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Pesquisa com assessores XP: Níveis de alocação aumentam após a correção do mercado

Confira os destaques dessa edição da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Neste mês, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre investimentos. Nesta edição, obtivemos 106 respostas únicas.

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Nesta edição da nossa pesquisa com assessores e consultores vinculados à XP, observamos um aumento dos níveis de alocação em ações, embora a intenção de aumentar ainda mais a exposição tenha diminuído. Os principais destaques foram: (i) a parcela de respondentes que pretende manter sua alocação em ações inalterada subiu para 75% (+12 p.p. M/M), enquanto a dos que pretendem aumentar a alocação caiu para 20% (-9 p.p. M/M); (ii) o sentimento dos assessores em relação à bolsa piorou para 7,0, ante 7,4 na pesquisa anterior; (iii) a renda fixa segue como a classe de ativos preferida dos clientes, seguido de ativos internacionais; (iv) instabilidade política e eleições são as principais preocupações, seguidas pelos riscos fiscais no Brasil e pelos riscos geopolíticos; e (v) a maioria dos assessores (57%) informou que a recente valorização do real ainda não influenciou suas decisões de alocação.

Níveis de alocação em ações aumentam em meio à correção do mercado. Em maio, observamos uma migração de faixas de alocação mais baixas para mais altas. A parcela de respondentes com alocação em renda variável na faixa de 0-10% caiu para 36% (-9 p.p. M/M), enquanto a participação na faixa de 10-25% subiu para 45% (+8 p.p. M/M). Nas faixas mais altas de alocação, também vimos uma rotação da faixa de 25-50% (-5 p.p. M/M) para a faixa de 50-100% (+5 p.p. M/M).

Por outro lado, a intenção de aumentar a alocação em ações recuou. A parcela de respondentes que planeja manter a alocação em ações de seus clientes estável subiu para 75% (+12 p.p. M/M), enquanto aqueles que pretendem aumentar a exposição recuaram para 20% (-9 p.p. M/M). Ao mesmo tempo, a proporção de clientes planejando reduzir a alocação em ações caiu para 5% (-3 p.p. M/M).

Paralelamente, o sentimento dos assessores em relação a ações deteriorou. 65% (-13 p.p. M/M) atribuíram nota 7 ou superior, e a nota média de sentimento recuou de 7,4 em março para 7,0 atualmente. Em relação às projeções para o Ibovespa, a estimativa média para o fim de 2026 caiu para 191 mil pontos, de 196 mil anteriormente, implicando apenas cerca de 8% de potencial de alta em relação ao nível atual do índice, em torno de 176 mil pontos.

O interesse em Renda Fixa aumentou, permanecendo como a classe de ativo preferida. Em maio, o interesse em Renda Fixa subiu para 74% (+5 p.p. M/M), enquanto o interesse em fundos de Renda Fixa avançou de forma relevante para 60% (+12 p.p. M/M). Já o interesse em Ações recuou de maneira significativa, para 51% (-11 p.p. M/M), enquanto o interesse em investimentos internacionais aumentou para 42% (+8 p.p. M/M), com as faixas mais altas de alocação também ganhando espaço.

Instabilidade política/Eleições é a principal preocupação. 68% dos assessores apontam Instabilidade política/Eleições como o principal risco, enquanto 59% destacam os Riscos fiscais no Brasil. Riscos geopolíticos/Guerra também ganham destaque, sendo citados por 44% dos respondentes, refletindo uma maior preocupação com o conflito no Oriente Médio.

Por fim, quando questionados sobre como seus clientes têm reagido à recente apreciação do real, com o dólar voltando a ficar em torno de R$ 5,00, a resposta mais comum entre os assessores (57%) foi que isso ainda não influenciou as decisões de alocação de seus clientes.

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