IBOVESPA +2,09% | 192.201 Pontos
CÂMBIO -1,41% | 5,08/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 2,1%, aos 192.201 pontos, renovando sua máxima histórica. O movimento foi impulsionado por um forte rali global após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, o que elevou o apetite por risco nos mercados.
Hapvida (HAPV3, +9,1%) liderou os ganhos do índice, impulsionada por notícias de que a companhia contratou um banco de investimentos para avaliar a venda de suas operações no Sul do Brasil. Por outro lado, Petrobras (PETR4, -3,9%) foi o principal destaque negativo, refletindo a forte queda nos preços do petróleo após o anúncio do cessar-fogo.
Nesta quinta-feira, a agenda inclui a divulgação da pesquisa mensal do comércio no Brasil e do deflator PCE nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram nesta quarta‑feira, com alívio na aversão ao risco global. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,79% (‑2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,29% (‑2 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,88% (‑1 bp). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,93% (‑22 bps), o DI jan/29 em 13,35% (‑33 bps) e o DI jan/31 em 13,49% (‑26 bps).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,2%), após o forte rali da véspera, registrando seu melhor dia desde abril de 2025. O movimento reflete realização parcial de lucros e aumento da cautela diante de sinais de fragilidade no cessar-fogo entre EUA e Irã. Apesar do acordo inicial de suspensão dos ataques por duas semanas, surgiram acusações de violação do acordo, elevando novamente a incerteza. No radar, investidores acompanham o PCE e pedidos de seguro-desemprego.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), devolvendo parte dos ganhos expressivos da sessão anterior (+3,7%). Setores mais sensíveis ao ciclo lideram as perdas, após forte alta recente. O cenário segue dependente da evolução geopolítica, com investidores ajustando posições diante de um ambiente ainda volátil.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,5%; CSI 300: -0,6%), acompanhando o tom mais cauteloso global. No restante da região, o movimento foi semelhante, com o Kospi recuando 1,6% e o Nikkei 0,7%, refletindo a reprecificação do risco após dúvidas sobre o acordo entre EUA e Irã.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avançou 0,27% no pregão desta quarta‑feira, reagindo positivamente ao anúncio de um cessar‑fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, com vigência estimada para as próximas duas semanas. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo lideraram os ganhos, com alta de 0,28%, impulsionados especialmente pelos Fundos de Shoppings (+0,47%), além de avanços em Ativos Logísticos (+0,17%) e Lajes Corporativas (+0,15%). Na sequência, os Fundos Híbridos avançaram 0,37%, enquanto os Fundos de Recebíveis registraram alta de 0,21%. Os Fundos Multiestratégia tiveram valorização de 0,30%, enquanto os Fundos de Fundos também fecharam em alta, com avanço de 0,29%. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção GRUL11 (+2,5%), RZAT11 (+2,1%) e ICRI11 (+2,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram de RBRL11 (-3,2%), HCTR11 (-1,2%) e CACR11 (-1,0%).
Economia
Os ativos financeiros globais apresentaram forte recuperação ontem em resposta ao anúncio de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, ainda que as tensões geopolíticas persistam e os preços do petróleo continuem pressionados. Ataques aéreos de Israel no Líbano e uma ofensiva iraniana contra um oleoduto na Arábia Saudita evidenciaram a fragilidade da trégua. Uma delegação americana deve viajar ao Paquistão neste fim de semana para negociações com autoridades do Irã. O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 12% na quarta-feira, para cerca de US$ 95 por barril, após ter sido negociado próximo a US$ 90 pela manhã.
A XP revisou suas projeções macroeconômicas à luz do conflito no Oriente Médio e do aumento expressivo nas cotações do petróleo. Conforme discutido no relatório Brasil Macro Mensal, Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo temporário nesta semana, mas a incerteza na região permanece elevada. O documento destaca que economias exportadoras de petróleo, como o Brasil, tendem a ser relativamente beneficiadas. Termos de troca mais favoráveis, combinados com uma rotação dos fluxos de capitais em direção aos mercados emergentes, geram fortalecimento do real. Por sua vez, a projeção de inflação em 2026 (medida pelo IPCA) foi elevada de 3,8% para 4,8%. A estimativa para 2027 permaneceu em 4,0%, com a maior inércia inflacionária sendo compensada pelo câmbio mais apreciado, juros mais altos e algum recuo adicional nas cotações do petróleo. As expectativas para a taxa Selic subiram para 13,50% no final deste ano e 11,50% no final do ano que vem (antes: 12,75% e 11,00%, respectivamente).
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Economia
Mercados financeiros se recuperam com cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, mas cenário permanece bastante incerto
- Os ativos financeiros globais apresentaram forte recuperação ontem em resposta ao anúncio de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, ainda que as tensões geopolíticas persistam e os preços do petróleo continuem pressionados. Ataques aéreos de Israel no Líbano e uma ofensiva iraniana contra um oleoduto na Arábia Saudita evidenciaram a fragilidade da trégua. Uma delegação americana deve viajar ao Paquistão neste fim de semana para negociações com autoridades do Irã. O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 12% ontem, para cerca de US$ 95 por barril, após ter sido negociado próximo a US$ 90 pela manhã. Os principais índices acionários dos Estados Unidos avançaram entre 2,5% e 3,0%. Os contratos futuros passaram a embutir uma probabilidade em torno de 25% para corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) até o fim do ano — abaixo dos aproximadamente 65% precificados imediatamente após o anúncio do cessar-fogo, mas ainda assim uma mudança relevante em relação ao quadro anterior à trégua, quando os preços refletiam chances de elevação de juros. Neste sentido, a ata da última reunião de política monetária do Fed, realizada em março, revelou que alguns diretores julgaram necessário sinalizar abertura para aumento de juros caso a inflação continue em patamares elevados;
- A XP revisou suas projeções macroeconômicas à luz do conflito no Oriente Médio e do aumento expressivo nas cotações do petróleo. Conforme discutido no relatório Brasil Macro Mensal, Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo temporário nesta semana, mas a incerteza na região permanece elevada. As cotações do petróleo ainda se encontram cerca de 50% acima do nível observado no início do ano, exercendo pressão significativa sobre os preços ao produtor em escala global e sugerindo que as taxas de juros ficarão acima do anteriormente projetado. Dito isso, economias exportadoras de petróleo, como o Brasil, tendem a ser relativamente beneficiadas, principalmente por meio do aumento das exportações e da elevação das receitas fiscais. Termos de troca mais favoráveis, combinados com uma rotação dos fluxos de capitais em direção aos mercados emergentes, geram fortalecimento do real. Nesse contexto, a XP revisou sua projeção de taxa de câmbio para o final de 2026, de 5,60 para 5,30 reais por dólar, embora antecipe um aumento do prêmio de risco no segundo semestre, à medida que se aproximam as eleições. Pelo lado negativo, a projeção de inflação em 2026 (medida pelo IPCA) foi elevada de 3,8% para 4,8%, com as pressões concentradas em combustíveis e transportes. Ainda assim, a estimativa de inflação para 2027 permaneceu em 4,0%, com a maior inércia sendo compensada pelo câmbio mais apreciado, juros mais altos e algum recuo adicional nas cotações do petróleo. Em síntese, o choque de oferta em uma economia aquecida, com expectativas inflacionárias acima da meta, requer uma resposta da política monetária. Logo, a projeção da XP para a taxa Selic no final de 2026 subiu de 12,75% para 13,50%. Há espaço para novos cortes de juros em 2027, condicionados ao avanço de reformas fiscais;
- Hoje, destaque para a divulgação de vários indicadores econômicos dos Estados Unidos: PIB do 4T25 – leitura final (exp: 0,7% T/T-1); deflator PCE (despesas de consumo pessoal) de fevereiro (exp: 0,4% m/m; 2,8% a/a); medida de núcleo do deflator PCE de fevereiro (exp: 0,4% m/m; 3,0% a/a); renda e gastos pessoais de fevereiro (exp: 0,3% m/m e 0,6% m/m, respectivamente); pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada (exp: 210 mil). Além disso, na China, atenções voltadas aos dados de inflação ao consumidor (exp: 1,2% em 12 meses) e ao produtor (exp: 0,4% em 12 meses) referentes a março. No Brasil, nenhum indicador econômico relevante será publicado.
Preços do petróleo caem mais de 15% após cessar-fogo entre EUA e Irã
• Os mercados financeiros reagiram positivamente após o presidente dos EUA, Donald Trump ter declarado que concordou em suspender por duas semanas os ataques planejados contra a infraestrutura iraniana. O presidente sinalizou que os EUA estavam dispostos a cessar novas hostilidades contra o Irã, desde que o país reabrisse o Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, afirmou que Teerã cessará suas “operações defensivas” se os ataques contra o país forem interrompidos, e também declarou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível. Como resposta, os mercados de ações estão em alta nesta manhã e os preços do petróleo são negociados em torno de US$ 95 por barril (US$ 110 ontem);
• Não haverá divulgação de indicadores macroeconômicos relevantes nos Mercados Desenvolvidos ou no Brasil hoje;
• No Brasil, a balança comercial registrou um superávit de US$ 6,4 bilhões em março de 2026, abaixo tanto da nossa previsão (XP: US$ 8,0 bilhões) quanto do consenso do mercado (US$ 7,2 bilhões). Em uma base móvel de 12 meses, o superávit atingiu US$ 72,6 bilhões, enquanto a medida anualizada ajustada sazonalmente (3MSAAR) ficou em US$ 68,4 bilhões. Prevemos uma melhora ainda maior nos resultados da balança comercial nos próximos meses, à medida que o impacto da alta dos preços do petróleo se tornar mais claro. Mesmo após o anúncio do cessar-fogo de ontem, o barril permanece significativamente acima dos níveis pré-conflito (US$ 95 contra US$ 60 por barril). A balança comercial do petróleo representa aproximadamente 45% do superávit total da balança comercial brasileira.
• Além dos desdobramentos no Oriente Médio, analistas do mercado brasileiro estão acompando de perto pesquisas para as eleições presidenciais. O Instituto Ideia publicou uma nova esta manha, mostranbdo empate técnico entre o presidente Lula e o senador opositor Flávio Bolsonaro em um provável segundo turno (o mesmo resultados que outras pesquisas mostraram).
Empresas
Varejo XP: Choque de frete como risco persistente para varejistas; avaliando as potenciais implicações da recente disparada do petróleo para o setor
- Nesta edição do Carrinho XP, examinamos o choque de frete em escalada e as potenciais implicações para o varejo brasileiro;
- Destacamos duas dimensões-chave: (i) pressão direta de custos, com o aumento dos preços do diesel elevando os custos de frete e logística ao longo de toda a cadeia de suprimentos do varejo; e (ii) pressão indireta, com a alta dos preços dos combustíveis contribuindo para uma inflação persistente, o que pode prolongar o ciclo de juros elevados e pressionar ainda mais o poder de compra do consumidor;
- No entanto, a alta dos preços de prata/ouro pode ser atenuada como um efeito colateral;
- Para as empresas sob nossa cobertura, marketplaces podem enfrentar ventos contrários de frete, a inflação de alimentos está ganhando tração, e ALPA/VULC devem sofrer alguma pressão de matérias-primas, embora administrável;
- Ressaltamos, porém, que um possível alívio nas tensões globais pode mitigar esse efeito, como visto pela forte queda (~15%) nos preços do petróleo, seguida pela trégua temporária anunciada (07);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Papel e celulose: Restrições de oferta de celulose compensando enfraquecimento da demanda no curto prazo
- Os preços da celulose exibiram dinâmica mista ao longo de Mar’26, com a força da fibra curta sendo crescentemente desafiada pela resistência na China;
- Os preços de BEKP avançaram nos mercados desenvolvidos, refletindo parcialmente os reajustes anunciados;
- Enquanto a China ficou para trás, com aumentos em Mar’26 limitados a ~US$10/t versus os US$20/t propostos;
- A dinâmica de curto prazo segue moldada por incertezas do lado da oferta (incluindo cortes de produção em andamento, aumento dos custos de cavacos e químicos, e disrupções logísticas);
- Embora restrições de acessibilidade e demanda fraca nos elos finais estejam emergindo como importantes vetores de pressão;
- Com os riscos de oferta ainda elevados, vemos os preços da celulose permanecendo sustentados no curto prazo;
- Mas com a assimetria positiva de preços cada vez mais dependente de maior disciplina de oferta, e não de dinâmica de demanda;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
WEG (WEGE3): Um novo capítulo na crônica das tarifas
- Um ano após as tarifas do chamado “Liberation Day”, a política comercial dos EUA segue fluida;
- Com a mais recente reformulação da Section 232 deslocando a exposição tarifária da WEG de um critério geográfico para um critério de tipo de produto;
- Embora alíquotas escalonadas, isenções mais claras e um tratamento com teto para equipamentos de rede reduzam distorções competitivas;]
- A mudança para a aplicação de tarifas sobre o “valor total do produto” compensa parcialmente a redução das alíquotas nominais;
- Para a WEGE3, vemos uma leitura mista, uma vez que seguimos acreditando que a companhia e a indústria devem conseguir repassar aumentos de custos relacionados a tarifas;
- Embora identifiquemos um impacto marginalmente negativo em função do novo perfil de cobrança da 232;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- BTG assina acordo para compra do Digimais, de Edir Macedo, dizem fontes (Valor Econômico).
- Família Pinheiro passa de 50% na Hapvida e vai vender operação no Sul (Valor Pipeline).
- Novo modelo de funding deve impulsionar crédito imobiliário em 2026, dizem executivos (Valor Econômico).
- Com R$ 125 bi contratados, Motiva e Ecorodovias miram aditivos contratuais (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- RZAT11 avança, RBRL11 cai; IFIX fecha em 3.890 pontos, em alta de 0,27% (FIIs);
- Com Selic e Irã em foco, FIIs sobem no primeiro trimestre (B³ Bora Investir);
- Professor Mira analisa Selic e cenário global em novo episódio do Liga de FIIs (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Cessar‑fogo frágil mantém mercado em postura defensiva: Apesar dos sinais de trégua no conflito entre EUA e Irã, a incerteza sobre a duração e os termos do cessar‑fogo mantém investidores cautelosos, com o mercado operando de forma defensiva, maior seletividade em ativos de risco e movimentos concentrados em ETFs como instrumentos táticos de alocação, enquanto o foco segue nos impactos sobre petróleo, inflação e juros. (Valor Econômico);
- Bitcoin Returns Come at Night — and Now There’s an ETF for That: Bloomberg highlights that a large share of Bitcoin’s long‑term gains has historically occurred overnight, prompting the launch of a new ETF designed to capture out‑of‑hours BTC returns, offering investors targeted exposure to a distinctive behavioral pattern in crypto markets. (Bloomberg);
- Xtrackers retira 11 ETFs da Bolsa de Valores de Londres: A Xtrackers anunciou a retirada das linhas de negociação em libras esterlinas de 11 ETFs da Bolsa de Londres a partir de 9 de abril, citando baixa demanda e volume negociado; os fundos não serão encerrados e continuarão listados em outras moedas e bolsas, incluindo LSE em dólar, além de XETRA, Borsa Italiana e SIX, preservando o acesso dos investidores.. (Investing.com);
- ETF de Bitcoin da Morgan Stanley estreia com grande entrada de recursos: O ETF spot de Bitcoin BTCUSD da Morgan Stanley começou a ser negociado na NYSE Arca sob o ticker MSBT, registrando 1,6 milhão de cotas e cerca de US$ 34 milhões em entradas no primeiro dia. (Tradingview).
- Acesse o relatório completo aqui

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