Análise Fundamentalista - Ações TIMS3

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Vale a pena investir nas ações da TIM?

We are updating our TIM estimates while keeping our view largely unchanged, though the risk/reward profile is shifting. TIM is retaining strict cost discipline and solid cash generation, strengths we are continuing to recognize. However, the equity story is evolving in ways that are widening the distribution of potential outcomes.

TIM is transitioning from a pure-mobile player with above-inflation revenue growth and material efficiency gains to a company investing in its convergent proposition and accelerating B2B, while its core mobile revenue is growing below inflation amid rising competitive intensity.

Its FTTH push is making strategic sense: sustaining a competitive position as a pure-mobile player is becoming increasingly difficult against strong convergent rivals, as we have discussed before. That said, it is introducing a more complex capital allocation agenda, with higher execution risk and a longer payback period.

We are maintaining our Neutral rating. TIM is carrying greater sensitivity to the competitive landscape, and its primary growth drivers, FTTH and B2B, are offering less predictability than the core mobile business. Until these vectors are demonstrating clearer visibility, risk/reward is remaining balanced.

That said, we would be turning more constructive if the core mobile operation were showing signs of improvement, either through TIM’s own commercial efforts or a more favorable competitive environment, as this would be providing a stronger foundation from which to fund and execute the convergent and B2B expansion.

Model Update: We are projecting net revenues of R$28.0bn and R$29.1bn for 2026 and 2027, implying YoY growth of 5.2% and 3.9%, respectively, broadly tracking inflation. Top-line growth is being increasingly supported by FTTH, B2B and V.8 Tech, which are continuing to expand at double-digit rates.

On profitability, we are projecting EBITDA of R$14.4bn for 2026, representing YoY growth of 6.3% and an EBITDA margin of 51.4%. For 2027, we are forecasting EBITDA of R$15.2bn and a margin of 52.1%. Our net income estimates are standing at R$4,360mn for 2026 and R$4,958mn for 2027.

New vs. Old Estimates: Our 2026 top-line and EBITDA estimates are remaining broadly unchanged. The main revision is coming at the bottom line, with our 2026 and 2027 net income estimates being reduced to reflect weaker-than-expected below-the-line items, primarily resulting from softer net financial results. For 2027, we are also making a slight downward revision to our top-line estimate to reflect the competitive environment, while keeping EBITDA virtually unchanged.

XPe vs. Consensus: Our 2026 net revenue and EBITDA estimates are remaining broadly aligned with consensus, while our net income estimate is standing 0.9% below consensus. For 2027, we are maintaining a more conservative top-line outlook, with net revenues coming in 0.9% below consensus. This is translating into EBITDA standing 0.6% below the Street, despite our EBITDA margin assumption remaining 14bps above consensus at 52.1%. Our net income estimate is standing 2.5% below consensus.

Target Price: We are incorporating the estimate revisions and the updated cost of capital into our valuation, rolling our target price forward to 2027 and setting it at R$22.0/share, implying 13% upside potential. TIM is continuing to demonstrate clear strengths, including cost discipline, robust cash generation and meaningful progress in FTTH and B2B. Its 2027 P/E is also remaining attractive at 9.4x. Nevertheless, we are maintaining our Neutral rating, as increasing competitive risks and a capital allocation strategy that is still developing are tempering our view.

Nossos principais conteúdos sobre TIMS3

Acesse o nosso último relatório mais completo sobre as ações de TIMS3 aqui.

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Quais os principais riscos de investir nas ações da TIMS3?

Riscos de queda: A atual mudança no ambiente competitivo, ou um eventual aumento da intensidade concorrencial, pode se traduzir em churn mais elevado e descontos mais profundos nas ofertas, pressionando a receita. Em paralelo, há uma probabilidade relevante de mudança no perfil de alocação de capital. O cenário competitivo, aliado à necessidade estratégica de avançar em convergência e à recente aquisição dos 51% remanescentes da I-Systems, sinaliza, em nossa visão, que a companhia pode investir mais em FTTH, de forma orgânica ou via M&A, o que pode alterar o perfil de FCF e, consequentemente, a tese de investimento. Além disso, inflação acima do esperado pode pressionar o poder de compra da base de clientes, especialmente no pré-pago, que respondeu por cerca de 20% da receita de 2025, e nos planos controle de menor ticket, dificultando reajustes de preços e pressionando a receita.

Riscos de alta: Um controle de custos melhor do que o esperado, área em que a companhia entregou desempenho acima das expectativas em 2025, pode sustentar margens e geração de caixa acima do nosso cenário base. Ademais, um ambiente competitivo mais racional, combinado com reajustes de preços eficazes por parte dos concorrentes no pré e no pós-pago, especialmente considerando que o gap de preços se ampliou recentemente, conforme destacado em nosso Price Tracker de março, pode abrir espaço adicional para a TIM elevar preços, sustentando o crescimento da receita.

Como a TIM está posicionado no tema ESG?

Vemos a TIM bem posicionada em uma perspectiva ESG, com grandes esforços sendo colocados em práticas, além de sólidos compromissos adiante e uma divulgação de dados ESG de alto nível. No pilar E, embora menos material, destacamos que a TIM possui diversas iniciativas para reduzir seu impacto ambiental, enquanto na frente S vemos a empresa com fortes esforços para aumentar o acesso da população à comunicação, enquanto a qualidade do serviço continua sendo um desafio. Por fim, no G, vemos com bons olhos a governança da TIM, embora ressaltamos que é válido monitorar os desdobramentos da potencial aquisição da Telecom Itália por um Private Equity.

Clique aqui para acessar o relatório completo sobre a visão ESG da TIM (Link)

O que é a TIM?

A TIM é uma pure mobile company, ou uma mobile Challenger company. Aproximadamente 93% de sua receita vem da operação de telefonia móvel, 4% de sua operação de ultra-bandalarga e 3% de serviços corporativos para o atacado. A companhia é a terceira maior operadora de telefonia móvel do país com 51 milhões de acessos e 22% de Market share. No segmento pré-pago a companhia é a segunda maior operadora, atrás da Claro, com 29 milhões de acesos e 25% de Market share.

Nos últimos anos, a TIM acelerou seus investimentos no 4G e hoje possui a maior cobertura 4G no Brasil, alcançando mais de 3.700 cidades com essa tecnologia em 2020. Apesar do gap de frequências em relação aos seus concorrentes, a TIM foi muito assertiva no refrarming de suas frequências do 2G e 3G para o 4G, além de uma gestão bastante eficiente de todos os seus elementos de rede.

Esse posicionamento em termos de rede permitiu que a companhia avançasse também no processo de transformação de sua base de clientes impulsionado pela migração do pré para o pós pago suportando uma evolução no topo da pirâmide. A base de clientes da companhia que era de 77% pré-pago em 2016 hoje está em 58% trazendo também uma evolução no mix da receita que se tornou mais recorrente e previsível. Hoje 62% da receita da companhia vem de planos pós-pagos (vs 45% em 2016).

Para mais detalhes institucionais sobre a companhia, acesse o site de relação com investidores da empresa aqui.

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