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Ataques ao Irã elevam tensão no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares coordenados contra o Irã; saiba mais

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Na madrugada deste sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares coordenados contra o Irã, em uma operação descrita pelo governo americano como o início de “operações de combate em larga escala”. Explosões foram registradas em Teerã e em pelo menos outras cinco cidades iranianas, segundo relatos de autoridades regionais e imprensa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em pronunciamento que a ofensiva tem como objetivo neutralizar capacidades militares iranianas, destruir infraestrutura ligada ao programa de mísseis e impedir que o país desenvolva armas nucleares. Trump também fez um apelo direto à população iraniana, sugerindo que o regime em Teerã deveria ser derrubado.

Israel declarou que os ataques foram preventivos e direcionados a alvos estratégicos ligados ao aparato militar iraniano. Até o momento, não há confirmação independente sobre danos específicos à liderança política do país ou sobre o alcance exato das perdas militares.

Em resposta, o Irã iniciou ações de retaliação, incluindo lançamentos de mísseis e drones contra alvos israelenses, segundo as Forças de Defesa de Israel. Houve também alertas e explosões reportadas em países do Oriente Médio onde os Estados Unidos mantêm bases militares, indicando um risco de ampliação regional do conflito. Notamos ainda que, autoridades israelenses afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian teriam sido alvos diretos da ofensiva, segundo informações divulgadas pela agência Reuters. Até o momento, no entanto, não há confirmação independente sobre os resultados da ação.

Contexto geopolítico

A ofensiva ocorre após semanas de deterioração nas negociações nucleares entre Washington e Teerã. Na sexta-feira (27), Trump havia afirmado que ainda não havia tomado uma “decisão final” sobre ataques, mas demonstrou frustração com a posição iraniana nas conversas indiretas realizadas em Genebra.

O ponto central de impasse segue sendo o programa de enriquecimento de urânio do Irã, que Teerã se recusa a abandonar integralmente, alegando razões de soberania e identidade nacional. Do lado americano, a exigência de garantias totais de que o Irã não terá armas nucleares permanece inegociável.

A desconfiança entre os dois países é agravada pelo histórico da retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear anterior durante o primeiro mandato de Trump.

A operação militar foi precedida por uma ampla mobilização de ativos militares americanos na região, considerada a maior desde o início dos anos 2000, sinalizando que o cenário de confronto vinha sendo preparado há meses.

Petróleo

Já na sexta-feira (27), quando os ruídos se intensificavam sobre um possível ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, os preços do petróleo subiram cerca de 3%.

O movimento ocorreu apesar da ausência, até o momento, de qualquer interrupção física confirmada na produção ou no fluxo de petróleo na região.

Em termos de tendência, o episódio se soma a um ambiente já marcado por tensões regionais. O Brent acumula alta de aproximadamente 8,6% no último mês, refletindo preocupações persistentes com potenciais choques de oferta associados ao Oriente Médio.

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