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Ações defensivas: o que são e quando incluir na carteira?

Dentro da renda variável, existem ações que podem tornar a sua carteira mais preparada para os desafios macroeconômicos e domésticos; saiba mais sobre ações defensivas

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Ações defensivas: o que são e quando incluir na carteira?

Em períodos de elevadas incertezas, investidores costumam tomar menos riscos e focam mais em ativos considerados defensivos, como alguns produtos da renda fixa ou até mesmo investimentos focados em reserva de valor.

Porém, dentro da renda variável, existem ações que podem tornar a sua carteira mais preparada para os desafios macroeconômicos e domésticos.

Você sabe o que é uma ação defensiva? Continue neste artigo e entenda as principais características dos papéis com esse perfil, como identificá-los e em quais momentos eles são oportunos para a sua carteira.

O que são ações defensivas?

Ações defensivas, ou ações não cíclicas, são aquelas que, em períodos de maior volatilidade e incertezas macroeconômicas, costumam sofrer menos impacto nos negócios.

Empresas de utilities, produtores de matérias-primas, farmacêuticas… Eles ainda geram receita mesmo durante ciclos desafiadores, tornando seus modelos de negócio mais resilientes (ou defensivos) em relação a nomes mais sensíveis à economia doméstica e/ou global.

Aqui, vale destacar que, dentre esses ativos, existem diferentes graus de volatilidade e impacto em mudanças de ciclo econômico.

Imagine um cenário de inflação alta, juros elevados e desaceleração econômica: essa combinação pesa para o bolso do consumidor, que tende a cortar gastos e deixar de consumir produtos considerados “menos essenciais” – por exemplo, roupas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Apesar disso, é importante ressaltar que ações menos sensíveis a ciclos econômicos podem enfrentar volatilidade e se desvalorizar quando o cenário fica mais apertado. Afinal, estamos lidando com um mercado que implica riscos e não possui garantia de ganhos futuros.

Qual a diferença entre ações defensivas e cíclicas?

Se ações não cíclicas costumam sofrer menos em ambientes voláteis, o que acontece com as ações cíclicas é justamente o oposto.

Por serem mais sensíveis a fatores e indicadores macroeconômicos, elas acabam sentindo mais os efeitos das mudanças de ciclo.

Quando a economia está desacelerando, ou até em períodos de recessão, essas ações costumam ser comprometidas devido à influência do consumo, de estímulos governamentais e das projeções sobre a macroeconomia e seus negócios.

No entanto, da mesma forma que cenários mais desafiadores penalizam esses ativos, fases de crescimento e melhora nas expectativas costumam beneficiar mais as ações cíclicas, o que se traduz em maior potencial de desempenho.

O que dividendos têm a ver com ações defensivas?

Ações mais resilientes também são associadas a companhias consolidadas no mercado, considerando perfis de negócios mais estáveis e com fluxo recorrente de receitas.

Essas empresas são diferentes de companhias focadas em crescimento: estas priorizam expansão, e isso requer investimentos.

Por outro lado, empresas consolidadas em seus respectivos setores priorizam investir pontualmente em áreas estratégicas. E o dinheiro que sobra? Esse montante pode ser direcionado a reservas de capital ou aos acionistas.

Por isso, ações defensivas podem ser vistas como potenciais fontes de rendimento estáveis via distribuição de proventos dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP).

Porém, como grande parte do mercado financeiro, isso não é escrito em pedra. Existem, inclusive, small caps com políticas de remuneração aos acionistas. Da mesma forma, uma empresa estabelecida em sua indústria pode entrar em uma fase de capex (despesas com investimentos) elevado e entregar menos (ou até pausar) dividendos.

Como incluir ações defensivas na sua carteira?

Como vimos neste artigo, papéis considerados mais defensivos podem servir como um mecanismo de proteção para a carteira dos investidores, especialmente em períodos de maior volatilidade e incerteza.

Esses ativos são mais previsíveis do que companhias cíclicas, por exemplo, e estão ligados a setores que, mesmo em períodos de crise econômica, têm demanda por serem considerados essenciais à população.

Por isso, expor sua carteira a esses ativos pode servir de escudo a eventuais momentos de baixa no mercado.

Mas lembre-se de que a diversificação é um fator crucial para um portfólio mais robusto e equilibrado – desde que os investimentos estejam alinhados aos seus objetivos e perfil de investimento.

No nosso site de conteúdo, atualizamos todo mês as recomendações para o universo da renda variável e outras classes de investimento.

As ações recomendadas pelos nossos analistas buscam superar o benchmark (índice de referência – no caso, o Ibovespa), e o processo de seleção precisa seguir estes quatro critérios:

  • Atender a visão de longo prazo;
  • Contar com diversificação setorial;
  • Apresentar valuations atraentes;
  • Contar com nomes com boas perspectivas de crescimento.

Acompanhe mês a mês nossas indicações para blue chips, dividendos e small caps, tudo em um único lugar

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