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Mercados acompanham conflito no Oriente Médio; saiba o que esperar na semana

Conflito no Oriente Médio e decisão sobre subsídio ao diesel no Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta segunda-feira, 30/03/2026

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IBOVESPA -0,64% | 181.556 Pontos

CÂMBIO +0,13% | 5,23/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,0% em reais e 4,1% em dólares, aos 181.556 pontos, superando significativamente os mercados globais.

O principal destaque positivo da semana foi MBRF (MBRF3, +31,5%), em meio ao aumento das expectativas de uma possível redução do conflito no Oriente Médio.

Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -11,3%) recuou após a divulgação dos resultados do 4T25. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros refletiram o aumento da aversão ao risco em meio à continuidade do conflito no Oriente Médio e à alta do petróleo, levando a uma reprecificação das expectativas para a política monetária global. Nos EUA, a T-Note de 2 anos encerrou em 3,91% (+2 bps vs. semana anterior), a T-Note de 10 anos em 4,43% (+4 bps) e o T-Bond de 30 anos em 4,97% (+2 bps). No Brasil, a curva de juros manteve o patamar elevado da semana anterior, apesar de variações marginais ao longo da curva, refletindo o ambiente externo e a reprecificação das expectativas para a política monetária. O DI jan/27 encerrou em 14,40% (-2 bps), o DI jan/29 em 14,12% (+1 bp) e o DI jan/31 em 14,15% (0 bp).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,3%), após uma sessão negativa na sexta-feira, que levou os principais índices a novas mínimas recentes. O movimento ocorre no início de uma semana encurtada pelo feriado de Sexta-feira Santa, com o conflito no Oriente Médio entrando em sua quinta semana, reduzindo o otimismo inicial de uma resolução rápida. No radar, investidores acompanham dados do mercado de trabalho ao longo da semana (Jolts, ADP e payroll), além de resultados de empresas como Nike, McCormick e Conagra.

Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,1%), recuperando-se após abertura negativa. O movimento ocorre apesar da deterioração dos indicadores de confiança econômica na região, refletindo o impacto do conflito sobre expectativas de crescimento. No corporativo, destaque positivo para a Orsted (+7,5%), após upgrade do Bank of America, em meio a uma leitura de melhora na relação risco-retorno da ação.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,8%; CSI 300: -0,2%), acompanhando o aumento da aversão ao risco global. A pressão foi mais intensa no restante da Ásia, com o Kospi recuando cerca de 3% e o Nikkei caindo 2,8%. O petróleo volta a ser o principal fator de transmissão para os mercados, com implicações diretas sobre inflação e política monetária, inclusive levando membros do Bank of Japan a sinalizarem a necessidade de possível aperto mais acelerado.

IFIX

Apesar da elevada volatilidade ao longo da semana, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o período com alta de 0,18% no acumulado, impulsionado principalmente pelo avanço de 0,31% no pregão de sexta‑feira. O desempenho positivo foi liderado pelos Fundos Híbridos e de Multiestratégia, que registraram altas de 0,53% e 0,18%, respectivamente. Em sentido oposto, os Fundos de Tijolo apresentaram recuo de 0,32%, pressionados sobretudo pelo desempenho negativo do segmento de Lajes Corporativas, que caiu 1,08%.

Os demais segmentos do grupo tiveram desempenho positivo, com Shoppings e Ativos Logísticos avançando 0,20% e 0,06%, respectivamente. Além disso, os Fundos de Recebíveis também registraram alta, com valorização de 0,47%.

Entre os destaques positivos, chamaram atenção JSAF11 (+1,8%), CCME11 (+1,6%) e HSAF11 (+1,6%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (‑2,1%), GRUL11 (‑1,6%) e BRCO11 (‑1,5%).

Economia

A incerteza sobre os próximos passos do conflito no Oriente Médio segue elevada. Segundo jornais, Trump avalia uma operação para retirar urânio do Irã, enquanto, paralelamente, os Estados Unidos reforçam tropas na região. Ao mesmo tempo, o presidente afirma a jornalistas no Air Force One que as negociações com o Irã avançam “extremamente bem”, o que Teerã nega. O governo iraniano também declarou que destruirá qualquer força americana que tente entrar em seu território.

No Brasil, os estados devem responder hoje sobre a adesão ao plano de dividir o subsídio ao diesel importado.

Na agenda internacional desta semana, destaque para os indicadores de emprego nos Estados Unidos. Na Zona do Euro, amanhã será publicada a leitura preliminar do índice de inflação ao consumidor de março. No Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas fiscais e creditícias de fevereiro. Do lado da atividade econômica, destaque para a geração líquida de empregos formais e a produção industrial (ambos referentes a fevereiro).

Veja todos os detalhes

Economia

Notícias sobre o conflito no Oriente Médio seguem contraditórias

  • Segundo o jornal Wall Street Journal, Donald Trump avalia uma operação para retirar urânio do Irã. Paralelamente, tropas adicionais dos Estados Unidos chegaram ao Oriente Médio, e o jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para semanas de operações terrestres. O Irã respondeu que destruirá qualquer força americana que tente entrar em seu território. Além disso, os houthis — grupo aliado a Teerã — participaram do conflito pela primeira vez ao atacar Israel, elevando o risco de interrupções logísticas no fornecimento de petróleo. O Brent permanece pressionado, ao redor de 110 dólares por barril;
  • As informações sobre o conflito seguem contraditórias. Em conversa com jornalistas no Air Force One, Trump afirmou que as negociações com o Irã avançam “extremamente bem” e sinalizou a possibilidade de um acordo em breve. Já Teerã negou a existência de diálogo direto e condicionou qualquer negociação ao fim das hostilidades. As declarações, em sentidos opostos, reforçam a incerteza quanto ao rumo das conversas e aos próximos desdobramentos do conflito;
  • No Brasil, após adiarem a decisão no fim da semana passada, os estados devem informar hoje ao governo federal se aderem à proposta de dividir os custos do subsídio ao óleo diesel importado, segundo o jornal O Globo. A medida busca mitigar o impacto doméstico da alta global dos combustíveis. O plano prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro, dividido igualmente entre governo federal e estados, com posterior compensação. Ainda de acordo com o jornal, mesmo sem apoio unânime dos estados, o governo deve publicar no início desta semana uma Medida Provisória para viabilizar a subvenção;
  • Na agenda internacional desta semana, destaque para os indicadores de emprego nos Estados Unidos, em especial o Nonfarm Payroll de fevereiro (6ª-feira). Na Zona do Euro, amanhã será publicada a leitura preliminar do índice de inflação ao consumidor de março, para o qual o mercado espera forte aceleração, devido aos impactos da guerra sobre preços de energia. Além disso, serão divulgados PMIs das principais economias (sondagens com empresas que buscam medir o pulso da atividade econômica). No Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas fiscais (3ª-feira) e creditícias (2ª-feira) de fevereiro. Do lado da atividade econômica, destaque para o Caged na 3ª-feira, que traz a geração líquida de empregos formais, e a produção industrial na 5ª-feira (ambos referentes a fevereiro).

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha em alta de 0,31%, aos 3.868,61 pontos, no mesmo patamar da semana anterior (FIIs);
    • Selic deve cair mais devagar — isso muda o jogo dos FIIs de “papel”? (InfoMoney);
    • Crescimento dos Fiagros eleva busca por informação — Suno disponibiliza guia gratuito (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notíciasdos índices e movimentos setoriais
    • O brasileiro nunca investiu tanto no exterior. É hora mesmo de fazer isso?: Com investimentos externos em nível recorde, cresce o uso de ETFs e índices globais como forma simples e eficiente de diversificação internacional e proteção cambial nas carteiras dos brasileiros. (Valor Investe);
    • XP Asset lança ETFs de renda fixa com foco em baixa volatilidade: A XP Asset lançou os ETFs LFTX11 e LTBX11, que replicam índices de renda fixa da B3 com foco em menor volatilidade, buscando reduzir a marcação a mercado e ampliar a eficiência da alocação em juros e inflação. (BPmoney);
    • Ouro volta a cair apesar da piora do conflito no Irã; o que esperar: Mesmo com a escalada do conflito geopolítico, o ouro recua após forte alta, refletindo realização de lucros e ajustes macro, movimento que também impacta ETFs de ouro e índices ligados a commodities, embora a tese estrutural de longo prazo siga em discussão. (Infomoney);
    • Vanguard Enters Target Maturity Bond ETF Market: A Vanguard entrou no mercado de ETFs de renda fixa com vencimento definido, lançando uma linha que replica índices de bonds corporativos investment grade por data de maturidade, oferecendo previsibilidade de fluxo e retorno de principal, em moldes semelhantes a uma escada de títulos (etf.com).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

BNDES destina R$ 10 bilhões a indústria 4.0 e equipamentos voltados à economia verde | Café com ESG, 30/03

  • O  mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 3,03% e o ISE 2,59%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 0,64% e 1,21%, respectivamente;
  • No Brasil, (i) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta sexta-feira R$ 10 bilhões em linhas de crédito para financiar a difusão de máquinas e equipamentos da indústria 4.0 e para bens de capital voltados a projetos da economia verde – os recursos serão disponibilizados em duas linhas de crédito do programa BNDES Mais Inovação, no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB); e (ii) a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) estuda formar sociedade com uma empresa americana para explorar terras raras no Estado (que, segundo dados da Agência Nacional de Mineração, reúne cerca de 38% das áreas requeridas para terras raras no Brasil) – de acordo com o órgão, a CBPM entraria com o ativo mineral e a empresa, ainda sem nome divulgado, com o conhecimento em processos como extração e processamento dos minerais que compõem o grupo de elementos;
  • No internacional, a estatal Taiwan Power apresentou na sexta-feira um plano para reiniciar uma das usinas nucleares da ilha, em meio a crescentes preocupações com interrupções no fornecimento devido ao conflito no Oriente Médio e à pressão da China – Taiwan responde por 70% da produção mundial de semicondutores por contrato e é um fornecedor fundamental de chips avançados usados em inteligência artificial, com o fornecimento estável de energia na ilha sendo crucial para sustentar as cadeias de suprimentos globais desses produtos;
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