Pesquisa assessores XP: Preocupações com o coronavírus deixam os assessores mais cautelosos em março

Confira os destaques da edição de março da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP Matriz e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.


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Nos últimos dias, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre a Bolsa brasileira. Nesta edição, obtivemos 166 respostas únicas.

De acordo com a nossa pesquisa de março, os assessores e seus clientes estão mais pessimistas em relação ao Ibovespa quando comparamos ao mês passado. 51% dos assessores acreditam que o índice deve fechar 2021 entre 120.000 e 130.000, mesmo patamar de fevereiro. No entanto, houve uma queda de -6p.p. M/M em relação aos que acreditam que a Bolsa passará a marca de 130.000 pontos (27%) e um aumento de +7p.p. M/M dos que acreditam que o Ibovespa ficará abaixo de 120.000 pontos (22%). A média de palpites calculada foi de 127.756 pontos, que representa uma queda de -0,7p.p. M/M (128.660 pontos em fevereiro).

Tal visão mais cautelosa ocorre principalmente devido ao crescente número de infecções e mortes por conta da Covid-19 e as consequentes preocupações em relação à retomada da economia, sendo o “Efeito do Coronavírus” o risco que apresentou o maior aumento percentual (+16p.p. M/M, 19% em março). O cenário político, mesmo com queda vs. mês passado, continua sendo visto como o principal risco para o Ibovespa (76%, -14p.p. M/M).

Como consequência, os clientes estão mais cautelosos em relação aos seus investimentos, havendo uma queda de -17p.p. M/M em relação aos que pretendem aumentar sua exposição em ações (25%). No entanto, não estão pessimistas a ponto de vender suas posições nessa classe de ativos. A maioria pretende manter seus investimentos (58%, +11p.p. vs. fevereiro) e, mesmo com o aumento do interesse em renda fixa observado nesse mês (37%, +5p.p. M/M), o interesse em fundos, principalmente imobiliário e multimercado, é maior.

Alocação em renda variável reduz

Comparada à média histórica, a alocação em renda variável dos clientes de varejo teve a segunda queda consecutiva em março, se encontrando acima da mesma em 39% dos casos, o que representa uma diminuição de -12p.p. em relação à fevereiro, quando o mesmo percentual era de 51%.

Adicionalmente, segundo os assessores, a alocação de seus clientes está em linha com a média histórica em 39% dos casos, +2p.p. em relação a fevereiro, enquanto o percentual de alocação abaixo da média histórica teve alta de +7p.p. M/M (indo para 15%), confirmando, assim, a maior cautela também por parte de seus clientes.

*Os assessores que declararam que não possuíam essa informação somaram 8%.

Interesse em aumentar os investimentos em renda variável diminui

O percentual de interessados em aumentar seus investimentos em renda variável (25%) diminuiu -17p.p. em relação a fevereiro, enquanto 58% pretende manter seus investimentos em tal classe de ativos (vs. 47% em fevereiro).

Por outro lado, 17% dos assessores reportaram que seus clientes pretendem diminuir seus investimentos em renda variável, um aumento de +6p.p. em relação ao mês anterior.

Portanto, os clientes estão mais cautelosos com seus investimentos em renda variável, porém, ainda assim, os que querem aumentar ou manter seus investimentos nessa classe de ativos continuam sendo maioria.

Interesse por renda fixa continua a aumentar

Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: 1) Investimentos Internacionais (80%); 2)  Fundos Imobiliários (57%); 3) Fundos Multimercado (45%); 4) Tesouro Direto e Renda Fixa (37%); 5) Fundos de Renda Variável (28%); 6) Fundos de Renda Fixa (24%); e 7) Ouro (14%).

O interesse por Tesouro Direto e Renda Fixa seguiu o movimento de alta visto no mês passado, aumentando +5p.p. M/M, e ultrapassou Fundos de Renda Variável, que caiu -22p.p. M/M. Além disso, o interesse por Fundos de Renda Fixa subiu +4p.p. M/M, o que, somado ao alto interesse por Investimentos Internacionais (80%, -4p.p. M/M), mostram uma tendência de maior busca por proteção do portfólio.

Há expectativa de turbulência nos mercados por mais tempo

Segundo a pesquisa desse mês, 41% dos assessores acreditam que os mercados se acalmarão após mais de 6 meses, alta de +1p.p. em relação à fevereiro, e os que acreditam que isso ocorrerá entre 3 e 6 meses somam 37% (+11p.p. vs. fevereiro). Em terceiro lugar, 21% das pessoas acreditam que a turbulência irá passar entre 1 e 3 meses, -2p.p. em relação ao mês passado.

Em relação ao Ibovespa, 51% dos assessores acreditam que o índice deve fechar 2021 entre 120.000 e 130.000 (mesmo patamar de fevereiro), enquanto 27% (-6p.p. vs. fevereiro) acreditam que a Bolsa passará a marca de 130.000 pontos. Os 22% restantes acreditam que o Ibovespa ficará abaixo de 120.000 pontos (vs. 15% em fevereiro). A média de palpites calculada foi de 127.756 pontos.

Aumentam as preocupações com os riscos que o coronavírus traz para o Ibovespa em 2021

Tendo em vista o aumento do número de casos e mortes devido às infecções pela Covid-19, o risco do “Efeito do Coronavírus” aumentou +16p.p. M/M (19% em março), após permanecer em níveis baixos de preocupação por parte dos assessores nos meses anteriores, chegando a 3% em fevereiro. Mesmo assim, o maior risco para o Ibovespa continua sendo o cenário político, ainda que tenhamos visto uma queda quando comparamos ao mês passado (76%, -14p.p. M/M). Em terceiro lugar, está a desaceleração econômica global, com 5% (+2p.p. M/M).

Em relação aos propulsores da Bolsa, na visão dos assessores, os maiores são: 1) vacina contra o coronavírus e volta ao “normal” (68%, +26p.p. vs. fevereiro); 2) cenário econômico brasileiro (13%, -5p.p. vs. fevereiro); 3) liquidez global (12%, -10p.p. vs. fevereiro); e 4) cenário econômico global (7%, -8p.p. vs. fevereiro). Esses resultados mostram que os assessores estão mais atentos ao cenário doméstico em relação ao que pode interferir no desempenho da Bolsa em 2021.


A edição de março da pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de março de 2021, via um formulário eletrônico contendo onze questões e obteve 166 respostas únicas.

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