadá‑México), atenção a conexões, imigração e eventuais autorizações necessárias. 

Planejar sedes em blocos regionais (duas partidas na mesma área) ajuda a reduzir custos e ganhar tempo entre um jogo e outro. 

Abaixo estão algumas opções, em valore atuais, de transportes para deslocamento interno, para o período da viagem. 

Trecho entre locaisMeio de transporteValor (em média, considerando valores atuais)Valor em reais (cotação 5,40 BRL/US$)
New York/New Jersey ↔ PhiladelphiaTremUS$ 12 a 230 (dinâmico)R$ 432,00
New York/New Jersey ↔ PhiladelphiaÔnibusUS$ 18,48R$ 99,79
New York/New Jersey ↔ BostonTremUS$ 80 (dinâmico)R$ 432,00
New York/New Jersey ↔ TorontoTrem internacionalUS$ 150 (dinâmico)R$ 810,00
Seattle ↔ Vancouver (BC)TremUS$ 50R$ 270,00
Miami ↔ OrlandoTremUS$ 53R$ 286,20
Toronto ↔ VancouverVooUS$ 100 (dinâmico)R$ 540,00
Cidade do México (CDMX) ↔ GuadalajaraVooUS$ 50 (dinâmico)R$ 270,00
Cidade do México (CDMX) ↔ GuadalajaraÔnibus executivoUS$ 100 (dinâmico)R$ 540,00
Cidade do México (CDMX) ↔ MonterreyVooUS$ 90 (dinâmico)R$ 486,00
Cidade do México (CDMX) ↔ MonterreyÔnibusUS$ 95R$ 513,00
  • Hospedagem (diária × noites × duas pessoas)

O custo varia conforme cidade/bairro, categoria de hospedagem, política de cancelamento (reservas flexíveis tendem a ser mais caras), proximidade de estádio/transporte e taxas locais que nem sempre aparecem no primeiro preço exibido. Em períodos de alta demanda é comum haver estadias mínimas, tarifas não reembolsáveis e pagamento antecipado

Com base em uma consulta no Booking, verificamos que, nas cidades-sede analisadas, os preços de quartos privativos padrão (para duas pessoas) apresentam ampla variação. Os valores mencionados correspondem à diária e não incluem taxas:

CidadeEstádio do jogoMais barato (US$)Mais caro (US$)Mais barato (R$)Mais caro (R$)
AtlantaMercedes-Benz Stadium186,004.595,001.004,4024.813,00
BostonGillette Stadium154,003.127,00831,6016.885,80
DallasAT&T Stadium295,002.665,001.593,0014.391,00
Guadalajara, MexicoEstadio Akron184,006.425,00993,6034.695,00
HoustonNRG Stadium237,003.291,001.279,8017.771,40
Kansas CityArrowhead Stadium214,003.927,001.155,0021.205,80
Los AngelesSoFi Stadium332,004.948,001.792,8026.719,20
Mexico CityEstadio Azteca405,002.516,002.187,0013.586,40
MiamiHard Rock Stadium407,002.675,002.197,8014.445,00
Monterrey, MexicoEstadio BBVA228,001.867,001.231,2010.081,80
New York/New JerseyMetLife Stadium1.120,004.010,006.048,0021.654,00
PhiladelphiaLincoln Financial Field540,004.647,002.916,0025.093,80
SeattleLumen Field554,002.425,002.991,6013.095,00
San Francisco Bay AreaLevi’s Stadium655,002.254,003.537,0012.171,60
Toronto, CanadaBMO Field242,002.995,001.306,8016.173,00
Vancouver, CanadaBC Place2.472,004.784,0013.348,8025.833,60
  • Alimentação (gasto diário por pessoa)

Pensando em refeições (café/almoço/jantar), lanches em estádio, água e eventuais gorjetas, as cidades turísticas e áreas dos eventos podem elevar os preços próximos aos jogos.

Para a simulação, consideramos um valor diário de US$ 80 por pessoa (aproximadamente R$ 432,00/dia), que cobre refeições completas e consumos eventuais.

Na prática, o gasto varia pelo perfil de consumo (restaurantes x lanches), horários e proximidade de arenas/zonas turísticas.

  • Transporte local

Metrô/ônibus (passes diários, semanais), carros de aplicativo e táxi devem entrar no orçamento, pois são custos relevantes que podem acontecer diariamente.

Nos Estados Unidos, o transporte público deve suprir grande parte da necessidade de deslocamento. Ainda assim, emergências, trechos noturnos ou sedes com menor cobertura de transporte público podem elevar a necessidade de transporte privado.

Para a simulação, consideramos US$ 25 por dia, por pessoa (aprox. R$ 135,00). Vale reforçar que esse custo varia conforme cidade‑sede escolhida, distâncias e proximidade da hospedagem de estações/estádios; a escolha de uma boa localização pode aumentar o preço da diária, mas compensar na redução de custos para deslocamento.

  • Ingressos dos jogos

O preço depende da categoria do assento, fase do torneio e demanda; a compra ocorre pelas plataformas oficiais. É um dos itens de maior peso do orçamento. Para um jogo padrão da fase de grupos, usamos a média de US$ 300 (equivalente a R$ 1.620,00, considerando a cotação de 5,40 BRL/US$).

Se a ideia for incluir partidas de matamata (quartas/semis/final), o valor pode subir bastante, chegando a US$ 2.000 em cenários concorridos. Por isso, a escolha das partidas deve refletir o teto de gasto do consumidor, estabelecer prioridades nessa escolha é fundamental para chegar no orçamento final confortável.

  • Gastos Extras

Além de passagens e ingressos, é importante reservar uma verba para gastos extras (obrigatórios ou recomendáveis), como seguro‑viagem, obtenção da documentação necessária (por exemplo, o visto americano, caso ainda não tenha), e internet internacional. Ter passaporte e visto emitidos com antecedência ajuda a evitar essas despesas de última hora e torna o planejamento muito mais ágil.

Outro gasto importante a entrar na conta é um dos queridinhos de qualquer turista: os famosos mimos de viagem. Depois da experiência de viajar e assistir aos jogos, são eles que ficam como lembrança. Seja uma compra para guardar de recordação, seja um presente para a família, como a clássica camiseta ‘Fui aos EUA e lembrei de você’, esse tipo de gasto costuma aparecer e merece ser considerado no planejamento.

Para esses gastos extras, reservar cerca de R$ 2.000,00 costuma oferecer uma boa margem de segurança. Porém, se ainda houver o custo do visto a ser incluído, esse valor fica mais apertado, por isso, o ideal é ajustar a reserva de acordo com o contexto individual. 

O que costuma pesar mais?

Passagens internacionais, ingressos e hospedagem são, em geral, os maiores blocos do orçamento, especialmente em cidades mais caras e em jogos de fases avançadas.

Para ilustrar, propomos duas situações de simulação de investimentos com objetivo de assistir à Copa do Mundo:

  • Cenário 1: 7 dias, 1 cidade, 1 jogo (casal): formato mais acessível, com logística simples e maior previsibilidade de custos.
  • Cenário 2: 11 dias, 2 cidades, 2 jogos (casal): experiência ampliada, com mais deslocamentos, múltiplas hospedagens e ingressos adicionais, custo total mais elevado pelo efeito combinado desses fatores.

Cada leitor pode ajustar o plano ao próprio bolso, modulando número de jogos, cidades e tempo de estadia.

Somando os custos de cada opção, apresentamos abaixo os valores estimados para comparação. Para a hospedagem, consideramos a mediana dentro os valores mais baratos da nossa tabela de hospedagem. Já para as passagens, fizemos a média entre os valores informados em nossa tabela anterior.

CenárioPassagens internacionais (casal)HospedagemAlimentaçãoTransporte localTrajetos internosIngressosGastos extrasTotal (para o casal)
1 cidade – 7 dias (valores para duas pessoas)R$ 7.400R$ 11.900 (7 noites × R$ 1.500)R$ 6.048 (R$ 432×2×7)R$ 1.890 (R$ 135×7)R$ 0R$ 6.480 (2 jogos × R$ 1.620)R$ 4.000R$ 37.718
2 cidades – 11 dias (valores para duas pessoas)R$ 7.400R$ 18.700 (11 noites × R$ 1.500)R$ 9.504 (R$ 432×2×11)R$ 2.970 (R$ 135×11)R$ 1.080 (1 voo interno: R$ 540)R$ 6.480 (2 jogos × R$ 1.620)R$ 4.000R$ 50.134

Do orçamento da viagem ao planejamento financeiro

Com o valor total estimado em mãos, o próximo passo é transformar o sonho em meta financeira clara e mensurável:

  • Valor alvo: quanto a viagem deve custar (de acordo com suas escolhas de datas, cidades, duração e número de jogos).
  • Prazo: quantos meses faltam até a viagem.
  • Aporte mensal possível: quanto o casal consegue guardar e investir todo mês.

Com essas três informações definidas, fica mais fácil montar um plano de investimento. A partir do prazo disponível, é possível calcular quanto aportar por mês sob diferentes cenários de rentabilidade.

Para objetivos com data marcada, e que precisam manter o poder de compra até lá, a renda fixa normalmente é a primeira opção a ser considerada. Isso porque ela reúne investimentos que pagam juros e costumam oscilar menos do que a renda variável.

Em termos simples, investir em renda fixa é emprestar dinheiro ao governo, a um banco ou a uma empresa, recebendo juros em troca. É diferente de deixar o dinheiro “parado” na conta ou na poupança, onde ele tende a render menos (ou quase nada). Guardar no cofrinho até ajuda a acumular, mas investir com juros é o que realmente faz o dinheiro trabalhar para que o seu objetivo aconteça.

Dois horizontes de investimento

Cenário A — começar faltando 1 ano:

Se o casal começa a juntar dinheiro com apenas 1 ano de antecedência, o tempo é menor e, por isso, os aportes mensais precisam ser maiores para alcançar o mesmo valor final. Nesse horizonte, o foco deve estar em liquidez e previsibilidade, já que as compras mais importantes (passagens e ingressos) acontecem ao longo do ano.

Isso significa priorizar investimentos simples, de baixo risco e com resgate fácil, especialmente próximos das datas de pagamento dos principais gastos.

Para esse cenário, consideramos o investimento em um título que seja atrelado à Selic, utilizando uma taxa anual 13% ao ano, o que equivale a 1,02% ao mês.

Com essa taxa e o valor‑alvo da viagem, o cálculo abaixo mostra quanto o casal precisa investir por mês, e também o valor por pessoa, para alcançar o objetivo em 12 meses:

Prazo: 12 mesesAporte mensal (para o casal)Aporte por pessoaRentabilidadeValor total BrutoValor total Líquido
Cenário 1R$ 2.980R$ 1.4901,02% ao mêsR$ 37.841R$ 37.718
Cenário 2R$ 3.961R$ 1.9811,02% ao mêsR$ 50.297R$ 50.134

Considerando as premissas de preços e um prazo de 12 meses, o plano exige aportes mensais de R$ 1.490,00 por pessoa para viabilizar uma viagem de 7 dias, em uma cidade, com 1 jogo.

Para a viagem mais longa, 11 dias, passando por duas cidades e assistindo a 2 jogos, o aporte necessário sobe para R$ 1.981,00 por pessoa.

Esses valores consideram aportes mensais constantes, sem nenhum resgate ao longo do caminho, e refletem as estimativas de custo apresentadas para cada cenário.

Mudanças no prazo (por exemplo, reduzir para 6 meses ou estender para 18 meses), no número de jogos, nas cidades escolhidas ou no perfil de gastos influenciam diretamente o valor do aporte necessário, podendo aumentar ou reduzir o esforço financeiro ao longo do período.

Cenário B — começar 4 anos antes (desde a Copa anterior):

Com um prazo maior, o valor necessário por mês diminui porque os juros compostos trabalham a seu favor: ao longo do tempo, os juros passam a render sobre os próprios juros, o que acelera o crescimento do montante acumulado.

Para mostrar esse efeito na prática, simulamos uma estratégia combinada ao longo de 4 anos, com o objetivo de alcançar o valor final necessário nos dois cenários da viagem (7 dias e 11 dias):

1) Aporte único de R$10.000,00 aplicado no Tesouro Prefixado 2029 (vencimento em 01/01/2029). Quando esse título vence, o valor é automaticamente reinvestido em um investimento que rende 100% do CDI até a data da viagem.

2) Fluxo de aportes mensais ao longo de 48 meses, também em um investimento que rende 100% do CDI, até alcançar o valor necessário.

É importante reforçar que esta é uma simulação simplificada e educativa. Na prática, os resultados podem variar por conta de taxas, impostos, oscilações da Selic, prazos de aplicação e resgate, entre outros fatores de mercado.

Para parametrizar as contas, consideramos, na perna prefixada, uma taxa de 12,73% ao ano (aproximadamente 1,00% ao mês), e, para a perna pós‑fixada, uma rentabilidade de 13,00% 1,02% ao mês, equivalente a 100% do CDI sob estas hipóteses).

Com essas premissas, apresentamos a seguir o resultado da simulação:

Prazo: 48 mesesValor líquido após aporte único de R$10.000 (01/01/2029 = 29 meses)Aportes mensais realizados até a copaValor líquido (aportes mensais)Valor líquido (aporte único reinvestido)Valor total para a viagem (para o casal)
Cenário 1R$ 12.843R$ 377R$ 22.621R$ 15.097R$ 37.718
Cenário 2R$ 12.843R$ 585R$ 35.037R$ 15.097R$ 50.134

Combinando um aporte único de R$ 10.000,00 aplicado no Tesouro Prefixado 2029, que cresce para R$ 12.843 no vencimento (01/01/2029) e, reinvestido a 100% do CDI, chega a R$ 15.097 na data da viagem, com aportes mensais ao longo de 48 meses, o casal alcança os valores necessários para cada cenário.

  • Com aportes mensais de R$ 377, o valor total acumulado chega a R$ 37.718 no cenário da viagem de 7 dias.
  • Com aportes mensais de R$ 585, o montante final alcança R$ 50.314 no cenário da viagem de 11 dias e 2 cidades.

Quando começar?

Começar cedo faz toda a diferença. Quanto maior o horizonte, menor precisa ser o aporte mensal para chegar ao mesmo objetivo; tudo graças aos juros compostos, que potencializam o crescimento do dinheiro ao longo do tempo.

E um ponto importante: mantenha a reserva de emergência separada da verba da viagem. Como são objetivos diferentes, cada um merece sua própria “caixinha”, evitando misturar prioridades e garantindo mais segurança no planejamento.

Para despesas em dólar americano, dólar canadense e peso mexicano, acompanhar o câmbio e fazer conversões aos poucos ao longo do tempo ajuda a diluir as oscilações das moedas. Além disso, sempre vale conferir taxas, tarifas e prazos da instituição financeira antes de converter ou carregar o cartão.

Flexibilidade também joga a favor do bolso: data da viagem, cidade escolhida e categoria do ingresso influenciam diretamente o preço e a disponibilidade. Por isso, ter um plano B (seja de datas, destinos ou setores), evita cair na armadilha de pagar “qualquer preço a qualquer custo”.

Além disso, documentação não é detalhe, vistos e autorizações podem dispender tempo, especialmente visto dos EUA. É essencial verificar também as regras do Canadá e do México, ou seja: planeje com antecedência.

Agora feche os olhos e volte para a arquibancada: a camisa amarela, o hino que arrepia, a selfie com o estádio lotado. Essa foto só é possível porque o planejamento começou antes, com metas claras, disciplina nos aportes e pequenas decisões bem-feitas, repetidas mês após mês

Realizar um objetivo desse tamanho é totalmente possível. Organização, constância e um plano financeiro coerente são a chave que transforma um sonho em realidade. E, se a sua “Copa” não for uma viagem, tudo bem. Pode ser um curso, um intercâmbio, a troca de carro. A lógica continua a mesma: definir o valor pretendido, estipular o prazo e seguir com disciplina financeira. Assim, qualquer projeto sai do papel.

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