IBOVESPA +3,33% | 171.816 Pontos
CÂMBIO -0,78% | 5,33/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 3,3%, registrando seu maior avanço diário desde abril de 2023 e superando, pela primeira vez, o patamar dos 170 mil pontos, aos 171.817 pontos. O movimento foi acompanhado por um desempenho positivo dos ativos globais, impulsionado pela redução das tensões geopolíticas após Donald Trump sinalizar um recuo em sua intenção de utilizar força militar ou tarifas para avançar com a ideia de anexação da Groenlândia pelos EUA. No cenário doméstico, o mercado também seguiu atento ao noticiário político, repercutindo a divulgação de uma pesquisa eleitoral relevante.
O setor de Educação liderou os ganhos, com Cogna (COGN3, +11,0%) e Yduqs (YDUQ3, +8,9%), refletindo o fechamento da curva de juros. No caso da Cogna, o movimento também foi reforçado por uma elevação de recomendação por um banco de investimentos. Na ponta negativa, TIM (TIMS3, -1,1%) foi o único papel a encerrar o dia em queda, após um banco de investimentos rebaixar a recomendação da ação de compra para neutro.
Nesta quinta-feira, destaque para a divulgação do Deflator do PCE de novembro nos EUA, além da decisão de política monetária no Japão. Pela temporada internacional de resultados do 4T25, os principais destaques ficam por conta dos balanços de General Electric, Intel e Procter & Gamble.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quarta-feira em queda, após declarações do presidente norte americano Donald Trump que aliviaram as preocupações dos mercados sobre as tensões entre Estados Unidos e Europa envolvendo os planos de anexação da Groenlândia. As falas sinalizaram recuo nas ameaças de uso de forças militares e de tarifas comerciais adicionais, além de avanço em direção a um acordo com a Otan. Nesse cenário, as Treasuries recuaram: os títulos de 2 anos fecharam em 3,59% (-1bp); os de 10 anos, em 4,25% (-4 bps); e os de 30 anos, em 4,87% (-5 bps). No Brasil, o movimento de queda também foi influenciado por nova pesquisa eleitoral, que mostrou vantagem para Flávio Bolsonaro (mais propenso a ajustes fiscais, na visão do mercado) em relação a Lula. O fechamento das taxas foi mais pronunciado a partir do miolo da curva. O DI jan/27 encerrou a 13,73% (-7bps), o DI jan/29 a 13,12% (-12bps) e o DI jan/31 a 13,50% (-12bps).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,9%), acompanhando a recuperação dos mercados após a redução das tensões comerciais envolvendo a Europa. O mercado agora aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, e acompanha a temporada de resultados, com balanços de Procter & Gamble, Intel e GE Aerospace ao longo do dia.
Na Europa, as bolsas abriram em forte alta (Stoxx 600: +1,3%), após Trump anunciar um acordo preliminar envolvendo a Groenlândia e descartar a aplicação de tarifas adicionais sobre aliados europeus. O alívio também reduz preocupações em torno da coesão da OTAN, embora persistam incertezas sobre o futuro do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, cuja aprovação segue suspensa.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: 0,0%; HSI: +0,2%), refletindo o alívio após Trump recuar das ameaças tarifárias contra a Europa e afirmar que não pretende usar força militar para adquirir a Groenlândia. No Japão, o Nikkei 225 saltou 1,7%, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas, enquanto o Topix avançou 0,7%, apesar de dados de exportações de dezembro abaixo do esperado.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta feira praticamente estável, com leve alta de 0,04%, influenciado pelo fechamento da curva de juros. Com esse desempenho, o índice acumula valorização de 0,98% no ano. No desempenho setorial, os fundos de tijolo recuaram 0,03%, enquanto os fundos de papel registraram ganho marginal de 0,04%. Entre as maiores altas do dia, destacaram se URPR11 (+4,5%), PMIS11 (+3,1%) e HABT11 (+2,0%). Já entre as principais quedas figuraram SNELL11 (-2,5%), BTAL11 (-2,3%) e SNFF11 (-1,2%).
Economia
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem à tarde que seu governo chegou a um arcabouço para futuro acordo com a OTAN em relação à Groenlândia e região do Ártico. Em seguida, Trump afirmou que não aplicará tarifas (a oito países europeus contrários à anexação da Groenlândia) que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Mais cedo, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, Trump havia descartado o uso da força para tomar a Groenlândia, embora tenha reforçado a intenção do governo americano de negociar imediatamente a aquisição da ilha. Os ativos financeiros se valorizam significativamente após as sinalizações de Trump. No Brasil, por exemplo, o Ibovespa saltou quase 3,5%, renovando a máxima histórica. A taxa de câmbio se apreciou em aproximadamente 1%, passando de R$/US$ 5,37 para R$/US$ 5,32.
Hoje, destaque para a divulgação do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), o principal índice de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A mediana das expectativas de mercado aponta para alta de 0,2% em novembro comparado a outubro, e de 2,8% no acumulado em 12 meses. A agenda inclui também indicadores da atividade econômica americana, como renda e gastos pessoais de novembro, PIB do 3T25 (estimativa final) e pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada. No Brasil, atenções voltadas para os dados de arrecadação tributária federal em dezembro.
Veja todos os detalhes
Economia
Trump diz que governo americano não aplicará tarifas sobre países da Europa
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem que seu governo chegou a arcabouço para futuro acordo com a OTAN em relação à Groenlândia e região do Ártico. Após reunião com o Secretário-Geral da Organização, Mark Rutte, Trump publicou em sua rede social que a solução, “se concretizada, será excelente para os Estados Unidos e todas as nações da OTAN”. Em seguida, Trump afirmou que não aplicará tarifas (a oito países europeus contrários à anexação da Groenlândia) que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Mais cedo, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos (Suíça), Trump havia descartado o uso da força para tomar a Groenlândia, embora tenha reforçado a intenção do governo americano de negociar imediatamente a aquisição da ilha. O Presidente afirmou que mais informações serão disponibilizadas conforme as negociações avancem. Os ativos financeiros se valorizam significativamente após Trump cancelar as novas tarifas. Por exemplo, os principais índices acionários americanos subiram quase 1,5% na quarta-feira. No Brasil, o Ibovespa saltou cerca de 3,5%, renovando a máxima histórica. Ademais, a taxa de câmbio se apreciou em aproximadamente 1%, passando de R$/US$ 5,37 para R$/US$ 5,32;
- Ontem pela manhã, o Parlamento Europeu decidiu suspender os trabalhos sobre o acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, como reflexo das ameaças de tarifas sobre os países do bloco que apresentaram oposição aos planos de Donald Trump. O Comitê de Comércio do Parlamento Europeu deveria definir sua posição em votações nos dias 26 e 27 de janeiro, mas houve adiamento. Com o discurso mais moderado de Trump em Davos, líderes europeus podem retomar a discussão sobre as relações comerciais com a economia americana;
- Hoje, destaque para a divulgação do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), o principal índice de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A mediana das expectativas de mercado aponta para alta de 0,2% em novembro comparado a outubro, e de 2,8% no acumulado em 12 meses. A medida de núcleo do deflator PCE – exclui os itens de alimentos e energia – também deve apresentar elevação de 0,2% e 2,8%. A agenda inclui também indicadores da atividade econômica americana: renda pessoal (exp. 0,4% m/m) e gasto pessoal (exp. 0,5% m/m) de novembro; PIB do 3T25 – estimativa final (exp. 4,3% na variação trimestral dessazonalizada e anualizada); e pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada (exp. 209 mil). No Brasil, atenções voltadas para os dados de arrecadação tributária federal em dezembro.
Empresas
Nubank (NU): Primeiro o crescimento, depois os lucros
- Os dados operacionais do NU México referentes a Nov’25 foram divulgados. Os principais destaques são:
- (i) A carteira total cresceu +7,1% MoM (+12,6% no QTD), com a continuidade de uma aceleração mais rápida dos NPLs em relação à carteira performada (+11,3% vs. +6,8% MoM, respectivamente), o que resultou em uma taxa de NPL de 6,8% (+20 bps MoM; +40 bps QTD);
- (ii) Os depósitos totais continuam em queda (-0,5% MoM), à medida que os depósitos a prazo seguem diminuindo, porém em ritmo menor (-3,9% vs. -15,7% MoM em Out’25);
- (iii) O NII cresceu apenas +0,1% MoM (+2,9% QTD), uma desaceleração relevante frente ao crescimento de +24,7% MoM no mês anterior, refletindo menores receitas e despesas com juros no período;
- (iv) O crescimento das provisões moderou para +8,9% MoM (vs. +9,7% MoM em out/25), levando a uma leve redução no custo de risco, que atingiu 23,2% (-60 bps MoM); (
- v) As despesas operacionais líquidas caíram -21,1% MoM (+44,7% QTD), impulsionadas por maior Receita Líquida de Fees, o que não foi suficiente para compensar a queda das receitas, resultando em uma piora de 30 bps MoM no Índice de Eficiência.
- Embora a sólida expansão da carteira tenha vindo acompanhada de um NII estável e de uma leve deterioração da qualidade do crédito, avaliamos que os números de Nov/25 são consistentes com a estratégia do NU, que pode envolver o adiamento do breakeven de suas operações no México caso sejam identificadas oportunidades adicionais de crescimento.
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Bens de Capital: O que está impulsionando a conversa
- À medida que nos aproximamos da nossa Conferência de Bens de Capital 2026 amanhã, compilamos os principais pontos de discussão que esperamos que as conversas dos investidores sejam centradas.
- No curto prazo, permanecem preocupações sobre a dinâmica tarifária (e os impactos nos níveis de lucratividade das empresas), juntamente com a perspectiva de demanda no Brasil, Europa e especialmente na América do Norte.
- Estruturalmente, a eletrificação continua sendo um dos principais temas em todo o setor, assim como no cenário competitivo (tanto com players tradicionais quanto com novos participantes).
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AmBev (ABEV3) | Manter-se sóbrio
- Estamos divulgando nossa Prévia de Resultados do 4T25 e atualizando nossas estimativas e preço-alvo baseado em DCF para 2026E, agora em BRL 12,3/ação (ante BRL 10,9/ação);
- Para o 4T25, projetamos um trimestre fraco, principalmente devido a: (i) menores volumes em todas as frentes, com Cerveja Brasil como o principal ponto negativo (-5,0% A/A);
- Como os principais fatores por trás do nosso recente downgrade permanecem inalterados, mantemos nossa recomendação de venda.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/ambev-abev3-manter-se-sobrio/
Simpar (SIMH3): Prévia Operacional do 4T25; Neutro
- A Simpar apresentou resultados operacionais neutros, com receita líquida de R$11,2bn (+7% A/A; em linha com o XPe);
- De maneira geral, destacamos:
- Receitas de serviços ligeiramente abaixo do esperado (-2% vs. XPe), provavelmente afetadas por tendências mais fracas de receita na JSL;
- Receitas de venda de ativos acima do esperado (+19% vs. XPe), potencialmente impulsionadas pelo desempenho de Seminovos da Movida;
- Desalavancagem contínua (dívida líquida/EBITDA de 3,1x, ante 3,5x no 3T25), apoiada por (a) recebimento parcial dos recursos da venda da Ciclus Rio (R$769mn), que deve seguir auxiliando na desalavancagem à medida que as parcelas subsequentes forem recebidas; (b) menor capex líquido implementado; e (c) foco sustentado em medidas de redução de custos em todo o grupo;
- Clique aqui para acessar o relatório.
Mineração e Siderurgia: Resiliência da demanda por aço apesar da menor sazonalidade durante o fim do ano
- O sentimento na indústria siderúrgica brasileira permanece construtivo, apoiado por uma demanda resiliente e pela queda nas importações.
- De maneira geral, destacamos:
- Receitas de serviços ligeiramente abaixo do esperado (-2% vs. XPe), provavelmente afetadas por tendências mais fracas de receita na JSL;
- Receitas de venda de ativos acima do esperado (+19% vs. XPe), potencialmente impulsionadas pelo desempenho de Seminovos da Movida;
- Desalavancagem contínua (dívida líquida/EBITDA de 3,1x, ante 3,5x no 3T25), apoiada por (a) recebimento parcial dos recursos da venda da Ciclus Rio (R$769mn), que deve seguir auxiliando na desalavancagem à medida que as parcelas subsequentes forem recebidas; (b) menor capex líquido implementado; e (c) foco sustentado em medidas de redução de custos em todo o grupo;
- Quanto ao antidumping, com todas as notas técnicas já publicadas e seus respectivos períodos de comentários encerrados, esperamos decisões finais já em Fev-Mar’26.
- Além disso, embora a demanda moderada no início do ano possa ter moderado o ritmo de ajustes imediatos de preços (preços de bobinas quentes -3% S/S, revertendo parcialmente um aumento de +4% no início de Jan’26), os fundamentos subjacentes sugerem espaço para que os preços se recuperem nos próximos meses (ou seja: fraca lucratividade interna, menor penetração de importações e investigações antidumping em andamento).
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Donald Trump drops tariff threat against Europe and touts ‘future’ Greenland deal (Financial Times);
- Após revés no Parlamento Europeu, Brasil deve articular resposta rápida do Mercosul sobre acordo com UE (Valor Econômico);
- Oferta do Agibank pode ser lançada um dia após estreia do PicPay na Nasdaq (Estadão);
- Sabesp conclui aquisição de participação na Emae por R$ 682,6 milhões (Valor Econômico);
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Estratégia
Prévia do Rebalanceamento MSCI Brazil
- No dia 10 de fevereiro, a MSCI anunciará as mudanças em seus índices globais que entrarão em vigor em 2 de março. Esperamos a inclusão de Aura Minerals (AURA33) no MSCI Brazil, e não esperamos exclusões.
- A capitalização de mercado da Aura Minerals encontra-se acima do limite estimado para inclusão no índice, e a companhia também atende aos demais critérios de liquidez e free float mínimo.
- Os atuais componentes do índice continuam atendendo aos critérios de permanência, de acordo com as regras de continuidade. Ainda assim, Copel (CPLE3) é atualmente a empresa com menor capitalização no índice, enquanto o free float de Engie (EGIE3) está ligeiramente acima do limite mínimo. Os nomes devem ser acompanhados com atenção até a próxima reconstituição.
- Clique aqui para acessar o relatório.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- VINO11 e RBFF11 sobem, mas IFIX fecha em leve queda, interrompendo série de recordes (FIIs);
- Aluguéis comerciais crescem 20% em dois anos em São Paulo, com Nova Faria Lima liderando (Buildings);
- Tecnologia redefine escritórios e muda a lógica do real estate corporativo (SiiLA);
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ESG
Eólica e solar superam fósseis na geração de eletricidade da UE pela primeira vez | Café com ESG, 22/01
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em alta, com IBOV e o ISE avançando 3,33% e 3,36%, respectivamente;
- No Brasil, o Assaí, uma das principais varejistas de alimentos no país, assumiu o compromisso de reduzir de forma considerável o descarte de itens em aterros sanitários – até 2035, a companhia destinará menos de 10% dos resíduos produzidos em suas 312 lojas e 12 centros de distribuição para o lixo, com a meta de chegar a 90% de reciclagem e reaproveitamento;
- No internacional, (i) Donald Trump chega a Davos nesta semana à frente da maior delegação americana já vista na história do Fórum Econômico Mundial – sua presença, contudo, veio acompanhada de uma exigência que marca uma ruptura com as tradições do evento: a pauta climática deve ser excluída das reuniões bilaterais e compromissos oficiais dos quais participará; e (ii) a energia eólica e solar produziram mais eletricidade do que os combustíveis fósseis na UE pela primeira vez no ano passado, segundo dados publicados pelo think tank de energia Ember – juntas, tais fontes geraram 30% da eletricidade da União Europeia em 2025, acima dos 29% fornecidos por usinas de combustíveis fósseis que operam com carvão, gás e, ocasionalmente, petróleo;
- Clique aqui para acessar o relatório completo

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