Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do que o Brasil e o mundo falam sobre os principais assuntos, tendências e companhias que formam o setor. Aqui você encontra o título com o link para a fonte original da notícia, além de uma breve descrição do conteúdo.
Terça-Feira 03 de Fevereiro
Destaques: (i) Minas ajusta modelo de privatização da Copasa (Valor); (ii) São Paulo prepara leilões de saneamento; capex e opex somam R$ 40 bi (Brazil Journal); e (iii) Leilão de hidrelétricas menores deve ficar para o segundo semestre – Edição do dia (Megawhat)
Minas ajusta modelo de privatização da Copasa
A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) começou a fechar o desenho da oferta de ações que vai culminar em sua privatização, processo esperado para ocorrer já em março. No modelo que está na mesa, o governo de Minas Gerais deve vender 30% de sua participação na empresa de saneamento para um investidor de referência e outros 15% em operação que irá a mercado, com as ações, assim, podendo ser adquiridas por outros investidores. A depender do preço, no entanto, não está descartada a possibilidade de a companhia de saneamento se tornar uma “corporation” (sem controle definido). Na segunda-feira (2), as ações da Copasa fecharam a R$ 52,38 o pregão, com valor de mercado total da companhia em torno de R$ 20 bilhões. A esse preço, a oferta ficaria entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões, a depender do formato final. (Valor)
São Paulo prepara leilões de saneamento; capex e opex somam R$ 40 bi
O governo de São Paulo pretende fazer um roadshow nos próximos meses para divulgar a investidores um leilão de Parcerias Público-Privadas em saneamento que pode movimentar R$ 40 bilhões. A licitação vai oferecer contratos para os serviços de água e esgoto em mais de uma centena de municípios, separados em blocos, dentro do programa Universaliza SP. “Queremos abrir consulta pública em março ou abril para ver quais blocos vamos lançar este ano. Acabando a configuração, faríamos o leilão entre setembro e outubro,” a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado, Natália Resende, disse ao Brazil Journal. “Quando estimamos o todo, estava chegando em R$ 30 bilhões, R$ 40 bilhões, contando capex e opex,” disse ela, acrescentando que o valor ainda pode subir com a inclusão de obras de drenagem em algumas cidades. (Brazil Journal)
Leilão de hidrelétricas menores deve ficar para o segundo semestre – Edição do dia
Reportagem do Valor Econômico destaca que revisto na reforma do setor elétrico do ano passado, o leilão para contratação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) não será realizado no prazo previsto na legislação e deverá só acontecer no segundo semestre de 2026. Pela lei, deveria ser contratado até o primeiro trimestre um limite de 3 mil megawatts de usinas hidrelétricas que produzem até 50 megawatts. No entanto, internamente, o Ministério de Minas e Energia (MME) já avalia que não conseguirá cumprir o cronograma. Apesar de as usinas em questão terem reservatórios pequenos ou serem a fio d’água (dependem do curso dos rios), a geração delas é mais constante e previsível ao longo do dia, enquanto houver água. A quantidade de energia gerada, porém, não é tecnicamente necessária para o funcionamento do sistema nacional. (Megawhat)
Exclusivo: Copasa propõe modelo de privatização para ‘maximizar’ preço
A Copasa começou a fechar o desenho da oferta de ações que vai culminar em sua privatização, processo esperado para ocorrer já em março. No modelo que está na mesa, o governo de Minas Gerais deve vender 30% de sua participação na empresa de saneamento para um investidor de referência e outros 15% em operação que irá a mercado, com as ações, assim, podendo ser adquiridas por outros investidores. A depender do preço, no entanto, não está descartada a possibilidade da empresa se tornar uma “corporation”, sem controle definido. Para se desviar de eventuais críticas que foram feitas na transação de desestatização da Sabesp, a operação da Copasa está sendo definida de forma que o governo mineiro “não deixe dinheiro na mesa”, segundo fontes. (Valor)
Águas do Brasil busca fundos para estruturar proposta pela Copasa
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) virou a nova “galinha dos ovos de ouro” no setor de infraestrutura. Grupos como Aegea, Kinea, Perfin e Suez são vistos como candidatos em potencial para a privatização da empresa, que definiu seu modelo na semana passada. Agora, correndo por fora está Águas do Brasil, que já estrutura uma engenharia financeira para ser competitiva no processo, apurou a Coluna. A empresa, que hoje opera serviços de água e esgoto em cerca de 30 cidades no País, principalmente no Rio de Janeiro, está em conversas com bancos e fundos de investimento em busca de um sócio investidor para o projeto, segundo fontes do mercado. A empresa já tem a gestora Vinci Partners como parceira na Rio+Saneamento. Segundo fontes, a Águas do Brasil está estudando o negócio desde que o governo mineiro colocou a privatização da Copasa como uma prioridade. (Estadão)
Ações da Copasa sobem 2,4% após dupla elevação de recomendação pelo JPMorgan
Apesar da ação da Copasa (CSMG3) já ter subido 125% nos últimos 12 meses, o JPMorgan promoveu uma dupla elevação na recomendação da companhia de saneamento de Minas Gerais, passando de underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra). Os papéis fecharam com ganhos de 2,40%, a R$ 52,38, em alta, apesar de longe das máximas. A mudança reflete a revisão de duas premissas que sustentavam a avaliação anterior do banco. (Info Money)
As cinco principais tendências do mercado global de armazenamento de energia em 2026
O ano de 2025 expôs vulnerabilidades estruturais no mercado global de energia solar, sobretudo nos três maiores polos do setor. China, Estados Unidos e Índia enfrentaram entraves regulatórios, políticos e comerciais que afetaram diretamente o avanço de novos projetos e interromperam uma sequência histórica de crescimento acelerado. Esse movimento ficou evidente nos indicadores globais. Em 2025, o mundo adicionou aproximadamente 655 GW de nova capacidade solar. Para 2026, a projeção da Bloomberg NEF aponta para 649 GW em novas instalações, o que representa um recuo de cerca de 0,9% na comparação anual, aproximadamente 6 GW a menos em relação ao volume registrado no ano anterior. (Canal Solar)
Segurança energética orienta agenda do governo para transição em 2026
Emissão de CBIOs, investimentos na produção de biocombustíveis, leilões para termelétricas e ampliação de hidrelétricas são as apostas do governo brasileiro em 2026, quando o assunto é transição energética. A lista consta de um documento de 914 páginas entregue ao Congresso Nacional nesta segunda (2/2) marcando a abertura dos trabalhos legislativos. A tradicional mensagem do Executivo aos deputados e senadores tem a função de sinalizar as prioridades do governo para o período. Sem menção direta na mensagem do presidente Lula (PT) ao Congresso Nacional lida pelo deputado Carlos Vera (PT/PE) nesta tarde, a transição energética é mencionada 37 vezes no documento de 914 páginas. (Eixos)
Preços de energia para fevereiro sobem até 7,29% no EHUB BBCE
Os preços de energia elétrica convencional e incentivada para entrega em fevereiro subiram na última semana no mercado livre, com altas de 7,29% e 6,76%, respectivamente na BBCE. Esta foi a maior alta observada na última semana de janeiro dentro do EHUB, plataforma de negociação da BBCE. Na etapa, o produto fevereiro acumulou 695 GWh negociados em tela, distribuídos em 476 contratos, com o preço médio avançando de R$ 324,03/MWh para R$ 348,08/MWh para energia convencional. Já os contratos de energia incentivada subiram de R$ 351,70/MWh para R$ 375,47/MWh. O maior volume de contratos negociados em tela na semana foi o produto do segundo semestre de 2026, que somou 738 GWh transacionados e movimentou aproximadamente R$ 261,95 milhões. (Megawhat)
PNAST: ONS aceita 43 solicitações de acesso de consumidores à Rede Básica
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informa que, ao término do prazo de 45 dias previsto no art. 12 do Decreto nº 12.772, de 5 de dezembro de 2025, 39 dos 94 processos que tramitavam no Ministério de Minas e Energia (MME) foram formalizados ao ONS para solicitações de acesso à Rede Básica, acompanhadas de Garantia Financeira para Solicitação de Acesso (GPA) válida. Esse conjunto de empreendimentos resultou em 43 solicitações de acesso no SGAcesso, em razão da subdivisão de 3 protocolos originalmente apresentados ao MME em 7 solicitações de acesso. esse total, a maioria são projetos de datacenters, que concentram cerca de 7.040 MW, distribuídos em 38 solicitações, enquanto o restante de 258,6 MW está associado a 5 solicitações relativas a projetos de hidrogênio verde (H2V), empreendimentos industriais ou de mineração. (ONS Notícias)
Consumo no mercado livre avança 2,7% em dezembro; cativo recua 1,2%
O consumo nacional de energia elétrica aumentou 0,5% em dezembro de 2025, registrando 47.616 GWh. Enquanto o avanço no mercado livre foi de 2,7%, o recuo no mercado cativo chegou a 1,2%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), nas classes residencial, comercial e outros registraram crescimento de 4,1%, 0,5% e 1,4%, respectivamente, na comparação com dezembro de 2024. Já a indústria reduziu o consumo em 3,3%. O Centro-Oeste (+5,5%) foi a região com a maior alta no consumo, seguida pelas regiões Norte (+0,6%), Nordeste (+0,3%) e Sul (+0,2%). O Sudeste foi o único com retração, de 0,2%. (Megawhat)
Luz para Todos acelera a universalização da energia e amplia investimentos em 2026
Quando a eletricidade chega a uma residência, ela leva consigo mais dignidade e oportunidades. É com esse propósito que o programa Luz para Todos (LPT) segue transformando a realidade de milhares de famílias brasileiras, promovendo a inclusão social, o desenvolvimento regional e combatendo a pobreza energética. Em 2026, o programa inicia um novo ciclo com novos contratos, mais investimentos e metas ampliadas que vão levar energia elétrica a diversas regiões remotas e rurais do Brasil. Com a publicação da Consulta Pública nº 207/2025, que definiu o Orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para execução do programa em 2026, o Ministério de Minas e Energia (MME) prevê investimentos novos da ordem de R$ 2,5 bilhões, que somarão aos R$ 3,5 bilhões já empenhados pelo Programa Luz para Todos. (MME Notícias)
MME realiza Workshop Energias da Amazônia 2026 em Manaus
O Ministério de Minas e Energia (MME) promove, nos dias 10 e 11 de fevereiro de 2026, em Manaus (AM), o Workshop do Programa Energias da Amazônia 2026 no Centro de Formação Marombas. Durante o evento, serão compartilhados os resultados e aprendizados das iniciativas recentes do MME na região, com destaque para os 14 projetos aprovados no primeiro edital do Pró-Amazônia Legal e para o Leilão de Sistemas Isolados 2025, que contratou 50 MW de energia para atender cerca de 30 mil pessoas em localidades remotas dos estados do Amazonas e do Pará. Promovido pelo MME e a Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP), como uma ação do Protocolo de Intenções assinado na COP 30 em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), também dará ênfase à dimensão social do Programa. (MME Notícias)
UTE Araucária fica mais flexível e CVU vai a R$ 905,85/MWh
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alterou o custo variável unitário (CVU) da termelétrica Araucária, com potência de 484 MW, de R$ 832,70/MWh para R$ 905,85/MWh. O despacho foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 2 de fevereiro. Pertencente ao portfólio da Âmbar Energia desde 2024 e instalada no município de Araucária, no Paraná, a termelétrica é movida a gás natural de ciclo combinado e passou por uma reconfiguração operativa mais flexível. O Tempo Mínimo de Permanência Ligada (T_on), passou de 72 horas para 11 horas, enquanto o T_off, para desligada, passou de 24 horas para oito horas. Também houve flexibilização na rampa de acionamento, de 16 horas para seis horas. (Megawhat)
GNLink recebe autorização para operar planta de liquefação no Rio Grande do Norte
A GNLink, distribuidora de gás natural liquefeito (GNL) em pequena escala da Lorinvest e Copa Energia, recebeu a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar as operações de sua planta de liquefação e compressão de Assú (RN) — a terceira unidade construída pela companhia. Com capacidade total de até 100 mil m³/dia, a instalação vai liquefazer o gás produzido nos campos onshore da PetroReconcavo na Bacia Potiguar, e abastecer localidades em um raio de até 1 mil km e que não dispõem de acesso direto à rede canalizada de gás. O projeto recebeu investimentos de R$ 125 milhões. (Eixos)
Refinaria Riograndense pode comercializar ‘Bio-GL’ como equivalente de GLP
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Refinaria Riograndense (sociedade entre Petrobras, Ultrapar e Braskem) a comercializar o “Bio-GL”, gás produzido a partir de óleo vegetal com as mesmas especificações que o gás liquefeito de petróleo (GLP). Em autorização publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira, 29 de janeiro, a ANP estabelece que para fins de comercialização no território nacional, o Bio-GL se equipara ao GLP. O Bio-GL vem na esteira do refino a partir de fontes renováveis que a Refinaria Riograndense vem desenvolvendo. Segundo a Petrobras, os planos são para que a planta processe apenas óleos de origem renovável e se torne “a primeira biorrefinaria do Brasil”. (Megawhat)
Engie fornecerá 60 GWh de biometano à PepsiCo por dez anos
A Engie firmou um contrato para fornecer 60 GWh de biometano à cadeia de suprimentos da PepsiCo no Reino Unido por um período de dez anos. O acordo de compra do biocombustível foi assinado nesta segunda-feira, 2 de fevereiro. Conforme previsto no contrato, a Engie será responsável pela construção de uma nova planta de biometano, a partir de resíduos orgânicos, destinada a atender à demanda da PepsiCo. O fornecimento terá início em 2027, após a entrada em operação da instalação, e integra a estratégia de descarbonização da companhia de alimentos e bebidas, com uma estimativa de redução de cerca de 10.900 toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano. (Megawhat)
Citrosuco testará uso de biometano em veículos pesados
A Citrosuco dará início a testes para o uso de biometano no abastecimento de parte de sua frota de veículos pesados. O projeto-piloto terá duração de três meses e envolverá três caminhões equipados com sistema de propulsão a gás, com autonomia de até 500 quilômetros por abastecimento completo de biometano. Os veículos serão empregados em rotas entre fábricas e fazendas da companhia no interior de São Paulo, além de trajetos até o terminal portuário da Citrosuco em Santos. De acordo com a empresa, a iniciativa poderá evitar a emissão de até 80 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) durante o período de testes. (Megawhat)
Sabesp: vale ter otimismo ou pessimismo com as ações em meio a alerta hídrico?
Com chuvas abaixo da média e níveis reduzidos nos reservatórios levantando questionamentos sobre a segurança do abastecimento, as ações da Sabesp (SBSP3), que acumulam alta superior a 50% nos últimos 12 meses, voltaram ao centro do debate entre analistas. Um relatório recente do banco Safra adotou tom mais cauteloso com o papel, citando a hidrologia desfavorável e o risco de medidas adicionais para garantir o abastecimento de água. Por outro lado, o Bradesco BBI avalia que a situação dos reservatórios, embora abaixo da média histórica, ainda não configura um cenário crítico, vê baixo risco de racionamento e mantém uma visão construtiva sobre a companhia, sustentada pelo potencial de crescimento dos lucros com a universalização do saneamento em São Paulo até 2029. (Info Money)
Sabesp protocola pedido para aquisição das ações restantes da Emae no mercado
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) disse nesta segunda-feira que protocolou o pedido de registro de oferta pública para aquisição das ações restantes em mercado da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Segundo a companhia, o pedido da OPA é para até 3.695.800 ações ordinárias da Emae, montante que representa 10% do seu capital social total e 25,1% do capital social votante. O preço por ação ofertado aos acionistas minoritários da Emae será de R$ 49,46, correspondente a 80% do valor pago pela Sabesp nas operações de aquisição completadas recentemente com o fundo Phoenix e a Axia Energia. (Valor)
Sabesp registra OPA para Emae a R$ 49,46 por ação
A Sabesp pretende fazer uma oferta pública para aquisição das ações da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) ao preço de R$ 49,46 por papel, conforme fato relevante da companhia de saneamento básico paulista nesta segunda-feira (2). O pedido de registro de OPA protocolado perante a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ocorre após alienação direta do controle da Emae para a companhia. A OPA inclui até a totalidade de ações ordinárias de emissão da Emae — até 3.695.800 de papéis, que representam 10% do seu capital social total ou 25,13% do seu capital social votante. Não estão incluídas as ações detidas, direta e indiretamente, pela Sabesp e eventualmente mantidas em tesouraria. (CNN Brasil)
BBA vê Eneva bem posicionada para leilão de reserva de capacidade e reitera compra
Após novas movimentações no setor de energia, o Itaú BBA continua vendo a Eneva (ENEV3) bem posicionada para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) voltado para usinas termelétricas e hidrelétricas que reforçarão a segurança do fornecimento de energia no país, previsto para março de 2026, e reiterou sua recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 23,80. Por volta das 12h31, as ações caíam 3,36%, a R$ 20,41. Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Portaria 125/2026, que introduziu revisões no contrato obrigatório de transporte firme de molécula em leilões. (Info Money)
Eletronuclear negocia com Caixa suspensão de dívida de R$ 3,8 bi
A Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas nucleares de Angra 1 e 2, negocia com a Caixa suspender até o fim de 2026 os pagamentos de uma dívida de R$ 3,8 bilhões. As tratativas refletem a falta de recursos da empresa, que pode precisar de um socorro do Tesouro Nacional em meio à indefinição sobre o empreendimento de Angra 3. De acordo com fontes ouvidas pela Folha, o pedido é considerado crucial para a empresa se sustentar porque ela não teria como arcar com os pagamentos —calculados em cerca de R$ 70 milhões ao mês. Seriam suspensos tanto os pagamentos do principal quanto dos juros, e os valores seriam recalculados e incorporados ao saldo devedor. (Folha)
Incorporação da CPFL Geração pela CPFL Brasil é aprovada
A incorporação da CPFL Geração pela CPFL Brasil foi aprovada em assembleias gerais das sociedades envolvidas na operação, informou a controladora CPFL Energia, nesta segunda-feira (2). A empresa reforça que a operação é parte de um processo de reorganização societária, que envolve a integração dos negócios de geração e comercialização. O processo visa à “otimização da gestão do portfólio energético, ao aumento da competitividade do Grupo CPFL no mercado livre, bem como ao aprimoramento da estrutura societária do Grupo CPFL, com a consequente redução de custos associados às obrigações contábeis e de auditoria”. (Valor)
Ações de energia oferecem segurança em ano volátil com eleição – Safra prefere Alupar
As eleições que ocorrem no final deste ano devem trazer uma onda forte de volatilidade para o mercado. Em meio às incertezas e preocupações com o período, investidores têm buscado proteção e segurança. Para o Banco Safra, o setor de energia será o grande alvo nos próximos meses, graças à sua estrutura sólida de valorização. As receitas do setor de energia, ajustadas pela inflação em vez de atreladas ao PIB, devem trazer a previsibilidade esperada, contando ainda com um fluxo de dividendos razoável. Além da estrutura sólida, o banco vê uma oportunidade clara de crescimento no horizonte. Ainda em 2026, estão programados dois leilões de transmissão, com capex total de R$ 25 bilhões no setor. (Info Money)
Newave Energia recebe R$ 229 milhões da Sudeco para solares em Goiás
As usinas solares fotovoltaicas Baru (50 MW), Mangaba (30 MW) e Buriti (50 MW), irão receber, juntas, R$ 229,2 milhões do fundo de investimento. Os despachos foram publicados na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 2 de fevereiro. Na última semana, a Newave Energia deu início à operação em testes das UFVs Bairro Alto II e VII, com potência somada de 100 MW, também em Vila Propício, Goiás. Os empreendimentos, orçados em R$ 1,3 bilhão, também foram financiados em parte pelo Sudeco. (Megawhat)
Atlas inicia geração solar de 408 MW em Minas Gerais
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Atlas Renewable Energy a iniciar parte da operação comercial do complexo Draco Solar, capacidade de geração de 579 MW, situado em Arinos, estado de Minas Gerais. Os despachos foram publicados na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 2 de fevereiro. Ao todo, a Atlas foi autorizada a operar 408 MW, potência distribuída entre as usinas Draco Solar 1 e Draco Solar 4 a 11. O complexo, assim que entrar totalmente em operação, irá gerar anualmente 1,150 GWh, beneficiando até 500 mil pessoas por meio de 941 mil painéis solares. (Megawhat)
Investimento de R$ 230 milhões viabiliza novas usinas solares em Goiás
A Newave Energia, empresa que atua na geração e comercialização de energia renovável, recebeu a aprovação de uma linha de crédito de até R$ 230 milhões para a implantação de três usinas solares fotovoltaicas no estado de Goiás. Os recursos serão aportados por meio do FDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste), administrado pela Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Segundo resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (02), o financiamento contempla os projetos UFV Baru, UFV Mangaba e UFV Buriti, todos localizados no município de Vila Propício, a cerca de 200 quilômetros de Goiânia. (Canal Solar)
Ampliar sistema sem homologação pode sair caro: entenda riscos e como regularizar
A geração distribuída solar tem crescido de forma acelerada no Brasil e os integradores têm papel fundamental nessa expansão. Mas, junto com esse avanço, surgem também algumas armadilhas jurídicas que, se não forem bem administradas, podem gerar sérios prejuízos para o consumidor final (e dor de cabeça para quem projetou ou instalou o sistema). Uma delas é a ampliação de sistemas fotovoltaicos sem homologação prévia pela distribuidora. Parece algo simples ou até inofensivo, mas essa prática pode gerar penalidades graves, como desligamento da unidade, perda de benefícios tarifários e até devolução de valores compensados. (Canal Solar)
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Arthur Cerqueira Valério, deixa o cargo nesta semana, a pedido. A exoneração foi solicitada pelo próprio secretário-executivo, em carta encaminhada ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na qual agradece a confiança, o diálogo permanente e a oportunidade de contribuir com a agenda estratégica dos setores energético e mineral brasileiro. Nomeado em 11 de janeiro de 2024, Arthur Cerqueira Valério teve atuação central na gestão do MME, sendo um dos principais articuladores da implementação das políticas públicas conduzidas pelo ministro Alexandre Silveira. (MME Notícias)
Número 2 de Silveira pede demissão de MME
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Arthur Valério, pediu demissão do cargo ao ministro Alexandre Silveira e deve deixar a pasta nos próximos dias. Segundo apurou o Valor, Silveira deve optar por uma solução interna para ocupar o posto e analisa nomes de integrantes de sua equipe, incluindo titulares de outras secretarias. Um dos nomes mais fortes é o do secretário de Transição Energética e Planejamento do MME, Gustavo Ataíde. O pedido de demissão de Valério foi confirmado em nota pelo MME nessa segunda-feira (2). “A exoneração foi solicitada pelo próprio secretário-executivo, em carta encaminhada ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na qual agradece a confiança, o diálogo permanente e a oportunidade de contribuir com a agenda estratégica dos setores energético e mineral brasileiro”, informou a pasta. (Valor)
Secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia pede demissão a Alexandre Silveira
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Arthur Valério, pediu demissão do cargo em carta enviada ao ministro Alexandre Silveira na última semana. A data da saída efetiva ainda não está definida, mas a expectativa é que a exoneração seja publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana. A informação foi publicada mais cedo pela coluna de Lauro Jardim, em O Globo, e confirmada pelo Ministério de Minas e Energia em nota. Ligado a Gilberto Kassab, Valério é advogado da União desde 2006 e, desde janeiro de 2023, vinha atuando como consultor jurídico do MME. Nesse período, participou da estruturação da modelagem jurídica de projetos nos setores de geologia, mineração, energia, petróleo e transição energética. (Valor)
Segunda-Feira 02 de Fevereiro
Destaques: (i) ANP corta tarifa de gás e barateia térmicas no leilão de capacidade (Megawhat); (ii) Governo aprova aumento do imposto de importação e alíquota para inversores e BESS chega a 20% (Canal Solar); e (iii) Data centers superam solar e impulsionam investimento de US$ 2,3 tri (Megawhat)
ANP corta tarifa de gás e barateia térmicas no leilão de capacidade
A diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou um desconto de 15% nas tarifas de transporte de gás natural de longo prazo. Por uma questão de isonomia, a medida se aplica a todos os carregadores que fechem contratos firmes de saída com prazo mínimo de dez anos e foi concebida com o objetivo de aumentar a competitividade das termelétricas a gás conectadas à malha de gasodutos no leilão de reserva de capacidade (LRCap) previsto para março de 2026. Segundo cálculos do Itaú BBA, a combinação do desconto aprovado pela ANP com a flexibilização na contratação de capacidade firme definida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na semana anterior pode reduzir o custo de transporte de gás de cerca de R$ 102/MWh para um valor entre R$ 25/MWh e R$ 29/MWh, dependendo do cenário considerado. A queda expressiva deve reduzir de forma relevante o peso dos custos fixos nos lances do leilão. (Megawhat)
Governo aprova aumento do imposto de importação e alíquota para inversores e BESS chega a 20%
Equipamentos para projetos de energia solar devem ficar ainda mais caros no Brasil em razão de uma decisão tomada pelo Governo Federal nesta quarta-feira (28). A medida cai como uma bomba sobre o setor, que já vinha sendo pressionado por altas nos preços das matérias-primas e pela retirada de incentivos fiscais pelo governo chinês sobre os módulos fotovoltaicos. Com a nova decisão, inversores, microinversores, sistemas de armazenamento de energia (BESS) e geradores fotovoltaicos importados com potência acima de 75 kW passam a ser diretamente impactados. Diante desse cenário, distribuidores de equipamentos fotovoltaicos ouvidos pelo Canal Solar afirmaram que a elevação das alíquotas inevitavelmente resultará em repasse e aumento do preço final. (Canal Solar)
Data centers superam solar e impulsionam investimento de US$ 2,3 tri
O investimento global na transição energética somou US$ 2,3 trilhões em 2025, alta de 8% em relação ao ano anterior. Segundo dados do relatório Energy Transition Investment Trends, da BloombergNEF, os investimentos globais em data centers alcançaram cerca de US$ 500 bilhões no último ano, superando os aportes em energia solar e ficando atrás apenas do transporte eletrificado. O avanço da digitalização e da inteligência artificial também teria se consolidado como um novo vetor estrutural de demanda energética. No cenário-base traçado pela consultoria, o investimento médio anual na transição energética global deve atingir US$ 2,9 trilhões nos próximos cinco anos. Apesar disso, o relatório alerta que manter o alinhamento com metas de neutralidade de carbono exigirá aumento significativo nos investimentos, especialmente na manufatura de equipamentos eólicos, que corre o risco de ficar abaixo do necessário. (Megawhat)
Tupy e Vamos firmam acordo para frota a gás e biometano em coleta de resíduos no RJ
A Tupy (TUPY3) e o grupo Vamos (VAMO3) anunciaram nesta sexta-feira (30) parceria para a produção de caminhões e ônibus com motores a biometano e gás natural. A Tupy, que detém a fabricante de motores MWM, afirmou que o primeiro projeto com a Vamos envolve 100 caminhões a serem entregues a partir deste ano e usados em coleta de resíduos urbanos no Rio de Janeiro. A MWM será responsável pelo fornecimento da tecnologia de propulsão — incluindo motor, sistema de armazenamento, válvulas e linhas de combustível -– enquanto a BMB, unidade da Vamos, fará a aquisição dos veículos e a instalação dos componentes através de sua linha de preparação de veículos especiais, afirmou a Tupy, em comunicado ao mercado. (Info Money)
Consumo de energia elétrica cresce 0,2% em 2025, aponta EPE
O consumo de energia elétrica em 2025 teve ligeira elevação na comparação com o total verificado em 2024, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgados esta semana. Segundo a estatal, a demanda por eletricidade avançou 0,2% no acumulado do ano, totalizando 562.659 gigawatts-hora (GWh), contra 561.716 GWh. Segundo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, da EPE, a demanda residencial por eletricidade cresceu 1,5% em 2025, para 179.155 GWh, enquanto o consumo do segmento industrial avançou 0,5%, para 198.727 GWh. O setor comercial, porém, verificou retração de 1,7% no consumo no ano passado, para 102.289 GWh. (Valor)
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta sexta-feira (30/01), consulta pública para receber contribuições sobre a proposta de atualização da Portaria MME nº 331, de 29 de julho de 2005. A revisão normativa adequa o texto às práticas já consolidadas no setor, fortalece a governança de dados e amplia a transparência no processo de coleta e análise das informações utilizadas para projetar cenários, monitorar a segurança energética e subsidiar políticas públicas. Entre os principais aprimoramentos propostos, a minuta reconhece oficialmente a atuação da Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (COPAM). Coordenada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a COPAM reúne representantes dos agentes de consumo e desempenha papel estratégico no acompanhamento da conjuntura do mercado, além de subsidiar estudos e projeções de demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN). (MME Notícias)
Cinco projetos de incentivo às renováveis que podem virar lei em 2026
O protagonismo das energias renováveis na matriz elétrica brasileira tem impulsionado não apenas novos investimentos, mas também avanços no campo regulatório e legislativo, com pautas cada vez mais voltadas ao impacto social e à transição energética. Atualmente, diversos projetos de lei que tratam de incentivos às fontes limpas estão em tramitação na Câmara dos Deputados. As propostas encontram-se em diferentes estágios de análise e podem se transformar em lei nos próximos meses, caso avancem no processo legislativo. (Canal Solar)
Preço do gás natural no Brasil em 2026 deve manter patamar do fim de 2025, estima Wood Mackenzie
Os preços da molécula do gás natural no Brasil devem se manter entre US$ 7 e US$ 8 o milhão de BTU, em linha com o patamar do fim de 2025, estima a Wood Mackenzie. A projeção leva em consideração o valor pago pelas distribuidoras e um patamar de preços do petróleo no mercado internacional em torno de US$ 60 por barril do tipo Brent – o principal indexador dos contratos de gás no Brasil. A consultoria destaca que as estruturas de preços, no país, devem continuar a seguir o referencial da Petrobras – agente dominante e formador de preços. A expectativa é que o mercado brasileiro entre este ano numa fase de excesso de oferta, se confirmado um cenário hidrológico médio. (Eixos)
Mercado brasileiro de gás ganha novos comercializadores independentes
O mercado brasileiro de gás natural ganhou dois novos comercializadoras, com a entrada da Deal Comercializadora de Gás Natural e da Saturno Gas Trading e Soluções. As duas companhias estrearam recentemente como carregadoras – agentes que contratam capacidade no sistema de gasodutos de transporte – e têm feito seus primeiros testes no mercado desde o fim do ano passado. A Deal fechou seus primeiros contratos diários, com a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), para injetar na EMED Corumbá (MS) – porta de entrada do gás boliviano e argentino no Gasbol. A trader paulista fechou, em janeiro, quatro contratos diários – o maior deles para movimentação de 346 mil m³ no dia 22 de janeiro. (Eixos)
MME reabre consulta pública sobre descontos na tarifa de energia para produtores rurais
O Ministério de Minas e Energia (MME) reabriu, nesta sexta-feira (30/01), a Consulta Pública nº 209 que trata da modernização das regras de concessão dos descontos na tarifa de energia elétrica dos produtores rurais que atuam nas atividades de irrigação e aquicultura. Os interessados terão até o dia 18 de fevereiro para enviar suas contribuições. A iniciativa busca atender com mais precisão as realidades regionais, as diferentes dinâmicas produtivas do setor rural e os avanços tecnológicos do sistema elétrico nacional. (MME Notícias)
Desconto na classe rural volta à discussão do governo com nova consulta
O Ministério de Minas e Energia (MME) reabriu consulta pública sobre os descontos nas tarifas de energia para consumidores da classe rural nas atividades de irrigação e aquicultura. A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 30 de janeiro, estabeleceu prazo de 15 dias para tomada de subsídios. A consulta foi aberta pela primeira vez em 24 de dezembro de 2025 e permaneceu ativa por 30 dias. O ministério busca, com a reabertura, retornar às discussões sobre a alteração do horário de modicidade tarifária à classe rural devido à expansão da geração solar e, consequentemente, os crescentes casos de curtailment. A Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, havia estabelecido que consumidores da classe rural que efetuassem a atividade de irrigação iriam receber descontos “especiais” nas tarifas de energia elétrica entre 21h30 e 6h. Na época, as hidrelétricas tinham mais presença na matriz do que as usinas de outras fontes, como solares e eólicas. (Megawhat)
ANA analisará processos de outorgas de hidrelétricas da Cemig e da Axia
A diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) avalia nesta segunda-feira, 02, processos relacionados às outorgas de direito de uso hídrico para as usinas da Cemig e da Axia Energia, antiga Eletrobras. Um dos processos é referente à Usina Hidrelétrica de Três Marias, localizada no rio São Francisco, no município de Três Marias (MG), que pertence à Cemig. O outro procedimento administrativo a ser avaliado é da Usina Hidrelétrica de Funil, situada no rio Paraíba do Sul, no município de Resende (RJ), da Axia. (Info Money)
MPF pede suspensão de linha da Neoenergia e investiga omissão da Aneel
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a suspensão imediata das autorizações que permitem o uso de terras para a construção de linha de transmissão do leilão de 2022. A linha é de responsabilidade da Neoenergia e já está totalmente ativa. O último trecho foi energizado em janeiro de 2026, com antecipação de mais de 20 meses em relação ao prazo estipulado em contrato. O empreendimento conecta Minas Gerais, São Paulo e Goiás, aumentando a capacidade de transmissão entre a região norte de Minas Gerais e São Paulo. No total, a linha de transmissão compreende os trechos Arinos (MG) – Paracatu (MG) – Nova Ponte (MG) – Araraquara (SP) – Itumbiara (GO) totalizando 1.635 quilômetros, passando por 35 municípios e mais de 200 propriedades rurais. (Megawhat)
Pedido para barrar contrato da Energisa MT chegou atrasado, diz diretor
A Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso (ALMT) tentou suspender a prorrogação do contrato de concessão da distribuidora do estado, Energisa Mato Grosso, após reuniões com o Ministério de Minas e Energia (MME) e de pedido cautelar junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os deputados pediram a suspensão do processo até que fossem avaliadas as constatações realizadas localmente pela, especialmente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa MT e, em seguida, determinadas adequações na prestação de serviços em questão. Conforme voto do diretor-relator Gentil Nogueira, considerando que o processo que tratou do tema já foi deliberado na autarquia, com a recomendação para aprovação do Ministério de Minas e Energia (MME), “o pedido de medida cautelar se tornou impossível de ser deliberado”. (Megawhat)
Linha de transmissão no Nordeste avança com licença ambiental
O projeto da Linha de Transmissão Buritirama–Barra II obteve a Licença de Instalação emitida pelo INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos ), autorizando o início das obras de um empreendimento considerado estratégico para o escoamento de energia renovável no Nordeste. O trecho licenciado interliga as subestações Buritirama e Barra II, com extensão de 96,5 quilômetros em tensão de 500 kV, atravessando os municípios de Barra, Buritirama e Mansidão, no estado da Bahia. A linha integra o Projeto Serra Dourada, correspondente ao Lote 1 do Leilão de Transmissão nº 01/2023 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), arrematado pela ISA Energia Brasil. A RAP (Receita Anual Permitida) do empreendimento é de R$ 322 milhões no ciclo 2025/2026. (Canal Solar)
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nessa quinta-feira (29/1), do Seminário de Apresentação dos Resultados do Estudo das Linhas d’Água do Rio Parnaíba, em Teresina (PI). Durante o evento, representantes do MME apresentaram o mapeamento hidrológico estratégico para o planejamento urbano, a preservação ambiental e a operação da Usina Hidrelétrica (UHE) Boa Esperança. O estudo apresenta um detalhamento das áreas ribeirinhas e da dinâmica fluvial do Rio Parnaíba, utilizando técnicas de geoprocessamento, levantamentos batimétricos e topográficos, além de modelos hidrológicos. (MME Notícias)
ONS: chuvas contribuem para melhorias nas projeções de afluência em fevereiro
O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) da semana operativa que vai do dia 31 de janeiro a 6 de fevereiro indica estimativa da Energia Natural Afluente (ENA) acima da Média de Longo Termo (MLT) no subsistema Nordeste, ao final do mês: 102% da MLT. As projeções para o Sudeste/Centro-Oeste indicam 91% da MLT, no Norte 71% da MLT e no Sul 46% da MLT. As previsões para os níveis de Energia Armazenada (EAR) indicam que três subsistemas encerrarão o mês acima de 50%. A estimativa mais favorável é a do Nordeste, com previsão de 69,2%, seguido pelo Norte, com 66,9%. O Sudeste/Centro-Oeste tem indicador de 58,4%; enquanto o Sul, 43,4%. (ONS Notícias)
Observatório do Clima recomenda repotenciação de hídricas ao governo
O Observatório do Clima (OC) avalia que o Brasil deve priorizar energias renováveis e a introdução de sistemas de armazenamento por baterias (BESS) para o sistema energético nacional. A organização defende a otimização da fonte hídrica sem a construção de novos reservatórios, por meio da modernização de usinas, repotenciação do parque existente e melhorias no modelo operacional. Além disso, propõe inovações, como hidrelétricas reversíveis e usinas solares flutuantes nos espelhos d’água das plantas existentes. Essas são algumas das recomendações do OC ao governo federal, no contexto da elaboração do “Mapa do Caminho”. Despacho do presidente da República solicitou a diferentes pastas do governo a elaboração de uma proposta de resolução a ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com diretrizes para o “Mapa do caminho uma transição energética justa e planejada”. (Megawhat)
Aneel mantém bandeira verde em fevereiro e contas de luz seguem sem cobrança adicional
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que vai manter a bandeira verde em fevereiro. Com a decisão, os consumidores seguem sem cobrança de taxa adicional nas contas de luz no próximo mês. A medida acontece em meio a uma melhora no cenário hídrico, o que favorece o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e reduz a necessidade de despacho de termelétricas mais caras. “De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, informou a agência em nota. (Valor)
Conta de luz não terá cobrança extra em fevereiro com bandeira verde
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária para o mês de fevereiro será verde, o que significa que não haverá cobrança adicional na conta de energia dos consumidores. Segundo a agência, de um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras. No mês de janeiro, também esteve em vigor a bandeira verde, sem custos adicionais ao consumidor. Em dezembro, a bandeira vigente foi a amarela, o que significou cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. (Megawhat)
Bandeira verde mantém energia sob controle no início de 2026
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária verde em fevereiro de 2026, uma escolha que vai além do alívio imediato ao consumidor e funciona como sinal econômico relevante para inflação, custos empresariais e previsibilidade regulatória. Ao assegurar zero cobrança adicional na conta de luz, a agência reduz a pressão sobre despesas essenciais das famílias e ajuda a conter repasses de custos ao longo das cadeias produtivas, em um momento em que a energia segue como insumo sensível para preços e margens. (CNN Brasil)
MME amplia exigência de dados e inclui mercado livre e MMGD
Após quase 20 anos, o Ministério de Minas e Energia (MME) instaurou consulta pública, pelo prazo de 30 dias, para atualizar as regras de envio de informações para o planejamento do setor elétrico, incorporando mudanças estruturais, como a expansão do mercado livre de energia e o crescimento acelerado da micro e minigeração distribuída (MMGD). Segundo material técnico que embasou a proposta, a revisão buscou adequar o normativo à realidade atual do setor elétrico, marcada por maior diversidade de agentes, novas modalidades de consumo e necessidade crescente de dados mais granulares para sustentar decisões de planejamento e operação. (Megawhat)
Geopolítica, energia e o caminho da autonomia
A recente interferência dos Estados Unidos na Venezuela reacende um alerta já conhecido, mas muitas vezes negligenciado: a profunda vulnerabilidade dos países que ainda dependem fortemente dos combustíveis fósseis e de cadeias energéticas sistemicamente concentradas em poucos, e politicamente instáveis, atores globais. Desde os choques do petróleo da década de 1970, passando pelas guerras no Oriente Médio, pela crise Rússia–Ucrânia e por sucessivas rodadas de sanções econômicas, a lição é a mesma, quem depende de poucos fornecedores de energia, depende também das decisões políticas, estratégicas e militares de terceiros. Hoje, cerca de 80% do consumo global de energia primária ainda é suprido por combustíveis fósseis. (Megawhat)
Fórum Nacional de Transição Energética aprova regimento interno
O Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) aprovou, nesta sexta-feira (30/1), durante reunião extraordinária, o seu regimento interno. O documento foi elaborado a partir de um processo de consulta direta aos membros do Fórum e estabelece diretrizes que orientarão a elaboração da carta de recomendações a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataide, destaca que o processo de consolidação do regimento foi pautado pela escuta ativa do plenário. “O MME, por meio do Departamento de Transição Energética, tem atuado para assegurar um espaço permanente de debate e participação, promovendo a construção coletiva de soluções para o avanço da transição energética no país. Sendo assim, o documento resulta de um esforço conjunto entre governo, setor produtivo e sociedade civil”, afirmou. (MME Notícias)
Fundo de energia limpa adquire 20 usinas solares de GD e enxerga oportunidades com curtailment
O Suno Energias Limpas, fundo imobiliário de energias limpas gerido pela Suno Asset, anunciou, nesta sexta-feira (30/1), que adquiriu 20 usinas de geração distribuída (GD) solar por R$ 436,2 milhões. A capacidade total instalada é de 87,5 MWp e os ativos estão distribuídos nos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Em fato relevante, a empresa projetou potencial de aumento na capacidade de geração total do portfólio do fundo de aproximadamente 153.460 MWh por ano. (Eixos)
O CDPQ quer alocar US$ 2 bi por ano no Brasil, “um bom lugar para diversificar”
O apetite do CDPQ pelo Brasil continua alto. Depois de pagar R$ 9,4 bilhões pelos ativos de transmissão da Equatorial no ano passado, o fundo de pensão canadense busca ativos para investir até US$ 2 bilhões por ano no País. Nem mesmo as eleições de outubro diminuem o apetite do fundo – um gigante que administra US$ 350 bilhões no mundo, US$ 10 bilhões dos quais no Brasil, Eduardo Farhat, o managing director do CDPQ para a América Latina, disse ao Brazil Journal. (Brazil Journal)
Ilha Solteira ganha laboratório para testar BESS associado à energia solar
A CTG Brasil, subsidiária da China Three Gorges Corporation, inaugurou um laboratório dedicado ao estudo do comportamento de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) associados à geração solar fotovoltaica. A estrutura foi instalada na área da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, no interior de São Paulo. O complexo conta com uma usina fotovoltaica equipada com 1.248 módulos, totalizando 692 kWp de potência instalada, volume suficiente para atender o consumo estimado de mais de 380 residências. Integrado à planta solar, foi implantado um sistema de armazenamento com capacidade de 215 kWh. (Canal Solar)
BNDES compra debêntures para viabilizar projeto da térmica GNA II
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adquiriu R$ 375 milhões em debêntures emitidas pela GNA II Geração de Energia S.A., equivalentes a 50% do total de R$ 750 milhões ofertados pela empresa. A Kinea adquiriu a segunda série, também de R$ 375 milhões. Segundo o banco de fomento, os recursos serão destinados à complementação do investimento necessário para a implantação do projeto termelétrico GNA II, que também contou com financiamento do BNDES no valor de R$ 3,93 bilhões, aprovado em novembro de 2020. (Megawhat)
Cemig investe R$ 16 milhões e inaugura subestação que atenderá 17 mil clientes em MG
Com um investimento de R$ 16 milhões, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) entregou, nesta semana, a Subestação Itabirito 4, na região Central do estado. A estrutura, que possui potência instalada de 15 Megavolt-Ampère (MVA), atenderá 17 mil clientes nos municípios e comunidades adjacentes. De acordo com a Cemig, a obra ainda inclui uma nova linha de distribuição metálica, com capacidade de 138 quilovolt (kV). Conforme a companhia, os clientes beneficiados estão localizados nas cidades de Itabirito, Moeda e Nova Lima, e nas comunidades de Água Limpa, Córrego do Bação, Cabral, Saboeiro e São Gonçalo do Bação. (O Tempo)
Sabesp mira captar ao menos R$ 10 bi adicionais em 2026 após operação recorde
A Sabesp planeja captar pelo menos mais R$ 10 bilhões no mercado de dívida ao longo de 2026, afirmou o diretor financeiro (CFO) da companhia, Daniel Szlak, em entrevista exclusiva à Coluna. O volume se soma aos US$ 1,5 bilhão, cerca de R$ 8 bilhões, levantados esta semana na maior emissão de blue bonds, títulos de dívida destinados ao financiamento de projetos ligados à água e saneamento, já realizada no mundo. As captações têm como principal objetivo financiar a agenda de investimentos voltada à universalização do saneamento, que prevê aportes de cerca de R$ 70 bilhões até 2029. Apesar da geração de caixa robusta, a companhia acessa o mercado para antecipar a execução das obras. (Estadão)
Sabesp descarta bônus dado em crises anteriores apesar de baixo volume em reservatórios
Há exatos 12 anos, a Sabesp anunciava um desconto na conta de água de quem reduzisse o consumo em meio à crise hídrica que assolava a Grande São Paulo. Hoje, mesmo com os sistemas de abastecimento em níveis semelhantes aos observados na ocasião, o governo paulista e a companhia não viram, até o momento, necessidade de repetir a política. No dia 1º de fevereiro de 2014, a Sabesp divulgou que aplicaria um desconto de 30% na conta de quem reduzisse o consumo em, ao menos, 20%. A medida era válida para os usuários do Sistema Cantareira, principal reservatório da região metropolitana que apresentava, na data, 21,9% de seu volume preenchido. (Folha)
Sabesp convoca assembleia para destituir conselheiros da Emae, entre eles Nelson Tanure
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) convocou assembleia geral extraordinária, para 23 de fevereiro, com o objetivo de deliberar sobre a destituição de seis dos oito atuais membros do conselho de administração e a eleição de uma nova composição para o colegiado. A convocação foi realizada a pedido da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a nova controladora da empresa. Segundo o edital divulgado nesta sexta-feira (30), a Sabesp propôs a destituição de Nelson Tanure, Pedro de Moraes Borba, André Pepitone da Nóbrega, Leonardo José Mattos Sultani, Luiz Gonzaga Rennó Salomon e Marise Grinstein do colegiado. (Valor)
BRK Ambiental tem prejuízo de R$ 24 mi no 4º trimestre
A companhia de saneamento BRK Ambiental teve prejuízo líquido de R$ 24 milhões no quarto trimestre, ante desempenho negativo de R$ 2 milhões no mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira. O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado foi de R$555 milhões, 14,8% acima do registrado no quarto trimestre de 2024, com avanço de 15,3% na receita líquida e crescimento de 14,3% nos custos e despesas. (Info Money)
Bairros de 3 cidades da Grande BH podem ficar sem água nesta terça-feira
Moradores de bairros de Contagem, Esmeraldas e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, podem enfrentar falta de água nesta terça-feira (3/2). Segundo a Copasa, uma parada programada para manutenção poderá provocar intermitência no abastecimento a partir das 5h. A previsão é que os serviços sejam concluídos até as 17h do mesmo dia, com normalização gradativa do fornecimento até 6h da manhã de quarta-feira (4/2). Durante o período da intervenção, o atendimento será mantido por caminhão-pipa exclusivamente para serviços essenciais. (O Tempo)
Vice-presidente da Delta é anunciado como presidente interino da ABGD
A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) anunciou nesta sexta-feira, 30 de janeiro, Luiz Fernando Leone Vianna como novo presidente executivo da entidade. Atualmente, Vianna já atua como vice-presidente do conselho da associação, além de ser também vice-presidente Institucional e Regulatório do grupo Delta Energia. Em sua trajetória, já presidiu a Copel, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e ainda chefiou a diretoria-geral brasileira de Itaipu. “A ABGD tem uma agenda muito objetiva para este ciclo: contribuir tecnicamente para o aprimoramento do ambiente regulatório e ampliar ainda mais o diálogo com agentes públicos e privados, com foco em segurança jurídica, previsibilidade e no avanço responsável da geração distribuída”, pontuou Vianna. (Megawhat)
Sem liquidez, BID renegocia com credores e reduz operação
A BID Comercializadora de Energia Elétrica iniciou, no fim de dezembro, um processo de negociação individual com credores e clientes após perder liquidez para honrar integralmente contratos no mercado livre. Em carta enviada às contrapartes, a empresa afirma que eventos “imprevisíveis e alheios à sua vontade” inviabilizaram a manutenção das condições originalmente pactuadas e propõe rescisões amigáveis ou repactuação de preços. Segundo o sócio-fundador da BID, Leandro Parizotto a companhia enfrenta dificuldades para recompor posições desde o segundo semestre de 2024, em meio à disparada do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) e ao processo de quebra de comercializadoras, como Mill, Máxima, Gold, América e, mais recentemente, o grupo Elétron. (Megawhat)
Entenda o que são os mercados regulado e voluntário de carbono
A busca por créditos de carbono no Brasil deve crescer bastante nos próximos anos. No início da próxima década, por exemplo, entrará em operação o mercado regulado de carbono, onde empresas poluidoras serão obrigadas a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, governos de vários estados já preparam suas próprias emissões de créditos, de olho nos ganhos financeiros. Mas, afinal, o que são os créditos de carbono, quais empresas atuam nesse mercado e como o governo se insere nesse negócio? A Folha apresenta abaixo as explicações para os questionamentos mais comuns. (Folha)
Sexta-Feira 30 de Janeiro
Destaques: (i) Conselho da Copasa aprova criação de golden share em processo de privatização (Info Money); (ii) TCU consulta Aneel sobre flexibilização de 1,2 GW em térmicas da Eneva (Megawhat); e (iii) MME estabelece prazo para adoção de medidores inteligentes pelas distribuidoras de energia (Valor)
Conselho da Copasa aprova criação de golden share em processo de privatização
O conselho de administração da Copasa (CSMG3) aprovou proposta de conversão de ação ordinária do governo de Minas Gerais em uma golden share, afirmou a companhia mineira de saneamento nesta quinta-feira em fato relevante. A companhia vai submeter à assembleia geral de acionistas propostas para conversão de uma ação ordinária de titularidade do governo estadual em uma golden share, que costuma conferir poderes especiais de veto em assuntos importantes. Na véspera, a Copasa afirmou que seu processo de privatização deverá seguir pelo modelo de oferta secundária de ações, sem tranche primária. (Info Money)
TCU consulta Aneel sobre flexibilização de 1,2 GW em térmicas da Eneva
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu prazo de 15 dias para que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) responda duas questões centrais relacionadas a uma possível solução consensual envolvendo contratos de quatro termelétricas da Eneva. A Corte de Contas quer saber se a agência reguladora aceita participar de uma comissão de solução consensual no âmbito do tribunal e se possui estudos técnicos que indiquem quais usinas poderiam ter a inflexibilidade reduzida e em que montante. O resultado dessa negociação, antecipada pela MegaWhat em dezembro, pode ser a flexibilização de mais de 1,2 GW em térmicas da companhia, contribuindo para a operação do sistema elétrico e permitindo que a Eneva comercialize o gás natural até então comprometido com outros clientes a preços potencialmente mais atrativos. (Megawhat)
MME estabelece prazo para adoção de medidores inteligentes pelas distribuidoras de energia
O Ministério de Minas e Energia (MME) determinou que as distribuidoras de energia elétrica deverão instalar medidores inteligentes para os consumidores no prazo de 24 meses, contados a partir de março deste ano. A instalação deverá contemplar 2% dos consumidores atendidos nas áreas de concessão das empresas até março de 2028, conforme as regras previstas em portaria publicada nesta quinta-feira (29). Os medidores inteligentes são dispositivos mais avançados para medição do consumo de energia elétrica dos consumidores. Diferente dos “relógios” eletrônicos instalados, hoje, esse novo modelo tem, por exemplo, conexão com a internet, comunicação direta com a empresa e a medição em tempo real. Os consumidores que tiverem a troca do relógio, de acordo com o MME, receberão, prioritariamente, as contas de luz no formato digital, podendo optar pela continuidade do recebimento da fatura no formato físico, como acontece com grande parte, hoje, dos consumidores, após a leitura presencial do consumo de energia. (Valor)
Conselho da Copasa aprova reforma do estatuto visando à desestatização
O conselho de administração da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovou a proposta, a ser submetida a uma assembleia geral, de reforma do estatuto da companhia para permitir as adequações necessárias ao seu processo de desestatização. Também serão submetidas à assembleia geral propostas para conversão de uma ação ordinária de titularidade do Estado de Minas Gerais em uma “golden share”, e para consolidação do estatuto social. A reforma do estatuto e a criação da “golden share”, além das demais matérias a serem submetidas à assembleia geral, estarão condicionadas à liquidação da oferta pública de distribuição secundária de ações realizada pelo Estado de Minas Gerais no processo de privatização da companhia. (Valor)
Oferta secundária e investidor estratégico: os pontos da privatização da Copasa
O governo de Minas Gerais definiu os parâmetros do processo de privatização da Copasa, companhia de saneamento responsável pelo abastecimento de água e esgoto de 75% dos municípios do estado. A modelagem será semelhante à adotada na desestatização da Sabesp, com uma estrutura de corporation, ou seja, sem um controlador definido, mas com a possibilidade de entrada de um investidor estratégico com papel relevante na gestão. A operação ocorrerá exclusivamente por meio de uma oferta secundária de ações, sem emissão de novos papéis, o que significa que o governo estadual vai vender parte ou a totalidade de sua participação atual, de 50,03%. O modelo permite que Minas mantenha uma fatia residual de até 5%, mas isso só acontecerá caso um investidor estratégico assuma uma posição de referência na companhia. (Exame)
Governo Zema define modelo de privatização da Copasa; saiba mais
A gestão de Romeu Zema (Novo) definiu o modelo de privatização da Copasa. Em mensagem aos investidores divulgada nessa quarta-feira (28/1), o governo de Minas informou que a venda das ações da companhia de saneamento devem ocorrer como distribuição secundária – quando acionistas controladores vendem suas participações existentes, sem emissão de novos títulos. De acordo com o documento, a ideia de Zema é conseguir um investidor estratégico, com capacidade financeira e experiência no setor. Minas detém 51% das ações da companhia. No caso do modelo de distribuição secundária, os recursos vão para os vendedores, e não para o caixa da empresa. Assim, o valor que Minas conseguirá com a venda das ações da Copasa fica para o próprio Estado. Como consta no documento, o dinheiro será usado para o pagamento da dívida do Estado com a União ou para o cumprimento das contrapartidas previstas pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). (O Tempo)
Copasa: BBA vê avanço concreto na privatização após novo anúncio do governo de MG
A Copasa (CSMG3) anunciou nesta quarta-feira (28) que recebeu um ofício do Estado de Minas Gerais detalhando a estrutura inicial do modelo de privatização da companhia. O estado, que atualmente detém 50,03% do capital, poderá manter uma participação de 5% caso haja a entrada de um investidor estratégico. Na ausência de investidor estratégico, o estado poderá alienar integralmente sua participação. O modelo prevê a entrada de um investidor estratégico com participação de 30% na companhia. O Itaú BBA avalia o anúncio como positivo, pois traz maior visibilidade sobre os termos de governança e a estrutura da transação, representando mais um passo concreto rumo à privatização. O processo avança da fase legislativa para a etapa de estruturação e execução da operação. (Info Money)
PPPs de rodovias e saneamento lideram em investimentos contratados em 2025
As PPPs (parcerias público privadas) para rodovias e saneamento contratadas em 2025 totalizam mais de R$ 100 bilhões em investimentos, segundo levantamento da consultoria Radar PPP obtido pelo CNN Money. Os segmentos com as maiores cifras no ano passado foram: Rodovias: R$ 73,8 bilhões; Água e Esgoto: R$ 27,2 bilhões; Mobilidade: R$ 14,4 bilhões; Portos: R$ 3,5 bilhões; Educação: R$ 3,2 bilhões; Iluminação Pública: R$ 1,6 bilhão; Resíduos Sólidos: R$ 1,2 bilhão; Terminais Rodoviários: R$ 575 milhões; Saúde: R$ 474 milhões. Segundo o último relatório iRadarPPP, elaborado pela consultoria e antecipado todo mês pelo CNN Money, foram 1.074 novas iniciativas de PPPs em 2025. Os maiores quantitativos foram registrados nos segmentos de resíduos sólidos (169), unidades administrativas e serviços públicos (163), eficiência Energética e Tecnologia (160) e água e Esgoto (150). (CNN Brasil)
TCU: Aneel terá 15 dias para responder sobre solução consensual de quatro usinas da Eneva
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, determinou a realização de diligência junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a possível solução consensual relacionada aos contratos de quatro usinas termoelétricas da Eneva. O órgão regulador terá 15 dias para responder sobre essa possibilidade, contados a partir da ciência do despacho assinado na quarta-feira (28/1) pelo presidente da Corte de Contas. O caso envolve controvérsias enfrentadas nos contratos das seguintes usinas termoelétricas: Maranhão III – Parnaíba II; MC2 Nova Venécia 2 – Parnaíba VI; Azulão II e Azulão IV. As duas primeiras estão localizadas em Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão. Já as duas últimas estão localizadas em Silves, no Amazonas. (Eixos)
MME inicia nova fase de digitalização das redes de distribuição de energia
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta quinta-feira (29/01), a Portaria Normativa nº 126 que marca o início da agenda de aceleração dos investimentos em digitalização das redes e dos serviços de distribuição de energia elétrica no país. A medida busca modernizar o setor e ampliar os benefícios da tecnologia para consumidores e concessionárias. Entre os principais pontos da norma, está o estímulo inicial à implantação de sistemas de medição inteligentes. Pelo prazo de 24 meses, as distribuidoras deverão garantir a instalação adicional desses sistemas em, no mínimo, 2% ao ano das Unidades Consumidoras (UCs) localizadas em cada área de concessão, criando uma base para a expansão estruturada da medição digital no país. (MME Notícias)
MME inicia digitalização das redes com meta anual de medição inteligente
O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou a fase de digitalização das redes de distribuição de energia elétrica no Brasil. Pela norma, publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 29 de janeiro, as distribuidoras deverão, em até 24 meses, implantar sistemas de medição inteligentes em, pelo menos, 2% das unidades consumidoras (UCs) por ano em cada área de concessão. O ministério estabeleceu ainda que, dentro do mesmo período, as concessionárias deverão apresentar as análises de custo-benefício (ACBs) com avaliações sobre os benefícios da modalidade em cada concessão e definir o nível e o ritmo mais adequados de investimento. O secretário de Energia Elétrica do MME, João Daniel Cascalho, já havia adiantado aos ouvintes do MinutoMega, podcast diário da MegaWhat, que as primeiras normas (digitalização das redes, regulação do supridor de última instância (SUI) e o conjunto de regras para sobrecontratação e exposição das distribuidoras) já estavam previstas para sair entre final de 2025 e começo de 2026 (Megawhat)
MME estabelece meta para implantação de medidores inteligentes até 2028
O Ministério de Minas e Energia (MME) determinou que as distribuidoras deverão garantir a instalação adicional de sistemas de medição inteligentes em, no mínimo, 2% ao ano das unidades consumidoras num prazo de até 24 meses, a partir de março de 2026. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira (29/1). A expectativa da pasta é que a iniciativa viabilize, nesse período inicial, a implantação de 3,6 milhões de sistemas de medição inteligentes em todo o país. Os medidores inteligentes são parte da estratégia de digitalização das redes e abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão. Contribuem também para a redução das perdas de energia e melhorias nos custos operacionais. (Eixos)
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram o estudo técnico “Soluções para aumento da confiabilidade no atendimento às cargas de Feijó e Cruzeiro do Sul”, que apresenta alternativas de planejamento voltadas ao reforço da confiabilidade do suprimento de energia nesses municípios do Acre. O estudo propõe o fortalecimento do circuito de transmissão, promovendo maior resiliência operacional do sistema e assegurando a continuidade do fornecimento de energia elétrica, mesmo em casos de falhas decorrentes de eventos climáticos. Como solução de curto prazo, o planejamento prevê a implantação de um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (SAEB), com capacidade de 100 MW / 200 MWh e tecnologia grid-forming (formador de rede), na Subestação Cruzeiro do Sul. (MME Notícias)
BNDES financia R$ 233 milhões para expansão do maior data center do Nordeste
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá financiar, aproximadamente, R$ 233,4 milhões à Tec.to, do grupo V.tal para expansão do Mega Lobster, com 3 MW de capacidade. O valor representa 40% do total estimado a ser investido. O empreendimento do grupo V.tal, localizado em Fortaleza, no Ceará, é o maior data center da região Nordeste. A quantia será financiada por meio do programa BNDES Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), sendo o Mega Lobster o primeiro data center a receber investimentos desse recurso, e da linha do BNDES Finem. “O financiamento do BNDES é um importante instrumento para viabilizar projetos de infraestrutura digital com visão de longo prazo e altos padrões de eficiência. No caso do Mega Lobster, ele apoia a expansão faseada da nossa capacidade, de forma sustentável”, declarou José Miguel Vilela, CEO da Tec.to. (Megawhat)
Data centers e energia: desafios e impactos no sistema elétrico brasileiro
A corrida global por infraestrutura digital transformou os data centers em um novo e voraz consumidor de energia. À medida que o mundo se torna mais dependente de dados, inteligência artificial e serviços em nuvem, cresce também a pressão sobre sistemas elétricos já tensionados pela transição energética. Esse duplo movimento, marcado pela necessidade de reduzir emissões e pelo crescimento vertiginoso da conectividade global, inaugura um novo ciclo na evolução da infraestrutura digital. Os data centers são intensivos em consumo elétrico, operam ininterruptamente e apresentam demandas que crescem em ritmo acelerado. Segundo relatório da IEA (Agência Internacional de Energia), a demanda global desse setor deve mais do que dobrar até 2030, passando de cerca de 415 TWh anuais em 2024 para aproximadamente 945 TWh, podendo representar cerca de 4% de todo o consumo elétrico mundial. (Canal Solar)
Transformação no setor: hidrelétricas como pilar para segurança energética
O setor elétrico brasileiro atravessa uma fase decisiva de transformação. As discussões que antes se concentravam apenas na expansão da oferta agora se ampliam para temas como segurança da rede, flexibilidade do sistema elétrico, equilíbrio tarifário, resiliência climática, novas cargas e integração tecnológica. Os Planos Decenais de Expansão de Energia (PDE 2034 e PDE 2035), elaborados pela EPE, reforçam um diagnóstico claro: cresce de forma acelerada a demanda de segmentos intensivos em eletricidade, como plantas de hidrogênio e, especialmente, os data centers. Em outras palavras, o sistema elétrico brasileiro deixou de lidar apenas com “quanto gerar” e passou a enfrentar o desafio de “como, quando e com que qualidade” essa energia chega ao consumidor. (Megawhat)
Chuvas abaixo da média mantêm alerta no setor elétrico, diz Fitch
Os níveis dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras não indicam, por ora, risco de restrição de suprimento em âmbito nacional, mas o comportamento das chuvas ao longo do atual período úmido mantém o sinal de alerta para os próximos meses. A avaliação é da agência de avaliação de riscos Fitch Ratings, que aponta a evolução hidrológica até abril como determinante para os preços da energia, o despacho térmico e o risco de elevação do Generation Scaling Factor (GSF) em 2026. A Fitch mapeou os impactos da hidrologia desfavorável em diferentes agentes do setor: influência nos preços da energia, especialmente para geradores com maior necessidade de compra de lastro ou com volumes descontratados; nível de despacho térmico, com pressão sobre os custos das distribuidoras; e o GSF, que pode afetar de forma mais intensa empresas expostas à geração hídrica com contratos no mercado livre. (Megawhat)
Carga do SIN prevista para fevereiro cai 1,7% na base anual
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) em fevereiro de 2026 a 87.613 MW médios, o que representa uma retração de 1,7% em relação mesmo mês de 2025. Segundo o operador, a redução se deve ao Carnaval – que, em 2025, aconteceu em março, portanto, sem efeitos em fevereiro – e também por fatores meteorológicos, já que em 2025 houve ondas de calor neste período do ano. As informações foram passadas nesta quinta-feira, 29 de janeiro, durante o primeiro dia da Programação Mensal da Operação (PMO) de fevereiro. A carga prevista para fevereiro também representa um ajuste a menor de 0,04% em relação à previsão do PMO anterior, em função de atualizações nas sinalizações meteorológicas, especialmente no subsistema Sudeste/Centro-Oeste. (Megawhat)
ONS prevê despacho térmico adicional no começo de fevereiro
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta despacho térmico adicional entre os dias 31 de janeiro e 6 de fevereiro para atendimento à ponta da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN). No mesmo período, deve haver energia vertida turbinável (EVT) em momentos de carga média e leve, e condicionada a validação elétrica para ser transmissível, para exportação. Em meio a um período úmido com precipitações abaixo da média histórica, que deixa o SIN e todos os subsistemas abaixo da média de longo termo (MLT), o operador busca poupar os reservatórios, o que deve continuar ocorrendo nas próximas semanas. Durante o primeiro dia da Programação Mensal da Operação (PMO) de fevereiro, realizado nesta quinta-feira, 29 de janeiro, o ONS destacou que, desde dezembro de 2025 as defluências praticadas nas usinas de Jupiá e Porto Primavera têm sido próximas aos valores mínimos vigentes, prática que deve ser mantida para preservação dos reservatórios. (Megawhat)
ONS e CCEE promovem workshop para apresentar nova governança do Comitê Técnico PMO/PLD
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizaram, em 28 de janeiro, workshop para apresentar a nova governança do Comitê Técnico (CT) PMO/PLD e os aprimoramentos na calibração dos parâmetros do CVaR, que passaram a vigorar no ciclo 2025/2026. O encontro online reuniu cerca de 400 participantes e abriu o calendário de eventos do ONS em 2026, reforçando o compromisso com a melhoria contínua dos processos de planejamento, programação da operação e formação de preço de curto prazo do sistema elétrico brasileiro. “Encontros como este são essenciais para discutir, junto aos agentes, temas centrais do setor. O aprimoramento contínuo dos processos do PMO e do PLD só é possível graças à atuação integrada com ANEEL, EPE e CCEE, e o apoio do Ministério de Minas e Energia, garantindo soluções técnicas consistentes, transparentes e alinhadas às necessidades da sociedade”, afirmou Marcio Rea, diretor-geral do ONS. (ONS Notícias)
Inversores e BESS serão impactados por novas alíquotas de importação
Novas alíquotas do imposto de importação para Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) devem entrar em vigor nas próximas semanas no Brasil. A alteração foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) na 233ª Reunião Ordinária, realizada na quarta-feira (28), e aguarda publicação do colegiado para determinar o início da vigência. Segundo o consultor tributário e comércio exterior, Wladimir Janousek, que analisou a medida em nota técnica, os inversores fotovoltaicos e sistemas de armazenamento (BESS) estão entre os mais impactados. “O realinhamento atinge especialmente os inversores solares, cuja alíquota atual é de 12,6% e passará a 20%. Para os BESS classificados no NCM 8504.40.40, a tarifa subirá de 16% para o mesmo patamar”, afirma. Já os módulos fotovoltaicos, que tiveram a alíquota recomposta anteriormente, permanecem com taxa de 25%. (Canal Solar)
CTG Brasil implanta fotovoltaica com baterias na UHE Ilha Solteira
A CTG Brasil acaba de inaugurar um laboratório para estudo do uso de baterias associadas à geração solar. Uma usina fotovoltaica com 1.248 módulos e capacidade de 0,692 MW foi instalada em área anexa à hidrelétrica Ilha Solteira, em São Paulo, associada a um sistema de baterias BESS de 215 kWh de capacidade. A energia gerada está sendo utilizada na própria usina no modelo de geração distribuída (GD): “O foco do projeto é pesquisa e desenvolvimento, não comercialização. No futuro, os aprendizados técnicos, operacionais e regulatórios poderão subsidiar modelos de uso mais amplos, conforme a evolução do marco regulatório e do mercado”, declarou a CTG à MegaWhat. O projeto, chamado de Flex BESS, faz parte da cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e tem como objetivos principais desenvolver conhecimento técnico aplicado em armazenamento de energia, apoiar a evolução regulatória do setor e contribuir para novos modelos de negócio. (Megawhat)
Edge recebe aval da ANP para avançar com seu projeto de GNL em pequena escala
A Edge recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar a instalação de acondicionamento de gás natural liquefeito (GNL) de seu projeto de distribuição de GNL em pequena escala a partir do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), no Porto de Santos, em São Paulo. A instalação consiste numa balsa com capacidade para dez carretas de GNL (cada uma com capacidade de 58 m³) e que operará atracada ao FSRU (navio regaseificador) do TRSP. Trata-se de um modelo inédito no Brasil, no qual as cargas de GNL sairão do FSRU em barcaças com caminhões-tanques, responsáveis pelo transbordo até o continente. (Eixos)
Naturgy anuncia queda de 10% à indústria após redução do gás pela Petrobras
Após a redução de 7,8% do preço da molécula do gás natural pela Petrobras, anunciado na terça-feira (27) a Naturgy informou aos seus clientes que a partir de 1º de fevereiro seus preços também terão queda, com destaque para indústrias e GNV (Gás Natural Veicular). A redução para os clientes localizados na Região Metropolitana do Rio (Ceg) será em média de 4,44% para os segmentos residencial; 4,61% para o comercial; 12,50% para postos de GNV e de 11,63% para as indústrias. Para os clientes que moram no interior do estado (Ceg Rio), a redução será de 4,45% para residências, 5,21% para o comércio, 9,84% para postos de GNV e 10,19% para indústrias. (CNN Brasil)
Equipe da ANA conhece produção de biometano no maior aterro sanitário da América Latina
Representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) visitaram, na última terça-feira, 27 de janeiro, a usina de produção de biometano instalada no maior aterro sanitário da América Latina, em Caieiras (SP). Participaram da agenda a diretora da ANA, Larissa Oliveira Rêgo; o procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à ANA, Davi Pereira Alves; o superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico, Alexandre Anderáos; a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende; além de representantes do Grupo Solví e da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). Durante a agenda, os(as) participantes conheceram o processo de operação do aterro sanitário, incluindo a produção de biogás e biometano, o tratamento de chorume, o monitoramento ambiental e hidrogeológico, assim como ações de logística reversa e recuperação de solos. (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico)
Transição energética em SP: maior aterro sanitário da América Latina abriga usina de biometano
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, visitou na terça-feira (27) a usina de produção de biometano instalada no maior aterro sanitário da América Latina, em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo. A unidade, administrada pelo Grupo Solví, recebeu também representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Durante o encontro, a secretária recebeu uma placa simbólica referente à execução da compensação de crédito de carbono das emissões de gases de efeito estufa realizada pela Solví durante o Summit Agenda SP + Verde, evento pré-COP promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, pela Prefeitura de São Paulo e pela USP, entre os dias 4 e 5 de novembro de 2025. A iniciativa permitiu a compensação de 284 toneladas de CO₂ (dióxido de carbono), neutralizando as emissões decorrentes da infraestrutura, do uso de energia, da geração de resíduos e do deslocamento do público até o evento, por meio de créditos de carbono gerados no aterro de Caieiras. Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada métrica de CO₂ que deixou de ser emitida na atmosfera. (Agência SP)
Goldman revisa elétricas e inicia cobertura de Copel com compra; veja preferências
O Goldman Sachs atualizou suas projeções de preços de energia para refletir a hidrologia mais fraca do que o esperado em janeiro, cerca de 66% abaixo da média de longo prazo, o que levou a estimativa para o 1T26 (primeiro trimestre de 2026) a cerca de R$ 235 por MWh (megawatt/hora), contra a previsão anterior de R$ 166/MWh, enquanto as projeções para o 2T, 3T e 4T permanecem praticamente inalteradas, assumindo de forma conservadora que os níveis de chuva se normalizem nos próximos meses. Dessa forma, as novas estimativas de preços passaram a R$ 240, 230, 220 e 220 por MWh para 2026, 2027, 2028 e 2029. O banco também iniciou a cobertura de Copel (CPLE3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação. (Info Money)
Axia lança ferramenta para oferta de energia no horário de pico – Edição do dia
O Valor Econômico informa que a Axia Energia, ex-Eletrobras, lançou uma ferramenta que permite às empresas do mercado livre oferecer energia nos horários de pico de consumo. A plataforma digital, chamada Agregadora de Resposta da Demanda, disponibiliza a energia para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), encarregado de escolher as fontes mais competitivas para abastecer o Sistema Interligado Nacional (SIN). A ferramenta da Axia utiliza tecnologias do Google Cloud, que ajudou no desenvolvimento do mecanismo. A agregadora da Axia toma como base o Programa de Resposta da Demanda (RD), criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2022 e que incentiva às empresas a reduzir seu consumo de energia. O que sobra de energia é vendido para o atendimento do SIN. (Megawhat)
Axia Energia possibilita ‘resposta da demanda’ a partir de 1 MW
A Axia Energia (ex-Eletrobras) lançou uma plataforma que permite que consumidores livres ofereçam, voluntariamente, energia para ser utilizada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) entre 18h e 22h (horário de ponta) com ofertas a partir de 1 MW. A ferramenta utiliza tecnologia do Google Cloud para a análise dos dados e contato com agentes. A plataforma é inspirada no mecanismo de resposta da demanda (RD), desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2022, que incentiva que as empresas reduzam seu consumo e ofereçam a energia poupada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O RD, no entanto, compreende apenas empresas com “grande” volume de energia para ofertar, sendo o mínimo regulatório atual de 5 MW. A novidade proposta pela Axia é agregar ofertas a partir de 1 MW, que podem vir de diferentes consumidores, até atingir o mínimo regulatório de 5 MW. (Megawhat)
Investimento em saneamento triplica riqueza social do Paraná, aponta Trata Brasil
O Paraná consolida-se como referência no setor de saneamento básico com a atuação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A avaliação é de Luana Siewert Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil, que vincula o desenvolvimento socioeconômico paranaense acima da média nacional aos investimentos realizados. Ela também destaca a robustez dos processos, o quadro de profissionais consolidado e os resultados alcançados pela Companhia. “Com certeza é uma referência nacional. Na minha visão, a Sanepar e a Sabesp (Companhia de Saneamento de São Paulo) são as duas melhores empresas do Brasil quando a gente avalia o avanço do saneamento. A Sanepar está no caminho da universalização, muito próxima de atingir as metas do marco legal, e tem que se orgulhar dos resultados atingidos e da equipe técnica que possui”, ressalta. (Governo do Paraná)
As fontes de luz com tecnologia de LED são consideradas mais eficientes porque consomem menos energia elétrica para produzir a mesma quantidade de luz, além de ter uma vida útil muito maior. As lâmpadas e luminárias LED podem durar vários anos sem precisar de troca, o que reduz custos e desperdício. Diferente das lâmpadas antigas, incandescentes, que funcionavam aquecendo um fio até ele brilhar, o LED gera luz por meio de um componente eletrônico que transforma energia elétrica diretamente em luz, com pouca perda em forma de calor. No entanto, para diferentes tecnologias de lâmpadas e luminárias LED também existem diferentes níveis de qualidade e de eficiência energética. (MME Notícias)
Investimento em energia limpa supera combustíveis fósseis pela segunda vez em 2025
O investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, mostra relatório anual Energy Transition Investment Trends da BloombergNEF divulgado nesta quinta (29/1). Pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou os aportes em oferta de combustíveis fósseis, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024. Enquanto o investimento em energia limpa – que inclui renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento de energia e redes elétricas – continuou a crescer, o investimento na oferta de combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, recuando US$ 9 bilhões em relação a 2024. (Eixos)
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