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Brava Energia (BRAV3) | Reunião com os novos CEO e CFO

Participamos de uma reunião com a diretoria da Brava. Veja os destaques.

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Foco intenso na redução do endividamento, alocação de capital e maximização do valor

Esta manhã (12), a Brava anunciou que o Sr. Richard Kovacs deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração para se tornar o novo CEO da empresa, a partir de 1º de fevereiro. No final da tarde, participamos de uma conversa com o Sr. Kovacs e o diretor financeiro da Brava, Sr. Luiz Carvalho, durante a qual a gestão compartilhou suas visões sobre o futuro da empresa e os caminhos para desbloquear todo o seu potencial. A mensagem principal da nova liderança centra-se em um maior foco na alocação de capital e na maximização de valor, livre de quaisquer dogmas relativos a ativos individuais – algo que interpretamos como uma maior disposição para desinvestir ativos. Não vemos isso como um afastamento completo da estratégia existente da empresa, mas sim como um foco intensificado e uma execução potencialmente mais rápida das oportunidades de fusões e aquisições. A administração também enfatizou seu compromisso com a desalavancagem e, com o tempo, a possível retomada da remuneração dos acionistas.

Novos desafios, nova gestão. A administração destacou as conquistas recentes da Brava, particularmente na frente operacional, citando exemplos como a entrega bem-sucedida do projeto Atlanta, onde a produção está dentro do previsto, e melhorias de eficiência em Papa Terra, entre outros. A equipe também destacou duas campanhas de perfuração importantes que estão por vir – dois poços em Papa Terra e dois poços em Atlanta. O Sr. Kovacs enfatizou que a equipe técnica da Brava está bem preparada para gerenciar esses projetos. Olhando para o futuro, a nova administração acredita que o foco da Brava deve mudar para a estrutura de capital, alocação de capital e identificação de maneiras de maximizar o valor de seu portfólio de ativos.

A alocação de capital ganha destaque. Uma mensagem importante ganhou destaque durante nossa reunião: um forte foco na alocação de capital. O novo CEO enfatizou que, para maximizar o valor, a empresa não deve ter dogmas (ou seja, nenhum stake “certo”, nenhum ativo principal ou apego à posição de operador). A equipe administrativa não comentou as recentes notícias sobre possíveis operações de fusões e aquisições. No entanto, em nossa interpretação, as mudanças na liderança podem sinalizar uma maior disposição para desinvestir ativos – acreditamos que possa haver a saída de ativos não essenciais ou o desinvestimento parcial para desalavancar e reduzir o risco. Também parece que o ritmo da mudança pretendida é mais significativo do que em movimentos anteriores (por exemplo, a Brava vendeu recentemente ativos marginais que representavam menos de 1% da produção).

Não se trata apenas de M&As. Quando se fala em alocação de capital, geralmente a primeira coisa que vem à mente é M&A. No entanto, a alocação de capital vai além disso. Luiz destacou oportunidades na gestão de passivos, incluindo a busca por refinanciamento de dívidas com capital mais barato, prorrogação de vencimentos e redução da complexidade das cláusulas. Renegociações bilaterais com fornecedores e estratégias de hedge também fazem parte da equação.

Remuneração dos acionistas, mas a desalavancagem vem em primeiro lugar. O Sr. Kovacs reiterou a importância de fazer distribuições aos acionistas. Em sua opinião, nos níveis de valuations atuais, as recompras seriam um mecanismo mais eficaz do que os dividendos. No entanto, a administração acredita que este não é o momento certo para aumentar as distribuições. A prioridade é continuar a desalavancar e reduzir a dívida líquida/EBITDA para menos de 1,5x. Conseguir isso reduziria os custos de dívida, permitiria prazos de vencimento mais longos e aliviaria as restrições dos contratos. Uma alavancagem mais baixa é particularmente importante para posicionar a empresa de forma a aproveitar oportunidades futuras — como possíveis aquisições, caso a Petrobras ou outros players vendam ativos — ou para investir de forma anticíclica durante períodos de preços mais baixos do petróleo.

A flexibilidade prevalecerá. A administração enfatizou a importância de preservar a flexibilidade como parte das decisões de alocação de capital. No entanto, dada a natureza do negócio de petróleo e gás, particularmente os investimentos offshore, isso nem sempre é possível. Por exemplo, as duas campanhas de perfuração para 2026 já estão contratadas com flexibilidade muito limitada. Para garantir os fluxos de caixa necessários para esses investimentos, a Brava está contando com hedges, com uma parte significativa de sua produção de 2026 protegida a US$ 63/bbl. Embora a política de hedge seja constantemente reavaliada, olhando para o futuro, em um contexto de menor alavancagem e compromissos de capex menores, os hedges provavelmente não serão mais tão necessários.

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