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Onde estão as oportunidades hoje? | 25º Congresso Apimec Brasil

Em painel do 25º Congresso Apimec Brasil, foram discutidas as melhores oportunidades do momento em renda fixa, FIIs, Bolsa brasileira e investimentos alternativos

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Onde estão as oportunidades hoje? Painel do 25º Congresso Apimec Brasil
O 25º Congresso Apimec Brasil ocorre nos dias 16 e 17 de setembro em São Paulo

Em um cenário marcado por transformações globais, desafios macroeconômicos, impasses geopolíticos e mudanças no comportamento do investidor, quais são os fundamentos necessários para tomar boas decisões de investimento?

No primeiro dia do 25º Congresso Apimec Brasil, realizado no Teatro CIEE, em São Paulo, especialistas do mercado financeiro se reuniram para discutir as oportunidades em variados segmentos, considerando diferentes cenários.

Com mediação de Mara Limonge, vice-presidente executiva da Apimec, o painel contou com a participação de:

  • Flávio Conde, head de ações da Levante Ideias de Investimentos e coordenador setorial da comissão de economia da Apimec, falando sobre ações;
  • Marília Fontes, sócio-fundadora da Nord Research e coordenadora de renda fixa na comissão de economia da Apimec, comentando sobre renda fixa;
  • Ricardo Figueiredo, gerente executivo de fundos imobiliários na Finclass, falando sobre FIIs;
  • Bruno Stein, sócio da Galapagos Capital, comentando sobre ETFs; e
  • Luiz Roberto Calado, diretor da TrustBond, falando sobre criptoativos.

Veja os destaques abaixo:

Renda fixa

A conclusão no painel foi de que, com um cenário eleitoral binário se consolidando à frente, uma carteira com maior peso em risco não parece adequada.

Por isso, a renda fixa segue atrativa, mas é preciso ter seletividade.

O prefixado demanda maior cautela, uma vez que, em cenários com maior visibilidade, ele tende a correr bem. Por outro lado, quando o ambiente se torna mais incerto, pode haver penalidade para a carteira do investidor.

O IPCA+ parece ser uma opção mais interessante: consegue travar um juro real carregando até o vencimento e possui o “amortecedor” da inflação. Em um ambiente de juros mais baixos, o retorno pode ser atrativo.

Em relação ao crédito privado, recomenda-se também tomar cuidado. O prêmio que o investidor recebe ao adquirir a dívida de uma empresa precisa valer a pena – o que não é o caso atual, visto que o nível dos spreads está baixo.

Fundos imobiliários

Segundo os especialistas, existe atualmente um “descasamento” entre os fundamentos do mercado imobiliário e os preços das cotas.

Escritórios com aluguel comercial no maior patamar desde 2012, anúncios de aquisições de empreendimentos, logística liderando a demanda em São Paulo e níveis de vacância de escritórios de alto padrão (SP e RJ) voltando aos níveis pré-pandemia – esses dados revelam um cenário saudável para a indústria atualmente.

Por outro lado, esse ambiente não parece refletir o desempenho dos fundos imobiliários, com o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) acumulando retorno negativo em 2026 e praticamente todos os segmentos descontados.

No painel, foi destacado que parece haver muito mais um prêmio do carrego do IFIX do que nos últimos 10 anos. Imputando juros reais elevados, as cotas são castigadas, ao passo que a geração de dividend yield (DY) aumenta.

Isso abre uma janela de oportunidade para comprar ativos de qualidade a preços atrativos.

Setores da Bolsa

No painel, foram apresentados setores dentro da Bolsa que se beneficiariam em dois cenários distintos:

Juros e dólar altos: seguradoras são favorecidas com a taxa Selic elevada, enquanto um dólar mais fortalecido beneficia exportadoras, empresas do agronegócio e frigoríficos. Na ponta prejudicada, varejo, small caps e empresas com elevado nível de endividamento sentem maior impacto negativo dentro desse cenário.

Juros e dólar menores: dentro desse ambiente, o cenário se inverte, com varejistas, construtoras e companhias endividadas sendo beneficiadas.

Criptoativos

Qual é o papel dos criptoativos para uma carteira diversificada? Após anos de expansão, essa indústria só tende a ganhar mais espaço no mercado, especialmente diante das medidas para regular esses ativos em diversos países.

Atualmente, cripto é tão comum quanto fundos de investimento.

Trata-se de uma reserva de valor assimétrica e uma opção para se expor a um dos temas mais quentes do momento: infraestrutura digital.

Dentro da carteira, o papel de cripto sugerido pelos especialistas é de 1 a 5% da composição total, com o consenso institucional apontando percentual entre 1 e 2% para portfólios conservadores e moderados.

ETFs

Em poucos anos, os ETFs (Exchange-Traded Funds, ou fundos de índice) ganharam notoriedade entre os investidores.

O momento atual é muito interessante para esses ativos, conforme apontado no painel. No Brasil, mercado ainda novo para a indústria, já são mais de 200 ETFs que totalizam R$ 125,5 bilhões em ativos sob custódia, sendo R$ 59 bilhões ligados apenas à renda fixa.

Se o mercado continuar no ritmo de expansão em que está, é bem capaz de o Brasil alcançar rapidamente um acesso expandido a esses fundos.

Cada vez mais, o ETF se consolida como uma tecnologia para acesso a classes de ativos que o investidor almeja, sendo uma forma eficiente, transparente, fácil e barata de se fazer essa alocação.

É, além disso, um veículo de eficiência tributária, com baixo custo e liquidez intradia. Olhando mais de perto os segmentos, ETFs de renda fixa e com exposição internacional ganham atratividade.

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